Desativar o Bluetooth não faz a bateria do seu smartphone durar mais

Não desative o Bluetooth, nem mate apps.

Sabe aquele velho ditado, “tudo que é demais, faz mal”? Aplica-se a smartphones também. Vejo amigos e conhecidos que, por excesso de zelo, acabam piorando a situação dos seus aparelhos ou vivendo de efeito placebo, graças a práticas que em algum ponto do passado podem até ter feito sentido, mas que hoje são inúteis ou até prejudiciais.

Caso em tela: Bluetooth. É raro vê-lo ativo por aí, ainda que mantê-lo desativado não aumente signifativamente a duração da bateria do smartphone. O mesmo se aplica a GPS, Wi-Fi, NFC etc.

Se você não consegue passar um dia longe da tomada, é pouco provável que desativar esses recursos vá mudar tal cenário. O fato de estarem ativos não significa que estão consumindo quantidades obscenas de recursos; o que gasta bateria, mesmo, é o uso que os apps fazem deles. No Android (e no futuro iOS 8), existe uma área nas configurações que “dedura” os apps gastões. Esses devem ser combatidos. Se achar que a bateria está esvaziando mais rápido que o normal, uma olhada ali pode revelar surpresas e solucionar o problema.

Voltando ao Bluetooth, mantê-lo ativo sem ter algum acessório ou app que faça uso da conexão não causa tanto impacto na autonomia do aparelho. Em outras palavras: não justifica desativá-lo, a menos que por outros motivos (privacidade, ou por não usá-lo jamais). O mesmo vale para o GPS, caso que é ainda mais explícito: quando o sistema faz uso dele, um ícone surge na barra do topo. Quando esse ícone não está lá, mesmo ativo o GPS não está consumindo a preciosa carga da bateria. Ele fica em stand by, pronto para entrar em ação se assim for exigido. O que as pessoas costumam fazer manualmente o próprio sistema já dá conta, sozinho. Não precisa esquentar a cabeça com isso.

E mesmo que não fosse o caso, são esses recursos, entre alguns outros, que tornam o smartphone… “smart”. Desative GPS, Bluetooth, conexão de dados e sincronia, e parabéns, você passa a andar com um dumbphone no bolso, uma espécie de frankenstein que faz ligações e manda SMS, igual a celulares baratinhos, mas que roda jogos. Pior: caso perca ou tenha seu smartphone roubado/furtado, ferramentas de localização e gerenciamento remoto, como o Buscar Meu iPhone, não funcionarão corretamente com esses recursos desabilitados.

Outra mania inútil e potencialmente prejudicial: tirar os apps da memória. Abrir a multitarefa do iOS, Android ou Windows Phone e remover os apps, um a um, não ajuda em nada a melhorar o desempenho ou estender a duração da bateria.

Esses sistemas gerenciam automaticamente a memória, então quando está em falta, eles mesmos tiram os apps dali para dar espaço a novos. Ao mantê-los na memória, o retorno aos apps de uso recorrente é mais rápido e exige menos do hardware — economizando bateria.

É como ter uma estante de ferramentas (apps) e uma mesa (RAM) para usá-las. Sempre que você remove os apps da mesa, o equivalente na nossa analogia seria levá-las de volta à estante. Faz sentido se, em seguida, usaremos a mesma ferramenta de novo? Não é mais eficiente deixá-las na mesa enquanto não falta espaço para eventuais novas ferramentas?

TL;DR, não desative Bluetooth, conexões de dados e GPS do seu dispositivo móvel. Não mate apps da memória. Nada disso resulta em ganhos notáveis de autonomia e, em última instância, pioram a experiência de uso do seu smartphone.

Terceiro e quarto parágrafos atualizados às 15h para elucidar a questão do consumo de energia derivado da ativação dos recursos mencionados.

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70 comentários

  1. Desinstalem o app do FACEBOOK (Messenger tb) e sejam felizes! Maior vilão de todos! O resto é gasto irrisório.

  2. Site oficial do android

    https://support.google.com/android-one/answer/2819579?hl=en

    “Tip: To extend the life of your battery between charges, turn off Bluetooth when you’re not using it. Bluetooth is turned off when you switch to Airplane mode”

    “Dica: Para extender a durabilidade de sua bateria entre as cargas, DESLIGUE Bluetooth quando você nao estiver usando. Bluetooth é desligado quando Modo Avião é ligado.”

