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Assistentes de voz como interface para casas conectadas e internet das coisas

Modelo de casa inteligente da Samsung.

por Benedict Evans

Algumas semanas atrás, passei vários dias andando pela CES em Las Vegas (junto com cerca de 200 mil pessoas), e, como em anos anteriores, vi versões “inteligentes” de praticamente qualquer coisa que você possa imaginar e muitas que você não pode. Também ouvi todas as teorias imagináveis, de “nada disso faz sentido” para “esta é a próxima plataforma e a inteligência artificial baseada em voz transformará nossas casas e substituirá o smartphone”. (mais…)

Uma olhada rápida no Kindle Fire HD8 — e como é usá-lo no Brasil

Mão segurando o Kindle Fire HD8 em modo paisagem.

Dizer que há uma lacuna no mercado de tablets é minimizar o problema. O que existe é um Grand Canyon. Em uma das pontas, temos o iPad Pro e o Galaxy Tab S3, produtos impecáveis que não saem por menos de R$ 2,5 mil. Na outra, um mar de aparelhos de qualidade duvidosa, custando até R$ 300. Se aqui no Brasil o intervalo entre elas é um vácuo, nos Estados Unidos existe um pontinho laranja, bem ali no meio, chamado Kindle Fire, a linha de tablets da Amazon. (mais…)

A máquina Amazon

Logo da Amazon contra fundo laranja.

por Benedict Evans

Quando você olha as grandes empresas de manufatura, fica claro que a máquina que faz a máquina é tão importante quanto a própria máquina. Há muito trabalho no iPhone, mas também há muito trabalho na máquina que pode fabricar mais de 200 milhões de iPhone em um ano. Da mesma forma, há um trabalho no Tesla Model 3, mas a Tesla ainda não construiu uma máquina que possa fabricar Model 3 de forma eficiente, confiável, rápida e com qualidade na escala da indústria automobilística. (mais…)

Listas são a nova busca

Livraria em Nice, França.

por Benedict Evans

Estou fascinado com todas as pessoas tentando desempacotar o Yelp para restaurantes. Quem tenta desempacotar a Craigslist o faz com uma experiência de usuário (UX) moderna, mas o Yelp é uma empresa moderna com uma UX moderna e as pessoas, tentando desempacotá-la, na maioria das vezes recorrem a limitações. Em vez de oferecer 500 ou mil restaurantes e uma caixa de busca, eles te dão uma lista — 50, dez ou mesmo um. Às vezes, isso é deliberado; em outras, apenas a execução do modelo de negócios. Mas o resultado é sempre o mesmo — elas removem a “tirania da escolha”. Eu não quero 500 opções de restaurantes, todos do meu gosto. Eu quero cinco. (mais…)

[Review rápido] Kindle Voyage, o e-reader mais caro da Amazon

Kindle Voyage na estante.

Um Kindle é um pequeno dispositivo com tela de E Ink, ou seja, um tipo que não emite luz — e que, portanto, consome pouca energia — destinado à leitura de livros preferencialmente comprados na livraria da sua fabricante, a Amazon. Ao longo dos anos várias versões foram lançadas, todas com pequenos diferenciais, mas mantendo formato e finalidade praticamente intactos. O Kindle Voyage, objeto da análise de hoje, é o modelo mais caro da linha. Ele vale o que custa? (mais…)

[Review] Kindle (2014): o e-reader mais barato da Amazon agora é touchscreen

Kindle Touch sobre vários livros de papel.

Em um mundo dominado por smartphones, dispositivos portáteis e multifuncionais, a única saída para seus opostos, ou seja, aqueles que desempenham apenas uma função é serem excelentes nela. É essa diferença qualitativa que garante a sobrevivência de câmeras dedicadas e e-readers, por exemplo, e a falta dela que sepulta coisas como players de música (RIP iPod) e despertadores (alguém ainda usa?)

