Mulher tirando selfie no balcão de um restaurante.

Como o jovem brasileiro vê e usa as redes sociais


6/2/15 às 14h58

Tornou-se comum ver em sites estrangeiros de tecnologia artigos condenando o Facebook ao ostracismo por causa da suposta falta de interesse dos jovens pela rede social1. A ideia é que se gente com menos de 20 anos não estiver usando seu app ou serviço, nada mais importa e o destino dele é a ruína.

Nos últimos tempos o assunto se intensificou, embora praticamente toda a Internet — incluindo os que estão chegando agora — continue, se não vivendo dentro dos muros azuis de Mark Zuckerberg, pelo menos com um perfilzinho lá. Isso me intriga um bocado, por vários fatores.

O tom apocalíptico é uma constante nessas repetitivas matérias. O fascínio pela opinião do JOVEM, esse espécime pouco estudado, de hábitos peculiares e comportamento imprevisível, outra. A forma com que muitos jornalistas introduzem o assunto, dizendo terem tido contato com um, lembra aqueles documentários da natureza. “Localizamos um jovem em seu habitat [quarto cheio de mofo]… estamos nos aproximando, tentando estabelecer contato [mandei um tweet] e… olha, ele falou! Muita tensão, parece que ele vai dizer alguma coisa… como é? FILMA AQUI, ELE ESTÁ DIZENDO QUE NÃO USA FACEBOOK! Meu deus!!!!!! alguém avisa o Zuck?”

O Backchannel, um site tocado por Steven Levy no Medium que acompanho e gosto muito, recentemente publicou um longo texto escrito por um selva… digo, por um jovem de 19 anos. Andrew Watts descreveu em detalhes como vê e usa redes sociais. A linha fina da matéria anuncia: “Escrito por um jovem de verdade”. Veja, não é um velhote disfarçado; é um jovem, de verdade. Andrew se apresenta, expõe seu currículo (já, já a faculdade acaba, né meu?) e inicia uma viagem pelo fabuloso mundo das redes sociais entre seus iguais.

O mais legal são os comentários (de gente velha, claro) ao lado dos parágrafos. Os caras ficam em êxtase, praticamente no nirvana, como se Andrew estivesse revelando o segredo da vida ao sentenciar coisas como “[O Facebook] morreu para nós. (…) É estranho e pode ser irritante estar no Facebook às vezes. Dito isso, se você não tem Facebook, é ainda mais estranho e irritante”. Esqueça a contradição, é um jovem falando aqui, cara. E, como tal, ele fala por todos do mundo. Jovem é tudo igual, né? Sexo, drogas e rock’n roll — e Whats pra combinar tudo isso com os parça.

Então algo me ocorreu: é raro ver matérias do tipo feitas aqui, no Brasil, com jovens brasileiros. Como o nosso encara e usa as redes sociais? É só pelo huehuebr? Existe algo útil sendo feito entre a facul e o próximo episódio da Malhação? Será que se eu escrevesse algo do tipo, um bando de velhos cairia aqui aqui no Manual do Usuário e ficaria babando, como lá fora? E o mais importante: O FACEBOOK SOBREVIVERÁ DEPOIS DISSO? A conferir.

Como o peso da idade sobre meus ombros (estou mais perto dos 30 do que dos 20, apesar da carinha de 18), tive que recorrer a jovens voluntários, cinco bravos brasileiros que, sob o escudo do anonimato, se dispuseram a revelar a verdade sobre redes sociais no Brasil. E dane-se se você, jovem também, discorda deles. Seguindo a lógica da imprensa gringa, esses cinco escolhidos aleatoriamente e sem nenhuma característica capaz de conferir maior peso às suas falas detêm a verdade e falam por toda a nação.

Perguntei a eles, todos com idades entre 17 e 22 anos, o que acham de oito redes sociais. Ao longo do texto abaixo apresentarei cada um informando idade e de que estado eles são, mas omitindo os nomes (substituídos por fictícios, que descolei no Twitter), e tecerei alguns comentários.

