Alunos que não usam IA vão melhor em todos os quesitos

por David Gerard

Todo ano, a OCDE avalia estudantes no mundo todo por meio do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Os resultados de 2025 acabaram de ser divulgados. (Relatório em *.pdf.)

No mundo inteiro, as notas caíram nos últimos dez anos. Mas o PISA incluiu uma medida sobre IA. Como vão os alunos que usam o chatbot na escola?

Acontece que quem sai na frente não usa IA. Os gráficos mostram que os alunos que usam pouco ou nada de IA deixam no chinelo os que usam:

Nesses cenários, alunos que não usam IA superam os que usam, em média, por cerca de 20 pontos — o equivalente a mais ou menos um ano escolar à frente dos colegas.

O subtítulo do resumo afirma que “a relação entre o uso de IA e o desempenho escolar é complexa”. O que isso significa é que quem evita a IA se sai muito melhor.

Os que usam IA, no máximo, empatam. Alguns vão um pouquinho melhor — mas também calha de serem mais ricos.

A introdução do relatório aponta o óbvio:

Da mesma forma que não ficamos em forma assistindo a esportes, mas praticando esportes, a aprendizagem não acontece pelo consumo de conteúdo, mas por meio de um produtivo esforço cognitivo ao se deparar com material novo.

Claro, o relatório então tenta dar razão para os dois lados:

Se fizermos isso direito, a IA vira um andaime, não uma muleta. Uma ferramenta para pensar, não um substituto do pensamento.

Mas eu diria que existe uma única abordagem responsável diante da máquina de fazer lição de casa na educação: não usar. Quem sai ganhando é quem fica para trás.

Publicado originalmente no Pivot to AI em 8/9/2026.

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