Foto de divulgação do WisePlus Pi.

WisePlus, a empresa brasileira que quer lançar um smartphone Windows, tem sérios problemas


13/12/16 às 13h25

Em julho, a WisePlus se revelou ao mundo com uma proposta quase anacrônica: lançar, no Brasil, um smartphone rodando Windows. A inusitada promessa foi suficiente para chamar a atenção de consumidores carentes do sistema móvel da Microsoft em um dispositivo mais moderno e de parte da imprensa nacional. O Manual do Usuário, em parceria com o Pinguins Móveis, investigou os bastidores da empresa para saber os detalhes da operação.

Breve histórico da WisePlus

Uma das primeiras manifestações online da WisePlus.

Uma das primeiras manifestações públicas da WisePlus foi pelo Twitter, no dia oito de julho de 2016. A mensagem dizia que o WisePlus Prism estava chegando e foi seguida de alguns links de blogs pequenos explicando o que, afinal, era aquilo.

WisePlus Prism seria um smartphone com Windows 10 Mobile, o sistema móvel da Microsoft que, no Brasil, jamais foi lançado pré-instalado em um dispositivo — nem mesmo os da própria Microsoft. Preterido sob a gestão de Satya Nadella, atual CEO da Microsoft, o Windows 10 Mobile sobrevive em alguns dispositivos de nicho, com destaque para o HP Elite x3, vendido para públicos corporativos nos Estados Unidos. Seu grande apelo é o Continuum, a capacidade de, conectado a um monitor e periféricos de entrada (mouse e teclado), transformar o smartphone em um quase-computador.

Elite x3, smartphone da HP com Windows 10 Mobile.
HP Elite x3. Foto: TechStage/Flickr.

Os sites que divulgaram a notícia sobre o WisePlus Prism apresentaram também desenhos do suposto aparelho e suas especificações, ainda que algumas importantes fossem ausentes ou desconhecidas. É o caso do SoC, informado apenas como sendo “Qualcomm Snapdragon”, sem especificar o modelo.

A promessa da WisePlus sofreu uma reviravolta no dia 15 de novembro. Em um comunicado no Facebook, a empresa anunciou outro dispositivo, o WisePlus Pi, mas esse rodando Android. A alegação dada foi de que “após longos 5 (cinco) meses de procura intensa, conseguimos encontrar apenas uma fabricante disposta a desenvolver um smartphone com Windows, porém não em curto prazo e isso foi atrasando cada vez mais nossos planos de fazer um lançamento nacional em dezembro de 2016.”

O prazo dado pela fornecedora foi de oito meses, o que empurrou o lançamento do WisePlus Prism, o modelo com Windows 10 Mobile, para o segundo semestre de 2017. Sem explicar o motivo de, nesse meio tempo, lançar outro smartphone rodando Android, o comunicado pelo menos garantia que o novo, rodando Android, “de maneira nenhuma veio para substituir o projeto Prism, ou qualquer outro dentro da startup, veio apenas para mostrar que somos capazes de criar produtos incríveis, por preços mais incríveis ainda.”

No começo de dezembro, o site oficial da WisePlus foi tirado do ar e o endereço redirecionado para uma ambiciosa campanha no Catarse, uma das plataformas de crowdfunding mais proeminentes do Brasil. A meta é alcançar R$ 2.872.500 através da venda direta de 2.500 unidades do WisePlus Pi pelo valor de R$ 1.149 cada. É uma campanha do tipo “tudo ou nada”, ou seja, eles só receberão o valor se baterem a meta.

Desde o início essa história pedia um olhar mais atento, alguma investigação sobre quem está por trás da WisePlus, quais as motivações e até que ponto a empresa está de acordo com o que se espera de uma operação minimamente preparada para importar e comercializar smartphones no Brasil. Manual do Usuário e Pinguins Móveis debruçaram-se sobre o assunto por quase duas semanas e reuniram materiais importantes que trazem algumas respostas e colocam outras interrogações nessa história.