Facebook

Capa de um grupo de trolls que atacou Mark Zuckergerg.

Joel, 17 anos, Pernambuco: “O Facebook é usado para postar fotos com ‘legenda’, geralmente uma frase de efeito ou trecho de música, outros postam piadas que volta e meia têm alguma graça. Essas piadas são quase sempre de cunho sexual, fazem isso para ganhar as curtidas.”

Nossos feeds são definitivamente muito diferentes, Joel!

Lucas, 21 anos, interior de São Paulo: “É lá que eu converso com meus amigos e conhecidos, vejo os interesses de quem eu tenho adicionado e faço stalking das pessoas que me interessam. Todo mundo está no Facebook, então sempre que conheço aquela gatinha, vou lá stalkear.”

Medo.

Cydicleide, 17 anos, Espírito Santo: “Uma rede social na qual você tem que ter muita cautela no que fala e no que posta. Primeiro porque você quer parecer boa pinta e ter uma boa impressão, segundo porque sua família e conhecidos estão no meio. E família é uma coisa complicada, eles vão deduzir coisas a seu respeito, caso você não os aceite. Não que isso seja ruim, se as coisas que você realmente faz forem piores.”

Sabe que eu nunca tinha pensado nesse outro lado da vigilância familiar no Facebook? Você publica uma coisa meio subentendida que sua tia aumentará ao ver no Facebook só que, na verdade, o que você fez foi muito pior do que a cabeça puritana dela conseguiu imaginar.

Kellen, 22 anos, Paraná: “Uso a rede social desde 2011 para conhecer gente nova, conversar com pessoas que já conheço. Compartilho coisas de meu interesse, desde notícias até futilidades. Também é um bom lugar para se acompanhar coisas que gosta, como uma banda, um filme que ainda não está no cinema, o retorno de uma série. As pessoas da minha idade fazem o mesmo uso do Facebook, se você não tem um perfil, você não é lembrado ou convidado a uma festa, você não vai saber se surgir algum imprevisto e uma professora faltar à aula e etc.”

Ou seja, se você usa o Facebook e mesmo assim ninguém te convida para coisa alguma, infelizmente o problema é você mesmo. Calma, senta aqui, engole esse choro e vamos conversar…

Zelda, 19 anos, Minas Gerais: “É a rede social que todo mundo usa, que tem um enorme potencial de agregar pessoas e de conhecer coisas novas, porém na maioria dos casos ela acaba sendo muito mal utilizada e se torna algo fútil. (…) No Facebook você pode conhecer o mundo, mas fica ali restrito aos contatos mais próximos, curtindo coisas aleatórias e se deprimindo vendo gente que parece estar melhor que você. Esperto é quem consegue usar bem as ferramentas de chat, grupos e afins para se dar bem, mas esse não é o caso da maioria.”

Desse último relato concluímos que algoritmo do feed realmente funciona. Se a Zelda ou você quiser um incentivo para explorar mais o chat e os grupos sem a tentação do feed, talvez seja uma boa experimentar esta extensão do Chrome. Comigo, funcionou.

Twitter

Tweet sobre os universitários do Show do Milhão e logo do Twitter.
Print: Melhores do Twitter/Facebook.

Lucas: “Sempre me pego lembrando dos tempos bons, onde minha média de publicações diárias era 500 tweets. Hoje não passa de 50.”

CINQUENTA tweets por dia aparentemente é de boa para um j0v3m. (Curiosidade: o limite de tweets é de mil por dia.)

Joel: “Os que sigo tuítam frases ou alguma coisa que acontecem em sua vida cotidiana. Outro que não posso falar muito, pois uso a pouco tempo, apesar de ter uma conta desde de 2012.”

Cydicleide: “Pessoas que usam o Twitter geralmente tem uma grande quantidade de amigos, em grande parte virtual, são abertas e muito sociais. Mas também existem aqueles como eu, que criam por criar, pra observar e pra, de vez em quando, jogar uma indireta ou compartilhar algo insignificante.”