  3. Site oficial do android

    https://support.google.com/android-one/answer/2819579?hl=en

    “Tip: To extend the life of your battery between charges, turn off Bluetooth when you’re not using it. Bluetooth is turned off when you switch to Airplane mode”

    “Dica: Para extender a durabilidade de sua bateria entre as cargas, DESLIGUE Bluetooth quando você nao estiver usando. Bluetooth é desligado quando Modo Avião é ligado.”

  4. Concordo com a premissa que desactivar as funcionalidades dum smartphone o tornam menos smart mas não concordo com o impacto que as funcionalidades têm no consumo energético referido neste artigo.

    Compre um Moto G 2nd gen recentemente, se tiver todas essas funções ligadas a bateria não chega para meio dia. Desativando WiFi, bluetooth, GPS, serviços de localização, usando o APP tasker para sincronizar de 2 em 2 horas e ligar tudo quando estiver ligado à tomada, etc, a bateria passou a durar 4 dias, ligando wifi quando preciso.

    Uso serviços como google nos e tenho dados sempre nativos mas em 2g, se eu desligasse essas funções teria ainda melhor bateria pois neste momento é o google nos o maior responsavel pelo gasto de energia no meu smartphone.

    O meu ponto é que só devemos ter activos os serviços que necessitamos, e desliga los quando não is tivermos a usar, eles gastam substancialmente bateria, uns mais que outros. Pode ser cómodo mantelos ligados mas é incomodo ter de recarregar o smartphone varias vezes ao dia. Otimizando o smartphone para o perfil do utilizador é essencial, e ter uma bateria que dura vários dias mantendo as funcionalidades que precisamos é super cómodo.

  5. Concordo com a premissa que desactivar as funcionalidades dum smartphone o tornam menos smart mas não concordo com o impacto que as funcionalidades têm no consumo energético referido neste artigo.

    Compre um Moto G 2nd gen recentemente, se tiver todas essas funções ligadas a bateria não chega para meio dia. Desativando WiFi, bluetooth, GPS, serviços de localização, usando o APP tasker para sincronizar de 2 em 2 horas e ligar tudo quando estiver ligado à tomada, etc, a bateria passou a durar 4 dias, ligando wifi quando preciso.

    Uso serviços como google nos e tenho dados sempre nativos mas em 2g, se eu desligasse essas funções teria ainda melhor bateria pois neste momento é o google nos o maior responsavel pelo gasto de energia no meu smartphone.

    O meu ponto é que só devemos ter activos os serviços que necessitamos, e desliga los quando não is tivermos a usar, eles gastam substancialmente bateria, uns mais que outros. Pode ser cómodo mantelos ligados mas é incomodo ter de recarregar o smartphone varias vezes ao dia. Otimizando o smartphone para o perfil do utilizador é essencial, e ter uma bateria que dura vários dias mantendo as funcionalidades que precisamos é super cómodo.

  6. Pingback: cat 4 brother
  7. Excelente dica, Rodrigo! Nunca fui atrás para saber se essa história do Bluetooth era verdade, porque sempre achei que a bateria do meu telefone durava a mesma coisa quando eu usava ou não meus fones bluetooth.

    Agora quanto ao remover os aplicativos da memória, às vezes ajuda a parar os engasgos no meu Android. Pelo menos comigo. x)

  8. Minha dúvida agora é: deixar o ajuste de brilho de tela automático ou ajustá-lo manualmente? Acho genial que o celular adapte o brilho de tela de acordo com a luz do ambiente, mas as vezes fica variando tanto com pequenas variações de luz externa que me incomoda, aí prefiro deixar manual mesmo (brilho mínimo em casa e no trabalho, onde consigo enxergar bem, e brilho médio em trânsito). O que acham?

      1. Como meu hábito é ajustá-lo manualmente (honestamente, não há muita dificuldade: quando chego em casa/trabalho ajusto brilho baixo, quando estou na rua ajusto brilho médio), estou testando agora o brilho automático. As variações constantes no brilho que acontecem as vezes me incomodam um pouco, mas acho que dá pra se acostumar e ganhar um pouco mais de praticidade.

