A hora e a vez do teclado mecânico

Foto do perfil das teclas de um teclado mecânico da Das Keyboard.

Muitos de nós passamos os dias sentados, cutucando pecinhas plásticas enquanto focamos em uma tela grande a algumas dezenas de centímetros dos nossos olhos — em outras palavras, usando um computador. Embora interfaces de voz já sejam realidade, é mais fácil apertar estas teclas do que ditar planilhas, textos complexos ou qualquer outra coisa que não seja “Ok Google, vai chover hoje?” ou “E aí Siri, toque aquela playlist”. Somos, e provavelmente ainda seremos por algum tempo, dependentes dos teclados de computador.

Como quase tudo que é comercializável, teclados de computador também têm sabores diversos, ao gosto do cliente. Recentemente, os chamados teclados mecânicos conquistaram espaço junto ao público gamer e, embora as características mais acentuadas deles sejam o festival de luzes coloridas que emitem e nomes comerciais que seu primo de 12 anos inventaria com alusões à guerra e outras temáticas típicas do macho inseguro, não são elas que definem um teclado mecânico.

O que difere esses teclados quase sempre constrangedores e que custam centenas de reais daquele Dell monótono e baratíssimo que você usa no escritório é o sistema que registra o pressionamento de uma tecla e o repassa ao software do computador.

Um teclado convencional confia em uma membrana para fechar o circuito e registrar o toque. Tipo o controle remoto da TV, só que com uma camada extra de plástico duro — as teclas — por cima para dar um retorno tátil melhor, o que colabora com a confiabilidade e o conforto ao usá-lo. É como se o teclado inteiro fosse um botãozão, só que mapeado para disparar comandos diversos dependendo do ponto onde o circuito fecha. Esses locais têm um marcador/botão específico, as “key caps” ou cada tecla plástico individual que você vê à sua frente quando mexe em um teclado de computador. Embora nem sempre uma imagem fale mais do que mil palavras, acho que aqui uma viria a calhar para explicar melhor as 103 das frases anteriores deste parágrafo:

Entranhas de um teclado de membrana.
Foto: Wtshymanski/Wikimedia Commons.

Já um teclado mecânico conta com “switches” individuais para cada tecla. Eles são ativados de maneira independente uns dos outros, o que evita problemas comuns de teclados de membrana em situações extremas, como o “efeito ghosting”, que se manifesta quando o teclado ignora o registro de uma tecla se três ou mais são pressionadas ao mesmo tempo. Quem é que aperta mais de três teclas ao mesmo tempo? Exato, gamers.


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Além disso, reza a lenda que teclados mecânicos são mais “satisfatórios”. (Eu adoro este termo, vago e abrangente, quase tão bom quanto se referir a um gadget, rigorosamente um pedaço de plástico e/ou metal, como “sexy”.) Isso porque suas teclas são barulhentas e têm um “key travel” maior, ou seja, a distância entre as posições de descanso e o “fundo” do teclado ao ser pressionada (o registro do comando, porém, ocorre antes disso), o que resulta em um feedback tátil marcante. A diferença é especialmente notável quando os mecânicos são comparados a teclados de notebook que, por limitações óbvias, têm um “key travel” bem raso — ainda mais em modelos que priorizam a redução da espessura geral do produto, como a atual leva de MacBooks da Apple com seus criticados teclados com mecanismo borboleta.

Para entender melhor, veja esta animação de um switch Cherry MX marrom:

A Dyuky, apresentadora do canal Multicore (onde analisa teclados diversos), gamer e dona de teclados mecânicos há quatro anos, destaca ainda a leveza de alguns switches. “Eu gosto muito de teclado leve e isso não existe em teclado de membrana. É preciso mais força para a membrana fazer a ativação”, explica. Atualmente, Dyuky é dona de um Strix Tactic Pro, da Asus, com switches Cherry MX vermelhos, os mais leves segundo ela. “Se existisse um switch mais leve, eu compraria”, diz.

A alemã Cherry MX é a principal fabricante de switches, mas não a única. Outras — Kailh, Razer, Outemu, Greetech, Zoro, Cherry, Gateron, Zealio — produzem switches e vez ou outra uma delas aparece com alguma invencionice, como a Razer com seus switches a laser.

Ao sair às compras, porém, é provável que você se depare com os switches da Cherry MX mesmo — a empresa trabalha com 60 parceiros e está presente em mais de 60 milhões de teclados já vendidos no mundo inteiro. Os switches dela são identificados por cores. Os vermelhos, como dito, são leves e mais silenciosos. Os azuis, os tradicionais: são mais pesados e emitem um barulho alto, característico de teclados antigos. Já os marrons funcionam como meio termo, nem muito pesados, nem muito barulhentos. Existem outras tantas cores — pretos, verdes, transparentes — e algumas variações que focam em determinadas características — menos barulho, maior velocidade e “key travel” menor.

Ouça o barulhinho do digitar de um teclado com switches Cherry MX marrons:

De volta ao passado

A bem da verdade, os teclados mecânicos passam por uma espécie de redescoberta. Isso porque nos primórdios da computação pessoal, só existiam eles. O lendário Model M, da IBM, é reverenciado por entusiastas, praticamente o pináculo da arte de se fazer teclados mecânicos. Há décadas fora de catálogo, unidades antigas — com 30 anos ou mais — são comercializadas em sites de leilões por preços que superam facilmente os US$ 100.

