[Review] Novo Kindle Paperwhite, ou como melhorar o melhor e-reader

Dá para ler no escuro com o Kindle Paperwhite.

Não foi a Amazon quem começou essa história de e-readers com tela de e-ink, mas foi graças a ela que este nicho ganhou a popularidade que tem hoje. Os dispositivos Kindle são referência no segmento e versão após versão redefinem o que se deve esperar de um bom e-reader.

Tablets e smartphones, embora continuem funcionando após anos de serviços prestados se bem cuidados, parecem sofrer de obsolescência percebida, ou seja, mesmo funcionando bem a mera existência de modelos mais avançados atiça o nosso espírito consumista. Não precisamos de um celular novo, mas queremos um.

Com e-readers essa sensação raramente se manifesta. O Kindle evoluiu um bocado desde a sua introdução no mercado, em 2007. Ficou menor, mais leve, mais rápido e a tela ganhou mais contraste. Atualizações interessantes, mas nada que pudesse levar consumidores a fazer fila — caso a Amazon tivesse lojas físicas — para substituir modelos ultrapassados .

Cinco anos depois, o Kindle Paperwhite mudou essa história.

Vídeo

E fez-se a luz no Kindle Paperwhite

No final de 2012 a Amazon lançou a primeira grande atualização da linha Kindle (descontando os tablets), o Kindle Paperwhite. A ausência que tanto aproximava o e-ink do papel foi suprida: ele passou ter luz própria.

Como é formada a tela do Kindle Paperwhite.

A tecnologia é a mesma dos Kindles anteriores, o bom e velho e-ink. A luz que vem da base parte de quatro feixes que conseguem, graças à engenharia da Amazon, iluminar a tela uniformemente. Você consegue distingui-los apenas se inclinar muito a tela, quase na horizontal; de outro modo, é impossível dizer que a iluminação vem apenas de um dos quatro lados do visor. Ela é amena, ajustável nas configurações do dispositivo e incentivada mesmo em ambientes iluminados — recomendação que na prática se entende.

É mais confortável ler no Paperwhite. A luz leva o Kindle a ambientes escuros e é nisso que a propaganda da Amazon foca. Nesse curto período de uso os dois livros que li foram devorados em ambientes bem iluminados, sempre com a luz do Kindle Paperwhite acesa. A tela fica mais branca e nítida, mais parecida com papel. O contraste aumenta e diminui ainda mais qualquer eventual saudade da celulose.

Iluminação é o diferencial do Kindle Paperwhite.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Existe um impacto na bateria, não poderia ser de outra forma. Mesmo assim, os tais dois livros lidos o foram em uma carga só, com sessões diárias de 40~60 minutos em um intervalo de quase três semanas — cerca de 18 horas de uso total, e ainda fiquei com um resquício de carga. São números que chegam perto da promessa da Amazon, de 28 horas sem Wi-Fi e com brilho no nível 10. (No meu caso, o Wi-Fi esteve sempre ligado e o brilho alternado entre 18 e o máximo, ou seja, 24.)

Feitas as contas, o Kindle Paperwhite mantém aquela tranquilidade de poder ser usado sem o receio de que a bateria vá acabar no meio da leitura. Mesmo quando ela chega a um nível baixo, há espaço de sobra para fazer uma sessão de leitura antes de colocá-lo na tomada.

Além da luz, o Kindle ganhou uma tela melhor, de alta definição (216 pontos por polegada) e sensível a toques, detalhe esse que o levou a eliminar os botões físicos, outra mudança radical para em relação aos modelos convencionais. Sobrou apenas um, o liga/desliga, e essa economia embora não atrapalhe na maior parte do tempo, tem pelo menos um contra.

Como outros já notaram, os botões físicos para avançar e retroceder páginas têm uma função importante em usabilidade: com eles ali a leitura transcorre de maneira mais natural. A sensibilidade da tela é surpreendentemente boa, mas obriga o usuário a (literalmente) movimentar um dedo, ao passo que com botões físicos bastava descansar o polegar sobre um deles e aumentar a pressão na hora de passar para a próxima página.

É um detalhe, mas em um equipamento tão refinado como o Kindle Paperwhite, os detalhes, para o bem ou para o mal, se notam mais facilmente.

Melhorando o melhor

Livros digitais e de papel convivem lado a lado.
Foto: Rodrigo Ghedin.

