O código Bill Gates

Close em Bill Gates de óculos com uma tela refletida nas lentes.

O código Bill Gates (trailer), novo documentário de Davis Guggenheim lançado recentemente pela Netflix, faz jus ao título original — numa tradução livre, algo como “por dentro do cérebro de Bill”.

O documentário se divide em três partes de pouco menos de uma hora cada, todas com uma estrutura que costura os desafios atuais do filantropo Gates com sua biografia, incluindo alguns momentos-chave dentro da Microsoft. Guggenheim se vale — e faz bom uso — do amplo acesso que teve a Gates, sua esposa Melinda, as irmãs do bilionário e amigos e colaboradores, alguns de longa data.

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Bloco de notas #10

Aviso: A partir de segunda-feira (7), a newsletter do Manual passará a ser diária. Você receberá o post do dia junto com as duas ou três notícias mais importantes do momento. O Bloco de notas segue firme às sextas, mais focado em curiosidades, notícias leves e leituras aprofundadas para o fim de semana. Cadastre-se gratuitamente aqui.

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Notas curtas e curiosidades do mundo da tecnologia que publicaria no Twitter se o Twitter fosse uma rede legal. (Não é.)

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No dia 26 de outubro, estarei no SH*FT FESTIVAL, em Joinville (SC), falando sobre privacidade digital. Contarei como tem sido tentar viver e trabalhar de maneiras menos dependentes das grandes empresas de tecnologia e com mais consciência das barganhas a que somos sujeitos, mesmo sem perceber, ao lidar com elas.

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Amazon lança seu aparato de vigilância doméstica em massa no Brasil

Echo em cima de uma bancada com outros objetos ao redor.

Se você sempre quis colocar microfones super sensíveis e sempre ativos de uma mega corporação estrangeira dentro da sua casa, tenho uma boa notícia: a Amazon lançou nesta quinta-feira (3) a Alexa em português do Brasil e, junto com ela, colocou em pré-venda no país seus alto-falantes com microfones da linha Echo.

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O celular da Microsoft e a única pergunta possível — por quê?

Mulher segurando um Surface Duo com uma mão.

Em julho de 2017, a Microsoft jogou a toalha no mercado de celulares. Foi o desfecho melancólico de uma longa história, que precedeu às de iPhone e Android, mas na qual a empresa jamais conseguiu qualquer fatia significativa da popularidade ou da receita que Apple, Google e Samsung ainda extraem da telefonia móvel. Só que aquele fim, sabemos agora, era temporário: nesta quarta-feira (2), a Microsoft voltou ao jogo com o Surface Duo, curioso celular dobrável com duas telas de 5,6 polegadas cada (e fixas; as telas em si não dobram) anunciado em um evento cheio de notebooks e tablets em Nova York.

Mesmo antes de abandonar o mercado de celulares, havia rumores de que a Microsoft trabalhava em um “Surface Phone”, um super celular que emprestaria o prestígio da marca dos computadores da casa, lançada em 2012, e que de alguma forma a colocaria de volta no jogo. Sempre pareceu um devaneio de entusiastas, mas para a incredulidade de muitos ele se materializou. Mas daí a colocar a tornar a Microsoft relevante em celulares são outros quinhentos.

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O bloqueio do Mega e o futuro do DNS

Ilustração do site e app do Mega em um notebook e celular.

O site de armazenamento de arquivos Mega (mega.nz) está inacessível para clientes das operadoras Claro, Vivo, Oi e Algar Telecom por força de uma tutela de urgência deferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. (Curiosamente, a TIM não é citada.) Não é possível saber detalhes do processo, como quem pediu o bloqueio, porque ele corre em sigilo.

A decisão foi publicada no último dia 12 de setembro, mas ganhou destaque após o braço brasileiro do Partido Pirata comentá-la no Twitter na última sexta-feira (27). Desde então, clientes das operadoras afetadas têm manifestado nas redes sociais a impossibilidade de acessarem o serviço.

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Gamers e governos são a esperança do setor de PCs brasileiro

Menino jogando um game de tiro em um computador gamer.