Atualização às 9h de 9/7: O Cesar do Pinguins Móveis me avisou que os Model M continuam sendo fabricados por uma empresa chamada Unicomp, que comprou os direitos de produzir o teclado da IBM em 1996. Eles também fazem reparos nos Model M clássicos da IBM e oferecem os novos com o mesmo padrão de cores do passado — e que, gosto pessoal, me parecem mais bonitos que o estilo moderno, com corpo escuro e teclas brancas-dentes-do-Firmino-na-Copa.

Anúncio do eBay vendendo um Model M por US$ 139.
Imagem: eBay/Reprodução.

Nesta nova fase, a mira está nos gamers, mas tal qual um bacamarte as fabricantes acabam atingindo outros públicos que também se beneficiam de bons teclados, como escritores, jornalistas e gente que faz trabalhos administrativos em um computador. É o caso do funcionário público David Raposo, de Brasília (DF). “Sou um pouco envolvido com video games e comecei a virar um PC gamer. Só que eu uso teclado não para jogar; é para trabalhar mesmo”, conta ele, dono de um sóbrio Logitech G610 Orion com switches marrons. “Acabei deixando [o teclado] no trabalho e não jogo com ele. É praticamente para digitar”.

Com vantagens tão destacadas, alguém poderia se perguntar por que teclados mecânicos não são mais populares ou, no mínimo, o padrão. O motivo é bem simples: custo. Os de membrana tomaram o mercado apenas por serem muito mais baratos de se produzir. Embora a redescoberta dos teclados mecânicos tenha contribuído para uma leve queda dos preços praticados — principalmente para quem se arrisca com marcas desconhecidas chinesas que vendem seus produtos nas populares lojas virtuais do país —, o custo de um ainda está longe de ser equiparável aos de membrana.

Com menos de R$ 100 é possível comprar no varejo um teclado de membrana de marcas com boa reputação, como Dell, Logitech e Microsoft. Se o nível de exigência do comprador for menor, R$ 30 é suficiente para sair da loja com um teclado funcional na sacola. Já um mecânico é impossível de ser encontrado por valores de dois dígitos. No site da Kabum, loja especializada em peças de computador, o modelo mecânico mais procurado é o HyperX Alloy FPS com switches Kailh pratas. Preço: R$ 660, ou o equivalente a 22 teclados daquele mais simples.

Neste momento, a pergunta que pessoas normais se fazem é: vale a pena gastar tanto em um teclado mecânico?

Paguei para ver. Mesmo tendo experimentado teclados mecânicos apenas rapidamente em showrooms de lojas, imaginei que um deles cairia bem na mini-reforma que promovi no meu escritório doméstico com o objetivo de alcançar aperfeiçoamentos ergonômicos. (E, de fato, elevar a tela do notebook e migrar para um teclado próprio, levemente inclinado, melhorou bastante a situação da minha coluna e ombros.)

O primeiro desafio com que me deparei foi encontrar um teclado que não fosse um show de luzes psicodélicas e de uma empresa que não apoie misoginia. Eles são raros, mas existem. Acabei com um Das Keyboard 4 Professional, edição com o desenho das teclas para macOS. É um teclado completo (inclui o teclado numérico à direita), totalmente sóbrio (sem luzes de qualquer espécie) e com alguns detalhes bacanas, como um dial para ajustar o volume e uma régua na parte inferior que faz as vezes de apoio para proporcionar uma sutil e bem-vinda inclinação.

Vista aérea da minha mesa de trabalho, com destaque para o teclado.
Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.
Detalhe do dial de volume do Das Keyboard.
Foto: Rodrigo Ghedin/Manual do Usuário.

E… veja, passei a vida toda digitando em teclados de membrana, alguns dedicados, outros no próprio notebook. No começo com o Das Keyboard, vindo do ótimo modelo antigo de teclados do MacBook Pro, estranhei deveras. O perfil alto das teclas me fazia errar muito, a ponto de temer, nos primeiros dias, que jamais me adaptaria e teria que revender esse negócio.

Não foi o caso. Ainda erro ocasionalmente, acho que com mais frequência do que com o teclado embutido do MacBook Pro, mas o aumento no conforto ao digitar é inegável. Se o perfil alto das teclas atrapalha um pouco, o retorno tátil acentuado passa uma segurança maior e, somado à inclinação, faz com que o posicionamento das mãos seja mais natural. Com o MacBook e o teclado simples da Dell que usava na redação do jornal, era frequente dores se manifestarem no dorso da mão direita nos dias em que digitava muito. Com o mecânico, nunca mais senti essas dores.

Dyuky também sentiu essa melhora ergonômica, que ela atribui integralmente à troca dos teclados de membrana pelos mecânicos: “Eu tinha tendinite quando usava o teclado de membrana de R$ 400. Era muito pesado, mais que [teclados com switches] Cherry MX azuis, que são bem pesados”. O referido teclado de R$ 400 foi a última tentativa dela de comprar um do gênero. Além da frustração com as dores, houve outra decepção com a durabilidade — ele quebrou com menos de um ano de uso, o que julga inadmissível para um produto tão caro. “Os teclados mecânicos duram anos. Você compra uma vez e fica tranquilo”, justifica.