Estranhezas fiscais

A primeira coisa que fizemos foi consultar a situação cadastral da empresa junto à Receita Federal. Já aqui a luz de alerta acendeu.

Comprovante de inscrição e situação cadastral da WisePlus.
Comprovante de inscrição e situação cadastral da WisePlus.

A data de abertura da empresa é de 21 de novembro de 2016. Em conversa por Skype com Sued Henrique Alves, um dos fundadores da WisePlus, residente em Araguaína, norte do Tocantins, ele disse que a empresa havia sido aberta antes, em setembro, por um cofundador que depois abandonou a empreitada. Disso veio a necessidade de se abrir a nova no final de novembro.

De qualquer forma, chama a atenção outro aspecto além da jovialidade da empresa: a modalidade dela. Trata-se de uma MEI, ou micro empreendedor individual, criada pelo governo alguns anos atrás a fim de formalizar profissionais liberais com faturamento baixo, de até R$ 60 mil por ano.

O MEI goza de algumas vantagens interessantes, em especial a desburocratização e uma carga tributária leve. Todos os encargos tributários são consolidados em uma única guia no valor de R$ 50 por mês. Só que, para usufruir dessa vantagem, existem contrapartidas. Victor Serrão, coordenador fiscal corporativo no ramo da mineração e especialista em tributação, apontou, a pedido do Manual do Usuário, algumas que revelam um cenário “um pouco inapropriado para os planos que eles [WisePlus] alegam ter”, nas palavras dele. Além do teto em faturamento, a MEI só pode ter um funcionário e, mais importante no nosso contexto, é impedida de importar produtos.

Na conversa que tivemos com Sued, ele se justificou dizendo que a modalidade escolhida é temporária, a fim de minimizar os custos da operação enquanto a empresa não tem fluxo de caixa. Disse, ainda, que caso a campanha no Catarse seja bem sucedida, a modalidade do CNPJ mudará e, com isso, será possível realizar o processo de importação.

Mas há tempo hábil para cumprir todo esse trâmite e respeitar o prazo estabelecido, de entregar os aparelhos aos consumidores em fevereiro de 2017? Segundo o cofundador, sim. Victor ratificou a declaração. É possível, bastando “desenquadrar” a empresa de MEI para micro empresa, cenário em que ele poderia “usar os caminhos normais via SISCOMEX para importar, ou pode terceirizar com um despachante aduaneiro, que irá fazer o trâmite por ele.” Fosse só esse o problema, desligaríamos agora aquela luz de alerta que se acendeu. Mas tem mais.

Quem faz a WisePlus

Ainda nessa conversa, Sued revelou quem são as pessoas envolvidas na WisePlus: ele próprio e dois sócios, Danilo Oliveira e Paulo Ridgeford; Igor Cabral, relações públicas; e um designer, denominado simplesmente Lucas.

Sued tem 18 anos e estuda Sistemas de Informação. Ele diz que atua na área de tecnologia há bastante tempo, embora essa experiência se restrinja ao posto de redator em alguns sites de tecnologia, todos focados em Windows. Sued admite que ele e o sócio Danilo não têm experiência em negócios, mas que algumas parcerias possibilitaram a investida com a WisePlus — a principal sendo com Paulo Ridgeford, uma espécie de investidor e mentor da dupla, residente em Belém do Pará.

Paulo é tradutor e tem uma empresa de soluções linguísticas. Segundo Sued, “ele ajuda com toda a parte de falar com fabricantes internacionais (…) Ele tem um vasto conhecimento empresarial, de legislação empresarial, esse tipo de coisa”. Ativo no Twitter, não há sequer um tuíte em seu histórico mencionando a WisePlus.

Igor Cabral, assessor da WisePlus, entrou em contato com a empresa pelo Facebook a fim de constar no mailing, ou seja, receber informações dela enviadas à imprensa. Acabou convidado a integrar a equipe. Ele é conhecido por alguns jornalistas de eventos da Xiaomi (era um “Mi fã”) e da Asus. Atualmente, é redator do blog Design Culture.

