O que une pessoas comuns e empresas de mídia dentro do Facebook

Em uma entrevista descompromissada concedida em 2005, num escritório cheio de pinturas de mau gosto e onde os poucos funcionários bebiam cerveja em mangueiras segurados de ponta-cabeça pelos colegas, um franzino Mark Zuckerberg disse que muita gente estava preocupada em fazer a maior coisa do mundo com o maior número de usuários possível e que parte de fazer a diferença, de fazer algo legal era “focar intensamente”. O Facebook, então, tinha a missão de ser “um diretório de universidades bem legal que seja relevante aos alunos”. Algo grande, mas, posto em perspectiva, com um alcance bem delimitado.

Onze anos depois, o mesmo Mark Zuckerberg, mais desenvolto, melhor vestido e com ambições maiores que o ambiente acadêmico dos Estados Unidos, no pomposo palco de Fort Mason, em São Francisco, fez a abertura da conferência anual para desenvolvedores do Facebook como se fosse uma mistura de líder de estado e palestrante do TED. Ele mudou e, mais ainda, o Facebook. Daquela origem humilde, “focado intensamente”, a rede social se tornou ao longo dos anos a nova praça pública, o novo jornal, o centro e local de debates de muitas coisas que nos rodeiam e que importam. Quando e como isso aconteceu, e o que perdemos no processo? (mais…)

Ser o primeiro app a ter determinado recurso não importa muito

O Facebook finalmente  liberou ao mundo as “reações”, o novo botão “curtir” com variações de humor. O recurso representa uma expansão de um dos seus maiores bens, o botão com um “joinha” que move bilhões de dólares e permeia praticamente tudo que acontece nos limites da rede social — e, em menor extensão, fora dela.

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6 atitudes para começar o ano de bem com a tecnologia

Atualizado em 1º/1/2026.

Você provavelmente dorme até mais tarde e come mais que o normal (além de ser feriado nacional), mas, fora isso, 1º de janeiro é um dia como qualquer outro. Para muita gente, porém, o novo ano chega carregado de simbolismos.

Acreditamos em recomeços. Por vezes, o ano novo funciona como uma nova chance de fazer diferente, de mudar hábitos e comportamentos, de melhorar. Pode ser um bom momento, pois, para repensar sua relação com a tecnologia.

Na correria do dia a dia, empurramos com a barriga e deixamos de lado pequenas ações que, quando realizadas, podem ter um impacto positivo enorme e duradouro na forma como gastamos o tempo interagindo com sistemas digitais. Além disso, o acúmulo de pequenos deslizes e exceções pode emperrar fluxos de trabalho que, com alguma manutenção, podem ser mais eficientes.

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Sobre o Snapchat e a autenticidade em redes sociais

Celebridades nascidas em redes sociais não são nenhuma novidade. É algo tão difundido que até o “subnível” onde eram alocadas pouco tempo atrás, as webcelebridades, meio que perdeu a razão de ser. Acompanhando a ascensão do acesso à Internet e do poder de reter a atenção e, consequentemente, vender produtos de anunciantes ávidos por atingir públicos seletos, elas se transformaram em celebridades de fato, tais qual atrizes, cantoras e outras a quem o rótulo era, até então, exclusivo. (mais…)

Não se iluda com o Tsu, rede social que promete pagar os usuários

Ahhh, as promessas de ficar rico sem fazer nada, sempre boas demais para serem verdades. A menos que você tenha muita grana e um tino raro para investimento, elas não são verdade mesmo. As “oportunidades imperdíveis” costumam mascarar algum esquema em que uma pessoa “X” (que não é você) sai ganhando às custas de outras pessoas (é aqui que você entra). O Tsu, uma rede social nos moldes do Facebook que promete dividir o faturamento com os usuários, é a última do tipo. (mais…)

No momento em que escrevo isto, o app oficial do Facebook é o segundo mais baixado entre os gratuitos para iPhone e o terceiro na lista correspondente do Android, na Play Store. Tamanha popularidade pode sugerir a interpretação de que se trata de um app bem feito. Porém, não é o caso. Mais que isso: é um app tão ruim e, em certo aspecto, desleal, que talvez desinstalá-lo represente um upgrade gratuito no seu smartphone. (mais…)

Quantas fotos?

por Benedict Evans

Em 1999, no auge da indústria de câmeras de filmes fotográficos, os consumidores tiraram cerca de 80 bilhões de fotos (segundo a Kodak). Hoje tiramos muito mais fotos. Mas quantas? (mais…)

A natureza intimista do e-mail faz dele a melhor rede social de que dispomos

Você talvez já tenha visto a corrente acima no Facebook ou no Tumblr. Ela é bem autoexplicativa, mas talvez mereça um pouco de contexto — mais ainda se você não leu/assistiu a As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky1.