Não sei se por exigência do mecanismo de switches ou se por distinção mercadológica, teclados mecânicos de fato costumam ter um acabamento superior. Este Das Keyboard é super robusto: a base superior é de alumínio anodizado e os contatos dos switches da Cherry MX são banhados a ouro e testados para resistirem a pelo menos 50 milhões de toques. No site, a fabricante diz que as gravuras das teclas têm um revestimento ultravioleta (seja lá o que for isso) que, em tese, as protegem de se apagaram com o tempo. As do meu ainda não sumiram, mas com apenas seis meses de uso algumas teclas já estão com aquele aspecto brilhante de usadas e as gravuras do S, da Command e outras que aperto com mais frequentes, desbotadas. A longo prazo, porém, este é o menor dos problemas, porque outra característica dos teclados mecânicos é a personalização.

O teclado definitivo

Não me aprofundarei neste aspecto porque quem tem tempo de ficar montando teclado, certo? Mas a comunidade dos entusiastas de teclados mecânicos vai à loucura com as possibilidades que eles oferecem. Dá para trocar as “key caps” (as teclas de plástico) e até mesmo montar, do zero, o seu próprio teclado, o que eles chamam de “teclado endgame”.

No site de tecnologia norte-americano The Verge, por exemplo, há um vídeo mostrando o processo inteiro de maneira visualmente agradável graças à magia da edição. Quem se aventura por lugares mais obscuros — como o /r/MechanicalKeyboard no Reddit — encontra gente ainda mais comprometida com a busca interminável pelo teclado perfeito. Haja paciência.

As teclas saem com facilidade, mas não a ponto de escaparem sozinhas. Tudo bem que teclados de membrana também podem ter as teclas removidas sem prejuízo, mas o apelo é menor, afinal, você comprou um teclado de membrana, logo deve ser alguém que não liga muito para isso.

Vale a pena?

“É uma questão pessoal, se a pessoa se sente bem ou não”, responde Raposo ao ser questionado sobre sua aquisição. “Eu não trabalho contando palavras aqui, então não vou ganhar mais ou menos se digitar mais rápido ou devagar. Não tem uma justificativa racional, econômica”.

Dyuky acredita que o processo de barateamento dos teclados mecânicos deve continuar, o que ajudará os indecisos: “Acho que estamos chegando a uma situação similar à do HDD e SSD, em que o valor [do SSD] compensa”. Ela se refere às memórias de estado sólido que substituem os antigos discos rígidos (HDD) e são absurdamente mais rápidas. Se no início da década elas eram caríssimas e restritas a notebooks premium, hoje o custo despencou e já é possível encontrar modelos avulsos com tamanhos razoáveis (240 GB ou mais) a preços similares aos dos HDDs mais mundanos que, embora ofereçam mais espaço (1 TB), ainda pecam na velocidade — e provavelmente jamais serão tão mais rápidos quanto os SSDs.

Se as opções disponíveis forem entre dois modelos com preços iguais, o mecânico é a escolha óbvia. Como este cenário ainda não existe, deve-se pesar melhor os benefícios e o uso que se fará do teclado antes da compra. A falta de showrooms onde seja possível testar os mecânicos gera ruídos de incerteza na hora da decisão. Para piorar, além do foco quase exclusivo em modelos gamer, em regra as análises de teclados publicadas por sites especializados e em canais de YouTube parecem glorificar teclados mecânicos sem considerar aspectos importantes como a intensidade de uso, o custo–benefício e o projeto ergonômico do teclado. Porque essas coisas também importam. Para Raposo, o formato e ergonomia são tão importantes quanto o sistema interno, se mecânico ou de membrana. Basta lembrar que os teclados ergonômicos da Microsoft, como o Sculpt Ergonomic, são tidos por muita gente como paradigmas de conforto ao digitar. E são modelos de membrana.

Foto do teclado Sculpt Ergonomic Desktop, da Microsoft, com um mouse e um teclado numérico à parte.
Foto: Microsoft/Divulgação.

Não me arrependo da compra do Das Keyboard, mas não sei dizer se ele seria a minha escolha imediata caso tivesse que ir atrás de outro teclado por qualquer motivo. Voltaria a ele, talvez, pela familiaridade e certeza do que estaria comprando, porque de fato é muito difícil acertar um teclado bom às cegas. O preço dele, porém, me faria pensar duas vezes — por US$ 149, cerca de R$ 570 na cotação atual, é um negócio caro.

Preço à parte, considere que estamos falando de um produto que costuma ser muito usado e que impacta diretamente no conforto ao mexer no computador, algo que muitos de nós fazemos todos os dias, por horas a fio. Sob este ângulo, é relativamente baixa a atenção que damos aos teclados. Gamers têm noções de privilégio e opressão erráticas, sem falar na estética pavorosa, mas em um ponto eles estão inequivocamente certos: um bom teclado é fundamental.

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56 comentários

  1. Boa Ghedin! Estava esperando um texto seu sobre o assunto. Escolheu um ótimo teclado como seu primeiro mecânico. Com relação a se vale ou não a pena, acredito que um teclado mecânico comercial vale a pena sim o investimento. O seu foi bem caro e a maioria de fato é, mas existem marcas com modelos mais acessíveis, a venda no Brasil e no padrão ABNT, porém com a estética “gamer”, mas acho que vale a troca mesmo assim.
    O que de fato não compensa é partir para um customizado, projetado e montado por você mesmo. Porém mesmo assim optei por montar um (afinal de contas, quem tem tempo pra montar um teclado? hehe… hehehe…. :| ) pois fiquei muito impressionado com as coisas que via no r/mk. A bem da verdade é tudo uma questão de gosto pessoal e se você quer somente ter o trabalho feito um teclado de membrana atende muito bem. Os entusiastas estão preocupados com o “feel”do teclado, a estética, o som(barulho) e as funcionalidades do teclado. Montar um dos modelos mais simples não fica por menos de R$400,00 e isso considerando as peças todas das mais baratas. Mesmo assim adorei a experiência mais pela nerdisse do que por qualquer outra coisa e estou incluse pensando em montar mais um. Segue foto do meu custom: https://imgur.com/2SrZeHt
    E uma dica para quem pensa em adquirir ou montar o seu: compre um switch tester antes de qualquer coisa. Basta digitar switch tester no AliExpress.

