O sonho de ser influenciador: Como ganhar dinheiro na internet e fazer disso uma profissão?

No Guia Prático, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa falamos de como ganhar dinheiro na internet e fazer disso uma profissão. O caminho, hoje, passa por plataformas, e há inúmeras maneiras de gerar receita, mas é difícil gerar valores mínimos para viver disso e, mais ainda, lidar com as constantes mudanças e os algoritmos opacos.

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O YouTube deu um passo importante na briga dos vídeos curtos. Nesta terça (20), a plataforma de vídeos do Google anunciou que, a partir de 2023, dividirá a receita de anúncios veiculados nos Shorts com os criadores de conteúdo. Esses ficarão com 45% do valor. Nem TikTok, nem Instagram dividem receita de publicidade com os criadores.

O anúncio traz outras novidades:

  • Uma nova faixa do programa de parcerias, com critérios mais baixo, que dá acesso a algumas ferramentas de monetização;
  • Licenciamento e divisão de receita publicitária de músicas comerciais.

O lance das músicas já está em beta nos Estados Unidos e chegará a mais países em 2023. As novidades dos Shorts chegam em 2023. Via YouTube (em inglês).

O Brasil escapou do reajuste nos preços de aplicativos e compras dentro de apps da App Store, mas não saiu ileso: alguns serviços da Apple, como Apple TV+, Apple Music e Apple One, ficaram até 50,5% mais caros (caso do streaming, que foi de R$ 9,90 para R$ 14,90/mês), segundo levantamento do MacMagazine.

Chama a atenção o reajuste do Apple Music, que de streaming mais barato (R$ 16,90/mês) saltou para o topo dos mais caros (R$ 21,90; rivais como Deezer e Spotify cobram R$ 19,90). Via Apple (em inglês), MacMagazine.

Levantamento da Forbes envolvendo as 157 maiores corretoras de criptomoedas do mundo constatou que 51% das transações envolvendo bitcoins em 2021 foram falsas ou de natureza não econômica. Em outras palavras, encenações feitas para inflar os números da criptomoeda mais popular. Via Forbes (em inglês).

Segundo a consultoria DappRadar, o volume transacionado na OpenSea, maior marketplace de NFTs do mundo, despencou 99% em relação a maio — de US$ 2,7 bilhões em 1º de maio para pouco mais de US$ 9 milhões no último domingo (28).

A OpenSea contestou os números, dizendo que prefere mensurar essas flutuações tendo como base o volume de ETH. Nesse caso, a queda foi de 62%. Posso estar enganado, mas ainda me parece bem ruim. Via Fortune (em inglês).

Um caso ocorrido em São Paulo revela limites naquela dica de segurança, popular nos últimos meses, que consiste em ter um segundo celular com aplicativos bancários e deixá-lo sempre em casa.

Um homem foi sequestrado e, ao descobrirem a tática do segundo celular, os sequestradores obrigaram-no a revelar a localização da casa e orientá-los, por videochamada, na busca pelo aparelho.

Esse homem foi o segundo sequestrado pela quadrilha em menos de 24 horas. O primeiro havia caído em uma emboscada após combinar um encontro com uma mulher via aplicativo de relacionamento: ele combinou de buscá-la em casa e, quando tocou o interfone, foi rendido e levado a um cativeiro. Via SPTV.

Arquivo: Roubo/furto de celulares para limpar contas bancárias: Como se proteger?

Fundador da Ricardo Eletro vira “coach” de vendas após deixar negócio à beira da falência

Fundador da Ricardo Eletro vira “coach” de vendas após deixar negócio à beira da falência, por Fernanda Guimarães e Lucas Agrela no Estadão:

No mês passado, mais de 6 mil pessoas aguardavam o início do evento “Explosão de Vendas”, que seria conduzido no YouTube por Ricardo Nunes, 52 anos, o fundador da Máquina de Vendas, a dona da Ricardo Eletro, varejista que dribla hoje repetidos pedidos de falência. Com um público inflamado no chat da plataforma, o curso, de três dias em modelo híbrido, começou com Nunes dizendo que seu objetivo era passar o melhor de sua experiência em 30 anos para “construir a segunda maior empresa de varejo desse País”.

Segundo fontes, o novo negócio de cursos e mentoria vem garantindo um bom dinheiro ao empresário. Procurado em múltiplas ocasiões pela reportagem, o empresário não deu entrevista.

