O que o artigo 17 da diretiva de direitos autorais da União Europeia muda no YouTube?

Montagem com a bandeira da União Europeia dentro de player de vídeo do YouTube.

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Na última terça-feira (26), o Parlamento Europeu aprovou a diretiva de direitos autorais que atualiza a legislação sobre o tema no bloco (o texto final na íntegra). Faz parte dela o artigo 17 (antigo artigo 13), que responsabiliza as plataformas de conteúdo gerado pelos usuários, como YouTube e Facebook, pelo licenciamento de materiais protegidos por direitos autorais.

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Como o lobby pode ser uma arma para suprimir inovação

Um motorista de terno em frente a uma BMW preta, do Uber.

por Guilherme Felitti

Organizar um grupo grande é difícil. Você já deve ter percebido isso quando tentou brindar em uma mesa cheia. Quando estão só você e dois amigos numa mesa de bar, é fácil. Grupos maiores são mais difíceis de gerir. Um brinde entre todas as possibilidades numa mesa com 16 pessoas demora um certo tempo. O papo aqui não é etílico, mas organizacional. Conforme um grupo vai crescendo em tamanho — e a complexidade vai crescendo junto —, é preciso uma forma de organizar as pessoas para que todas elas consigam executar o que devem sem que a complexidade atrapalhe. Foi por isso que nasceram as organizações.

“Nós usamos a palavra ‘organização’ para explicar tanto o estado de estar organizado como os grupos que fazem a organização — ‘nossa organização organiza a conferência anual’. Usamos uma das palavras porque, a partir de uma determinada escala, nós não conseguimos nos organizar sem organizações; o primeiro implica no segundo”. Parece um trava-língua, um exercício de um programa infantil da TV Cultura, mas a explicação do Clay Shirky prepara o terreno para entendermos um conceito tão familiar a todos nós que nem paramos para pensar direito. O Tecnocracia desta semana vai falar sobre empresas, especificamente sobre a sobrevivência de empresas. Mais à frente você vai entender.

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Youtubers brasileiros recomendam celulares chineses irregulares e sem garantias legais ao consumidor

Montagem do logo do YouTube com as estrelas da bandeira da China e, ao fundo, bandeira do Brasil estilizada.

Nunca tivemos tantos produtos à disposição no mercado, a maioria deles ao alcance de alguns cliques via internet. A farta disponibilidade desnorteia qualquer um, por isso publicações especializadas como blogs e canais de YouTube com análises/reviews despontaram graças à promessa de auxiliar o consumidor na tomada de decisões. Mas quem recorre ao YouTube brasileiro para se informar sobre modelos e preços de celulares pode acabar com uma tremenda dor de cabeça. Recomendações de aparelhos chineses não homologados no Brasil e vendidos por lojas sem presença oficial aqui dominam alguns dos canais de tecnologia mais populares do serviço, representando um risco que é raramente informado ao consumidor.

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Estar seguro na internet não depende mais só de você e tem tudo a ver com os seus dados pessoais

Macro de uma tela exibindo uma listagem de pastas no Terminal.

Houve um tempo em que o cuidado com a segurança digital era uma receita de bolo: siga estes passos, instale isto e aquilo, evite fazer tal coisa e você estará bem. Embora as dicas clássicas continuem válidas, há algum tempo elas deixaram de ser suficientes para alguém acessar a internet sem correr riscos. O problema cresceu tanto que, hoje, a sua proteção online não depende mais apenas de você. Virou uma guerra, que envolve o crime organizado, as grandes empresas e os governos. E você, na linha de fogo e sem ter muito o que fazer além de contemplar um cenário cada vez mais caótico.

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A Comissão Europeia na linha de frente

por Guilherme Felitti

Existe um site que congrega todas as principais manchetes do mercado de tecnologia. Chama Techmeme. De hora em hora, uma curadoria humana mostra quais são os assuntos mais comentados na imprensa, agrupando manchetes. É um segredo (ou nem tanto) de jornalistas de tecnologia. Quando precisam saber o que está rolando de mais importante, é para lá que eles vão — pelo menos os mais espertos. O hábito de visitar o Techmeme todo dia, mantido até hoje, quando não me identifico mais como jornalista, me permitiu ver a transformação na cobertura generalizada.