A primeira atualização do Kindle Paperwhite chegou em novembro de 2013 — é este o modelo analisado aqui. Colocando-os lado a lado, as duas gerações do e-reader são praticamente indistinguíveis.

A maneira mais fácil de identificar qual versão é qual, é olhando as costas dos dois dispositivos. O modelo de 2012 vem com um discreto “Kindle” inscrito ali; no novo, aparece “Amazon” em baixo relevo e material brilhante, destoando um tanto do suave acabamento emborrachado do restante da parte traseira.

Existem algumas outras diferenças notadas ao ligar o Kindle. A tela está mais brilhante e a transição de páginas, mais rápida — fruto do upgrade no processador, que passa de 800 MHz para 1 GHz.

São mudanças sutis e, no conjunto, importantes, mas são o tipo de coisa que só se nota colocando as duas gerações lado a lado. Se entre as iterações do Kindle simples havia poucas novidades para justificar a atualização quando uma nova saída, a história se repete com os dois primeiros Kindle Paperwhite.

Outras diferenças, talvez mais significativas que as externas e de hardware, estão no software — e fica o questionamento se a Amazon irá, em algum momento, levá-las ao modelo de 2012. Até o momento, nada.

A substituição do papel pelo e-reader tem uma série de vantagens, mas traz consigo alguns inconvenientes. A Amazon parece disposta a mitigar essas deficiências neste segundo Kindle Paperwhite. Novamente: nada dramático, mas pequenas adições úteis.

As novas marcações facilitam consultas a outras páginas.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Das coisas mais chatas em um e-reader, uma das maiores é a dificuldade em transitar entre páginas. Com um livro de papel é simples: post-its ou mesmo um dedo serve para marcar temporariamente uma página e, depois, voltar a ela para relembrar uma referência. Pense em glossários, mapas, lista de personagens ou qualquer outro tipo de informação contextual ou referência que ajuda a compreender melhor uma história ou documentação.

No novo Paperwhite a Amazon criou uma solução equivalente para o meio digital. São pequenas marcações acessíveis no topo direito da página — o ícone até lembra um marcador de páginas. Pode-se acrescentar algumas ali e ir e voltar tranquilamente. Ou nem isso já que as marcações exibem uma pré-visualização que em vários casos, em parte graças à tela de alta densidade, é suficiente.

Construtor de vocabulário.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Outra novidade é o Construtor de Vocabulário, um dicionário particular que é gerado na medida em que você destaca palavras para ver o verbete dele no dicionário embutido. Automaticamente esses termos entram no Construtor, que se apresenta como um livro na tela inicial do Kindle Paperwhite, e pode ser consultado posteriormente. Ele se divide em duas seções, “Aprendendo” e “Aprendidos”, e exibe as entradas em cartões. Internalizou o significado de um termo? Marque-o como aprendido. Deve ser muito interessante para estudantes e em leituras técnicas.

Eu não quero mais ler livros de papel

Lendo um livro de boa no escuro.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Usar o Kindle Paperwhite é fácil. A transição de botões físicos para toques na tela foi bem feliz. O sistema ficou até mais simples e intuitivo, e algumas ações que eram pavorosas no modelo simples, como digitar notas e selecionar palavras/trechos no meio da tela, ficaram mais simples aqui. O teclado virtual grande e o tamanho físico do Kindle formam uma combinação certeira que facilita muito a digitação.

Por tudo que já tinha lido, não achava que a camada touchscreen fosse ruim. Só não esperava que fosse tão boa. Acelerar a digitação evidencia sua fraqueza — ela não foi feita para sessões ágeis, para um uso frenético. Um toque de cada vez, com calma, e tudo funciona bem, de primeira.

A sensação ao toque é um pouco estranha, já que a tela não é lisa como os vidros de smartphones e tablets. Ela é um pouco rugosa, como as e-inks de Kindles com telas simples. Não é pior ou melhor, é diferente.

Vi-me destacando e marcando trechos com mais frequência graças ao sistema de seleção, bastante prático. Segure o dedo sobre uma palavra; ela é selecionada e um popup mostra a definição da mesma, com atalhos rápidos para a Wikipédia, pesquisa web e um menu com mais opções, como tradução e relatório de erro de conteúdo. Arrastando o dedo, um trecho é selecionado, podendo ser destacado, comentado ou compartilhado.