Com 182 mil seguidores no Instagram, rede social que também utiliza para vender seus cursos, Nunes foi denunciado, em junho, por suspeita de sonegação da ordem de R$ 86 milhões. O empresário também já foi alvo de denúncias de lavagem de dinheiro e chegou a ser preso. “Ele mora nos Jardins, leva uma vida luxuosa e fica postando fotos em avião particular. Enquanto isso, mente sobre o que fez na empresa. Se ele hoje é bilionário, tirou esse dinheiro de algum lugar”, diz outra fonte ligada à Ricardo Eletro.

E-commerce é o novo banco

E-commerce é o novo banco, por Hugo Cilo na IstoÉ Dinheiro:

O executivo Tulio Oliveira, que comanda a fintech Mercado Pago, braço financeiro do maior site de classificados da América Latina, o Mercado Livre, vive uma espécie de crise de identidade profissional. Uma boa crise. À frente de um negócio que responde por 48% das receitas globais de US$ 2,6 bilhões da companhia no segundo trimestre, ele já não sabe se pilota um banco que tem um marketplace ou um marketplace que tem um banco. […]

O processo de bancarização do varejo ou de “varejização” dos bancos — a ordem dos fatores, neste caso, definitivamente não altera o produto — é um fenômeno que ultrapassa as fronteiras do Melicidade, sede do Mercado Livre, em Osasco (SP). Outras gigantes do e-commerce, como OLX, Magazine Luiza e Via (antiga Via Varejo, dona de Casas Bahia, Ponto e Extra.com.br) estão surfando na crista da onda dos serviços financeiros. A Lojas Renner tem a Realize, a Via tem o banQi, o Magazine Luiza tem o Magalu Pay, entre muitos outros. “O objetivo é garantir a inclusão financeira, criando conexão entre as lojas, o e-commerce e o marketplace”, disse André Calabró, CEO do banQi.

As redes sociais comerciais querem o seu dinheiro

A BMW está cobrando US$ 18 por mês para desbloquear o aquecimento de assentos em seus carros. O recurso não tem qualquer custo operacional extra pós-fabricação e é apenas um dentre vários que a montadora alemã passou a cobrar à parte, em “microtransações”.

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Talvez seja tarde [para dizer isto], mas colocar seu dinheiro em criptomoedas é [como] apostar em jogos de azar.

— Aaron Davis, co-fundador do MetaMask.

A MetaMask é uma “hot wallet” de criptoativos que interage com a blockchain Ethereum, bastante usada por detentores de NFTs para guardar e transacionar seus “ativos”.

A declaração foi dada numa entrevista inédita que ele e seu sócio e co-fundador, Dan Finlay, deram à Vice.

Em outro trecho, Finlay admitiu que “não conseguimos impedir as pessoas de montar esquemas de pirâmide/Ponzi nas blockchains”. Até ontem (ou até antes da quebradeira do setor), a imutabilidade e o caráter “zero confiança” das blockchains e criptomoedas eram virtudes; agora, são uma inevitabilidade que propicia golpes. Que coisa. Via Vice (em inglês).

Uma vantagem de ler publicações de negócios é que elas ajudam a limpar o “marketês” de anúncios de empresas e mostrar o que está por trás de certos movimentos.

O Nubank, por exemplo, anunciou um novo modelo de poupança, baseado em “caixinhas”, e mudou as regras da remuneração do dinheiro parado na conta. “Tudo para você ser protagonista da sua vida financeira”, diz o anúncio no blog oficial.

O Brazil Journal explica, porém, que as novas regras de rendimento — agora o dinheiro só começa a render diariamente após o 30º dia do depósito — é uma operação para diminuir os custos de “funding” da fintech. De lá:

O BTG estima que uma redução de 10 pontos percentuais no valor que o Nu gasta com a remuneração diária dos depósitos poderia gerar um ganho antes de impostos de US$ 250 milhões, ou 15% do lucro bruto estimado para o Nu este ano.

Já as “caixinhas” é uma forma do Nubank conhecer melhor o cliente e, de quebra, expô-lo a outros produtos de investimento disponíveis. O tipo de aplicação é oferecido de acordo com o prazo para resgate manifestado pelo cliente.

