Linha do tempo revela falhas na narrativa que atribui vazamentos da Lava Jato a hackers paulistas

Sergio Moro deitado sobre uma mesa.

Nunca houve tamanha preocupação com segurança digital no Brasil como agora, resultado dos respingos flamejantes da divulgação de conversas comprometedoras via Telegram entre membros da força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz federal Sergio Moro pelo The Intercept Brasil (TIB) desde o início de junho.

Em sua atabalhoada estratégia de defesa, Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro, apressou-se em atribuir a supostos hackers, presos pela Polícia Federal nesta terça-feira (23), a origem do vazamento obtido pelo TIB. Editores da publicação relembraram, via redes sociais, que nunca disseram que a fonte era um hacker. Esta não é a única incongruência na narrativa de Moro.

Uma linha do tempo expõe muitas falhas na argumentação do ministro.

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A falácia da sustentabilidade nas startups de patinetes elétricos de aluguel

Duas pessoas andando em patinetes elétricos em um parque no amanhecer.

por Alcysio Canette

Após trabalhar quase um ano para uma das empresas originais do Vale do Silício que operam patinetes elétricos de aluguel, tenho algumas reflexões para compartilhar sobre o modelo de uso e as premissas vendidas por Lime, Bird e tantas outras do ramo.

Os principais pontos de venda dessas empresas é que o patinete elétrico alugado é um produto verde e que traz soluções de trânsito para as cidades. Vamos explorar as premissas uma a uma.

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Ressalvas ao site para bloqueio de telemarketing das operadoras, o Não Me Perturbe

Foi lançado nesta terça (16) um site das operadoras de telefonia e TV brasileiras para que consumidores que não quiserem ser importunados por telemarketing dessas empresas de cadastrem. O bloqueio só se aplica ao telemarketing das próprias operadoras que integram a iniciativa (Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, TIM e Vivo), não valendo para empresas de outros segmentos.

O Não Me Perturbe, nome dado ao novo banco de dados, pode ser acessado aqui:: https://www.naomeperturbe.com.br, um .com.br registrado pela ABR Telecom.

O cadastro pede os seguintes dados: nome completo, CPF e e-mail, além dos números telefônicos (até cinco) a serem incluídos na lista de opt-out. O bloqueio passa a valer 30 dias após a solicitação.

A política de privacidade do site Não Me Perturbe (não tem link direto; está no rodapé do site) tem algumas cláusulas que chamam a atenção negativamente:

  • 3.1. Os dados poderão ser usados também para processos administrativos — não só judiciais, como é praxe.
  • 3.6. Pessoas (autorizadas, mas ainda assim) poderão acessar diretamente os dados.
  • 5.1. Retificação e exclusão do cadastro só pode ser feita por e-mail ou formulário de contato. O termo “exclusão” aparece no título da cláusula, mas não no texto.
  • 6.1. Alterações na política de privacidade só serão comunicadas na página inicial do site (para que pedir o e-mail, então?).

Então, a lógica é que devemos fornecer mais dados em outro banco de dados apenas para que as operadoras parem de nos incomodar. Não faz sentido. Isso deveria ser opt-in, ou seja, partir da premissa de que não é permitido ligar sem autorização e só fazê-lo àqueles que expressamente permitirem esse tipo de coisa.

A (falta de) privacidade do FaceApp

FaceApp.

Não faz seis meses rolou o alerta do #10yearchallenge e, novamente, geral pondo em risco fotos de rosto por conta de um filtro. Desta vez no FaceApp, um aplicativo russo lançado há dois anos, com uma política de privacidade fraca (e bem questionável), que oferece “testes no Facebook” em seu site oficial e que tem em seu histórico a publicação de dois filtros escancaradamente racistas. Assim fica difícil.

Atualização (16/7, às 15h45): Uma análise mais detalhada da política de privacidade do FaceApp, a seguir.

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“O que são esses desenhos de olhos esbugalhados?” A curiosa história do Dollify

Várias caricaturas feitas com o Dollify.

“Ajudem o tio aqui: os fakes já passaram por várias modas nesses meus 10 anos de Twitter. Agora são esses desenhos de olhos esbugalhados. O que é isso?” A pergunta foi feita pelo Leandro Demori, editor-executivo do The Intercept Brasil. Os desenhos não são exclusividade de robôs e contas falsas no Twitter. Nas últimas semanas, redes sociais e aplicativos de mensagens foram tomados por uma legião dessas caricaturas bem peculiares. De onde elas vieram?

As caricaturas de traços delicados e que destacam os olhos, mas de uma maneira divergente da dos tradicionais desenhos japoneses — também caracterizados pelos olhões —, são feitas com um aplicativo chamado Dollify. Ele foi criado pelo artista digital costa-riquenho David Álvarez, conhecido na internet como Dave XP. Por e-mail, o Manual do Usuário bateu um papo com Dave para saber como o app surgiu.

