O que significam os emojis na lista de amigos do Snapchat?

Os mais observadores repararam que uma atualização recente do Snapchat, para Android e iPhone, trouxe emojis ao lado dos nomes de alguns contatos. O que eles significam?

Antes, o app exibia uma lista de “melhores amigos” na lista de contatos. Um toque em qualquer um relevava o Top 3 daquela pessoa. Era uma crítica recorrente — como um app que preza a comunicação privada expunha os usuários de tal forma? A mecânica incongruente felizmente foi abandonada em prol de uma mais reservada, baseada em emojis, os populares emoticons japoneses disponíveis nos sistemas móveis.

Talvez o único problema desta novidade tenha sido a comunicação. O Snapchat só explicou do que tratam os novos emojis em seu canal no Discover, a parte do app com histórias de parceiros editoriais. Nem no blog oficial consta qualquer informação a respeito disso. Para quem, como eu, só abriu o Discover no lançamento, ver emojis ao lado de alguns nomes dos meus amigos gerou confusão e dúvidas. Felizmente, o Manual do Usuário está aqui para explicar! (mais…)

Aniversário de um ano da última atualização do Instagram para Windows Phone

No final de 2013, quando o Instagram foi lançado para Windows Phone, escrevi aqui sobre o que pensava ser o próximo desafio da Microsoft em sua plataforma móvel: tornar-se atraente para novos apps, esses que surgem do nada e depois de um tempo geralmente somem. Como o Kiwi.

Eu estava errado.

Afinal, não basta ter os apps populares em seu sistema, é preciso que eles sejam atualizados com regularidade e acompanhem as versões para Android e iOS. O que, como qualquer dono de um Windows Phone sabe, é algo longe da realidade nesse sistema.

Ícone do Instagram BETA para Windows Phone.O próprio Instagram serve de exemplo: ainda rotulado como BETA, domingo a última atualização dele no Windows Phone completou um ano. Faz 368 dias que o Instagram para Windows Phone não é atualizado.

Não é por falta de dinheiro ou, ainda, de gente para cuidar disso. O Instagram é do Facebook, e o Facebook tem muita grana e muitos profissionais competentes na folha de pagamento. Outro indicativo de que não são limitações técnicas ou financeiras que explicam esse descaso é a atividade frenética vista nas outras versões do app, para Android e iOS. Nesse pouco mais de um ano, o Instagram:

  • Ganhou suporte para mensagens/fotos diretas no Android e iOS.
  • Recebeu uma atualização grande no Android, que padronizou o visual com a versão do iOS e diminuiu drasticamente o “peso” do app.
  • No iOS, o efeito “Lux” ganhou uma barra para controlar a intensidade.
  • Recebeu outra grande atualização, desta vez para Android e iOS, com controles manuais de edição de fotos e mudanças na interface.
  • Lançou um novo app para iOS, o Hyperlapse.
  • Passou a exibir anúncios nos EUA.
  • Liberou a opção de editar legendas das fotos no Android e iOS.
  • Lançou cinco novos filtros e suporte a vídeos em câmera lenta, para Android e iOS.
  • Fez a limpa em perfis falsos.
  • Mudou a exibição dos vídeos, de apenas uma para mostrá-los em loop eterno.
  • Acrescentou suporte a carrossel de imagens para anúncios.
  • Lançou o Layout, app para criar colagens de fotos, para o iOS.

Assim fica difícil.

Atualização (31/8/2015): Já são 17 meses sem uma atualização sequer. O que era questão de tempo finalmente aconteceu, o cliente oficial do Instagram para Windows Phone está quebrado. Não funciona, não carrega o feed de fotos. Parabéns a todos os envolvidos.

Meerkat e YouNow: tendência de vídeos ao vivo transmitidos via Internet

Quem está no Twitter ou acompanhou a cobertura da última edição do SXSW, em Austin, EUA, já deve ter pelo menos lido algo sobre o Meerkat. O app-sensação do evento permite a qualquer um fazer uma transmissão por vídeo, em tempo real, a partir do smartphone.

Em paralelo, o YouNow ganhou os holofotes já consagrado com um modelo de negócios baseado em doações e presentes dos “fãs” para os famosos anônimos que transmitem suas rotinas pelo serviço. Não há famosos de fora lá, do tipo que aparece na TV ou toca nas rádios, apenas gente comum que, ao abrir suas vidas para outras pessoas sem destaque na mídia, descobriram-se estrelas do streaming ao vivo. (mais…)

O novo app Kiwi quer convidar seus amigos do Facebook. Não faça isso

Este é mais um post que será útil por uma semana e, depois, cairá no esquecimento junto com o app que aborda — foi assim com o MomentCam, Secret, Rooms e alguns outros. Desta vez o app em questão se chama Kiwi e está disponível para Android e iPhone.

