— @AmazonNews, perfil oficial da Amazon no Twitter, em resposta a um congressista do Wisconsin.
Exceto que fazer xixi em garrafas é, sim, uma prática (e bem documentada) comum entre entregadores que trabalham para a Amazon nos Estados Unidos. A Vice reuniu alguns relatos.
Amazon arrocha editoras e pede mais descontos na compra de livros
Aquele livro que sai mais barato comprado na Amazon custa caro às editoras. A empresa norte-americana está pressionando editoras brasileiras a aumentarem o desconto das obras (de 55% para 58%) e a abrirem mão de uma “taxa de marketing” de 5%. Um grupo de 120 editoras se prepara para responder à tentativa de arrocho pela Amazon. Via Publish News.
Nos EUA, às vezes sai mais barato reembolsar e deixar o produto indesejado com o consumidor
Grandes lojas virtuais nos Estados Unidos, como Amazon, Walmart e Target, estão usando inteligência artificial para determinar quando vale a pena receber de volta um produto comprado online que o consumidor não quis ficar. Em muitos casos, sai mais barato reembolsar a compra e deixar o produto indesejado/errado com o consumidor do que fazer a logística reversa. Via Wall Street Journal (em inglês, com paywall).
Google e Apple banem app do Parler das suas lojas; Amazon poderá banir o site da AWS
Google e Apple removeram o aplicativo do Parler, uma rede social alternativa adotada por trumpistas, das suas respectivas lojas de apps. Ambas as empresas alegam que o Parler viola os termos de uso ao não coibir conteúdo ilegal e de incitação à violência. Via Axios e MacRumors (em inglês).
A Amazon, onde o Parler está hospedado, deu um ultimato à empresa. Se não adequarem seus termos de uso até a meia noite deste domingo, o site será banido da Amazon Web Services (AWS). John Matze, CEO do Parler, já admite que o site poderá ficar inacessível por vários dias até ser restaurado em outra hospedagem. Via Buzzfeed (em inglês).
Do nosso arquivo, de 2015, um passeio pelo Gab, outra rede social alternativa adotada por extremistas. O Gab nunca emplacou fora dos círculos próximo a Trump. Hoje, funciona como uma instância do Mastodon, mas quem acessa o Mastodon em outras instâncias bem administradas não corre o risco de topar com seu conteúdo — a maioria das instâncias e até mesmo apps do Mastodon bloqueiam a do Gab.
Amazon oferece podcasts no Brasil
Dois meses após entrar no ramo de podcasts nos Estados Unidos, a Amazon repete o movimento no Brasil. A oferta de podcasts fica dentro do Amazon Music, ou seja, é similar ao Spotify. Outra semelhança é a presença de podcasts exclusivos. O primeiro — e único, mas não por muito tempo — é o A música do dia, em que o jornalista e músico Nelson Motta apresenta 101 músicas que marcaram sua vida. Via TechTudo.
Amazon é alvo de ação antitruste da União Europeia
A Comissão Europeia abriu um processo antitruste contra a Amazon nesta terça (10). São duas linhas de acusação. Em uma, o bloco acusa a Amazon de usar dados de vendas privados das lojas que vendem em seu marketplace para detectar campeões de vendas e criar versões próprias mais baratas. Na outra, alega que a Amazon favorece seus próprios produtos e os de parceiros que pagam a ela por soluções de logística.
Há quem argumente que essas atitudes da Amazon não diferem das de grandes redes de supermercados. Na justificativa do processo, a vice-presidente executiva da CE, Margrethe Vestager, disse que “devemos garantir que o papel duplo de plataformas com poder de mercado, como a Amazon, não distorça a competição”. Parece um caso mais controverso que outras investidas da União Europeia contra Big Techs norte-americanas. Via Comissão Europeia (em inglês), O Globo.
As Big Tech vão bem na pandemia, obrigado
Alphabet (Google), Amazon, Apple e Facebook divulgaram nesta quinta (29) seus balanços fiscais referentes ao terceiro trimestre fiscal (quarto, no caso da Apple) de 2020. Todas tiveram crescimento expressivo:
- Alphabet faturou US$ 46,17 bilhões (aumento de 14% em relação ao ano anterior), com US$ 11,25 bilhões de lucro.