Kellen: “Em 2009, quando fiz uma conta, tinha a mesma utilidade que meu perfil no Facebook tem hoje. Postava coisas que achava engraçadas, não seguia meus ‘ídolos’, mas gente com a mesma visão que eu. Conheci muita gente bacana lá e a maioria mantenho contato até hoje, inclusive o Ghedin [nota do editor: é verdade]. Na época, as pessoas da minha idade e cidade, em sua maioria, usavam mais como um diário que como um miniblog. Deixei de usar a rede social há algum tempo.”

Nota-se claramente que o Twitter não faz muito sucesso entre os jovens brasileiros.

Instagram

Cumpadi Washington imitando Joaquin Phoenix em Her.

Joel: Usado por no máximo cinco amigos/conhecidos, apenas uma eu consigo ver uma foto toda semana. Outros, umas duas vezes no mês. O grau de qualidade em relação aos postados do Facebook é um pouco maior. Não uso, então não posso falar muito sobre.

O Joel realmente não usa muito redes sociais.

Cydicleide: “’O que importa é a qualidade e não a quantidade’ é a frase que me vem na cabeça quando se trata do Instagram. Pra quem gosta de fotos, é definitivamente a melhor rede social pra isso. Diferente do Facebook, no Instagram você escolhe a melhor foto que tirou pra postar. Geralmente são fotos mais criativas e que chamam mais atenção pelos filtros do app. Além de ser uma ótima forma de stalkear nas horas vagas.”

Zelda: “É tipo a mesma coisa que o Facebook: você posta fotos tentando mostrar seu melhor, seja através de selfies, ostentando com fotos de comida ou locais que visitou – só que ainda mais frio e distante, pois o contato ali é mínimo.”

Kellen: “Assim que entrei no Instagram, em 2012, era o reduto de selfies. Falo de mim e de pessoas que eu acompanhava. Hoje vejo que isso mudou um pouco, as pessoas já estão sendo um pouco mais seletivas, postando além de fotos iguais com maquiagem e roupa diferente. Um pouco, já que os pratos de comida permanecem. Usei a ferramenta Direct duas vezes até agora.”

Selfies, comida, menos fotos e só as melhores, basicamente.

Lucas: “O Instagram serve pra duas coisas: tirar fotos das coisas que comprei para exibir pras pessoas e para tirar selfies. Não uso pra nada além disso. Às vezes me chamam de narcisista por tirar tantas fotos de mim, mas eu gosto. Toda e qualquer coisa maneira que eu compro, desde uma camiseta com estampa legal até um jogo de videogame eu tiro a foto. Gosto de notificar meus amigos das minhas atuais posses.”

Só na o$tentação.

WhatsApp

Pessoa descobre que outra passou o número errado do WhatsApp de propósito.
Print: Recados Lindos.

Preste atenção no fenômeno:

Kellen: “Muito popular e hoje em dia não há quem não tenha WhatsApp, modo prático de se comunicar e todos que conheço usam da mesma maneira, não acho o recurso de áudio muito popular no meu meio, mas troco muitas imagens. O recurso de poder abrir um chat em grupo é muito útil.”

Cydicleide: “Acredito que mais de 85% dos meus contatos estão conectados a este espaço. É um aplicativo pra conversar com pessoas de longe e de perto, pra sempre manter o contato.”

Joel: “De longe o mais usado. Com certeza é o mais usado. Utilizado para conversar, criar ‘tretas’, marcar eventos, tirar onda. As conversas giram em torno, em alguns grupos, de sexo ou algum assunto constrangedor. Muitos fazem pedidos para outros, indo desde de baixar jogos a pedidos de ‘fila’ (cola) para provas escolares, além de ser um meio de se comunicar com a namorada/o ou conseguir ‘peguetes’. Os grupos são formados certas vezes por desconhecidos que moram em várias partes do Brasil ou do mundo”

Lucas: “Uso muito, realmente. É a melhor ferramenta de chat, afinal estou com o celular 24h e o 3G sempre ativo, ai todos podem falar comigo. Converso com amigos e garotas que conheço no Tinder e peço o número. Estou em alguns grupos, mas geralmente eles me irritam pela quantidade de notificações e dou mute neles.”