Você talvez até já tenha recebido um convite no Facebook, de algum contato seu, para usar o Kiwi. Não se trata de uma variante saudável/natural de Candy Crush; o Kiwi é um app nos moldes do Ask.fm e Spring.me, ou seja, um lugar para fazer perguntas anônimas (ou não) e respondê-las.

A página oficial do app no Facebook começou a operar ontem, mas ele já está ganhando tração por conta da controversa mecânica de convites quase automáticos. O processo de cadastro é um campo minado nesse sentido. Logo depois de liberar o acesso do Kiwi aos seus dados no Facebook a fim de registrar-se, com a desculpa de que “é mais divertido com seus amigos” o Kiwi dá uma forçada nesse sentido. A primeira tela é esta:

Primeira tela de convites do Facebook no app Kiwi.

A interface é confusa. Não há um botão claro (em vermelho, um “X”, qualquer coisa do tipo) para pular essa etapa. O correto, pois, é o tique do canto superior direito. Um toque ali o leva à tela seguinte sem convidar ninguém, uma atitude que ajuda na construção da paz mundial e na manutenção de amizades.

Mas calma, ainda não acabou. Depois da tela acima, o Kiwi joga uma janela modal na tua cara com o mesmo pedido, apenas exibido de uma forma mais dramática:

Segunda tentativa de convidar todos os seus amigos do Facebook.

Que cara insistente! Aqui, pelo menos, a interação é óbvia, basta tocar em “Não” e você, enfim, chegará à tela principal do app.

O Kiwi parece ser bem simples, mas tem um visual legal. Talvez pegue, talvez não. Em qualquer dos casos, apenas não seja aquele que convida todo mundo para coisas esquisitas no Facebook.

Por que o Facebook está cheio de opiniões absurdas e discussões hostis?

No início da semana, voltando a Maringá após passar o carnaval na casa dos meus pais, assustei-me ao ver postos de combustíveis com filas enormes por todo o caminho. A cena se repetia aqui também, dentro da cidade. A paralisação dos caminhoneiros ameaçava acabar com o fornecimento de combustível, o que fez o povo correr para as bombas a fim de encher o tanque.

Isso está acontecendo em vários lugares no Brasil, mas no caso de Maringá é uma corrida inútil. Como alguns lembraram em redes sociais durante o dia e, em tempo, a imprensa também comentou, a cidade não corre risco iminente porque é um polo de distribuição do produto e, portanto, recebe-o por via férrea. E, até onde se sabe, caminhões não dividem espaço com trens e os ferroviários não estão em greve.

Enquanto alguns, ao saberem disso, riram de si mesmos e lamentaram o tempo perdido nas filas, outros não se abalaram e mantiveram o discurso apocalíptico de que o fim (do combustível) está próximo. Por que, mesmo com uma evidência tão clara, esse segundo grupo não mudou de opinião? (mais…)

Como o jovem brasileiro vê e usa as redes sociais

Tornou-se comum ver em sites estrangeiros de tecnologia artigos condenando o Facebook ao ostracismo por causa da suposta falta de interesse dos jovens pela rede social1. A ideia é que se gente com menos de 20 anos não estiver usando seu app ou serviço, nada mais importa e o destino dele é a ruína.

Nos últimos tempos o assunto se intensificou, embora praticamente toda a Internet — incluindo os que estão chegando agora — continue, se não vivendo dentro dos muros azuis de Mark Zuckerberg, pelo menos com um perfilzinho lá. Isso me intriga um bocado, por vários fatores. (mais…)

Facebook Lite faz jus ao nome: economia em recursos do smartphone chega a 75%

Lançado sem alarde e por ora limitado a oito países emergentes, o novo app do Facebook faz quase tudo que o principal, porém consumindo menos recursos do smartphone. Não é a primeira vez que a rede social segue esse caminho, logo cabe a pergunta: que o Facebook Lite traz de novo?

A maior novidade é que ele agora é um app. O antigo Facebook Lite e a outra versão ainda mais simples, totalmente livre de imagens e com dados gratuitos graças a acordos com operadoras ao redor do mundo, o Facebook Zero, eram acessadas pelo navegador. A nova encarnação do Facebook Lite é um app para Android que, no momento, está disponível em poucos lugares, a saber: África do Sul, Bangladesh, Nepal, Nigéria, Sri Lanka, Sudão, Vietnã e Zimbábue. (Atualização, em 16/6: agora, no Brasil também.)