- Amazon faturou US$ 96,15 bilhões (+37%), com US$ 6,3 bilhões de lucro.
- Apple faturou US$ 64,7 bilhões (+1,1%), com US$ 12,7 bilhões de lucro.
- Facebook faturou US$ 21,47 bilhões (+22%), com US$ 7,85 bilhões de lucro.
por Guilherme Felitti
Roger McNamee é um dos sujeitos mais impactantes do mercado de tecnologia de quem você nunca ouviu falar. No seu primeiro trabalho na área, no começo da década de 1980, ele liderou investimentos na Electronic Arts. Quando foi trabalhar em um dos fundos mais tradicionais do Vale do Silício, o Kleiner Perkins, McNamee se envolveu em investimentos feitos em um navegador chamado Netscape e em uma loja online chamada Amazon. Ambos os negócios se tornaram gigantescos, mas é sempre bom frisar que quem começou o frenesi financeiro da internet foi o Netscape, o primeiro navegador gráfico para usuário final da história.
O histórico de acertos do McNamee era tão sólido que ele fez o que qualquer um com naquela posição faz em sua área: para que trabalhar para os outros se eu posso colher os frutos todos para mim? Em 1999, ele fundou a Silver Lake Partners com outros sócios e passou a farejar o mercado atrás de negócios com potencial.
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Se você sempre quis colocar microfones super sensíveis e sempre ativos de uma mega corporação estrangeira dentro da sua casa, tenho uma boa notícia: a Amazon lançou nesta quinta-feira (3) a Alexa em português do Brasil e, junto com ela, colocou em pré-venda no país seus alto-falantes com microfones da linha Echo.
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A Netflix começou digitalizando as vídeo locadoras. Não os filmes em si, mas o espaço físico mesmo. Os clientes alugavam filmes em DVDs e a empresa os distribuía via Correios. Mas foi só quando alguém lá dentro teve a sacada de que poderia ir além e remover o último elemento físico do negócio, o disco de DVD, que ela deslanchou. Afinal, a digitalização total era uma ótima ideia, tão boa que surpreende que estúdios fornecedores de conteúdo e donos das plataformas onde a Netflix roda tenham demorado tanto para copiá-la.
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O aumento da oferta de serviços de streaming tem feito muita gente reavaliar os planos assinados e buscar alternativas mais baratas. Uma dessas pessoas resolveu dar uma abordagem analítica ao dilema: Sillas Gonzaga usou a programação para saber qual serviço de streaming disponível no Brasil tem o melhor acervo de filmes e séries.
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por Guilherme Felitti
Em 14 de junho de 2011, a capa do jornal Folha de S.Paulo estampava uma série de quatro fotos tiradas na Cracolândia, quando as gestões recentes da Prefeitura ainda não tinham resolvido definitivamente o problema (essa frase contém ironia e, se você não entendeu, sugiro ler jornal). Nelas, um homem de meia idade, cabeça cheia de cabelos brancos e terno e gravata passeia pela região, no centro de São Paulo, compra uma pedra, fuma no cachimbo e vai embora. Embaixo das fotos, a legenda lia: “O gravata da Cracolândia”.
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por Drew Austin
Todos os dias, o imperativo de perceber a si mesmo como um consumidor cresce em toda uma gama de experiências e instituições: nos shoppings e nos centros de negócios que substituíram praças e parques públicos; nas escolas e hospitais, onde as ofertas são criadas não para o bem-estar social geral, mas para a escolha individual do consumidor e o que cada um pode pagar; e nas academias de ginástica, onde exercícios, nutrição e outras formas de bem-estar foram redefinidas como escolhas pessoais de estilo de vida. (mais…)
A Netflix está oficialmente no Brasil desde setembro de 2011. De lá para cá, o serviço mudou bastante. As séries originais, inexistentes naquela época, hoje povoam as listas de produções sugeridas. Os filmes de terceiros, que eram o carro-chefe, perderam espaço. Tudo isso é resultado do próprio sucesso da Netflix, que acaba dificultando renovações e novos contratos com outros estúdios. (mais…)