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Não foi (só) por causa de Bolsonaro que o WhatsApp limitou o encaminhamento de mensagens

Jair Bolsonaro mexendo no celular deitado.

Nesta sexta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro disse em uma live que a limitação a cinco destinatários do encaminhamento de mensagens do WhatsApp seria uma tentativa de censurá-lo. “Uma maneira de me cercear foi diminuir o alcance do WhatsApp”, alegou, justificando que “há censura em cima disso. Temos que lutar contra isso”. Ele também reclamou da diminuição de seu alcance no Facebook.

É importante retrocedermos um pouco para evitar mal entendidos e acabarmos com o temor de Bolsonaro de que teria sido ele o responsável pela mudança nas regras do WhatsApp. Em parte, talvez sim: suspeita-se que sua campanha tenha usado e/ou se beneficiado de impulsionamentos ilegais de mensagens no WhatsApp, o que teria colaborado para a sua eleição à Presidência. (Pesa sobre o PT a mesma suspeita, obviamente com desfecho diferente.) Só que o mundo é maior que o Brasil e outras situações pretéritas tiveram mais impacto na decisão do Facebook/WhatsApp.

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O gosto cada vez mais amargo do hambúrguer pedido por aplicativo

Diversos entregadores de moto da Rappi estacionados em uma calçada.

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Em maio, o Guilherme gravou a coluna mais ouvida do Tecnocracia até agora: Os apps de transporte criaram uma dinâmica de trabalho de Robin Hood ao contrário. Ele fez uma análise visceral do entortamento das dinâmicas trabalhistas que aplicativos da chamada “economia dos bicos”, como os de transporte individual (Uber, 99) e entrega de refeições (iFood, Rappi), têm causado.

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As patentes do Facebook que mostram como a rede influencia e molda as suas emoções

As novas reações do Facebook.

por Ethel Rudnitzki e Rafael Oliveira

Selo de republicação da Agência Pública.Esta matéria foi produzida pela Agência Pública, a primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil.

“O Facebook ajuda você a se conectar e compartilhar com as pessoas que fazem parte da sua vida.” É essa mensagem que aparece na sua tela ao se fazer o login na rede social — ou antes de criar a sua conta, se você não for um dos 130 milhões de brasileiros que usam o Facebook.

Mas, além de se conectar com amigos e família, ao criar uma conta ou logar na plataforma, você está compartilhando suas informações com a empresa. O uso dos dados pessoais sempre esteve descrito nos Termos de Utilização e na Política de Dados — para quem tivesse paciência de lê-los. Mas a extensão e as consequências desse uso só começaram a vir à tona com o escândalo da empresa Cambridge Analytica, que mostrou como dados de usuários do Facebook foram usados na segmentação de anúncios para a campanha eleitoral de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

Um estudo inédito da pesquisadora Débora Machado, da Universidade Federal do ABC (UFABC), revela que o uso de informações pessoais pode ir além. O Facebook tem tecnologias suficientes para saber o que estamos sentindo em cada momento que logamos na plataforma. E mais: a partir disso, pode moldar as nossas emoções em benefício próprio.

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Facebook remove exportação/sincronia de aniversários dos contatos

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, em uma montagem de aniversário.

Pergunte-se a si mesmo: o que te prende no Facebook? Desde que encerrei o meu perfil lá, esse assunto tem aparecido com maior frequência em conversas. Em muitas delas, meus interlocutores revelam que são detalhes que os seguram no cercado azul de Mark Zuckerberg. Exemplo? O lembrete diário de aniversário dos amigos.

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A hora e a vez do teclado mecânico

Foto do perfil das teclas de um teclado mecânico da Das Keyboard.

Muitos de nós passamos os dias sentados, cutucando pecinhas plásticas enquanto focamos em uma tela grande a algumas dezenas de centímetros dos nossos olhos — em outras palavras, usando um computador. Embora interfaces de voz já sejam realidade, é mais fácil apertar estas teclas do que ditar planilhas, textos complexos ou qualquer outra coisa que não seja “Ok Google, vai chover hoje?” ou “E aí Siri, toque aquela playlist”. Somos, e provavelmente ainda seremos por algum tempo, dependentes dos teclados de computador.

Como quase tudo que é comercializável, teclados de computador também têm sabores diversos, ao gosto do cliente. Recentemente, os chamados teclados mecânicos conquistaram espaço junto ao público gamer e, embora as características mais acentuadas deles sejam o festival de luzes coloridas que emitem e nomes comerciais que seu primo de 12 anos inventaria com alusões à guerra e outras temáticas típicas do macho inseguro, não são elas que definem um teclado mecânico.

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