O Facebook Lite lembra bastante a versão para Symbian e as antigas móveis para a web, e o TechCrunch diz que ele é baseado no finado cliente do Snaptu, uma startup que criava apps de redes sociais para featurephones e que foi adquirida pelo Facebook em 2011 por cerca de US$ 70 milhões. Ou seja, das origens ao que o precedeu, tudo aqui diz respeito a velocidade e leveza. (mais…)

Este é o Who is Happy, o app que está sendo chamado de Foursquare da maconha

O Facebook é um campo minado para opiniões polêmicas e tabus — todo mundo tem alguma história sobre saias justas com familiares ou colegas distantes que sem tato algum transformam, armados com nonsense e preconceito, atualizações de status despretensiosas em batalhas sangrentas de opiniões divergentes. Quando o primo de João Paulo Costa publicou em sua linha do tempo a notícia de um app apelidado de “Foursquare da maconha”, sua mãe não perdoou: “É um absurdo, o fim do mundo!”, bradou ela em um comentário. Onde João entra nessa história? Foi ele quem desenvolveu o Who is Happy, o app em questão.

Lançado há pouco tempo, o Who is Happy chamaria a atenção mesmo que não quisesse. A função do app é fazer check-in, como o Foursquare, mas em vez de indicar o local onde você se encontra, ele serve para dizer ao mundo que está fumando um baseado naquele momento. É uma rede social de maconheiros. 420 vidaloka, mano! Não, brincadeira. Na verdade, é isso também. Só que, além desse lado bem humorado que se faz notar já no nome do app, o Who is Happy é antes de tudo um empreendimento sério. Seus criadores, João e Henrique Torelli, trabalham para que o app exploda em popularidade pegando carona na legalização da maconha em alguns países, especialmente os Estados Unidos que só no ano passado estima-se que tenha movimentado mais de US$ 2 bilhões nesse segmento. (mais…)

Pessoas estão irritadas porque robôs deixaram de segui-las no Instagram

Semana passada o Instagram anunciou ter chegado a 300 milhões de usuários e, quase no final do post, que em breve removeria contas de robôs e spammers do serviço1. Como a remoção seria definitiva, o CEO Kevin Systrom alertou que “alguns de vocês notarão mudanças no contador de seguidores”. O que não estava nos planos era a reação maluca que a perda de seguidores causaria em muitos usuários.

No Business Insider, Taylor Lorenz fez um bom apanhado do que está rolando: milhares de pessoas revoltadas porque robôs spammers deixaram de segui-las. Chega a ser cômico ver um monte de gente reclamar, organizar boicotes e xingar o perfil oficial do serviço porque robôs, que obviamente não enxergam foto alguma, não as seguem mais. (mais…)

No AdoteUmCara, a iniciativa é sempre delas

Em 2012 Paris ganhou uma loja pop-up diferente — para dizer o mínimo. Em vez de produtos industrializados ou mesmo orgânicos, homens em embalagens gigantes estavam expostos na vitrine. Um deles foi parar dentro de um carrinho de mercado! Ao olhar para a fachada lia-se AdopteUnMec.com, endereço de uma rede social de encontros. (mais…)

Como acompanhar os melhores links que seus amigos postam no Twitter

por J. P. Neto

O Twitter é incrível. Tudo o que está acontecendo está lá. Seus amigos, que usam o serviço, comentam diversas coisas e acabam mandando um punhado de links sobre os assuntos do momento. São muitos links de muitos amigos, o suficiente para se afogar neles. Como filtrar o que importa para ler depois? Com a ajuda de alguns apps — inclusive o do próprio Twitter! (mais…)

Do Orkut ao WhatsApp, como a música brasileira retrata os apps e redes sociais que todos usamos

Desde que os primeiros batuques foram ouvidos a música tem sido usada para, entre outras coisas, exaltar as paixões humanas. Traduzimos em ritmo e poesia as maravilhas naturais do mundo, nossas musas, os grandes heróis e seus feitos; descrevemos épocas, histórias e comportamentos dos mais diversos. Muita gente não vive sem música; não seria exagero dizer que o contrário também é verdadeiro.