  2. Não relacionado com teclado, e sim com veja o que os gamers estão usando:
    estava procurando um fone de ouvido para trabalhar. queria que fosse com fio, circoauricular, grande o suficiente que não me incomodasse mesmo de brincos, que fosse macio para ouvir música por horas, que incluísse microfone para o eventual conference call…
    jogando palavras chave no google, descobri que o q eu queria estava em fones gamers. fones high end não costumam ter microfone, headsets pra trabalho não tem um perfil confortável, fones para telefone são in ear ou supra auriculares, o que não é muito confortável por horas. mas quem fica com fone por horas e ainda conversando por microfone? gamers.
    curioso que como com os teclados, seriam bom produtos úteis para qq um q use por horas, mas tem o marketing focado nos games, não em quem trabalha, por exemplo. numa dessa, eu fiquei com um fone azul royal, mas não tenho do que reclamar.
    depois dessa matéria, até cobicei um pouco o teclado, mas como fico parte da semana em casa e parte no escritório, imagino q o transporte não seja mto fácil, e é caro para não usar todo dia.

    1. preciso de mouse ergonômico por conta de dores q sinto, então comprei dois mouses pra ter um casa (q uso mais) e outro no trabalho (a firma deveria comprar, mas…). foi um gasto extra, mas necessário. para teclados, apesar do conforto, o barulho do teclado certamente aborreceria os colegas…
      mas essa situação q vc conta, de q o q vc precisa só tem no formato gamer, em lembra da dificuldade q é, por exemplo, comprar produtos de limpeza para homem usar. não tem uma luva de limpeza q caiba direito na minha mãe… ou todo o marketing de equipamentos de limpeza é voltado para mulheres. nada contra a cor rosa, mas tudo tem flores, é rosa e pequeno (tb como se não houvesse mulheres grandes)…
      qdo a turma do marketing tem um alvo em mente, ninguém segura (especialmente os preconceitos).

    2. Tenho a teoria de que esse foco em gamers resulta puramente de questões econômicas. Empresas compram equipamentos em lotes e estão mais preocupadas com custo do que conforto do usuário. No varejo, idem — a sua desistência do teclado ilustra bem esse dilema. Quem com interesse, dinheiro e disposição para gastar muito em produtos acima da média? Gamers.

      Minha odisseia em busca de um bom mouse seguiu um caminho parecido com o seu nos headsets (relatei aqui no blog, na época). A diferença é que não me acostumei a ele (é somente para destros e achei esquisita a rodinha de rolagem de página) e, no fim, acabei com um Logitech baratinho.

      1. Gamers e usuário da Apple =D (não me expulse).

        O foco em gamers resulta, no meu ponto de vista, porque esses foram os que precisaram de mais tempo de resposta nos toques e um teclado sem ghosting. Idem pro mouse, precisavam de mouses mais precisos e com tempo de respostas menores, principalmente nos FPS. E com mousepads idem também, afinal, mousepads maiores servem para ter mais área de escape nos jogos competitivos.

        E como disse a Mari, a questão dos fones também veio por necessidade de quem passa longos períodos falando no microfone e ouvindo músicas.

        O foco no mercado gamers e no seu estilo é, basicamente, porque foram essas pessoas que precisaram/demandaram esse tipo de serviço. Se não fossem os gamers, tenho poucas dúvidas que todos estariam fabricando teclados borboleta da Apple a e cópias do Magic Mouse.

  3. Sou possuidor de um G610 com switches brown, e foi uma saga chegar até um teclado que não parecesse uma fachada de boate.

    Depois de “acostumar”, é realmente difícil voltar aos teclados de membrana. O feedback que os mecânicos passam contribui muito para o uso prolongado (meu caso).

    Se quiser se aprofundar mais no assunto, recomendo os artigos do Wetto do Adrenaline, além dos posts dele no fórum do portal.

    Agora, sobre o caso da Razer, saiu bem barato pra guria, dado o comportamento tóxico dela em todas as plataformas:
    https://youtu.be/LfMs-9nm_7c

    Não tem como defender isso.

    1. Não tem como defender isso.

      Claro que tem. O vídeo faz um recorte de respostas apenas, ele não dá a dimensão do que ela recebia de ofensas. Não quero soar condescendente, mas estando em um ambiente tóxico deve ser muito difícil manter-se neutra, sem se deixar intoxicar. (E a maior parte desse compilado aí é de cara sendo escroto — pra variar — e ela revidando.)

      1. Nada justifica a atitude dela.. ela ofender um gênero inteiro só pq no mundinho dela ela sofre alguma coisa? Não justifica.

          1. “A maioria dos homens é assim e age assim.”
            Com base em que? Em um bando de gordo tetudo que não tem nada para fazer e não teve educação vinda dos pais (homem e mulher)? A educação da criança é culpa de quem, do homem ou da mulher?

          2. A maioria dos homens do meu convívio não é assim. Acho uma pena que entre os homens existe hoje uma certa aceitação da generalização.