Os cinco membros trabalham fora da WisePlus e não recebem qualquer tipo de remuneração dela. Segundo Sued, estão conciliando o tempo entre trabalho, faculdade e empresa a fim de lucrar mais à frente. Da mesma forma, não estão tendo gastos operacionais com a WisePlus. É uma empresa, no momento, que não gera gastos (fora a força de trabalho), tampouco faturamento, e que não conta com nenhum centavo de investimento, próprio ou externo.

WisePlus Pi

Imagem do Pi divulgada na página oficial da WisePlus no Facebook.

O WisePlus Pi, anunciado de surpresa alguns dias atrás, é um smartphone Android com SoC da Mediatek, tela Full HD de 5,5 polegadas e perfil fino — tem apenas 7,2 mm de espessura. Seu visual lembra um pouco o do Huawei P9. Deve lembrar de outros smartphones também. Na verdade, ele deve ter outros nomes ao redor do mundo.

O desenvolvimento do WisePlus Pi é todo feito na China. A fabricação, também. A única coisa da WisePlus acrescentada nesse processo é o logo da empresa gravado atrás do aparelho. Esse e outros projetos são vendidos no atacado por empresas chinesas, passando por uma ligeira personalização após o negócio ser fechado, sendo comercializados em outros países sob marcas locais.

Então, o WisePlus Pi é, na realidade, o “5.5-inch high-end 4G smartphone” de uma empresa chamada Vinroad, de Shenzen, China, fundada em 2007 e especializada nesse tipo de negócio. Você pode ver um anúncio do modelo neste site de vendas no atacado, comercializado por US$ 155 cada, com pedido mínimo de mil unidades.

Anúncio de venda no atacado do WisePlus Pi por fabricante chinesa.

Importar, mesmo passados aqueles obstáculos com a Receita Federal que ainda estão pendentes, é só metade da equação. Sued garante que o preço cobrado de R$ 1.149 deixa margem para cobrir os custos agregados, pagar a taxa do Catarse (13% do total arrecadado) e ainda garantir algum lucro que será usado no projeto do WisePlus Prism.

Pedimos ao Victor para fazer os cálculos de importação. Gentilmente, ele respondeu o seguinte:

No Brasil, uma empresa que importe para revenda irá recolher Imposto de Importação, IPI, ICMS, e PIS e COFINS Importação:

II: 12%
IPI: 15%
ICMS/SP: 18%
PIS-Importação: 2,1%
COFINS-Importação: 9,65%

Então, considerando o câmbio de hoje, de R$ 3,38, o bem importado chegaria aqui no Brasil a R$ 821,21. E isso é preço de compra (!). Depois virão os custos operacionais diversos, despesas com marketing e assistência etc. Apurado então o valor de venda, já com margem, sobre este valor ainda incidirão os impostos da própria operação brasileira, a saber: IRPJ, CSLL, e PIS e COFINS novamente, agora sobre o valor agregado — além do ICMS, que também incidirá sobre o valor agregado.

Se fosse fácil importar da China, não teríamos nenhuma fábrica de celulares aqui no Brasil, afinal de contas. Eu estimo que um aparelho desses, para “fazer” dinheiro, teria que custar algo em torno de R$ 1.200.

É uma margem apertada. Conversamos com um economista, que pediu para não ter a identidade revelada devido à escassez de informações públicas sobre a WisePlus, o que prejudica a sua análise. Uma frase dele, porém, referente a processos de importação, ecoou: “O risco Brasil geralmente faz qualquer coisa a ser vendida aqui usar 100% [de margem total] como um número mínimo.”

Ainda que consideremos que o valor seja suficiente para cobrir todas as despesas e dar lucro, sobram outras pendências relevantes.