    1. Sempre deixo no automático. É mais cômodo e ajuda a economizar bateria. Quando pego algum smartphone sem sensor de luminosidade (Lumia 630 foi o último de que me lembro) fico bem incomodado.

  9. Mantenho o GPS sempre ligado pois sei que ele apenas é ativado quando algum app precisa.
    O wifi eu não deixo ligado full-time por hábito e por não ver sentido em mantê-lo ligado em lugares que não sejam minha casa, meu trabalho e lugares onde possivelmente há redes disponíveis (como restaurantes). Por mais que possa ser um consumo irrisório de bateria, ainda assim é um consumo desnecessário. A conexão 3G eu normalmente mantenho ligado, mas as vezes desligo, mais nem é pela bateria, mas sim para não ser incomodado com Whatsapp, Facebook Messenger e Gmail, ou para economizar na franquia.
    Já o bluetooth eu realmente sempre acreditei que sugasse bateria se ficasse ligado o tempo todo, mas ainda assim vou mantê-lo desligado porque, bem, eu nunca uso bluetooth.

  10. ótimo texto, sempre pensei a mesma coisa, vc tem um smart no bolso, desligar as coisas perde toda ajuda que ele podia te fornecer. Ai vc está em um sinal, quer ver como está o transito mais a frente, até vc ligar os dados, ligar o gps, esperar sincronizarem, abrir o waze, já era aquele tempo que vc tinha, já se tudo estiver no seu aguardo, só abrir o waze ver e sair. Isso que tem várias outras situações.

  11. Parabéns pelo artigo. Sendo bem sincero eu já fiz um monte de coisa que deixou meu smart um verdadeiro Dumb.
    Daqui para frente não erro mais nesses quesitos.

  12. Dados desativados quando não precisa, sim economiza, pois apps fazem uso quase que continuo. Acho que a única coisa que concordo ai em cima é não matar os processos…

  13. Eu deixo sempre ativo, facilita quando vou dirigir, o bluetooth do radio se conecta a ele automagicamente.

  14. Mais um ótimo artigo Ghedin! Teve uma semana que fiz um teste hardcore para economizar bateria, exclui TODOS os apps, desativei alguns e quase sempre deixava a conexão WiFi e 3G desligada, meu smartphone literalmente virou um dumbphone, ao final dessa terrível semana cheguei a conclusão que realmente não muda nada! O que realmente reduz a duração da bateria é o tempo de tela ligada, o brilho da mesma, e os jogos 3D que realmente consumem bastante! Conexões e apps comuns em segundo plano não mudam absolutamente nada! Depois dessa semana, sempre que possível, deixo tudo ligado!

  15. É praticamente infinita a quantidade de testes sobre a tensão e uso dos diferentes tipos de antena e ciclos constantes de pulsos a procura de sinal. Eu gostei mais dos testes feitos pela Cnet Labs, bem explicativos.

    Pessoalmente, não uso o Bluetooth para nada, portanto, deixo-o desligado. Sempre notei uma sensível diferença na descarga quando usei acessórios como fone de ouvido externo no smartphone ou teclados no iPad, deixando o Bluetooth ligado direto. GPS nem se fala. Vai que é uma beleza, opa..

    Naturalmente, o vilão é o controle de brilho da tela e o código ruim ou simplesmente faminto desse ou daquele app.

    No entanto, mais antenas e pulsos, claro.. mais consumo de energia.

  16. Acho que em relação ao GPS, acho que há exceções.

    O Google Now por exemplo, se você deixar o GPS ligado, ele vai querer saber sua localização para te informar das coisas e não vai te avisar na barra de notificações, então desligar o GPS, acredito que economiza bateria SIM.

    1. Errado. O Google Now não usa GPS, usa dados da WiFi e rede móvel para conseguir uma localização aproximada. Diferente do GPS, conseguir essa localização aproximada não consome mais bateria que o normal.

      Se o Google Now usasse GPS o ícone apareceria, porque os aplicativos do Google não são privilegiados só porque o Android é do Google. Eles usam as mesmas APIs e tem as mesmas permissões que qualquer outro app.

  17. Eu não tenho o hábito de desativar esses recursos, exceto o Bluetooth.
    Ele fica sempre desligado porque eu realmente não uso.