O Kindle nasceu quase na mesma época em que o iPhone foi anunciado. A exemplo do smartphone da Apple, ele não foi o primeiro da sua categoria, mas foi o que a definiu graças a uma execução impecável e à criação de um ambiente em torno do produto capaz de fazê-lo brilhar. Com a força da Amazon, especialmente nas áreas de logística, preço e ecossistema, o Kindle foi o primeiro e-reader com apelo junto ao público.

Anos depois, ele continua a ser o melhor. Só que para equilibrar o máximo da qualidade com o menor preço possível, a família teve que crescer. Se em uma ponta temos agora Kindle Voyage e Paperwhite com o melhor que a Amazon consegue produzir, na outra aparece o Kindle básico, este que será nosso objeto de análise hoje. Lá fora custa US$ 79; no Brasil, R$ 299. Nessa última encarnação a maior novidade é a presença de uma tela sensível a toques que aposentou quase todos os botões físicos. Foi uma boa troca? Descobriremos agora. (mais…)

Sketchbook Pro, Threes e outros 22 apps grátis para Android

A Amazon disponibilizou, de graça, 24 apps que somados e em condições normais custam R$ 330. Não é notícia repetida; dessa vez, aliás, as ofertas são melhores.

Você pode ver todos os apps e jogos aqui. As minhas indicações são essas:

  • Threes: sabe o 2048? Então, este é o original. Arte, áudio e desafio muito superiores, um trabalho fino e de extremo bom gosto.
  • Sketchbook Pro: meu app preferido para desenhar em smartphones e tablets. Tem uma infinidade de pincéis, suporta camadas e o traço fica bem suave.
  • Swype: normalmente ele custa baratinho, mas já que está de graça…
  • Another World: não joguei a versão para Android, mas o original para PC, da década de 1990, é clássico. Você talvez se lembre dele como Out of This World; é o mesmo jogo.
  • Genius Scan+: transforma a câmera do smartphone em um scanner, com redimensionamento e adaptação do material salvo, e integração com serviços de armazenamento na nuvem. Normalmente custa ~R$ 15.
  • OfficeSuite Professional 7: editor de textos, planilhas eletrônicas e apresentações de slides. Algumas fabricantes trazem pré-instalada uma variante apenas para visualização dele em seus dispositivos.
  • Riptide GP2: esse eu nunca joguei, mas sempre tive curiosidade. Se for parecido com o saudoso Wave Race 64, vale o esforço.

A promoção é válida até sábado. Para instalar apps da Amazon Appstore, é preciso liberar a instalação de apps fora da Play Store no seu dispositivo Android. Aprenda como nesta página.

Amazon lança novo Kindle Voyage e atualiza modelo básico

Os novos Kindle.
Foto: Amazon.

Tem um novo Kindle nas lojas — não na brasileira, por enquanto. O Kindle Voyage é uma evolução do Paperwhite grande o suficiente para que a Amazon a tenha lançada com novo nome e em uma faixa de preço superior.

As diferenças do novo modelo são:

  • Tela com definição maior — 300 pontos por polegada contra 211 PPI do Paperwhite.
  • Brilho automático.
  • Botões sensíveis a pressão nas laterais.
  • Novo design mais fino — apenas 7,6 mm, o Kindle mais fino já fabricado.

São novidades legais e todas úteis. Quando testei o Kindle Paperwhite, escrevi:

Como outros já notaram, os botões físicos para avançar e retroceder páginas têm uma função importante em usabilidade: com eles ali a leitura transcorre de maneira mais natural. A sensibilidade da tela é surpreendentemente boa, mas obriga o usuário a (literalmente) movimentar um dedo, ao passo que com botões físicos bastava descansar o polegar sobre um deles e aumentar a pressão na hora de passar para a próxima página.

É um detalhe, mas em um equipamento tão refinado como o Kindle Paperwhite, os detalhes, para o bem ou para o mal, se notam mais facilmente.