Não há nenhum produto homologado pela WisePlus na Anatel. Também não consta nada em nome da empresa fabricante original, a Shenzhen Vinroad Technology Co. Ela poderia aparecer ali sozinha, sem menção à WisePlus, o que significaria que alguma trading estaria fazendo o trabalho de importação. Não é o caso.

A homologação junto à Anatel é um requisito fundamental para comercializar qualquer produto que emita e receba sinais no Brasil. Ela é feita por uma terceira, que elabora o certificado técnico (SAR, bandas suportadas etc) e faz as fotos externas — mas o manual de instruções do dispositivo deve ser fornecido pela própria WisePlus. Sued disse que está negociando esse processo com a CPqD, empresa especializada nisso.

Manual do Usuário entrou em contato com a assessoria da CPqD a fim de confirmar se eles foram contatados e estariam trabalhando junto à WisePlus. Recebemos a seguinte resposta:

“Falei com o responsável pela área de certificação (OCD) do CPqD e ele disse que, pelo nome da empresa e o nome comercial do produto (WisePlus Pi), ele não consegue identificar o processo de homologação. Mas isso não quer dizer que o CPqD não esteja envolvido — pode ser que os testes do produto estejam sendo feitos nos laboratórios deles, mas com suporte de outro OCD, ou mesmo que o produto tenha um codinome (não comercial).”

Em nenhum momento Sued falou sobre outro OCD (organismos de certificação designados) além da CPqD e não há notícia de que o produto esteja sendo trabalhado com um codinome interno.

Entre a emissão dos certificado de homologação e a publicização da passagem, pode levar em torno de um mês. Se o certificado de homologação do WisePlus Pi for emitido hoje, ele só vai aparecer nos registros públicos em janeiro. Esse processo, porém, ainda sequer começou, o que coloca mais dúvidas sobre a viabilidade de cumprir o prazo estabelecido para a entrega dos produtos.

A WisePlus também não tem, ainda, um pós-venda definido. Na conversa, Sued disse que negociará com assistências técnicas em grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belém, mas esse é outro trabalho que ainda não começou. Casos de troca por defeito serão cobertos pela encomenda de 500 aparelhos extras, além dos 2500 vendidos aos consumidores pelo Catarse.

Parece curto o tempo destinado para cumprir tantos requisitos imprescindíveis para que possam entregar o aparelho aos compradores já em fevereiro de 2017. É menos de três meses. E, como eles não pretendem e não têm um investimento inicial para adiantar os trâmites que precisam de dinheiro para correrem, esse prazo tende a ser ainda menor, já que dependem diretamente do sucesso na campanha do Catarse.

Mais desejo que empreendimento

Em uma das matérias sobre o WisePlus Pi veiculadas na imprensa recentemente, o texto começa dizendo que “o mercado brasileiro não é para principiantes”. De fato. Empresas grandes e estabelecidas em mercados maiores, como a Xiaomi, erraram a estratégia por aqui e pagaram caro por isso.

Sued, ao final da nossa conversa, disse que sua empresa “precisa de pessoas que acreditem, que comprem as 2500 unidades, porque as pessoas mais interessadas no Windows teriam que nos ajudar a vender o [smartphone com] Android, porque se não vendermos o Pi, não sabemos se o Prism existirá de fato ou não”. Questionado sobre as saídas para o caso de um eventual fracasso nas vendas do Pi, ele disse que ainda não sabe o que farão — e há até a possibilidade de fecharem a empresa.

Em outro momento, Sued revelou que o projeto do Prism foi rejeitado por inúmeros fornecedores porque quando diziam que queriam o sistema Windows, eles respondiam que não era possível “porque o Windows não dá lucro, não traz retorno financeiro, a gente só vai ter dor de cabeça”. Conseguiu com a Vinroad, mas o processo de desenvolvimento levaria oito meses e o pedido mínimo teria que ser de 100 mil unidades. “Super inviável” para a WisePlus. Diria que é para a maioria das empresas — não é por birra ou qualquer outro motivo que não comercial que não se vê smartphones com Windows nas gôndolas das lojas.

