Só pelo novo indicador de volume já vale a pena atualizar um iPhone para o iOS 13

Prints do iOS 13 com o "modo escuro" ativado.

Nesta quinta-feira (19), a Apple libera a versão final do iOS 13 para todos os usuários de iPhone (6S e posteriores) e iPod touch de 7ª geração. Pela primeira vez o iPad ficou de fora, mas por um bom motivo: ele agora tem seu próprio sistema, o iPadOS, e este só chega no dia 24 de setembro.

Com o iOS, a Apple popularizou o cronograma anual para grandes atualizações de sistemas operacionais. Ao longo de mais de dez anos, em apenas uma ocasião, no iOS 7 de 2013, houve uma ruptura em relação à versão anterior. Em outra prática que se tornou padrão na indústria, a Apple prefere iterar, ou seja, mudar a cara do sistema aos poucos, ano após ano, para que a transição seja mais natural.

O iOS 13 mantém esse modo de fazer, ou seja, é uma atualização evolucionária, que não rompe com o passado imediato, mas ainda assim cheia de novos recursos e alterações úteis, interessantes e até algumas tardias.

Usuários menos atentos talvez nem notem quando seus celulares forem atualizados. Eventualmente, descobrirão de uma maneira ou de outra. Arrisco dizer que muitas dessas descobertas acidentais se darão pelo novo indicador do controle de volume.

O usado até o iOS 12 era uma reminiscência dos primórdios do sistema que inexplicavelmente persistia quase inalterado em 2019. Ele ocupava o centro da tela, sobrepondo-se a qualquer coisa que estivesse sendo exibida. No iOS 13, o indicador de volume transformou-se em uma discreta barra no canto esquerdo, acompanhando os botões físicos de volume, e o do modo vibratório desce de cima, quase como se fosse uma notificação.

Comparativo do controle de volume pré-iOS 13 e no iOS 13.
Antes e depois. Foto da direita: EverythingApplePro/YouTube.

Só esse detalhe na interface já seria suficiente para fazer a atualização, mas a Apple destaca algumas novidades principais na bela página de apresentação do iOS 13. Aqui tem uma lista exaustiva delas.

O “modo escuro”, que troca o branco pelo preto como cor dominante da interface, era um recurso muito pedido pelos usuários, a despeito do questionável conforto maior aos olhos. Os principais apps ganharam melhorias, em especial o Lembretes e o Fotos (que agora edita vídeos também!), há avanços na privacidade que focam nos dados de localização, o novo sistema de login da Apple para apps e sites, suporte ao Apple Arcade (plataforma de jogos exclusivos) e, em outro “antes tarde do que nunca”, finalmente o sistema ganhou suporte à digitação deslizando o dedo no teclado (“swipe”).


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É difícil encontrar motivo para não atualizar um iPhone compatível para o iOS 13. Não bastasse todas as melhorias e novidades (o novo indicador de volume não intrusivo!), há algumas versões a Apple tem se dedicado a tornar o sistema mais leve e rápido em aparelhos antigos. Desta vez, a promessa é de apps e atualizações mais compactos na App Store e aberturas de apps até duas vezes mais rápidas.

Os preguiçosos e indiferentes, porém, têm um bom motivo para esperar um pouquinho mais. Pela primeira vez, sabemos a data da próxima atualização. E não vai demorar muito: o iOS 13.1 sai dia 24 de setembro, apenas onze dias após o iOS 13. Ela trará algumas novidades prometidas para o iOS 13 e que acabaram adiadas, caso das fontes personalizadas, automações no app Atalhos e pequenos ajustes visuais. A atualização também corrigirá uma falha do iOS 13 que permite acessar a lista de contatos com o iPhone bloqueado. Já que é para atualizar, de repente vale a pena esperar o 13.1 e passar pelo processo apenas uma vez.

Os seguintes dispositivos são compatíveis com o iOS 13 (e 13.1): iPhone SE, iPhone 6S, iPhone 6S Plus, iPhone 7, iPhone 7 Plus, iPhone 8, iPhone 8 Plus, iPhone X, iPhone XR, iPhone XS, iPhone XS Max, iPhone 11, iPhone 11 Pro, iPhone 11 Pro Max e iPod touch (7ª geração).

Atualização (23/9): Originalmente, a matéria informava que o iPadOS e o iOS 13.1 chegariam dia 30 de setembro. Após a publicação, a Apple anunciou a antecipação do lançamento para 24 de setembro.

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14 comentários

  1. Eu até hoje não entendi a panaceia do dark mode. Pelos evangelistas, dá a entender que o dark mode vai trazer conforto visual e, em telas amoled, aumentar o tempo de bateria em várias horas.

    Durante uns dias, há uns anos, usei o Feedly no dark mode quando usava android. Mas era uma coisa horrível. Tirei o quanto antes.

    Sobre as benesses dessa atualização, tendo usado um Android até abril desse ano, o que eu mais sentia falta era o “swype”, muito bem vindo. Se a atualização fosse só isso, já valeria a pena pra mim.

  2. Chegou o dia q é qdo percebo q tenho q trocar de celular, que é quando ele para de atualizar o sistema operacional.

        1. Se me permite a sugestão, indico, ao invés de um “modo escuro”, um modo “light” com a paleta de cores do Modo de Leitura dos navegadores. Mais leve aos olhos, mas não tão agoniante quanto um modo escuro. Eu até gosto do Modo Escuro, mas não pra ler conteúdo. PS: vale atualizar a matéria informando que iOS 13.1 e iPadOS 13 tiveram lançamento adiantado para amanhã (24/09/2019).

          1. Opa, bem observado! Atualizei o texto.

            Sobre o modo escuro, receio que não temos muita flexibilidade aqui. O recurso se aproveita do modo escuro do sistema operacional para ativar a troca de cores, e como um dos benefícios do “modo escuro” é a economia de bateria em dispositivos com telas OLED, iremos de preto mesmo. Mas obrigado pela sugestão!

  3. Muito bom que seja assim pois áudio estão péssimos e defasados
    Não sei se meu aparelho terá está evolução

    1. acho que hoje em dia é só refinamento, não tem muito pra onde correr, mas apesar disso, ainda acho que o android tem inovado mais

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