O mercado brasileiro de computadores cresceu apenas 0,3% no segundo trimestre de 2019. Em números absolutos, foram vendidos 1,448 milhão de máquinas que geraram receita de R$ 4,1 bilhões, valor 12% maior que o do mesmo período do ano passado. Os números são da consultoria IDC, que também aponta onde se concentra a esperança de crescimento do setor: no governo e nos gamers.

Wellington La Falce, analista de mercado da IDC, deu mais detalhes desse cenário em uma conversa com o Manual do Usuário. O setor vem de dois anos de recuperação — 15% em 2017 e 9% em 2018 — após meia década de quedas brutais — de 15,4 milhões de unidades vendidas em 2011 para 4,5 milhões em 2016.

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Bloco de notas #9

Notas curtas e curiosidades do mundo da tecnologia que publicaria no Twitter se o Twitter fosse uma rede legal. (Não é.)

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“O ImageNet Roulette é uma provocação criada para nos ajudar a ver como seres humanos são classificados em sistemas de aprendizagem de máquina”, explica o site do projeto de arte. “Ele usa uma rede neural treinada nas categorias de ‘Pessoas’ do conjunto de dados ImageNet, composto por mais de 2.500 rótulos usados para classificar imagens de pessoas”.

Basta enviar uma foto e ver como a inteligência artificial, que está embarcada em inúmeros sistemas, apps e plataformas comerciais, as classifica. Alguns resultados são engraçados; outros, extremamente perigosos. O projeto demonstra de maneira muito efetiva como a inteligência artificial, em geral fundada em conjuntos de dados rotulados por pessoas mal pagas, é sempre enviesada [New York Times, em inglês] (e ainda seria mesmo que as pessoas fossem bem pagas).

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Mi MIX Alpha, Galaxy Fold e o paradoxo do consumo de produtos de massa como fator de distinção

Duas mãos segurando um Mi MIX Alpha com a tela inteiramente ligada.

Olhe para o seu celular. Ele não é muito diferente do primeiro iPhone de 2007, o aparelho que inaugurou a era dos celulares modernos, ou smartphones. Ambos têm formato retangular, uma tela na frente, câmera atrás e no meio uma placa com alguns chips e uma bateria enorme.

A curva de inovação da indústria perfaz um “S”: começa lentamente, depois passa por um ciclo de desenvolvimento acelerado e, por fim, volta à lentidão. Na dos celulares, esse processo foi muito rápido, em velocidade condizente à sua popularidade inédita na história e aos saltos evolucionários gigantescos obtidos entre uma geração e outra. Em nenhum momento, porém, as mudanças atingiram aquele formato básico de “sanduíche de chips e bateria”. É raro, mas às vezes se acerta de primeira.

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Bloco de notas #8

Notas curtas e curiosidades do mundo da tecnologia que publicaria no Twitter se o Twitter fosse uma rede legal. (Não é.)

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É difícil encontrar alguém que morra de amores por impressoras, e mesmo assim a HP não se ajuda. O engenheiro de software Robert Heaton foi “convocado” pelos sogros para instalar uma impressora da marca. Enquanto cumpria parte da sua pena por existir, descobriu que a HP coleta muitos dados de uso do equipamento [em inglês], como detalhes dos dispositivos que imprimem nela, a partir de quais apps as impressões são feitas e até o número de páginas impressas, e os repassa a parceiros comerciais para segmentar anúncios.

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Sem Google, Huawei Mate 30 é a prova de que, em celulares, é o software que importa

Mãos segurando o Mate 30 Pro com a câmera virada para frente.

A proibição do governo dos Estados Unidos de que as empresas do país façam negócio com a Huawei por uma suposta ameaça à segurança nacional causou o primeiro dano público à fabricante chinesa na manhã desta quinta-feira (19), durante a apresentação dos celulares Mate 30 e Mate 30 Pro em Munique, na Alemanha.

Richard Yu, chefe da divisão de consumo da Huawei, falou dos celulares e de alguns outros novos produtos da marca por cerca de duas horas. Na parte destinada ao tema Google e Android, Yu explicou rapidamente o impedimento imposto pelos EUA e apresentou a alternativa da casa aos serviços Google. É um tema evidentemente incômodo e que ameaça o desempenho comercial do Mate 30 fora da China.

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