A WisePlus parece estar em um patamar diferente do de apostas mais tangíveis como a da Quantum, por exemplo, outra marca brasileira pequena e focada em uma comunidade forte e que, além disso, conta com apoio de uma empresa maior — no caso, a Positivo. E essa ajuda vai além do investimento financeiro, pois facilita várias etapas do processo como logística, fabricação e suporte.

A WisePlus soa mais como o desejo de fãs do Windows em smartphones de terem um aparelho desses vendido aqui. Há uma fragilidade quase palpável na estratégia, o que não inspira exatamente a confiança do consumidor interessado. Reflexo disso se vê na própria campanha de crowdfunding que, em seis dias, ainda não saiu da estaca zero.

A prova maior de que há algo profundamente errado na WisePlus é que os fundadores da empresa nunca mexeram no produto que estão vendendo. Quando perguntado se já tinha usado o WisePlus Pi, Sued disse que não, nunca sequer viu o dispositivo, mas que Paulo, o sócio influente, testou ele na sede da Vinroad, na China. Ele não conseguiu trazer na bagagem, de volta ao Brasil, sequer uma unidade do smartphone.

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68 comentários

  1. Ótima matéria. Infelizmente só me veio uma coisa na cabeça ao terminar de ler: “É uma cilada, Bino”.

  2. Atualizando:
    15/12/2016, 15 dias depois do inicio.
    0 % da meta atingida;
    0 colanboradores

    PS.: Nem os três compraram um!

  3. Além do trâmite necessário para a transição para uma EPP, dado o valor que é pedido no Catarse, ele ainda precisaria se habilitar no RADAR para poder importar, algo que não é feito da noite para o dia.

    Entrando no de vendas em atacado, eles permitem que você solicite um sample, e bem, eles enviam, se você parecer uma empresa séria.

    Quem sabe daqui alguns anos, e com alguma experiência, e conhecimento do processo.possa sair algo bom desses amantes da tecnologia.

  4. Como é bom rir de vez em quando.

    Quando comentaram no outro post, sobre está WisePlus, já imaginava que era um SKD chinês. Todo esse projeto, me deixa pasmo como pode ser fácil ganhar atenção da mídia sem produzir absolutamente nada. Além dos impostos, o que me intriga é, eles não tem alguém para fazer a tradução de nada do Android. E ainda tem os custos de ter a PlayStore, na china passa-se sem, mas no Brasil não dá. O fato dele estar em Tocantins já deve atrapalhar bastante, pois não há grandes investidores na região, não há grandes estradas para fazer o transporte do produto, e nesse calculo, não se levou em conta o custo de transporte, e seguro, pois é um produto visado, e 2500 aparelhos não consomem muito espaço.

    Uma ótima ideia, mas, não é uma ideia que valha a pena largar a faculdade para correr atrás, ainda mais, quando todos no mercado sangram dinheiro para vender SmartPhones, ainda mais um sem um diferencial ou um grande nome por trás, e por ser brasileira a empresa, só envergonha-me mais.

  5. Pagar mil reais em um produto de uma empresa desconhecida? Sei não viu.

    E as imagens da “propaganda” em baixa qualidade e chamadas estranhas

    “Smartphone grande e colorido”

    Como assim? Ele é preto !!
    https://uploads.disquscdn.com/images/b5fb380af8ba2a879072707efb805a3fc4f9e118044391c1cad56f1bae129be2.png

    “O smartphone que reinventou a categoria!”
    Hein?

    https://uploads.disquscdn.com/images/adcd391a066409e95e6505197bb3c0c2ee6d3284f3666b90fd0a34d5b685b258.png

    Eu nunca me preocupei com a posição do smartphone…

    Tudo muito sem nada de diferente.

  6. Ghedin, ótima investigação. Como sempre.

    Mas “Pinguins Móveis”??????????? Como confiar em um site com esse nome?

