Bloco de notas #7

Notas curtas e curiosidades do mundo da tecnologia que publicaria no Twitter se o Twitter fosse uma rede legal. (Não é.)

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Foram mais de 90 minutos com adjetivos exaustivos e uma infinidade de vídeos, tudo isso para enfim conhecer os novos iPhones. Não é de hoje que o formato dessas apresentações, das quais a Apple foi pioneira, cansou. Desta vez, somou-se ao coro dos críticos o New York Times [em inglês]. Apesar que, acho eu, para o mundo real isto aqui é um não-problema, no sentido de que as pessoas não assistem mesmo e leem/veem depois o que foi anunciado; é um problema para jornalistas e afins.

→ Na véspera do evento, o New York Times soltou uma reportagem (com layout maravilhoso) [em inglês] sobre a estranha preferência que os algoritmos da App Store têm por apps da própria Apple. A empresa nega interferência e diz ter corrigindo os resultados mais estranhos.

Escrevi sobre os novos iPhone 11 [Manual do Usuário]. Sobrou um parágrafo para abordar o posicionamento de vida ou morte — literalmente — do Apple Watch Series 5.

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Nesta semana, tivemos dois novos apoiadores da campanha de financiamento do blog: Tiago Spina e Luciana Naomi. Obrigado!

Conto com a generosidade de leitores dispostos a pagar uma pequena mensalidade para continuar no ar. Você pode contribuir acessando a campanha do Manual no Catarse. A grana está curta e/ou tem outras prioridades? Compartilhe posts como este e indique o blog a quem você acha que gostaria de conhecê-lo. Tudo isso ajuda!

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Na véspera do evento da Apple, o Facebook soltou um post [em inglês] defendendo o monitoramento contínuo da localização do usuário no celular. “O Facebook é melhor com a localização. Ela potencializa recursos como check-ins e facilita o planejamento de eventos. Ela ajuda a melhorar anúncios e a manter você e a comunidade do Facebook seguros”. Como alguém definiu, o trecho anterior é o que se chama “sanduíche de cocô”, quando a empresa insere algo indigesto — seu verdadeiro objetivo, no caso “ajuda a melhorar anúncios” — entre outros benefícios marginais ao usuário para forçar um comportamento.

→ O desespero do Facebook se justifica. Com o iOS 13, que chega no dia 19 de setembro, o sistema acusará aplicativos que monitoram a localização do usuário em segundo plano e oferecerá um botão para impedi-los de fazer isso. O mapinha que acompanha o alerta deverá fazer muita gente parar de compartilhar tais dados com o Facebook:

Prints do iOS 13 dedurando apps que monitoram a localização do usuário em segundo plano.
O mapa detalha como o app está monitorando a localização do usuário em segundo plano. Imagem: 9to5Apple.

→ O Android 10 também representa um desafio: finalmente o sistema do Google oferece uma permissão de acesso à localização apenas enquanto o app estiver em uso [Manual do Usuário].

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O Amazon Prime, pacote de benefícios atrelados a uma assinatura da Amazon, chegou ao Brasil [Brazil Journal, em português]. O preço é bastante agressivo: R$ 89,90 por ano em troca de frete gratuito para produtos vendidos pela Amazon, descontos exclusivos, conta premium do Twitch e acesso a alguns e-books e revistas da Abril, ao Amazon Music “básico” (2 milhões de músicas contra 50 milhões do completo) e ao Prime Video. Para quem quiser pagar picado, a mensalidade fica um pouco mais cara, mas ainda assim barata: R$ 9,90. E ainda tem 30 dias de degustação gratuita.

→ Amazon Prime e Apple TV+, somados, custarão mais ou menos metade do que a Netflix cobra por aqui por seu plano padrão. O serviço da Apple chega dia 1º de novembro e custará R$ 9,90 por mês. A vida da Netflix ficou mais difícil esta semana [Manual do Usuário].