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Deputado quer regulamentar as profissões de youtuber e influenciador digital

Luccas Neto lambuzado de Nutella em vídeo publicado no YouTube.

Dois projetos de lei apresentados pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) no dia 31 de outubro chamaram a atenção por tratarem de tema moderno e, ao mesmo tempo, fazê-lo de uma maneira esquisita, para dizer o mínimo. Em um (PL 10938/2018), da Fonte pretende regulamentar a profissão de “youtuber profissional”. No outro (PL 10937/2018), a de “influenciador digital profissional”. (mais…)

Quais dados o WhatsApp guarda dos usuários e como solicitar os seus

Logo do WhatsApp contra um fundo verde.

Por força do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) da União Europeia, diversos aplicativos e serviços tiveram que mudar políticas de privacidade e disponibilizar os dados que mantêm dos usuários acessíveis a eles. Além de subir a idade mínima dos usuários para 16 anos na Europa, o WhatsApp também liberou uma ferramenta de download de dados — e, felizmente, ela está disponível no mundo todo. (mais…)

Se a política de privacidade de um app é ruim para a União Europeia, ela é ruim para você também

Bandeira da União Europeia em um mastro.

No próximo dia 25, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês) entra em vigor na União Europeia. Trata-se de uma nova legislação que enrijece os deveres das empresas que coletam dados pessoas. É por isso que você tem recebido um punhado de notificações e e-mails avisando de mudanças nas políticas de privacidade de apps e sites. E é pelo mesmo motivo que o Unroll.me deixará de operar na Europa, segundo o TechCrunch.

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Em defesa da neutralidade da rede, Índia bane Free Basics do Facebook. O que fará o Brasil?

Outdoor do Free Basics do Facebook na Índia.

O Facebook sofreu uma grande derrota política e com implicações potencialmente sérias para seu crescimento na Índia. A Autoridade Reguladora de Telecomunicações da Índia (TRAI, na sigla em inglês), publicou ontem (8/2) regras que proíbem os provedores de Internet do país de cobrarem preços diferentes para o acesso a sites e serviços no país. Em outras palavras, a Índia garantiu a neutralidade da rede, barrando a grande investida do Facebook por lá através do programa Free Basics, parte da iniciativa Internet.org. (mais…)

Pelo Twitter, a quantidade de gente reclamando de que a operadora GVT está “filtrando” conteúdo de um popular site de vídeos pornográficos chamou a minha atenção ontem. Como assinante, resolvi fazer o teste e, hey, não é que, no mínimo, a referida mensagem aparece? (mais…)

A Lei do Bem, na verdade um decreto de 2005 com emendas importantes aprovadas em 2012, desonera de PIS/PASEP e Cofins algumas categorias de produtos produzidos e vendidos no varejo nacional. Entre eles, smartphones.

Existem algumas exigências, como ter a fabricação local, custar menos de R$ 1.500 ao consumidor final e trazer um punhado de apps nacionais pré-instalados ou com atalhos para download. Então, as fabricantes interessadas no abatimento submetem essa lista ao Ministério das Comunicações que, depois de analisá-la, publica em seu site os produtos aprovados.

Semana passada saiu mais uma rodada, como observou o Pinguins Móveis. E tem duas coisas bem curiosas nela. (mais…)

Quando o Uber e outros serviços disruptivos batem de frente com a lei

Taxistas londrinos contra o Uber.

Uma das buzzwords mais recorrentes no Vale do Silício é “disrupção”. Empregada naquele contexto, diz respeito a serviços que mudam paradigmas e afetam mercados e práticas estabelecidas. A Netflix, com seu serviço de streaming barato e de qualidade, é um exemplo: ainda que não exclusivamente, ela teve uma parcela de culpa pela derrocada das locadoras de filmes. O Airbnb, que permite a qualquer um alugar aquele quarto vazio por alguns dias a estranhos, abocanha uma pedaço da clientela da rede hoteleira.