  18. Aliás, bateu uma dúvida: ao deixar o wi-fi ligado sem estar conectado a nenhuma rede, pode ser que se gaste mais bateria sim, pois geralmente o aparelho faz busca por redes em segundo plano (quer dizer, pelo menos no Windows Phone é assim).

  19. Eu confio no lado smart do phone e deixo sempre tudo ligado. Não tenho a menor paciência de ficar ligando bluetooth ao entrar no carro e desligando ao sair, ligar o wi-fi ao chegar em casa/trabalho e desligar ao sair… nenhuma paciência mesmo.

  20. Bela dica, Ghedin; até concordo com a sua teoria…mas baseado em que você chegou nessa conclusão?

    1. A partir do modo de funcionamento desses recursos e testes empíricos — um dia com tudo ligado e um padrão de uso, outro dia com tudo desligado e mesmo padrão de uso.

      A Apple não indica o desligamento do Bluetooth como alternativa para economizar bateria: https://www.apple.com/batteries/maximizing-performance/#ios

      E… bem, como disse ali embaixo, existe uma perda, mas ela é pequena e, mais importante, não justifica a comodidade e as funções que são perdidas. A autonomia do smartphone é calculada levando em conta esses fatores.

      1. Foi o que pensei, gastar ele gasta, mas é mais ou menos como sua televisão, você não tira ela da tomada pra economizar energia, já que o gasto é ínfimo.

        Mas a dica de matar apps é meio contraditória, há apps que realmente não consomem nada em segundo plano, mas tem uns que sugam a bateria em poucas horas.

  21. Se compramos um smartphone, um aparelho inteligente é para o usarmos como um aparelho inteligente, usarmos todos os seus recursos, muito compram e passam a usa-lo somente para fazer ligaçoes, ouvir músicas, jogar, sempre lemos, não faça isto ou aquilo que gasta bateria, compramos um aparelho 4g e lemos que para economizar bateria temos que usar 2g, não podemos instalar aplicativos anti-roubo, pois para ser eficaz o GPS tem que ficar ligado, é uma contradiçao.

  22. Tanto bluetooth quanto wifi fazem uma varredura de tempo em tempo para achar ou uma rede wifi e se conectar ou um dispositivo já pareado no bluetooth para se conectar. Então, deixá-los desligados economiza sim bateria. Pode ser uma quantidade ínfima, mas economiza

    1. Errado. Somente o sistema wi-fi se comporta desta maneira que você citou. Esta concepção para o sistema bluetooth é antiga e já foi abolida a tempos. Novos aparelhos usam já a versão 2.0 do bluetooth (alguns, já usam a 3.0).

      No sistema bluetooth 2.0, a premissa de ficar procurando conexão pertence ao acessório, e não ao aparelho. Perceba que, se você deixar um acessório/aparelho que tenham bluetooth 1.0 ligados, estando conectados ou não, a bateria dos mesmos se descarregará rapidamente, pois eles ficam constantemente buscando pares que já foram conectados.

      Já novos smartphones não se comportam assim. Eles ficam aguardando um contato, uma solicitação de conexão de algum acessório ou aparelho que já foi antes pareado. Tanto que, se o smartphone não estiver no modo visível (modo onde o pareamento é liberado) nenhum aparelho/acessório estranhos (que não foram ainda pareados) conseguem se conectar a ele.

      E mesmo após conectado a um acessório já pareado, esta conexão não permanece ativa sempre: se você se afastar ou desligar a conexão por qualquer motivo, ela se perde.
      Para voltar a ficar ativa, tem que partir de um pedido do seu próprio smartphone ou do outro aparelho/acessório.

      Por isto este sistema funciona tão bem em smartphones: enquanto não conectado a outro acessório/aparelho ele não gasta nada (relativamente falando, é claro, pois é ínfima a porcentagem de gasto).

      Eu deixo o bluetooth do carro sempre ativo, e do meu smartphone também. Ao me aproximar, o bluetooth do carro (que está sempre procurando o meu smartphone) manda uma solicitação, que é imediatamente aceita pelo meu aparelho. Imagina eu ter que, toda vez que entrar no carro, destravar o aparelho, ativar o bluetooth, e depois que sair, desfazer tudo isto.

  23. Confesso que desativo o Bluetooth quando não o estou utilizando. Vou deixar ligado o dia todo para ver se gera impacto na bateria.