        1. 1. ela está certa
          2. não é “no mundinho dela” apenas que ocorre violência de gênero contra mulheres. É nas ruas, nos postos de trabalho, nas escolas, até mesmo (e sobretudo) nos lares.
          3. Não confunda a justa reação do oprimido com a violência sistemática do opressor.

          1. No total de 8.426 assassinatos por violência doméstica em 2016, temos 1718 assassinatos de mulheres e 6708 de homens, ou seja, aproximadamente 80% das vítimas de violência doméstica são homens.
            Ou, usando os números como sensacionalista, a cada 5 mortes por violência doméstica, 4 são de homens.

            Se for colocar todos os homicídios do país, pra cada mulher morta, temos 11 homens.

            Esses dados são facilmente conferíveis, no Mapa da Violência (esses dados são de 2016).

            O fato é que o Brasil é uma merda pra todo mundo.

          2. Eu não vi o mapa da violência, mas tenho um palpite de que a maioria dessas mortes de homens não foi causada por mulheres.

            O Brasil pode ser uma merda para todos, mas imagine-se parte de um grupo que sofre violência apenas por ser quem é. Se o raciocínio com mulheres é difícil, imagine-se gay. Você não fez absolutamente nada, mas por ser quem é já desperta o ódio de muita gente. É disso que estamos falando e é isso que você está tentando normalizar.

        2. Ah não, cara, não me dá esse desgosto. Se seguirmos essa linha, daqui a pouco estaremos falando de racismo reverso e preconceito contra heterossexuais.

          É praticamente um paradoxo (para não dizer uma sandice) um grupo que oprime se sentir vítima de opressão de um membro do grupo oprimido. Você está equivalendo a reação de uma pessoa, que ouve bosta todo dia, à do grupo que fala bosta para ela e as outras todo dia. Quando ela diz “todo homem é lixo”, é um comentário difuso, não necessariamente está te incluindo aí — desde que você não tenha um comportamento misógino. E se não tem, parabéns, não faz mais que a tua obrigação.

          Acho que não é preciso ir muito longe para ver como esse tipo de falsa equivalência é nociva: dá uma lida nos comentários do vídeo que o Paulo postou ali em cima. Antes ser “xingado” de lixo por todas as mulheres do que compactuar com caras capazes de escrever aquelas barbaridades.

          1. Você está certo, meus pais que estavam errados ao me ensinar que devemos ter respeito com as outras pessoas independente da situação, isso para eles é ter postura, não se rebaixar a mesma barbaria. Vamos lutar contra toda essa merda falando merda, é a única maneira, não?

            *eu não estou defendendo ninguém, a atitude de certos indivíduos me dão nojo, medo de ser o que o outro passa… mas isso não significa que eu devo aceitar que o outro lado haja da mesma maneira..

          2. @ joveliano

            O Direito tem uma série de princípios. Eles não são escritos em código, como as leis convencionais; são ideias fundamentais que balizam a criação e a aplicação daquelas. Tem um que fala diretamente a isso que você comentou, o princípio da isonomia — que também poderia ser chamado, embora incorretamente, mas para facilitar aqui, de princípio da igualdade.

            A gente ouve muito o “todos são iguais perante a lei”, mas não é bem assim. O princípio da isonomia traz uma definição mais acertada. Ele diz que se deve tratar os iguais na medida da sua igualdade e os desiguais na medida da sua desigualdade.

            Ter respeito com as outras pessoas independentemente da situação seria correto estivéssemos em uma sociedade justa. Não estamos, nunca estivemos e é bem provável que jamais tenhamos uma assim, daí a importância da isonomia. Ela se manifesta em muitas áreas da vida. Para ficar em um exemplo, a tributação de renda. Você acha justo que um assalariado mínimo pague o mesmo que um executivo, que ganha algumas centenas de vezes mais? Espero que não, porque isso seria o cúmulo da injustiça. Tratamos os desiguais na medida da sua desigualdade (ou tentamos, nesse caso do imposto de renda).

            O mesmo vale para o respeito nas relações sociais. A emancipação das mulheres é recente e ainda está longe de estar completa. Até o século passado, elas não podiam votar, não podiam trabalhar, eram arranjadas para se casar com homens desconhecidos segundo interesses familiares. A lei as tratava como coisas, não seres humanos independentes e providas de livre arbítrio. Séculos, quiçá milênios dessa desigualdade não somem porque seu pai e sua mãe te criaram para tratar todo mundo com respeito, igualmente. As mulheres do seu círculo de convivência podem ter uma vida tranquila, de liberdade plena, mas elas ainda são exceções. Uma parte considerável delas sofre com resquícios do passado em que, repito, a lei e a própria família as tratavam como coisas, como objetos de quem as vontades, os anseios e a opinião não valiam absolutamente nada.

            Então, me desculpe você, seu pai e quem mais manifesta o pensamento absurdo que você está falando aqui, mas barbárie é defender essa visão planificada de que o tratamento “independe da situação”. É o contrário: tudo depende da situação. À Razer e aos machistas que pediram a cabeça da Gabi por ela falar umas bostas mais que merecidas ao seu público misógino, a única coisa que terão de mim é desprezo. E à Gabi, todo o apoio e solidariedade possível.