Serviços mais recentes têm apresentado ambições maiores e na ânsia de criar disrupções, batido de frente com governos e legislações. O Secret, que sequer se adequa exatamente à descrição, passa por cima da vedação ao anonimato da Constituição brasileira. Outro serviço que desembarcou recentemente aqui, esse sim tendo como premissa o ingresso em uma indústria consolidada, a do transporte individual de passageiros, é o Uber.

Para quem ainda não foi apresentado, o Uber é uma espécie de táxi de luxo. Ele recruta motoristas que, para serem aceitos, precisam cumprir alguns pré-requisitos como terem determinados carros de luxo e oferecerem provas e garantias pessoais. Essa frota é contratada pelos clientes via apps de smartphones. Por eles, é possível acompanhar o trajeto do veículo, atribuir notas ao motorista e realizar pagamentos, que saem direto de um cartão de crédito previamente cadastrado. O Henrique deu um rolê por São Paulo a bordo de um carro do Uber e contou a (positiva) experiência no ZTOP. (mais…)

Vida e morte digital

Luto no mundo digital.

Rubem Alves, que nos deixou mês passado, escreveu:

“Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: ‘Morrer, que me importa? (…) O diabo é deixar de viver.’ A vida é tão boa! Não quero ir embora…”

Alguns dias depois de ler essa frase viajei de avião para São Paulo e com tantos acidentes aéreos então recentes, o pior passou pela cabeça. (No fim, foram voos tranquilos.)

A morte traz várias implicações a um monte de gente, menos a quem morre. O que importa depois que nada mais importa? O problema é a saudade aos que ficam. Basta ir a um velório para presenciar o desespero e a agonia que o adeus definitivo causa. O velado? Nunca vi mais calmo.

Lidar com o fim é um assunto espinhoso desde que tomamos consciência da vida — por ser uma só ela nos é tão cara. Antigamente eram as fotos reveladas e as histórias contadas pelos mais próximos o que aliviada a dor. Hoje, o digital dá uma grande força e faz, às vezes, parecer que quem se foi continua entre nós. (mais…)

Perguntas sobre a (não) redução de US$ 300 para US$ 150 na cota de importação em viagens por via terrestre

Vários erros nessa história da diminuição da cota de isenção em produtos importados por via terrestre, fluvial ou lacustre de US$ 300 para US$ 150, não? Acompanhe a linha do tempo comigo — e corrija-me se eu escrever alguma bobagem.

A notícia do Zero Hora, de ontem, informou que um funcionário da Receita Federal em Santana do Livramento disse que turistas se surpreenderam com medida, que já estaria valendo. Ela se embasa na Portaria nª 307, publicada no Diário Oficial da União. Mas hoje, Carlos Alberto Barreto, secretário da Receita Federal, disse ao G1 que o valor antigo é o que está valendo e assim continuará por até um ano, já que a mesmo publicada no Diário da União, a redução ainda precisa de regulamentação da Receita.

A redução se deve a outra novidade da Portaria 307, que estabelece uma cota extra, de US$ 300, para lojas francas (os free shops comuns em aeroportos internacionais) que serão implantadas em “cidades gêmeas”. O problema é que nem toda cidade de fronteira tem uma gêmea no país vizinho. Como ficam esses casos? A Receita não sabe. Segundo Barreto, “não sabemos como vamos fazer. Porque tem uma regulamentação própria do Mercosul que regula tudo isso. Neste período, a gente espera amadurecer”. As cidades elegíveis ainda precisam de lei municipal para autorizar esse tipo de comércio.

Outra coisa é a discrepância com as regras para quem viaja de avião. A cota, para quem compra no free shop no retorno ao país, também é cumulativa e igual à das compras feitas fora — ou seja, US$ 500 + US$ 500. Segundo a portaria, para viagens internacionais terrestres essa soma ficará US$ 150 + US$ 300. Por que a diferença?