Problema resolvido.

Nos EUA, o Kindle Voyage custa US$ 199 na versão Wi-Fi com anúncios. Fazendo a conversão para cá, quer dizer que ele sairá bem caro. Para colocar o valor em perspectiva, o Kindle Paperwhite, que continua à venda, começa em US$ 119 lá e é vendido aqui a partir de R$ 479. Se a mesma diferença valer para o novo modelo, uma regra de três nos leva ao valor de R$ 801. Ouch.

O Kindle básico também mudou: ficou 20% mais rápido, tem o dobro de espaço interno e perdeu todos os botões em prol de uma tela sensível a toques. Só ficou um pouco mais caro, US$ 10 para ser mais preciso. Agora custa US$ 79.

O site brasileiro não apresenta nem o Kindle Voyage, nem o novo modelo básico. Entrei em contato com a assessoria da Amazon para saber se e quando eles chegarão aqui e recebi aquela resposta padrão: “A Amazon não comenta planos futuros”.

O que dizem os estudos que comparam ler no Kindle e em papel

De um lado, a praticidade da pesquisa por termos, do acesso rápido, da ubiquidade. Do outro, o feedback tátil, maior facilidade para focar e a familiaridade de centenas de anos. Hoje a Amazon começou a vender livros físicos no Brasil, o que torna desse um bom momento para retomarmos a discussão papel vs. bits. Não que eles sejam mutuamente exclusivos; e-books e livros impressos podem conviver lado a lado. Mas quando eles colidem, qual se sai melhor?

Sobram estudos comparativos que tentam elucidar essa questão e eles não devem cessar tão cedo. O último, liderado por Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega, deu uma história curta de Elizabeth George a 50 leitores. Metade leu as 28 páginas dela em papel, metade, no Kindle. Depois, quando perguntados sobre a história, ambos os grupos se saíram bem ao relembrarem aspectos como personagens, objetos e outros detalhes. O grupo do papel, porém, ganhou em um: na reconstituição da ordem cronológica de 14 eventos da história.

Para Anne, o bom desempenho dos leitores de papel se deve ao fato de que o livro oferece um feedback tátil e mais evidente de progresso. Na medida em que avançamos na leitura, o lado esquerdo do suporte (o livro) cresce em volume e o direito, diminui. Em dispositivos digitais isso se perde e as alternativas para compensar a diferença, como barras de progresso, não exercem o mesmo efeito sobre a nossa memória espacial.

A amostragem da pesquisa é pequena e, importante notar, apenas dois dos 25 leitores do Kindle tinham familiaridade com o dispositivo. De qualquer forma, estudos passados reforçam a tese de que existem, sim, diferenças entre as experiências. Esta reportagem de Ferris Jabr na Scientific American, de abril de 2013, faz uma compilação deles.

Cada passo dado pela tecnologia no sentido de aperfeiçoar os suportes digitais para leitura visa diminuir esse intervalo cognitivo que existe em relação ao livro impresso. As telas de e-ink, sem retroiluminação, e o aumento notável da resolução ajudaram a tornar a leitura digital mais fluída.

Mais estudos estão sendo feitos para entender o impacto dessa mudança de hábito na nossa cognição. Eles extrapolam essa questão, inclusive; ao Guardian, Anne disse que alguns pesquisadores têm estudado a relação entre tipos de textos e a melhor forma de lê-los. Talvez um calhamaço de 500 páginas com enredo intrincado e cheio de personagens seja mais indicado ao papel, mas uma história menos exigente  e com elementos interativos pode se tornar mais atraente quando digitalizada. Como Jabr conclui, “texto [escrito] não é a única forma de ler”.

Quais dos 27 apps gratuitos para Android oferecidos pela Amazon valem a pena?

Mais uma vez a Amazon negociou com desenvolvedores e conseguiu tornar um punhado de apps para Android gratuito por dois dias. No total, segundo a empresa, o valor somado deles passa dos R$ 230, mas o que importa saber é quais são boas pedidas.