→ Falando em serviços da Apple, o Apple Arcade também ganhou data e preço: 19 de setembro, também por R$ 9,90/mês. A princípio, serão 100 jogos exclusivos e sem compras in-app. Aqui tem um vídeo com alguns deles [Invidious, em inglês]

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Não teve Tecnocracia esta semana, mas em compensação escrevi mais no blog. Confira tudo que saiu:

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O plano família do Spotify permite que até seis pessoas compartilhem uma mesma conta pagando menos do que se fizessem seis assinaturas individuais. O problema é que o conceito de “família” do Spotify é um pouco restritivo e exige que todo mundo resida no mesmo endereço. A empresa sempre foi chata com isso, mas agora mudou os termos de uso desse plano [Spotify, em português] para poder exigir que os usuários confirmem seus endereços periodicamente [CNet, em inglês].

Deezer e Apple Music também têm planos familiares e, até onde se sabe, sem essa exigência arbitrária.

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Segundo um diretor de marketing da Vizio, fabricante de TVs que não atua no Brasil, 82% das pessoas não mexe nas configurações de fábrica dos seus aparelhos de TV. A empresa, em parceria com a LG e a Panasonic, propôs um “Modo Cineasta” para TVs [Forbes, em inglês] com ajustes em imagem e som que aproximem a experiência da idealizado pelos cineastas.

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Uma semana após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidir que motoristas de aplicativos não têm vínculo empregatício com as plataformas tipo Uber, o estado da Califórnia, berço da Uber, passou uma lei que os reconhece como tais [New York Times, em inglês]. Ainda falta a assinatura do governador Gavin Newsom, mas ele já sinalizou que sancionará a lei. Ela começa a valer em janeiro de 2020 e já “contaminou” outros estados — o governador de Nova York disse que quer seguir o exemplo da costa Oeste [Crain’s, em inglês].

→ Obviamente, as empresas do setor não gostaram da aprovação. A Uber alegou que motoristas não são “essenciais” a seu negócio [The Verge, em inglês]. A lógica é que a Uber é uma plataforma tecnológica, não uma empresa de carros. Boa sorte para emplacar essa.

Uber, Lift e DoorDash colocarão US$ 90 milhões [New York Times, em inglês] em uma campanha para promover um plebiscito na Califórnia  para criar uma nova categoria de trabalhadores em que motoristas, entregadores e outros que lidam com plataformas seriam enquadrados.

→ Na terça (10), enquanto todas as atenções estavam voltadas ao evento da Apple, a Uber anunciou a demissão de 435 funcionários das áreas de engenharia e produtos [TechCrunch, em inglês].

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Os riscos da privatização do Serpro e da Dataprev bem explicados nesta reportagem do El País [em português].

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O Senado aprovou o Projeto de Lei Complementar 79/2016, que altera a Lei Geral das Telecomunicações [Folha, em português]. Falta agora apenas a sanção presidencial. Há alguns pontos de modernização, como a remoção da obrigatoriedade de instalação de orelhões, e redução dos encargos. Uma das principais mudanças é a possibilidade de as operadoras concessionárias de telefonia fixa, como a Oi, passarem a atuar no regime privado como autorizadas. As regras da transição serão definidas pela Anatel. O Telesíntese detalha o que muda ponto a ponto [em português].

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A Dell trouxe ao Brasil um computador invisível: ele fica na base de suporte do monitor [Ztop, em português]. “Ah, mas é igual a um all-in-one”, alguém diria equivocadamente. O monitor costuma ter vida útil maior que o computador, então na hora de atualizar a máquina, dá para trocar apenas o “miolo” computacional e deixar o resto das peças intacta. Obviamente, é um equipamento voltado a empresas.

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4 comentários

  1. Confesso que tô lendo o bloco de notas no site ao invés do app de email. Não sei se é o aplicativo do Windows, mas a fonte é ruim e eu acho que não dá pra mudar a fonte de emails que recebo, então prefiro ler aqui. Bem mais agradável.

  2. Sobre os novos iPhones, estou curioso para ver o embate do modo noturno entre eles e os pixels, como por exemplo (e principalmente) o 3a.
    Seria um gigantesco agrado a Apple portar algo similar para os iPhones mais antigos da linha X, visto que não acredito que seja somente hardware, Google tá aí pra provar isso.
    No mais, queria o no Verde Meia-Noite (😂), achei bonito principalmente pq a traseira fosca é bem similar à aplicação que a Motorola fez no novo One Zoom.

    1. invidious é excelente, tô testando as “instancias” pra ver qual fica melhor aqui no meu provedor.

      umas são mais lentas que as outras.

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