Mi MIX Alpha, Galaxy Fold e o paradoxo do consumo de produtos de massa como fator de distinção

Olhe para o seu celular. Ele não é muito diferente do primeiro iPhone de 2007, o aparelho que inaugurou a era dos celulares modernos, ou smartphones. Ambos têm formato retangular, uma tela na frente, câmera atrás e no meio uma placa com alguns chips e uma bateria enorme.

A curva de inovação da indústria perfaz um “S”: começa lentamente, depois passa por um ciclo de desenvolvimento acelerado e, por fim, volta à lentidão. Na dos celulares, esse processo foi muito rápido, em velocidade condizente à sua popularidade inédita na história e aos saltos evolucionários gigantescos obtidos entre uma geração e outra. Em nenhum momento, porém, as mudanças atingiram aquele formato básico de “sanduíche de chips e bateria”. É raro, mas às vezes se acerta de primeira.

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Quer ganhar um Chromecast de 3ª geração?

Um dos benefícios de ser assinante pago do Manual do Usuário é concorrer a produtos que o site recebe de empresas e assessorias, os famosos “recebidos”. Desta vez, faremos o sorteio de um Chromecast de 3ª geração, cedido em fevereiro deste ano pelo Google Brasil. Este aqui, ó:

Mão segurando o Chromecast de terceira geração do Google.
Chromecast de 3ª geração. Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

Para concorrer, basta ser assinante do Manual via Catarse no valor mínimo de R$ 9/mês e estar em dia com os pagamentos no próximo dia 1º de outubro. Fácil, né?

Algumas considerações:

  • O envio do prêmio não tem custo ao(à) ganhador(a), desde que ele(a) resida no Brasil. Se morar fora, a gente debate o assunto caso a caso.
  • Este sorteio é uma iniciativa exclusiva do Manual do Usuário. O Google Brasil não tem qualquer participação nesta ação nem a endossa.
  • O sorteio não é auditado. Para aumentar a transparência, às 15h do dia 1º de outubro gravarei o sorteio em vídeo, usando o site Horário de Brasília como prova. É o que tem para hoje.
  • O vencedor fica inelegível para os próximos seis sorteios de “recebidos”.

Boa sorte a todos e, caso você ainda não assine o Manual e queira se tornar um, siga este link. O valor mínimo da assinatura para concorrer é R$ 9/mês, mas a partir de R$ 16 e R$ 32 as chances de ganhar dobram e triplicam, respectivamente.

Começou a era da “Netflix dos joguinhos”

Apenas quatro dias após a Apple lançar o Apple Arcade, o Google apresentou, nesta segunda-feira (23), o Google Play Pass. Ambos são serviços de assinatura mensal que oferecem acesso irrestrito a dezenas de jogos para celulares, tablets e computadores. É como se fossem “Netflix dos joguinhos”.

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TIM democratiza o post pago

Andy Warhol ficaria surpreso se vivo fosse em 2019. Não só todos temos nossos minutos de fama ininterruptos nas redes sociais — muito mais que os 15 minutos profetizados por ele —, como agora qualquer um pode ser pago para influenciar amigos e familiares no ambiente virtual.

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Bloco de notas #8

Notas curtas e curiosidades do mundo da tecnologia que publicaria no Twitter se o Twitter fosse uma rede legal. (Não é.)

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É difícil encontrar alguém que morra de amores por impressoras, e mesmo assim a HP não se ajuda. O engenheiro de software Robert Heaton foi “convocado” pelos sogros para instalar uma impressora da marca. Enquanto cumpria parte da sua pena por existir, descobriu que a HP coleta muitos dados de uso do equipamento [em inglês], como detalhes dos dispositivos que imprimem nela, a partir de quais apps as impressões são feitas e até o número de páginas impressas, e os repassa a parceiros comerciais para segmentar anúncios.

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Sem Google, Huawei Mate 30 é a prova de que, em celulares, é o software que importa

A proibição do governo dos Estados Unidos de que as empresas do país façam negócio com a Huawei por uma suposta ameaça à segurança nacional causou o primeiro dano público à fabricante chinesa na manhã desta quinta-feira (19), durante a apresentação dos celulares Mate 30 e Mate 30 Pro em Munique, na Alemanha.