          1. Pra MIM, essa questão toda de homem ser machista é uma questão cultural passada de geração em geração, e a culpa não é 100% do homem, a mulher sempre esteve presente na formação e do nada, de uma hora para outra, todo homem é um lixo, como se as mulheres (mães) não tivessem influencia nenhuma na formação da criança. Temos os lados, cada um com um peso e não adianta jogar tudo para um lado… meu pai me ensinou a ser homem tal qual me ensinou que respeito e igualdade é para qualquer um, independente da raça, gênero ou cor, postura é atitude de um bom cidadão e se rebaixar que é barbaria.. uma situação jamais será resolvida com ambos os lados se rebaixando.

        3. É óbvio que é uma questão cultural passada de geração pra geração (senão não seria cultura) porque tudo é cultura. Tudo é construção social (exceto necessidades biológicas).

          A culpa é 100% do homem, ainda que tenham mulheres machistas, porque essa sociedade é espelho do que o homem criou. As estruturas de consagração social são baseadas em valores patriarcais nas sociedade ocidentais. Profissões, salários, ações, direitos e deveres são todos construções de homens para homens. A culpa é exclusivamente do homem.

          As mães que repassam valores sociais machistas estão apenas repassando essas estruturas mesmas para seus filhos. Elas tem culpa, claro, mas menos culpa dos que os seus pares masculinos nessa construção. A criação e educação de cada criança é um somatório de fatores e experiências repetidas, de exemplos e contra-exemplos, que são passados de maneira geracional e, dentro desse sistema/estrutura, a educação dos filhos homens passar, ainda, por uma série de marcadores machistas que vão desde a naturalização da prostituição até o sentimento de posse que parceiros tem em relação às companheiras.

          O seu argumento central – a sociedade é composta de homens e mulheres, logo, ambos são culpados – é completamente raso porque deixa de levar em conta o caráter do poder central do patriarcado na formação social e econômica. faz menos de 100 anos, por exemplo, que mulheres votam ou estão permitidas a trabalhar em qualquer posição. Muito menos de 40 anos que as mulheres podem ser consideradas financeiras independentes sem ter que recorrer aos maridos ou serem “mal vistas” na sociedade. A sua defesa da sociedade atual como um somatório exclusivo de forças não leva em conta o peso de cada gênero na construção do Estado moderno ocidental sob bases patriarcais. A sua defesa, fazendo um paralelo, é a mesma daqueles que defendem a meritocracia.

          Não importa, ainda, pra discussão a educação que seus pais lhe deram. Não faz o menor sentido você trazer isso como um argumento plausível para contra-argumentar.

      2. Olha, eu acompanho as lives dela desde 2016 mais ou menos, justamente por achar engraçado os esculachos que ela dava.
        A maior parte era ela zoando alguma pessoa aleatória no chat, e isso desde sempre.

        Acontece que, dessa vez, alguém se doeu e deu essa treta toda.

        No que culminou com o rompimento da Razer com ela, ela chamou o chat (público dela) de “gado”, coisa que sempre fazia nas lives, e alguém respondeu pra montar nele.
        Eu, me pondo no lugar da Razer, faria o mesmo. Inclusive, tem outros streamers homens que fazem esse tipo de coisa, mas a comunidade não fez barulho sobre.

        Volto a frisar, não tinha UMA live dela que eu assisti, nos últimos três anos, que não rolava ofensa gratuita dela pro chat.
        E isso não é comportamento exclusivo dela, vários streamers (homens e mulheres, BR e gringos) vestem essa máscara de “sou zoeiro demais, olha só”.
        Ela só deu azar de cair no RP da Razer.

        1. Mas ela não foi “demitida” por ter falado o que falou e sim pelo estrago que a comunidade fez ao repercutir o que ela disse. Você mesmo acabou de apontar isso quando citou outro streamers que fazem o mesmo e ninguém dá bola.

          Pessoal quer ser “zuero” e depois se morde.
          Nada mais frágil do que a masculinidade.

          1. Sim, só não teve renovação pelo público alvo da marca ter feito barulho.

            O povo que vi no Twitter, não tava nem ligando pelo que ela falou, só queriam “punir uma feminista”.

            Por mim, limava todo esse povo tóxico. Eu que não associaria a minha marca a gente escrota, mas aí vai da galera bater o pé, pois a Razer nem verifica quem eles estão apoiando.

        2. Olha, eu acompanho as lives dela desde 2016 mais ou menos, justamente por achar engraçado os esculachos que ela dava.

          Ou seja, a Razer sabia o que estava contratando quando fechou contrato com ela.

          Eu, me pondo no lugar da Razer, faria o mesmo. Inclusive, tem outros streamers homens que fazem esse tipo de coisa, mas a comunidade não fez barulho sobre.

          Isso só prova o aspecto misógino da decisão. Se a Razer rompesse com todos os caras que agem igual a ela, ok. Não foi o caso. Qual a diferença entre ela e os outros caras? Pois é.

          Por favor, não defenda esse tipo de atitude da Razer.

          1. Eu defendo, e digo que tem que ser aplicada a todos que tiverem esse tipo de comportamento. Não adianta deixar ela como “exemplo”, se o Tecnosh é tão tóxico quanto. Procura uns compilados dele no YouTube, tem vários.

            Falta é o barulho dos consumidores. Eu não me enquadro no público alvo deles, pois gosto de produtos sóbrios e de qualidade, coisa que a Razer fica devendo.

            Sem contar que o RP/marketing da Razer é uma bela porcaria. Já enviaram produtos para N streamers nada a ver, e para digital influencers (odeio esse termo) que nem jogar jogam.

