Nota do editor: A partir de hoje, Guilherme Felitti passa a manter a coluna/podcast semanal Tecnocracia, voltada ao mercado de tecnologia, no Manual do Usuário. O podcast está se propagando pela na internet, então os links para assiná-lo ainda estão indisponíveis. Acompanhe o blog para saber quando eles estiverem prontos.
Bem-vindo ao Tecnocracia. Você sabe o que quer dizer o termo? Tecnocracia vem da junção dos radicais tecno e cracia. Tecno, do grego, técnica ou habilidade, e cracia, também do grego, governo de. No seu sentido literal, tecnocracia é a forma de governo no qual quem dá as ordens são os mais aptos tecnicamente em suas próprias áreas. É como um governo democrático deveria ser, mas no atual modelo de governo de coalização que persiste desde a redemocratização do Brasil em 1984 não é bem assim que funciona. (mais…)
As plataformas de streaming musical trouxeram muitas vantagens ao consumidor. Elas são baratas, têm vastos acervos e funcionam em diversos dispositivos. Para uma parte do público, porém, carecem de algo vital. A resiliência do vinil, um mercado que já pareceu condenado, mas que voltou a crescer nos últimos anos, prova que ainda há espaço — literalmente; espaço físico — para a música. Foi pensando em ocupá-lo que a Dvflix surgiu. (mais…)
Afirmar que a Samsung copia a Apple, hoje, exige algum esforço de quem a profere para não enrubescer. É verdade que, nesta quinta-feira (9), os sul-coreanos replicaram até o mistério (nada de data de lançamento ou preço) ao anunciarem o Galaxy Home, sua versão do HomePod da Apple com inteligência artificial da casa (a Bixby, caso lhe escape o nome), mas há tempos a empresa se destaca por designs originais e iniciativas que pouco têm a ver com o modo Apple de se criar e vender gadgets. (mais…)
Nota do editor: Steven Sinofsky trabalhou na Microsoft por 23 anos. Lá, passou a maior parte na equipe do Office e supervisionou todas as versões entre o Office 2000 e 2007. Posteriormente, liderou o desenvolvimento do Windows 7 e, em 2009, assumiu a presidência da divisão Windows. Saiu da Microsoft no último dia de 2012 e, hoje, é conselheiro da Box, da a16z e escreve regularmente sobre a indústria em seu blog no Medium, Learning by Shipping.(mais…)
O Ebanx, fintech sediada em Curitiba especializada no processamento de pagamentos transfronteiriços, anunciou nesta quarta-feira (31) ter recebido um investimento de US$ 30 milhões (cerca de R$ 95 milhões) da FTV Capital, fundo norte-americano focado em empresas de pagamentos. (mais…)
A WisePlus está de volta. A empresa, que ficou famosa com a promessa de produzir e comercializar smartphones com o sistema Windows. A operação era frágil e o plano, insustentável, como demonstramos nesta investigação exclusiva. Agora, a WisePlus voltou com um novo plano envolvendo smartphones chineses. Outra vez, há suspeitas de que tem algo errado na história. (mais…)
Há produtos que mudam o mundo e outros que parecem ter potencial para fazer isso. Quando surgiu, em 2011, o tablet moderno imediatamente despontou como um desses. Uma tela enorme para navegar na web e experimentar os apps mais malucos? A ideia era atraente. Passados seis anos do seu surgimento, o clima parece outro — o de oportunidade perdida. Talvez o posicionamento do tablet na história deva ser revisto. (mais…)
Dois dias antes de completar um ano de operação, em 31 de agosto de 2016, a curitibana Quantum convidou a imprensa para apresentar o seu novo smartphone, o Quantum Fly. Quem abriu o evento, realizado em São Paulo, não foi um executivo nem uma celebridade, mas um fã da marca, alguém que consome os produtos e é um dos administradores do grupo oficial no Facebook. A escolha ratificou um dos pilares da sua estratégia: estar próxima e ouvir o cliente. O Manual do Usuário teve a oportunidade de conhecer a empresa melhor, no evento e por uma entrevista exclusiva com Vinícius Grein, cofundador da Quantum, no dia seguinte. (mais…)
Como acontece todo ano, em 2016 o Google dominou as manchetes com os anúncios do Google I/O, sua conferência anual para desenvolvedores. Desta vez sem nada realmente novo, apenas produtos e serviços que replicam o que concorrentes já oferecem com o tempero do Google, ou seja, personalização e inteligência artificial. Vindo de quem vem, porém, é sempre bom prestar atenção — vai que, sei lá, daqui a um ano estejamos todos conversando pelo Allo ou com um “little brother” que tudo ouve e tudo envia aos servidores do Google em nossas salas? (mais…)
A indústria da telefonia móvel teve duas ondas — primeiro a da voz e SMS e depois a do smartphone. A onda da voz levou-a de zero a cinco bilhões de pessoas com um celular no planeta e, agora, quase dois bilhões de celulares são vendidos por ano. Em paralelo, começando nove anos atrás, a onda dos smartphones converte uma porcentagem cada vez maior das vendas dos celulares em smartphones. (mais…)
Após muitos meses de rumores e um vazamento de preço precoce, a Xiaomi chegou ao Brasil no dia 30 de junho de 2015 em um evento barulhento — para o bem e para o mal. Para o bem porque lotou de gente, os chamados Mi Fãs, tanto que foi preciso fazer uma segunda sessão do lançamento. Todo esse assédio serviu para alimentar a estratégia dos chineses de pouco investimento em marketing com o máximo retorno possível. Para o mal porque, fora o chá de cadeira que convidados menos entusiasmados como a imprensa tomaram, o lançamento bem sucedido aumentou as já grandes expectativas que todos tinham sobre o desempenho da Xiaomi, ou Mi, no mercado brasileiro.