Compartilhado? Faz um bom tempo que o Kindle conversa com Twitter e Facebook, permitindo mandar para essas redes trechos de livros que estão sendo lidos. Dentro do próprio Kindle há outro recurso social, que são as marcações populares, ou seja, trechos de livros que um punhado de gente destacou — dá para desligar, se quiser uma leitura mais reservada. Nos EUA, Canadá e Austrália foi lançada, recentemente, a integração com o Goodreads, uma rede social de literatura. Segundo a assessoria da Amazon no Brasil, o Goodreads não está disponível e nem virá para os Kindles nacionais.

Com 3G ou só Wi-Fi?

Kindle Paperwhite: iluminação alta com luz ambiente.
Foto: Rodrigo Ghedin

No Brasil ele sai por R$ 479, ou R$ 699 na versão com 3G gratuito, ambas sem as ofertas que, nos EUA, a Amazon cobra US$ 20 para remover. Não é um produto descartável, mas seu preço é bem competitivo e quase parelho ao do mercado norte-americano.

Qual das duas levar?É de se questionar se a (grande) diferença em preço apenas pelo 3G compensa. E-book é uma coisa que demora a acabar, né? É provável que você encontre um ponto de acesso Wi-Fi entre um livro e outro. Como para navegação o Kindle é letárgico, praticamente inútil, o único uso do 3G é para comprar e baixar e-books mesmo. Dá para passar sem.

O completo ecossistema do Kindle.
Foto: Rodrigo Ghedin.

É difícil encontrar pontos negativos no Kindle Paperwhite. Seu hardware é competente, o software só melhora e o ecossistema é incrível, com compras a um clique, recursos futuristas como o Raio-X e a Whispersync mantendo tudo atualizado. A única crítica é não abrir arquivos ePUB, mas é uma ausência compreensível — o Kindle é, antes de tudo, uma máquina de vendas de e-books da Amazon.

Para leitores ávidos, é uma compra recomendada.

Foto do Kindle Paperwhite.

Compre o Kindle Paperwhite

Comprando pelo link acima o preço não muda e o Manual do Usuário ganha uma pequena comissão sobre a venda para continuar funcionando. Obrigado!

Acompanhe

Newsletter (toda sexta, grátis):

  • Mastodon
  • Telegram
  • Twitter
  • Feed RSS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

37 comentários

  1. Rodrigo, parabéns pelo review!
    Eu já tenho o kindle paperwhite e gosto bastante.
    No entanto, há um mês ele passou a apresentar um defeito: não é mais reconhecido pelo computador. Ele carrega, mas não é reconhecido, de modo que não posso mais inserir arquivos gratuitos. Não pode ser problema de cabo porque esse cabo conecta outros dispositivos reconhecidos. Já reiniciei ele várias vezes para ver se altera… Mas nada.
    Tem alguma sugestão? Ou se há uma loja técnica especializada?
    Eu compro livros pela Amazon, mas definitivamente não cumpre as minhas demandas com o e-reader.
    obrigada!

    1. voce pode enviar arquivos do computador diretamente pro kindle pelo email…
      é só enviar um email normal com anexo do ebook q tu quer para o teu email do kindle…
      pra saber ql eh o teu email eh soh ir em configurações>opções do dispositivo>personalizar o seu kindle>endereço de email do kindle

    2. voce pode enviar arquivos do computador diretamente pro kindle pelo email…
      é só enviar um email normal com anexo do ebook q tu quer para o teu email do kindle…
      pra saber ql eh o teu email eh soh ir em configurações>opções do dispositivo>personalizar o seu kindle>endereço de email do kindle

  2. Sabe dizer se ao selecionar uma palavra para traducao ele tambem fala a pronuncia…estou aprenddndo a lingua inglrsa e seria uma funcionalidade util para treinar a pronuncia

  3. Boa tarde,

    Gostaria de saber se o Kindle permite marcações no texto, no estilo de canetas marca-texto.

    Muito obrigada,
    Renata

  4. Parece-me que ainda não veio com um recurso muito simples que não poderia faltar, visto que aprimora a formatação e deixa a leitura visualmente mais organizada. Me refiro a formatação de texto de “Justificação”.

  5. Olá Rodrigo, parabéns pelo review.

    Eu faço muita leitura técnica (livros de administração), e sou adepto dos resumos e anotações. Já comprei uma caneta scan para copiar trechos dos livros de papel, e montar os resumos com as principais notas de um livro no computador.

    Vc poderia detalhar um pouco melhor como funcionam as funções de marcações e notas no Kindle? São práticas para fazer, recuperar e visualizar? Posso exportar para algum editor de texto? Posso procurar por palavras-chaves em diversos e-books?