          2. Paulo, você está com um ponto cego gravíssimo na discussão. Ela não foi banida pela Razer para servir de exemplo a ninguém, ela foi por ser mulher. O público da Razer não faz barulho com gamers desbocados homens porque é misógino. E quando a Razer atendeu a essa demanda do público, compactou com um comportamento escancaradamente misógino.

            Eu não sei como deixar isso mais evidente a você, mas espero, sinceramente, que você capte essa nuance do debate, porque ela é fundamental para entendê-lo. (E, me desculpe, mas até agora você não entendeu absolutamente nada.)

        3. Ou seja, o problema é a marca sim e o mercado.

          Você respondeu o Ghedin que defende a marca dizendo que limava todo mundo tóxico do meio. Beleza, o problema é exatamente quem é tóxico na sua maioria e para quem a comunidade aponta o seu “canhão” quando se sente ameaçada.

          É uma questão de masculinidade tóxica, ego frágil e machismo. Da Razer, da comunidade e de todo mundo.

    2. Comportamento tóxico só se for o da empresa, né?

      Aquilo foi misoginia pura por parte da razer — além das manifestações asquerosas usuais dos machos escrotos do mundinho dos jogos.

      Sério que você vai defender esse tipo de discurso de ódio?

    3. Paulo, seus números são de violência doméstica de que tipo? Mulheres (esposas) que matam essa quantidade de homens dentro de casa, após o casamento, por ciúmes e outras questões? Ou são mortes decorrentes da violência urbana (tráfico, desigualdade, falta de acesso/dinheiro)?

      Sem esse recorte, não se tira nada de útil do que você disse mais abaixo. Mulheres, segundo os dados que temos, são vítimas na sua maioria de seus próprios companheiros (em relações estáveis, atacadas dentro de casa), de outros homens na rua, em festas ou em transporte coletivos e individuais. Ataques em nome da honra são comuns pelo país,. inclusive no condomínio de classe média que a maioria aqui mora, porque é o resultado de um estrutura social degradante e machista que mantém mulheres com salários mais baixos, reféns de esposos e com uma desigualdade de gênero bastante grande na maioria dos setores (e nos setores onde elas costumam ser a maioria é bem fácil de vermos que existe uma degradação da profissão com salários baixos e pouco reconhecimento, vide enfermeiros e professores).

      Acho que você confundiu números totais com números relativos e não recortou devidamente esses dados para dar a entender que a violência de gênero é algo que não existe.

  4. Não sei se investiria em algo caro assim, mas o que me seduziu foi o barulho do teclado. A unica coisa que me faz sentir falta do ICQ é que ele emitia os sons de uma maquina de escrever haha.

  5. Lembro da época da escola. Quando eu era adolescente, os computadores no laboratório de informática eram 386, com tela verde. Em casa, eu tinha um 486. Já era um teclado normal, de membrana. Os da escola eram aqueles mais antigos, os mecânicos. E eram, certamente, mais gostosos de usar.

    Na minha experiência, os teclados mecânicos dão uma satisfação maior, realmente. E não falo como gamer, mas como alguém que passa o dia escrevendo.

    Mas não é uma sensação tão boa que valha 560 reais. Hahahaha

    1. Bonito é uma coisa, útil é outra.

      Os teclados Apple antigos (pré “magic”) eram bons. Aqueles dos iMacs translúcidos (não vamos falar do mouse oval/circular, por favor) eram bem interessantes de se digitar pelo retorno e pelo perfil alto, ainda que hoje jamais passassem no crivo de design dos AppleFãs.

      Eu tive um magic keyboard (ainda tenho, acho) e ele era bom de digitar durante umas 2h, depois disso, já era. Traduzir usando um daqueles teclado, digitando por 6/8 horas a fio era um esforço sobre-humano. Os de membrana, mesmo os mais baixos, ainda são melhores do aqueles teclados da Apple em termos de ergonomia (ao menos pra mim, afinal, logo logo alguém linka um estudo único que diz o oposto =P).

  6. nunca simpatizei com a razer (tanto q não tenho nada deles)… depois dessa misoginia aí q não compro nada. mesmo q seja bom e barato (coisa q sabemos q não é).

    estou usando um teclado mecânico há um ano, da redragon compacto (abnt2!). foi o q achei mais justo em termos de preço (paguei uns R$ 150 ou menos). tive um corsair rgb k55 muito bom (é de membrana, mas imita o mecânico), mas seu tamanho era grande demais. dispenso o teclado numérico.

    confesso q agora me acostumei com esse tipo de teclado a ponto de estranhar bastante qdo tenho q usar um de membrana. pra escrever, sinceramente, eu q escrevo rápido, gosto muito, apesar da barulheira. gostaria de ter um corsair mecânico por conta dos botões de atalho (multimídia) dele e pela qualidade, provavelmente, ser melhor.

    cheguei a usar os antigos tecladões da ibm e como era muito novo, realmente não lembro se eram bons…

  7. Comprei há um ano o “baratinho” Motospeed CK104 por uns 300 reais. Gosto demais, ainda mais se comparado ao teclado de membrana genérico que uso no trabalho. Meu único arrependimento é ter comprado com switch azul (por ser mais barato), o barulho atrapalha um pouco a concentração rs. Ainda sim, muito melhor que qualquer outro de membrana que já tive.
    Quando esse aqui quebrar, daqui uns 10 anos, compro um com switch vermelho.

  8. Sou programador e jogo bastante também. Comprei um Corsair K68 com switches cherry mx red que fazem bem menos barulho que os outros. Faz quase dois anos já, paguei R$ 450 na época, sem nenhuma dúvida foi o melhor investimento que fiz em periféricos.