Tem muita coisa esquisita e ruim. Como é de graça, de repente até vale experimentar — numa dessas por trás de uma carinha feia está um app útil. Dos que valem o download sem pensar muito, tem o Instapaper, que salva artigos da web para serem lidos posteriormente, e o dicionário inglês da Oxford, cujo preço normal é de R$ 77 (!). O PDF Max, apesar de comentários mistos no Google Play, também não é dos mais baratos, normalmente custa R$ 17, mesmo caso do veterano Docs To Go (preço regular de R$ 23). E tem o jogo de corrida do Sonic; pelo menos na versão para consoles ele é bem bacana.

Aqui você confere todos os apps. Para baixá-los é preciso instalar o app da Appstore no seu smartphone; o passo a passo se encontra aqui. E se você conhece alguma pérola que deixei passar, comente aí embaixo.

Kindle Unlimited, a Netflix dos livros, não resolve o maior problema do leitor moderno: a falta de tempo

Pessoa lendo um Kindle deitada na beira do lago ou rio.

Esqueça a pirataria por um momento. Considerando apenas o mercado formal, endossado por produtoras, estúdios, editoras, todos os envolvidos no caminho que a obra faz do autor até o consumidor, hoje é possível ouvir, assistir e ler quantidades absurdas de conteúdo gastando menos de R$ 50 por mês.

É uma conta fascinante. Com a entrada da Amazon na onda dos “Netflix de [insira aqui um mercado de consumo]”, as três frentes se fecham. Não que o Kindle Unlimited seja pioneiro; Oyster e Scribd oferecem planos similares há mais tempo. Juntas, porém, elas não têm o peso da Amazon, que nos EUA domina 65% do mercado editorial. Daí a repercussão do anúncio. (mais…)

Kindle Unlimited no Brasil

Os rumores se confirmaram e a Amazon lançou hoje, nos EUA, o Kindle Unlimited, serviço de assinatura mensal similar à Netflix — por US$ 9,99, o assinante tem direito a baixar e ler todo o acervo de e-books. Tipo uma biblioteca, só que com livros digitais e paga.

Perguntei à assessoria da Amazon no Brasil se esse programa virá para cá. A resposta?

“A Amazon não comenta planos futuros.”

Àqueles que não têm dificuldade com o inglês e se interessaram no Kindle Unlimited, a boa notícia é que ele funciona em terras brasileiras. Para tanto, é preciso migrar sua conta para os EUA e usar um endereço americano (o cartão atrelado não precisa ser um emitido nos EUA). A Amazon oferece 30 dias de degustação gratuita para novos assinantes.

E-readers são equiparáveis a livros? Para a Comissão de Cultura da Câmara, não — e ela está certa

Um Kindle com Hunger Games aberto.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O Projeto de Lei nº 4.534/2012, em trâmite no Congresso Nacional, tem por objetivo modificar a Lei do Livro, de 2003. Para ser mais preciso, atualizar a definição do que é livro. No meio do debate, surgiu uma polêmica: o e-reader, o equipamento destinado exclusivamente ao consumo dos livros digitais, deve ser tratado como livro? (mais…)

Novo Kindle Paperwhite, ou como melhorar o melhor e-reader

Dá para ler no escuro com o Kindle Paperwhite.

Não foi a Amazon quem começou essa história de e-readers com tela de e-ink, mas foi graças a ela que este nicho ganhou a popularidade que tem hoje. Os dispositivos Kindle são referência no segmento e versão após versão redefinem o que se deve esperar de um bom e-reader.

Tablets e smartphones, embora continuem funcionando após anos de serviços prestados se bem cuidados, parecem sofrer de obsolescência percebida, ou seja, mesmo funcionando bem a mera existência de modelos mais avançados atiça o nosso espírito consumista. Não precisamos de um celular novo, mas queremos um.

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