    1. Não tem, Romualdo. A tela de e-ink é bem limitada e acredito que não seja capaz de acomodar esse tipo de animação. E mesmo que fosse, acho que a Amazon não a usaria: nos apps do Kindle para tablets e smartphones essa animação não existe também.

      1. Bom dia Rodrigo, então baixei o app do kindle e do kobo para meu smartfone e no app do celular o kobo possui essa transição animada que lhe falei,já o mesmo aplicativo no notebook não tem essa opção. Quanto ao app do kindle tanto no celular quanto no notebook é o mesmo.
        Muito obrigado e parabéns pelas suas dicas foi de grande valor para que eu possa decidir comprar um ereader, abraços !

      2. Rodrigo, então baixei o app do kindle e do kobo para meu smartfone e no app do celular o kobo possui essa transição animada que lhe falei,já o mesmo aplicativo no notebook não tem essa opção. Quanto ao app do kindle tanto no celular quanto no notebook é o mesmo.
        Muito obrigado e parabéns pelas suas dicas foi de grande valor para que eu possa decidir comprar um ereader, abraços !

        1. Fico contente que tenha lhe ajudado, Romualdo.

          Só fiquei curioso se esse efeito na transição de página teve alguma influência na sua decisão. Teve? Se sim, por quê?

          1. Na verdade a transição da impressão de estar paginando um livro real , daria um certo conforto vamos dizer assim na hora de virar as paginas,mas não é uma coisa necessária, porém torna a leitura mais fluída quando se assemelha ao paginar um livro. Mas mesmo sem esse recurso no aparelho jamais deixaria de adquirir.
            Quem sabe eles não fazem isso nas próximas gerações que virão né, pelo menos no Kobo que eu saiba só tem no aplicativo para tablet e smartfone e o kindle se mantém fiel em todas as versões.
            Abraços!!

  6. Eu sou viciado em leitura. Estou sempre lendo um livro. Porém, prefiro ler no smartphone mesmo, apesar da tela pequena. Isso porque ele está sempre à mão. É muito conveniente. Porém, só vale para entretenimento.

    Para estudo, eu gostaria de ter um e-Reader. Para livros técnicos, com gráficos, tabelas, fórmulas, etc. a leitura no smartphone é inviável.

  7. Tenho o Paperwhite de primeira geração e acho um aparelho maravilhoso. Minha mãe ficou uma semana com ele e comprou um para ela também, para ler no transporte público é ótimo também, principalmente por poder levar vários livros e não sentir o peso na mochila.

    Realmente é um aparelho superior a concorrência, pelo menos no quesito, pegada, qualidade de tela e acabamento. Isso para mim.

  8. Obrigado pelo review, Rodrigo!
    Tava muito a fim de comprar um Paperwhite, daí quando você anunciou na newsletter que iria avaliar um, eu fiquei esperando pra ver qual era.
    Me ajudou muito a confirmar o desejo de compra, mas quero adquirir fisicamente e aqui no RJ tá difícil encontrar.

  9. Rodrigo, estou querendo adquirir um Paperwhite nesse mês de março para ler os artigos que preciso pois ler no laptop é um desconforto danado; porém gostaria de saber se esse e-reader é bom para leitura de .pdf ou se, pelo menos, há uma alternativa para ler estes tipos de documentos (conversão, software para uma melhor leitura etc).

    Outra coisa, ficarei restrito a comprar livros na Amazon americana caso compre o aparelho no exterior? Existe uma equivalente aqui no Brasil para comprar livros em português?

    Desde já, agradeço.

    1. Gledson, a Amazon oferece um serviço de conversão de PDF para o formato do Kindle. Você manda o arquivo PDF anexo por email a um endereço exclusivo atrelado à sua conta com o assunto “CONVERT” e minutos depois chega a cópia convertida. Dá para fazer localmente com algum software específico; acho que o Calibre lida com esses formatos.

      PDF secão é dureza, porque você não tem controle da fonte e dependendo da diagramação precisa ficar dando zoom ou usando as barras de rolagem. Convertido, é tranquilo.

      A Amazon tem loja no Brasil — coloque um .com.br no final do endereço e voilà! O acervo não é tão grande quanto o dos EUA, mas quebra o galho. E caso queira ou precise, mudar a sua conta de país toma dois cliques e não traz prejuízo algum a menos que você assine revistas ou tenha músicas/filmes na loja americana.