Se você não usa o WhatsApp, está por fora.

Só a Zelda que, embora também use e concorde que ele é tendência, não se impressiona muito:

Zelda: “Eu realmente não entendo muito a pira em cima desse app. Muita gente usa e tal, eu inclusa, mas nunca vi muita graça, até porque eu costumo conversar com os outros em outras plataformas. E cá entre nós, eu peguei uma extrema aversão à mania dos outros quererem se comunicar com você ali com áudios, que é algo bem frequente entre quem usa o WhatsApp. Nem sempre estou com o meu fone de ouvido em mãos para poder ouvi-los, o que me levou a possuir um certo conformismo de simplesmente não ouvir nada que me mandarem em aúdio…”

Não dá para ganhar todas, certo Zuck?

Tinder

Print engraçado e ícone do Tinder.
Print: Eu no Tinder/Facebook.

Joel: “Conheço, mas não uso. Não sei se alguém usa. Creio que conheçam, mas nunca soube que alguém usava.”

A consistência do Joel é fascinante.

Lucas: “O Tinder é um dos apps que mais uso. Passo sempre alguns minutos na hora do almoço dando likes nas garotas aqui da região. Os matches não são constantes, mas aparecem alguns. Saí com algumas garotas já e agradeço ao app por arrumar uns encontros, porque não ta fácil pra ninguém.”

I feel your pain, bro.

Cydicleide: “Acredito que poucos casais devem ter saído desse aplicativo, porém não custa tentar. Apesar de ser um pouco meio… sem sal. Também existem pessoas como eu, que entram só por entrar e acabam se divertindo vendo as coisas.”

Pessoas que “entram só por entrar” e “acabam se divertindo vendo as coisas” fazem do Tinder um lugar menos propenso à sua finalidade. (Mentira, digo, mais ou menos, porque é um lugar potencialmente bizarro e divertido.)

Zelda: “É um catálogo de pessoas que você enjoa de usar em uma ou duas semanas. Eu sinceramente nunca conheci ninguém lá muito interessante ali. As conversas são muito banais e fica sempre aquele tom de pegação que, para pessoas como eu que são péssimas em flerte, é algo bem desconfortante. E é com o Tinder que você percebe que existem pessoas bizarras próximas de você.”

Viu? Não sou só eu que acho o Tinder um negócio meio bizarro.

Kellen: “Usei por menos tempo que o Snapchat, queria conhecer gente nova e as pessoas que eu conversei tinham o mesmo interesse. Imaginei que veria muito genital e papo pesado, mas não, nem um convite para beber. O que considero muito bom é o fato de só abrir o recurso de mensagens caso os dois se gostem, evita chateações. O aplicativo também não me cativou. Meus amigos usam com o intuito de marcar ‘encontros’.”

Estou na dúvida se, nesse contexto, não ter recebido sequer um convite para beber foi algo bom ou ruim.

Snapchat

Mulher com um golfinho desenhado sobre ela no Snapchat.
Desenho: Cavalo de Toia.

Joel: “Conheço, mas não uso. Nunca perguntei se alguém usava.”

Não sei explicar o motivo, mas já meio que esperava por essa resposta.

Zelda: “É bem interessante, mas é aquela coisa né… Se você não tem lá com quem trocar, mandar ou receber fotos, vira um troço inútil.”

Kellen: “Usei durante uma semana em 2013 por insistência de um amigo que estava nos EUA. Na época, não conhecia muita gente que usava o aplicativo, não me cativou muito e por isso saí. Imagino que as pessoas da minha idade usem para compartilhar seus momentos (legendados) com outras pessoas,já que hoje não escuto mais falar que as pessoas usem para sexting, como antes. “

Redes sociais costumam depender de material humano para engrenarem, só que no Spapchat, pela dificuldade em encontrar pessoas, é um problema agravado como disseram as nossas amigas aí de cima.