  24. Mantenho bluetooth desligado porque realmente não o uso.

    Mantenho GPS ligado porque ele só é usado quando o app chama, e o fato de estar ligado mantem seu posicionamento mais atualizado, então é estremamente rápido pra me localizar, coisa que se deixar pra ligar o GPS só quando vai usar, demora muito mais.

    Wifi prefiro deixar desligado, me incomoda a ideia de que ele fica caçando rede o tempo todo :( droga, vou tentar deixá-lo ligado agora, espero que não afete a bateria haha

    1. em testes não científicos, se vc deixar desligado o aviso para redes abertas, a diferença é quase nula. pelo menos no meu uso.

    2. Tenho esta mesma neura com o wifi, também me incomoda saber que ele está desnecessariamente caçando redes enquanto tô no ônibus ou na rua. Por outro lado me ferro quando chego no trabalho e esqueço de ligar o wifi, porque configuro alguns apps para não sincronizar no 3G (como o de podcasts), além do 3G gastar mais bateria.

  25. E sabe de quem é a culpa então? De todo mundo que repete (inclusive nos reviews nacionais no Youtube) que para aumentar a duração da bateria, precisa diminuir brilho, fechar conexões que não estiverem sendo usadas (WiFi, dados móveis, bluetooth…). Isto é igual aquelas pesquisas médicas que dizem ‘ovo mata’. Depois, surge outros que dizem ‘é um alimento essencial’. Mas afinal, o que o Rodrigo diz faz todo o sentido: mesmo que as conexões gastassem muito da bateria, seria preferível deixar ativas pelo simples fato de que o smartphone precisa delas, do contrário, vira celular comum.

    1. Só um adendo: brilho da tela impacta bastante a bateria. Mas, a exemplo de outros casos, a tecnologia vem ao resgate: a maioria dos smartphones, até mesmo modelos de entrada, contam com um sensor de luminosidade que ajusta o brilho automaticamente. Então, quando não é necessário (em ambientes pouco iluminados), o sistema diminui o brilho; quando é preciso, como sob o Sol, ele aumenta.

      Nem todo sensor/mecanismo de regulação automática é bom, porém. Alguns demoram para fazer as mudanças no estado do brilho, outros são pouco sensíveis… Mas no geral, antes brilho no automático do que definido em um nível.

  26. Mas para o wifi ativo não gastar a bateria, é preciso então desativar todas as notificações? POrque toda hora tem notificação de FB, e aí, haja bateria…

    1. Já li também que o maior vilão dos apps é justamente o Facebook.
      Então deixo a notificação dele desativada, e quando julgo necessário entro no app pra ver o que há de novo.

      Fora que ganhei mais em concentração, já que ele não fica me atrapalhando mais.

      1. Já faz mais de ano que desinstalei o app do facebook do meu android. maior sugão de bateria e RAM não existe. Então criei um atalho para a pagina do face e quando quero, entro lá, já que a pagina mobile do face é exatamente igual à do app… só perde mesmo algumas funções que não fazem tanta falta a quem usa no aparelho… Só deixo mesmo o messenger instalado…

        1. Sou refém do app do Facebook porque é a melhor maneira de compartilhar fotos na rede social estando na rua, pelo navegador é bem menos prático. O triste é manter o app só para isto, pois não uso nunca, a não ser nestes casos. Pelo menos a sincronização e as notificações ficam desativadas, então parece que não gasta muita bateria.

  27. amém Rodrigo, amém.

    Eu não desativo absolutamente nada e nem fecho programas pela multitask (a não ser em caso de problemas). Eu não trabalho pro meu smartphone pra começar… ele que deve se lascar por mim.

    hehe

    Mas cabe a mini reflexão: Os apps’s andam muito mal programados, principalmente no Android. Não raro pego um App qualquer e ele está lá, drenando como um louco a bateria sem utilização nenhuma. Ultimo exemplo? Abri o SoundHound as 22:00 de um dia, e notei que as 10:00 do dia seguinte meu telefone estava com menos bateria do que deveria. Fui nos app’s rodando e lá estava o Soundhound, tentando descobrir toda as musicas da minha vida, as radios de noticias que escuto e o que falo.