Um dado que chama a atenção: “O analista [Pedro Leduc, do Itaú BBA] estima que entre 40% e 50% dos depósitos a prazo do Nubank sejam resgatados em menos de 30 dias.” O resgate antes de 30 dias já era uma má ideia antes da mudança das regras devido à incidência de IOF. Via Nubank, Brazil Journal.

O PicPay está entrando de cabeça no universo das criptomoedas. A fintech capixaba lançará uma exchange em agosto e quer trabalhar com cerca de 100 criptomoedas até o fim do ano.

O segundo passo, mais ambicioso, será lançar uma “stablecoin” atrelada ao real brasileiro, a Brazilian Real Coin (BRC). (Uma “stablecoin” é uma criptomoeda que mantém paridade de valor com uma moeda fiduciária, ou assim promete.)

Embora possa ser negociada em outras exchanges, o PicPay quer alavancar sua base de 30 milhões de usuários e pontos de venda integrados para popularizar a BRC para pagamentos. Via Neofeed.

Por que esta quebra das criptomoedas é diferente

Por que esta quebra das criptomoedas é diferente (em inglês), por Frances Coppola na CoinDesk:

O ecossistema de cripto ligou-se fortemente ao sistema financeiro tradicional e o dólar domina os mercados de cripto tal como o faz nos mercados financeiros tradicionais. E na medida em que os mercados de cripto cresceram, cresceu também o valor em dólar da indústria de criptomoedas.

Mas esses dólares não são reais. Eles existem apenas no ambiente virtual. Não são, e nunca foram, garantidos pela única instituição no mundo que pode criar dólares reais, o Fed [Banco Central dos Estados Unidos]. O Fed não tem qualquer obrigação de assegurar que aqueles que fizeram quantias gigantescas de “dólares virtuais” possam trocá-los por dólares reais. Assim, quando a bolha de cripto estoura, os “dólares virtuais” simplesmente desaparecem. Se você não conseguir trocar seus dólares virtuais por dólares reais, a sua riqueza é uma ilusão.

Os únicos dólares reais na indústria de criptomoedas são os pagos pelos novos participantes quando fazem as suas primeiras compras de criptomoedas. O resto da liquidez do dólar nos mercados de cripto é fornecida por moedas estáveis atreladas ao dólar [“stablecoins”]. Estas dividem-se em dois grupos: as que têm dólares reais e/ou ativos líquidos seguros denominados em dólares que as suportam, e as que não os têm. Não há o bastante do primeiro tipo para viabilizar que todos possam converter [suas criptomoedas] em dólares reais, e não há qualquer garantia de que o segundo possa ser convertido em dólares reais. Assim, com efeito, toda a indústria de cripto está ligeiramente reservada.

Há agora uma corrida para trocar as exchanges de criptomoedas pelos poucos dólares reais ainda disponíveis. Como sempre acontece em mercados não regulados, aplica-se a lei da selva. Aqueles que têm os maiores dentes recebem os dólares. Talvez “baleias” seja o nome errado para elas. Crocodilos são mais similares.

A Bitz, carteira digital do Bradesco, foi o aplicativo de bancos digitais/fintechs mais baixado do Brasil em maio, com 3,4 milhões de downloads, de acordo com levantamento do Bank of America (BofA).

Ao Neofeed, Curt Zimmermann, CEO da Bitz, disse que “Sem dúvida, as pessoas abrem conta devido aos estímulos. Cada vez que tem o estímulo, aumenta o número de downloads”.

No momento, a Bitz dá R$ 15 no cadastro, um bônus para indicações e, segundo o site oficial, cashback em todas as compras (sem especificar quanto). Fica a dúvida de até que ponto isso se sustenta. Via Neofeed.

Em novembro de 2021, o Nubank comprou a fintech Olivia, que tinha uma inteligência artificial que ajudava os usuários a conhecer seus hábitos de consumo e a economizar. Agora, o neobanco avisou que o aplicativo e a marca Olivia serão encerrados no próximo dia 15 de julho.

O comunicado oficial ensina a exportar os dados da Olivia num arquivo *.csv. Do lado do Nubank, os dados dos usuários armazenados pela Olivia serão, em grande parte, excluídos — “apenas cerca de 5% dos dados de transações na base da Olivia devem ser anonimizados para estudos internos”.

Sem dar prazos, o Nubank diz que aos poucos o aprendizado obtido com a Olivia será integrado ao seu aplicativos. Via Nubank.

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