Lucas: “Não sou muito fã, mas uso. Acho o app bem confuso e não tiro muitas fotos, mas uma garota que eu tô a fim manda fotos dela o tempo inteiro por lá, então me vejo obrigado a usar. Só é ruim ela saber quando eu dou print.”

Quem nunca.

LinkedIn

Cantada no e logo do LinkedIn.
Print: ENTUSIASTAS da Social Media/Facebook.

Joel: “Apesar de conhecer, não uso.”

Cydicleide: “Não faço uso e também não conheço alguém que use.”

Zelda: “Já ouvi falar, mas não sei ao certo como funciona.”

Kellen: “Não sei a utilidade nem o que é.”

Lucas: “Criei perfil só pra ver uma vez, deixei o currículo bonitinho e está lá meu perfil profissional… de 2012. Não vejo muito uso além de ser ‘uma rede social de currículos’.”

Diria que é compreensível.

Medium

Esta eu coloquei só para sacanear nossos entrevistados. Digo, o Medium, que é um local para publicar textos longos, tem ganho tração (inclusive já atua no Brasil), mas ainda é um negócio de nicho.

Zelda: “Nunca ouvi falar e nem sei do que se trata.”

Kellen: “Nunca ouvi falar, não vou nem arriscar algum palpite do que se trate.”

Joel: “Não conheço, só tive um contato com a rede. Creio que ninguém que conheço usa, por desconhecer sobre ela.”

O Medium é bem mais novo que o LinkedIn, por isso fiquei surpreso que mais gente conheça o Medium (abaixo). O que talvez explique seja o escopo do LinkedIn, que é mais afunilado e mira em uma faixa etária um tiquinho maior — em outros termos, gente já inserida no mercado de trabalho.

Cydicleide: “Não faço uso do Medium, e não conheço alguém que o use. Mas acho interessante uma rede social com textos e citações, porém não é muito do meu gosto.”

Lucas: “Bonito e funcional. Mas, apesar de tudo, não consigo postar muita coisa. Fiz uma publicação bonitinha e deixei o blog morrer as moscas. Sempre falo que vou voltar, mas nunca volto.”

Muda a plataforma, mas aquele “um dia eu volto a escrever no meu blog” segue firme.


O que concluímos disso tudo? Que o Facebook está muito bem, obrigado — ele, WhatsApp e Instagram, as três redes mais populares aqui, são todas do mesmo dono.

De qualquer forma, é uma amostragem minúscula. Tem validade, tanto que o Facebook começou a fazer análises similares e em escala microscópicas, perguntando diretamente a 30 usuários norte-americanos o que eles querem ver mais no feed de notícias. Mas a finalidade lá é outra; para a que a nossa deveria servir, trata-se de um modelo de pesquisa difícil de extrair resultados que se aplicam a toda ou mesmo à maior parte de uma demografia de usuários.

Nesse sentido, análises de dados brutos bem estruturadas e contextualizadas podem nos fornecer informações mais precisas e confiáveis para trabalhar. Digo, a quem cuida e investe nessas redes sociais. Eu só queria pegar umas respostas engraçadas de jovens para escrever isto aqui.

A eles, aliás, cinco jovens anônimos que prontamente responderam ao meu pedido, muitíssimo obrigado! Vocês foram nota dez. E a quem ficou de fora, seja jovem ou não, complemente o post nos comentários. Você usa alguma dessas redes sociais de um jeito diferente? Vai que algum investidor do Facebook acabe lendo isso aqui…

Foto do topo: otarako/Flickr.

  1. Uma pesquisa por “teens facebook” no Google, por exemplo, revela manchetes como “É oficial: adolescentes estão entediados com o Facebook” (Business Insider) e “Jovens superaram oficialmente o Facebook” (Washington Post). De onde vem esses “oficial” é outro mistério.

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