      1. Uma das primeiras coisas que me fazem contar a lista do “porque não quero mais android” é essa. Eu preciso pesquisar, instalar e um configurar um app para que um programa rebelde pare com isso. Ou seja, trabalho pro Google sem ganhar um centavo por isso.

        Isso deveria ser básico do sistema: O robô notar o app fazendo merda e cortar a linha dele. E a Google Play não deixar apps mal programados acabarem com o celular.

        Então… não.. rs. Nem tenho paciência com esses app’s e no fim eles mais prejudicam do que ajudam.

        1. É chato, mas é o jeito. Tem uns apps teimosos que podem até não afetar muito, mas me recuso a deixar que fiquem rodando em background, aí o Greenify faz o serviço de hiberná-los:

          AirDroid
          Appstore (Amazon)
          Color Zen
          eBay
          Foursquare
          Groupon
          Mandic magiC
          SoundHound
          Swarm
          TuneIn Radio
          Vivino
          Zedge

          1. O soundhound merece pq é mau programado. Mas é engraçado, dessa lista que vc apontou (e dos que tenho instalado) nenhum figura nos comedores de batt diários (salvo o soluços como, do SH). No caso o Mandic sequer notifica e aparece rodando. (apenas instalei e fiz logon).

            Isso até mostra como existem app’s e app’s. O Foursquare é um ótimo exemplo de app MUITO BEM programado. Fica rodando em background, notifica se estou perto de locais do meu interesse e gasta 1/20 avos do que o Facebook parado, sem acessar, gasta!! (estou exagerando, mas o 4Sq aparece láááá no final da lista)

          2. Eu nem me apeguei tanto a quais apps gastam mais recursos, só quis matar aqueles que ficam rodando em background sem que me interesse (praticamente não uso 4sq e Swarm)

  28. Concordo em partes. Acredito que o problema seja mesmo a impossibilidade de definir manualmente quando, como e quem (apps) vai utilizar cada recurso ou simplesmente saber quem está usando o que no momento. Vide meu Lumia 820, que não é lá um bom exemplo de bateria, mas que ao deixar acionado o NFC faz com que ela se esgote muito mais rapidamente, mesmo eu não possuindo nenhum app que faça uso do NFC. Froid.

  29. Ghedin, assim, eu até vejo certa lógica no seu argumento que “são esses recursos, entre alguns outros, que tornam o smartphone… “smart””, e por isso não justifica desligar tudo. Mas em todo artigo que leio a primeira recomendação para melhorar o tempo da bateria é desligar GPS, WIFI, 3g e Bluetooth qdo não estiver usando app que precisem deles.

    1. O que ele quis dizer é que não são esses recursos os responsáveis pela drenagem da bateria, mas sim a forma como os apps os utilizam. Os módulos sozinhos não consomem a bateria simplesmente se estiverem ligados, mas sim quando os apps passam a utilizá-los inadvertidamente. Ex.: Você abre o Facebook e ELE solicita sua localização ao GPS. Se o Facebook estiver configurado para não utilizar sua localização não vai fazer diferença se o GPS estiver ativado ou não.

      1. Eu entendi isso. O que quis dizer que é não justifica desativar esses recursos que são o que fundamentam a utilização de um smartphone, sacou? O que não concordo é que: o fato de desligar estes recursos não melhora a duração da bateria. Por tudo que já li melhora sim, e muito, principalmente por causa de app em segundo plano que continuam utilizando os referidos recursos e tbm por eles continuarem a “buscar” estabelecer algum tipo de conexão, como é o caso de wifi, 3g e inclusive Bluetooth…

        1. Apps em segundo plano podem ser prejudiciais em duas situações: 1) quando são mau programados; 2) quando permanecer ativo e usando alguns desses recursos é essencial (pense em app de mapas que dão direções em tempo real, por exemplo).

          Em ambos os casos, desativar o recurso cura o problema com a posologia errada. Não é o recurso que afeta a autonomia, mas o mau uso que se faz dele. Seria, traçando um paralelo, como um editor de textos no PC que embaralha todas as letras do teclado. Em todos os outros apps, o teclado funciona bem. A culpa é de quem, nesse caso? Pois então.

          E sim, é quase padrão em artigos “como economizar bateria” vir um item “desligue tudo”. Alguém disse que a unanimidade é burra; não concordo inteiramente com isso, mas acho que ela deva ser sempre vista com um pé atrás. Nesse caso, acredite: não é verdade.