O convite feito pela Alcatel para que eu cobrisse a Mobile World Congress pelo iG Tecnologia (e que o Fabrício Vitorino fizesse o mesmo pelo TechTudo) já dizia muito sobre a importância do mercado brasileiro para a marca em 2016. A realização de um evento para apresentar não só as novidades, mas também a nova marca e a nova gestão da empresa já em abril, pouco mais de um mês depois da feira em Barcelona, reforça o quanto o Brasil se tornou estratégico. (mais…)
Já assistiu a Skyfall? Lembra-se da cena em que vemos pela primeira vez Javier Bardem representando quem quer que seja o vilão? Relembremos:
Olá, James, bem-vindo. Você gostou da ilha? Minha avó tinha uma ilha. Nada para se gabar. Você poderia dar a volta nela em uma hora. Mas ainda assim, era um paraíso para nós. Num verão nós fomos visitá-la e descobrimos que o lugar estava infestado por ratos! Eles vieram em um barco de pesca e se banqueteavam de coco. Então, como é que você se livra de ratos em uma ilha? Minha avó me mostrou. Nós enterramos um galão de óleo e colocamos uma dobradiça, então amarramos coco à tampa como isca e os ratos vinham pelo coco e caíam no galão. Depois de um mês você já capturou todos os ratos. Mas o que você faz em seguida? Joga o galão no oceano? Queima? Não. Você apenas o deixa. E eles começam a ficar famintos. E um por um eles começam a comer uns aos outros até que haja apenas dois restantes, os dois sobreviventes. E então o quê? Você os mata? Não. Você os liberta. Mas agora eles não comem mais coco. Agora eles só comem rato. Você mudou a natureza deles. Os dois sobreviventes, é isso que ela nos tornou.
Guardem isso na cabeça. Nós voltaremos aqui. (mais…)
Esta noite estou viajando para Barcelona para a MWC deste ano, a principal feira anual da indústria móvel. Tenho ido à MWC desde 2001, entra ano e sai ano, quando era na (fria e chuvosa) Cannes e tinha um décimo do tamanho — no ano passado havia 85 mil pessoas.
O ano de 2001 foi o seguinte ao leilão europeu do espectro de 3G, quando as operadoras móveis, bem no topo das bolhas de Internet e do mobile, gastaram € 110 bilhões em alguns meses. Elas passaram anos se recuperando da ressaca. Grande parte da justificativa para aqueles valores era a promessa de serviços de dados a serem entregues neste espectro. Mas demorou até 2005 para os primeiros celulares com 3G que não fossem tijolos chegarem ao mercado europeu e até 2007, é claro, para os serviços de dados entregues por esse espectro se tornarem interessantes. (mais…)
A Opera, empresa norueguesa que desenvolve há muito tempo um navegador web homônimo, recebeu uma oferta de compra de um consórcio de empresas chinesas no valor de US$ 1,2 bilhão. O acordo ainda depende da aprovação dos acionistas e de órgãos regulatórios, mas tudo indica que será fechado — o conselho, inclusive, “decidiu unanimemente pela recomendação” da aprovação. Ele diz muito sobre duas áreas da tecnologia em alta: navegadores web e China. (mais…)