    1. Pinguins por Linux, Móveis por ficar em aplicações do SO em dispositivos móveis como tablets e celulares (poderia ser Notebook, mas você entendeu rs).

      Imagina implicar com cada blog ou site pelo nome em vez do conteúdo, ia dar pano pra mandar falar de Manual do Usuário (drogas?), Universo Online (mal e mal é em português), coisas do tipo.

        1. caceta… sua imaginação foi longe! tem até umas imagens no header do site com vários dispositivos móveis (+ linux = pinguins móveis). vc não tá fazendo muitas visitas ao meumoveldemadeira.com não?

        2. Idem HAHAHAHA Na realidade, se não fosse o comentário do cara explicando, sairia daqui achando que era um site de vender moveis

      1. Há de convir que a Microsoft já apostou mais no nicho mais “doméstico”
        A pegada do Windows agora é outra bem diferente, acho que é isso que ele quis dizer com “dar bola”, os usuários domésticos se sentem abandonados (como eu por exemplo)

    1. Até um tempo atrás eu tinha fé no sistema, mas agora não tem mais como. Só resta aceitar um mercado móvel extremamente polarizado.

  7. Pior que esse Sued aí nem é culpado, é vítima. Vítima desses palestrantes charlatões que fazem empreendedorismo parecer que é só ter vontade e fé, que não precisa de um esforço descomunal (se fosse comum todo mundo tinha sucesso, o que é exatamente o oposto do sistema) e, o principal, investimento. A galera que cresceu com o crowd funding agora não quer meter a mão no bolso pra nada, vide Bel Pesce e seus amigos. Quer que os outros banquem seus sonhos, mas não participem dos lucros. Canalhas.

  8. “A WisePlus soa mais como o desejo de fãs do Windows em smartphones de terem um aparelho desses vendido aqui.”
    Justo o que eu estava pensando. O investimento é quase nulo (R$50/mês), e se tudo der certo, maravilha! Se tudo der errado, perdem uns R$300 no máximo.
    A ideia não é ruim!

    1. Bom, dependendo do que tiverem que devolver no caso de alguém comprar de fato o aparelho, ou de terem problemas com defeito de fabricação, etc… Eles devem estar torcendo pra dar errado mesmo.

      1. Acho que não[edit: torcem para dar errado]… Nessa idade ainda são ingênuos, não pensam nisso…
        Acham que nem existe essa possibilidade!

      1. Não é o que eu penso. Me parece que ele acha, com razão, que a MS matou o Windows Phone para smartphones comuns, e agora aposta em coisas de nicho!

        1. Sim, Surface é de nicho. Mas levou a tendência de híbridos para todo o globo. Várias empresas agora tem seus “Surfaces”.

          1. Rapaz, ainda é nicho, estamos “engatinhando” quando alguém cita híbridos, o mercado de tablets não anda la muito bem, os de híbridos embora de inicio tenha sido desastroso, ganhou um novo gás com a investida da Microsoft, porem isso não quer dizer que essa “moda tenha pegado”, não esqueça que a Microsoft ainda não é uma grande fabricante de hardware, embora esteja na sua quarta versão talvez o lucro real com o Surface tenha começado a pouco tempo (e não seja tão representativo para um empresa nos moldes da Microsoft)…. Alem de que, se a empresa X ou a Y fabriquem algum hibrido, talvez seja apenas pra dizer que “olha, também estamos nesse seguimento” que ainda é NICHO!!!

  9. A maior acontecimento dessa empresa WisePlus é ter recebido uma matéria investigativa desse naipe do MdU. Trabalho feito nessa matéria é excelente, uma pena é que tudo não passa da brincadeira de um jovem de 18 anos.

    1. Pensei a mesma coisa. A empresa não vale o esforço da matéria. Em contrapartida, a análise do caso gerou uma matéria super esclarecedora em relação ao processo de comercializar um produto no Brasil.

  10. A intenção dos caras pode até ter sido boa, mas a completa ausência de garantias de que eles possam minimamente cumprir com o que prometem é uma bela furada.