Richard Yu, chefe da divisão de consumo da Huawei, falou dos celulares e de alguns outros novos produtos da marca por cerca de duas horas. Na parte destinada ao tema Google e Android, Yu explicou rapidamente o impedimento imposto pelos EUA e apresentou a alternativa da casa aos serviços Google. É um tema evidentemente incômodo e que ameaça o desempenho comercial do Mate 30 fora da China.

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Post livre #192

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

Só pelo novo indicador de volume já vale a pena atualizar um iPhone para o iOS 13

Nesta quinta-feira (19), a Apple libera a versão final do iOS 13 para todos os usuários de iPhone (6S e posteriores) e iPod touch de 7ª geração. Pela primeira vez o iPad ficou de fora, mas por um bom motivo: ele agora tem seu próprio sistema, o iPadOS, e este só chega no dia 24 de setembro.

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Vivo e os dados pessoais dos seus clientes, uma relação complicada

Em julho, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) protocolou uma ação civil pública contra a Telefônica, que opera no Brasil com a marca Vivo, pedindo à Justiça para determine que a empresa suspenda a comercialização do produto “mídia geolocalizada” do Vivo Ads, sua plataforma de publicidade segmentada.

A Telefônica se defende dizendo que obtém o consentimento dos clientes para o uso da sua geolocalização no contrato firmado com os consumidores, mas o MPDFT afirma na ação que não há “informação clara de como esses dados serão utilizados” nem “autorização nem conhecimento por parte dos clientes dos serviços Vivo de que seus dados serão utilizados como produto para fins comerciais da empresa”. Além disso, “especificamente quanto aos dados de geolocalização, (…) [eles] permitem extrair dezenas de outros dados sensíveis quanto àquele cliente, os quais, também, poderão ser utilizados como produto”.

No processo também foi juntado vídeo em que um representante da famigerada Cambridge Analytica, empresa de análise de dados acusada de manipular o Brexit e as eleições presidentes dos Estados Unidos em 2016, explica o funcionamento do Vivo Ads e diz considerá-lo um “escândalo”.

A coleta de dados de geolocalização da Telefônica/Vivo é um pouco pior que a do Facebook, Google e Twitter, e não apenas por ser uma operadora em vez de um serviço que roda em uma camada mais elevada da internet. Por pior que sejam, Facebook, Google e Twitter pelo menos oferecem algumas opções que limitam marginalmente a coleta e o uso de dados para fins publicitários, ainda que soterradas em telas confusas nos confins dos seus aplicativos e sites. Eles tentam disfarçar em vez de esconder a prática.

O assunto voltou à tona por esta notinha publicada no Mobile Time, informando que a Vivo adotou a plataforma britânica Engage Hub para oferecer uma nova opção de saída (opt-out) do Vivo Ads aos clientes.

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Distinguindo celulares piratas e não homologados — e qual pode ser bloqueado pela Anatel

O brasileiro descobriu o celular chinês e viu que era bom.

É compreensível o fascínio que marcas como Xiaomi e Huawei despertam — principalmente quando a compra é feita em lojas virtuais chinesas, onde os celulares chegam a custar menos da metade de modelos equivalentes ou idênticos vendidos no varejo brasileiro. Essa diferença no preço final é absorvida pelas marcas que atuam formalmente por aqui — e que perdem vendas — e pela Receita Federal, que só em 2019 deve deixar de arrecadar R$ 2 bilhões devido a importações irregulares e contrabando, segundo reportagem d’O Globo.

A consultoria IDC estima que 2,7 milhões de celulares não homologados junto à Anatel serão vendidos no Brasil em 2019, um aumento de 233% em relação ao ano passado. Isso representa 6% dos 45 milhões de celulares que devem ser comercializados no país este ano.

Todos esses números refletem a reputação crescente dos celulares chineses. Ainda pouco conhecidos do grande público, eles vêm conquistando espaço na base do boca a boca e com um empurrãozinho da propaganda velada e incessante dos maiores youtubers de tecnologia do Brasil, consolidando-se como opções mais baratas e, em alguns casos, melhores que modelos manjados de iPhone, Galaxy e Moto G.

Como um Xiaomi qualquer pode custar a metade do preço que, por exemplo, a Samsung cobra em um Galaxy S10 com configurações similares?

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Bloco de notas #7

Notas curtas e curiosidades do mundo da tecnologia que publicaria no Twitter se o Twitter fosse uma rede legal. (Não é.)