O livro/filme conta a história de Charlie, um rapaz recluso que narra eventos da sua adolescência através de cartas a alguém que jamais é revelado. Na Internet, a corrente/brincadeira migra o suporte do papel para o e-mail por alguns motivos: é mais prático, permite a comunicação anônima (os 10 Minute Mail da vida estão aí para isso) e dispensa a troca de endereços, algo que pode acabar mal quando feito publicamente, na Internet. (mais…)

Remover o limite de 140 caracteres do Twitter não seria o fim da rede

Surgiu o rumor de que o Twitter, em breve, removerá o limite de 140 caracteres por mensagem. O povo que usa e leva a sério o Twitter num nível além do saudável surtou, dizendo que isso descaracterizará a rede social, que ela ficará cheia de textões como o Facebook, que será o seu fim. Eu acho que não e explicarei aqui meus motivos. (mais…)

Por que compartilhamos fotos e vídeos de gente morta?

A morte repentina do cantor Cristiano Araújo, em meados de junho, levantou uma polêmica que até então estava fora do radar da imprensa: o compartilhamento desenfreado de fotos e vídeos de pessoas mortas via Internet.

Imagens dos corpos agonizantes ou já sem vida de Cristiano e sua namorada, Allana de Moraes, alastraram-se rapidamente pelo Brasil inteiro, via WhatsApp, redes sociais e sites especializados em propagar conteúdo grotesco. Por quê? O que motiva as pessoas a compartilharem um conteúdo tão desrespeitoso à memória das vítimas e à família? São perguntas que há muito me incomodavam. (mais…)

Facebook com brasileiros: O fim do mundo

por Vincent Bevins

Nota do editor: O post abaixo, publicado originalmente na FORM IV : THING 002, traz uma visão privilegiada de um estrangeiro que viveu no Brasil e costuma estar aqui, tem amigos brasileiros e conhece os meandros dos nossos hábitos. Ele fala sobre como nos comportamos em redes sociais, especialmente no Facebook. Caso você se identifique, não se preocupe: é o nosso jeitinho.


Quando Isabel me pediu para escrever algo sobre a forma como interajo no Facebook, senti-me grato por dois motivos. Primeiro, foi bom ter notícias dela. Não vivo próximo a ela ou de muitos outros bons amigos há anos. Só a tenho visto pelo Facebook.

O segundo motivo foi pela forma como ela descreveu as coisas que eu tenho publicado lá. Não foi exatamente um elogio e é um pouco constrangedor repetir o que ela disse, mas tive a sensação que ela entendeu mais ou menos o que eu queria dizer. Ela sabia discernir quando eu estava falando algo sério, ou somente quando estava fazendo piada. (mais…)

Descubra quem te excluiu do Facebook sem usar apps de terceiros

Um app chamado Who Deleted Me foi relançado essa semana e ganhou as manchetes dos sites de tecnologia. Sua função é dedurar os amigos (da onça) que te excluíram do Facebook.

Só que ele tem um problema: não é retroativo. O Who Deleted Me só mostrará os (ex-)amigos que te excluíram do Facebook após ser instalado. E os antigos? (mais…)

Parecia um bom plano, o de dividir o Foursquare em dois. Mas aí tiraram as prefeituras do novo app para check-ins, o Swarm e… bem, o povo não gostou.

Embora o discurso oficial pós-racha seja de prosperidade e alguns números o sustente, o Foursquare ouviu as preces e trouxe de volta as prefeituras — porque o esquema novo-agora-antigo “não era muito divertido,” afinal.

As regras são simples: você será o Prefeito de um lugar se fez mais check-ins que todo mundo nos últimos 30 dias.

Apenas um check-in por dia é contabilizado para fins da disputa das prefeituras, e os do último mês já estão valendo para determinar quem é prefeito do quê. Eu, provavelmente de nada, já que desinstalei o Swarm tem um bom tempo. Mas agora, com prefeituras… Você dará uma nova chance ao app?

Se sim, baixe-o aqui.

Em setembro do ano passado, uma rede social sem anúncios, que prometia respeitar a privacidade dos usuários e deixar que eles usassem quaisquer nomes, apareceu. Era o(a) Ello. (mais…)

Screenshot de divulgação do Tweetbot 2.

Sabe quando alguém fala que o OS X tem menos apps, mas apps melhores? O Tweetbot é um bom exemplo disso. A segunda versão do app, que é exclusivo para Mac, ganhou um visual coerente com o Yosemite, mantém a sincronia com o iOS e apresenta uma interface modular que parece bastante flexível.

Custa US$ 12,99 na Mac App Store e, para quem tem a versão anterior, a atualização é gratuita.