  11. Eu mesmo acho que não entraria neste crowdfunding só pelo nome WisePlus, pois me lembra WiseCase, fabricante de fontes genéricas de baixa qualidade (vai que tem alguma ligação..).
    Acho que em vez deles tentarem projetar um novo telefone com Windows, deveriam somente importar e vender os existente, no ML mesmo tem Lumia 650 por R$ 750.

      1. Eu não disse chines, estou falando de bons telefones que ja existem como o NuAns Neo, Vaio Phone Biz, HP Elite X3, Acer Jade Primo e por ai vai…
        É só importar e vender, difícil? Não, ainda mais se fechar um negocio direto com o fabricante, como a NuAns mesmo que queria vender seu telefone internacionalmente mas a arrecadação falhou.

          1. O Brasil é um dos países que mais adotaram o Windows Phone. Qual a dificuldade?

          2. Bom, esse dado aí é incompleto.

            Se vender 100 telefones com Windows no mundo, sendo que 90 foram no Brasil e 10 no restante do mundo. Realmente: o Brasil é um dos países que mais adotaram o Windows Phone. Só faltou dizer que perto do mercado de 1 bilhão de telefones, essas 90 unidades não são representativas.

            Então preciso de dados mais completos pra poder fazer um investimento desse tipo.

          3. Para os vendedores do ML isso não parece um problema, eu vi um la que vende Nexus 6X, Lumia 650, LG V20, HTC 10, Xperia X Compact, e outros modelos, tudo importado.

          4. Não sei, não sei, não sei, 3 meses.
            É tudo questão de investimento.

          5. Não é **tudo** questão de investimento. É questão de se as coisas estão sendo feitas conforme a lei.

            Vender 10 telefones em anuncio no mercado livre pra um público de nicho sem pagar imposto nenhum nem ter cnpj é bem mais fácil que abrir uma empresa, importar segundo a legislação vigente, pagar impostos, ter funcionários, fazer propaganda do produto, ter estoque, ter pós-venda, oferecer garantia, colocar o produto no varejista…

          6. Não é **tudo** questão de investimento. É questão de se as coisas estão sendo feitas conforme a lei.

            Vender 10 telefones em anuncio no mercado livre pra um público de nicho sem pagar imposto nenhum nem ter cnpj é bem mais fácil que abrir uma empresa, importar segundo a legislação vigente, pagar impostos, ter funcionários, fazer propaganda do produto, ter estoque, ter pós-venda, oferecer garantia, colocar o produto no varejista…

          7. Sem pagar imposto? Isso não é fato.
            Vamos pegar o Xperia X Compact por exemplo, no ML esta por R$ 2190 o modelo europeu, eu não sei quanto ele esta na europa por isso vou fazer a conversão baseado nos valores dos eua, U$ 350 x 3,40 que vai dar em torno de R$ 1200, você acha mesmo que tem R$ 1000 de lucro ai? Se você contar com os impostos descritos pela WisePlus ainda vai dar R$ 1865.

          8. Claro que tem 1000 de lucro, os muambeiros pagam gente para trazer na mala, e pagam uma quantia para quem traz, dependendo do tamanho da operação, pagam alguém na RF para deixar passar. Ele só pode ser taxado, em qualquer escala maior que uma unidade, que valha a pena financeiramente, se tiver um PJ, caso contrário os custos acabam inviabilizando a operação. E esse pessoal não compra um contêiner de aparelhos, são algumas poucas unidades, mas aonde o lucro pode ser gigante.

  12. Tava sentindo falta de um “MdU Investiga” hahaha. Só sinto um pouco de pena pelos caras da empresa, mas enfim…

    PS: de brinde, ainda conheci um novo site para seguir o feed… :P

          1. Por aí também, embora eu tenha explicado um pouco melhor minha ideia acima.

        1. É, o site hoje funciona melhor como newsletter e feed de outros sites do que como portal ou mesmo um site estilo blog como este, entende?