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Foram mais de 90 minutos com adjetivos exaustivos e uma infinidade de vídeos, tudo isso para enfim conhecer os novos iPhones. Não é de hoje que o formato dessas apresentações, das quais a Apple foi pioneira, cansou. Desta vez, somou-se ao coro dos críticos o New York Times [em inglês]. Apesar que, acho eu, para o mundo real isto aqui é um não-problema, no sentido de que as pessoas não assistem mesmo e leem/veem depois o que foi anunciado; é um problema para jornalistas e afins.

→ Na véspera do evento, o New York Times soltou uma reportagem (com layout maravilhoso) [em inglês] sobre a estranha preferência que os algoritmos da App Store têm por apps da própria Apple. A empresa nega interferência e diz ter corrigindo os resultados mais estranhos.

Escrevi sobre os novos iPhone 11 [Manual do Usuário]. Sobrou um parágrafo para abordar o posicionamento de vida ou morte — literalmente — do Apple Watch Series 5.

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Post livre #191

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

Um dia ruim para a Netflix

A Netflix começou digitalizando as vídeo locadoras. Não os filmes em si, mas o espaço físico mesmo. Os clientes alugavam filmes em DVDs e a empresa os distribuía via Correios. Mas foi só quando alguém lá dentro teve a sacada de que poderia ir além e remover o último elemento físico do negócio, o disco de DVD, que ela deslanchou. Afinal, a digitalização total era uma ótima ideia, tão boa que surpreende que estúdios fornecedores de conteúdo e donos das plataformas onde a Netflix roda tenham demorado tanto para copiá-la.

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Nada novo nos novos iPhones

“Vou comprar o iPhone 11 Pro por inércia, por estar fechada no ecossistema, falta de tempo/energia para pesquisar por alternativas melhores ou executar os movimentos para migrar e porque meu iPhone de dois anos quebrou bem na hora (há um mês)”, escreveu a jornalista norte-americana Casey Johnston enquanto a Apple anunciava a safra 2019 de iPhones. “Não tenho ideia de que recursos ele tem”.

O relato dela representa uma teoria que a estabilidade do número de iPhones vendidos ano após ano desde meados desta década meio que confirma: a de que pouca gente compra celulares da Apple após compará-los minuciosamente às melhores ofertas da Samsung, Motorola, [insira uma marca Android aqui]. A maioria dos que compram iPhone fazem isso porque… bem, porque é um iPhone. Modelo? O mais recente que o orçamento permitir.

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O clube dos fundadores arrependidos

Em 2010, o desenvolvedor alemão Christian Reber iniciou uma busca por parceiros para uma empreitada digital: criar um pequeno aplicativo de listas de tarefas. Um ano depois, com um sócio e investimentos de grupos locais, ele deu à luz o Wunderlist, fruto da startup recém-criada 6Wunderkinder.

O Wunderlist poderia ter sido apenas mais um entre os milhares de apps do gênero que infestam lojas de aplicativos, mas ele se destacou por antecipar recursos úteis ainda raros e pela execução impecável. Em 2015, já com 13 milhões de usuários, a Microsoft comprou o app. O valor exato da transação jamais foi revelado, mas segundo o Wall Street Journal foi algo entre US$ 100 e 200 milhões. Até aquele momento, a 6Wunderkinder havia levantado US$ 35 milhões em capital de risco. Não foi um saída do nível de um Google ou Facebook da vida, mas deve ter rendido uns bons trocados para fundadores e investidores.

As duas partes, Microsoft e 6Wunderkinder, na época garantiram que nada mudaria de imediato no Wunderlist e que a nova casa, com recursos quase infinitos e um batalhão de profissionais de primeira classe, ajudaria a aperfeiçoar o app. Dois anos depois, a Microsoft anunciou que o Wunderlist seria descontinuado para dar lugar a um novo app criado do zero, o Microsoft To-Do, para ser integrado a outros produtos da empresa. Até hoje o já não tão novo app continua pior que o abandonado em muitos aspectos e apesar da sentença de morte dada ao Wunderlist, ele segue — junto aos seus usuários mais fiéis — em uma agonizante espera pelo dia em que um funcionário da Microsoft puxará o fio do servidor que o mantém funcionando.

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