Se estendermos o conceito de “tecnologia” para além de bits e pastilhas de silício, o barulho (com o perdão do trocadilho) da sua participação na música é ouvido de longe. Do aprimoramento dos primeiros tambores aos sintetizadores e editores digitais de hoje, essas áreas sempre foram indissociáveis. Não há música sem a tecnologia garantindo a execução, captação e reprodução nos bastidores.

Capa do álbum Leandor & Leonardo Vol. 4, de 1990.
Leandro & Leonardo.

Eventualmente os papéis se misturam e de um suporte ou auxílio, a tecnologia passou a ser o motivo da arte, a temática da narrativa. Isso nos remete ao início do texto: cantamos sobre tudo. É algo tão óbvio que não raramente nos escapa. Quando Leandro & Leonardo cantaram pela primeira vez “Pense em mim, chore por mim, liga pra, não, não liga pra ele”, em 1990, eles colocaram no cancioneiro popular brasileiro uma tecnologia super avançada que, de tão massificada, passou despercebida: o telefone. Àquela altura, fazer ligações já era algo trivial e tal papel coadjuvante, apesar do grande avanço que essa tecnologia representou, se repetiu na letra da música.

A tecnologia de consumo, essa embarcada em smartphones, tablets e outros gadgets contemporâneos, evoluiu a passos largos nas últimas décadas. Nos anos recentes, sua popularidade teve uma guinada sem precedentes. Embora quase 1/3 da população mundial já use smartphones, ele ainda não está tão enraizado como o telefone estava na época em que Pense em mim foi composta. Esse detalhe, porém, não impediu que os compositores começassem a explorar essa nova realidade criando músicas sobre os apps e redes sociais que tanto usamos. (mais…)

Rooms, o novo app do Facebook sem relação com a rede social, é todo sobre discussões no celular

O novo app do Facebook não tem nada a ver com o Facebook. Chamado Rooms e por ora exclusivo para iPhone, ele é uma releitura dos antigos fóruns nas telas pequenas dos smartphones. Isso funciona?

Primeiro, é preciso ter uma conta americana na App Store para baixar o app. A exemplo do Paper, outro app do Facebook saído do Creative Labs da empresa, o Rooms só está disponível lá e em alguns outros mercados cujo idioma nativo é o inglês. Se isso não for impeditivo a você, o download e o registro subsequentes são tranquilos. (mais…)

Com este aplicativo, a Prefeitura de Curitiba quer criar um “SAC 2.0” automatizado da cidade

Referência no Facebook, a Prefeitura de Curitiba faz um trabalho bastante legal. Misturando bom humor, originalidade, produção constante e atenção aos fãs, a página consegue engajar os moradores da capital paranaense em diversas causas, expôr a cidade em outros cantos do Brasil e brincar com as tradições e a cultura do curitibano. O departamento de mídias sociais, alocado na própria prefeitura, virou modelo de comunicação entre governo e população.

No último Multicom, a semana do curso de Comunicação e Multimeios da UEM, em Maringá, Marcel Bely, da equipe de mídias sociais da Prefeitura de Curitiba, falou das brigas que teve que comprar para estabelecer esse tom mais despojado, menos sisudo na comunicação de uma prefeitura, as estratégias que usa para criar conteúdo que ecoa entre os fãs da página e, na sessão de perguntas e respostas, citou um app, um tal de Colab, que para ele é uma peça fundamental na relação com o povo. Fiquei interessado e fui pesquisar melhor o que é o Colab. (mais…)

De quem (e qual) é a culpa do último vazamento de fotos do Snapchat?

Alguns dias atrás um grupo de ~hackers anunciou ter em seu poder milhares de fotos obtidas através do Snapchat. São 13 GB de arquivos, mais de 100 mil (ou 200 mil, dependendo da fonte) imagens. Ou seja, é bastante coisa, e para piorar existe a suspeita de que haja muitas fotos pornográficas de menores de idade nesse bolo. A cobertura do caso pela imprensa tem seguido a linha “vazamento no Snapchat”. Mas será que a culpa é do serviço mesmo?

Não estou duvidando da existência desse material, ainda que essa desconfiança tenha sido levantada. De qualquer maneira, para o que quero discutir isso não vem ao caso. O que coloco em discussão é a atribuição de culpa ao Snapchat. (E sim, antecipando eventuais questionamentos, eu uso e gosto bastante do app.) Porque, ao que tudo indica, não houve invasão aos servidores do serviço, os apps oficiais não foram comprometidos e nenhuma brecha foi reportada. Dentro da “experiência” oficial, o app garantiu a segurança que promete e através da qual, em grande parte, se sustenta. (mais…)