  9. Pelo outro lado, também é bem perceptível como alguns teclados de membrana mais antigos também são muito bons, mesmo com a similaridade na altura das teclas com os teclados mecânicos de época como o Model M.

    Consegui há pouco tempo um Dell SK-8115, que é um teclado que vinha com PCs da série Optiplex e que tem um digitar muito macio. É uma compra que eu definitivamente não me arrependo, ainda mais com o raro exemplar que eu consegui achar no Brasil (MercadoLivre da vida) no padrão US-International, que é o único possível — detesto ABNT2 com todas as forças pelo costume.

  10. Entrei na onda dos teclados mecânicos recentemente, importando da China um Anne Pro 2 e não tenho do que reclamar. Se tivesse seria de não ter usado um até hoje. É absurdamente melhor de digitar que o de membrana que tinha anteriormente.

    Assim como o Ghedin eu também passaria longe de marcas com a Razer, mas não por misoginia (?) e sim por ser totalmente overpriced. O mercado gamer tem muita porcaria é verdade, mas nesse meio existem grupos e fóruns dedicados a periféricos que fazem análises de bastante qualidade levando em consideração muitos pontos descritos na matéria.

    No mais, excelente trabalho Rodrigo, gosto muito dos seus textos (embora N sempre concorde com tudo).

  11. Sem dúvidas, os teclados mecânicos tem seu charme e seu prazer. Eu sou grande amante dos mesmos e gostaria muito de poder usar algo de qualidade, mas por enquanto os mesmos não são tão acessível assim no nosso país.
    Apesar disso tudo, eu creio que esse gosto se torne cada vez mais um nicho, pelo fato da geração pós-milênio já nascer digitando em vidros “insensíveis”. É triste, é chato, mas a gente acaba se acostumando com o feedback tátil dos nossos gadgets e isso talvez isso quebre uma barreira, permitindo aparelhos mais versáteis e compactos, sem a necessidade de teclas físicas.

  12. Acredito que não me adaptaria a teclados mecânicos que são bem mais barulhentos que os convencionais de membrana.

    Como também não uso tanto teclados, não valeria a pena o investimento.

  13. Eu amo meu teclado mecânico, mas tenho algumas ressalvas que achei legal compartilhar com as pessoas que podem cair de paraquedas aqui.

    Invista numa marca boa. Já tive que trocar o meu atual duas vezes dentro do prazo de validade pois uma das teclas simplesmente começa a não responder bem, seja vezes funcionando, outras não e ainda registrando mais de uma vez. Já estou no terceiro e agora a tecla “S” que vem apresentando o mesmo problema. Escrevendo esse comentário, me deparei com o problema pelo menos umas 4 vezes. =/

    Outro problema comum é a dificuldade em encontrar teclados no formato ABNT2.

    Enfim, antes de sair correndo pro mais barato, procure reviews do teclado que você mais gostou e veja o que as pessoas tem a falar dele. O meu tem até uma seção no site da fabricante dedicada a esse problema (culpando a maresia no trajeto China – Brasil), ou seja, ele não é tão raro assim.

  14. Faz dois meses que pesquiso pra comprar um teclado mecânico. Vou me dar de presente o Qwerkywriter S (lindão).

    1. Que caro, hehe. Fico pensando se a ergonomia dele é boa. Essas teclas redondas e rasas não me passam muita confiança. E Bluetooth. Tive uma experiência com teclados Bluetooth, provavelmente a última.

      Se comprar, volte aqui e nos conte o que achou!

      1. Desculpe a demora na resposta, Ghedin, final de semestre é sempre tenso! Se/quando comprar, conto como foi, com certeza! (Nesse meio tempo, descobri que é possível comprar teclas personalizadas para os teclados, então talvez monte o meu, além do Qwerkywriter.
        Abração

  15. Como boa parte dos que leem aqui, trabalho de frente para o computador, sou contador, mas não digito tanto, uso mais o mouse que qualquer coisa, então pelo custo x benefício acaba não valendo a pena, mas se tivesse dinheiro sobrando investiria para testar.

  16. Estou tentando comprar o DasKeyboard há séculos, mas a taxa de importação acaba me desanimando. Você encontrou algum lugar que venda ele no Brasil ou importou?

    1. Pedi a alguém que foi para lá trazer para mim. Nunca achei no Brasil e imagino que na importação direta — se é que é possível — os impostos inviabilizem a brincadeira.

  17. O Pedro Sette-Camara, tradutor, fez uma série **instagramística** sobre a saga dele com teclados mecânicos, em 5 partes:

    1: https://www.instagram.com/p/BynXb5LgLMm/

    2: https://www.instagram.com/p/ByqzurhAi0j/

    3: https://www.instagram.com/p/BysTDnEAhOL/

    4: https://www.instagram.com/p/By0sUGzAuuF/

    5: https://www.instagram.com/p/BzbKwWvgKOm/

    Aqui é uma coisa um tanto mais hardcore

    Ghedin, quais foram suas fontes de ergonomia no espaço de trabalho? Estou precisando para mim também

    1. Nem é ser HC, tradutor escreve umas 6/8 horas por dia entre emails, traduções, revisões e copidesque. É complicado pegar um desses teclados mágicos e usar quando se precisa ter ergonomia =)

      Ele fala do Apple Keyboard, eu comecei a traduzir usando um desses e quase morri de dores depois de 8 meses.

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