      1. Me animei agora!

        = )

        Sabe me dizer como ficam os arquivos .pdf quando os mesmos contêm tabelas, figuras e formatações diferentes (uma monografia, por exemplo)?

        E outros formatos como .docx, .doc, .xls e .xlsx são reproduzidos nativamente?

      2. “Sabe me dizer como ficam os arquivos .pdf quando os mesmos contêm tabelas, figuras e formatações diferentes (uma monografia, por exemplo)?”

        Quis dizer, depois de eles serem convertidos.

        1. Tenho um Kindle Touch, e para livros técnicos com ilustrações é muio ruim, mesmo no formato nativo. Convertido para PDF fica pior.

          Além disso, em livros técnicos volumosos a formatação inicial do texto (você está lendo o livro A e muda para o livro B, bem volumoso) é demorada, alguns minutos, um negócio irritante. Isso sem falar que o Kindle trava algumas vezes nesses livros grandes.

          Para livros técnicos com ilustrações acho que um tablet é melhor, embora mesmo com os tablets de 7″ a experiência não seja boa. Ainda não experimentei ler num tablet de 10″ (por enquanto acho que é meio bandeira usar tablet grande no trem…mas qualquer hora eu experimento).

          1. Obrigado pela resposta, José!

            A maioria dos arquivos que uso são .pdf com figuras, colunas, tabelas etc, incluindo volumes grandes como livros de 400 páginas para mais.

            É uma pena; a ideia de um e-reader realmente tinha me chamado a atenção por ser voltado, exclusivamente, para leitura. Talvez eu o compre mais tarde para ler somente e-books, mas por enquanto terei de me virar com um tablet mesmo.

  10. Boa!

    Rodrigo, nos livros que você já leu no novo Paperwhite, a função “Raio – X” funcionou? Eram eBooks comprado na Amazon.com.br?

    No app Kindle pra iPad de um amigo, esta função não funciona! Pelo menos com os eBooks nacionais.

    Abraço.

    1. Bruno, mudei minha conta para a Amazon brasileira recentemente. O único livro que comprei lá, uma edição bilíngue de O Morro dos Ventos Uivantes, veio sem o recurso.

      Na loja (pelo menos a partir do Kindle) há uma indicação sobre a compatibilidade ou não com o Raio-X em cada livro.

  11. Excelente review, há um tempo já venho paquerando a compra de um, a única coisa que me impede mesmo é que certa vez olhei um kobo na Cultura e achei meio estranha a formatação do texto, é como se as linhas por serem curtas demais (talvez devido ao tamanho da tela) tornassem a leitura meio quebrada. Você sentiu isso com o Kindle? Você fala “Eu não quero mais ler livros de papel” mas fica só por isso mesmo, se possível aprofunda um pouco mais aí a respeito da transição do papel para o digital e obrigado desde já! =]

    1. Obrigado, Cab!

      Não senti essa estranheza com o Kindle, viu. Nem com os modelos antigos — tenho um de segunda geração e, tirando o contraste, que é meio baixo, não tenho reclamações. No Paperwhite fica ainda melhor pela tela ser de alta densidade e o software oferecer várias fontes, tamanhos, espaçamento entrelinhas e largura da coluna. É bem personalizável.

      Sobre a preferência aos e-books, gosto muito de alguns fatores como dicionário embutido (é enriquecedor aprender novas palavras durante a leitura), a sincronia com outros dispositivos (leio em casa, no Kindle, na rua com o smartphone, em qualquer lugar com o leitor web) e a comodidade (não preciso carregar livros, tomar cuidado para não amassá-los ou perdê-los ou rasgá-los etc). A grande vantagem do papel, para mim, é poder passá-lo para frente depois que termino de ler; isso o e-book, por questões óbvias, ainda não alcançou e duvido muito que mude algum dia. Ainda que a Amazon tenha um esquema, meio restrito, de empréstimo de e-books; não é a mesma coisa, porém.

  12. Comprei o modelo básico durante a Black Friday e estou bem satisfeito com ele…considerando que paguei R$ 199.
    Entrando numa promoção mais agressiva compro esse Paperwhite novo!

  13. Alguma alternativa para ePUBs? Tenho usado o Google Play Livros, que agora importa ePUBs direto do dispositivo e tem modo de leitura imersivo, no tablet e no smartphone. Até gosto de ler no Nexus, mas creio que para grandes volumes de artigos num doutorado o e-ink seja perfeito, além de leve e com grande autonomia.

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!