          1. Mas não faz sentido. Por exemplo, eu tenho um acessório já pareado com meu smart, ok, eu deixo meu bluetooth ligad. Ao ligar o acessório automaticamente ele conecta com o dispositivo, ou seja, mesmo não usando um app “ativamente” o recurso bluetooth ligado estava “acordado” esperando ser usado, nesse caso, usando bateria. O mesmo se aplica ao Wifi e 3g, que continuam buscando conexão mesmo que vc não esteja utilizando um app específico. Eu sempre imaginei assim na minha cabeça. E não é questão de burrice da unanimidade, são dados e informações repassado por sites, pessoas e empresas que “devem” ter realizado algum tipo de estudo pra isso…

            E veja, concordo que isso piora a experiência de uso, por sua própria natureza, mas que melhora a autonomia da bateria, eu continuo com a unanimidade burra.

          2. Existe um gasto de bateria, mas é tão ínfimo, tão ínfimo (especialmente com Bluetooth 4.0/Low Energy), que não justifica. É como ter um processador com… sei lá, 1,7 GHz e sair outro, rigorosamente idêntico, mas rodando a 1,71 GHz. A troca deixará o sistema mais rápido? Sim. A ponto de valer o custo e o trabalho? De forma alguma.

            Veja, estou usando um Galaxy S5. Sexta, recebi o Gear Fit. Desde então tenho usado os dois, pareados, e não notei qualquer diferença na autonomia — continuo terminando o dia com 30~40% de bateria (aliás, bem legal a do S5).

            Existe um segredo para não gastar bateria do smartphone: não usá-lo. Em stand by, sem jamais ligar a tela, dura dias. O ponto é que recarregar a bateria todo dia é parte da experiência. Se autonomia é o que importa, acima de todo e qualquer outro recurso, é mais negócio um daqueles Nokia simplão de lanterninha. Duram um mês longe da tomada.

          3. 1. Chegamos a conclusão que a desativação dos recursos causam impacto na autonomia da bateria, ok;
            2. Achei que o ambiente aqui era de diálogo saudável, pelo visto não, boa sorte com sua ironia desnecessária.

          4. Mas.. mas… eu não fui irônico em momento algum. E adoro os comentários, especialmente os daqui, sempre sensatos e respeitosos. Se preferir, mande um e-mail apontando o que acha que rolou de errado ou em que parte o diálogo deixou de ser saudável: ghedin@gmail.com.

          5. Talvez o Cleyton achou que foi ironia o fato de você ter dito que, se deixar o smartphone desligado, duraria dias e que seria mais negócio um Nokia tijolão; entretanto, vendo de fora, não enxergo dessa forma. O que o Rodrigo disse é a mais absoluta verdade, visto que, com tantos recursos nos aparelhos da atualidade, é impossível termos a autonomia que se tinha nos aparelhos de 2002, por exemplo, que só ligavam e mandavam msg de texto e telas minúsculas e preto e branco. Ghedin, seu site é delicioso. As companhias são todas de altíssimo nível (ainda bem).

          6. “Mal programado”, “mau programador”. “Bem programado”, “bom programador”. Advérbio, adjetivo. :)

  30. No meu caso, eu preciso desativar o wifi qdo vou dormir. O smartphone fica naquele limite do sinal, variando a noite toda. Constatei isso quando ia dormir, o aparelho estava com 70% de bateria e amanhecia com 15%, 10%. Mas em condições normais, fica ligado direto. Ainda mais esses aparelhos com co-processadores, que identificam quando você está num carro por exemplo, e desativam por completo a busca de sinal.

    1. quem faz seu aparelho gastar isso de bateria durante a madrugada não é o wifi, mas sim o sinal da operadora.

    2. Acontece isso com o meu smartphone, em relação ao wifi, quando eu vou dormir.

      O roteador não fica muito longe do meu quarto, o problema é que há várias paredes e outros equipamentos no meio do caminho. Então à noite, quando vou dormir com a porta do quarto fechada, o sinal do wifi chega fraco demais ao celular, fica em um “risquinho” só, às vezes chega até a desconectar. Por isso ele acaba gastando mais bateria do que deveria, mas nada tão drástico quanto o seu (se quando vou dormir a carga dele está em 70%, quando acordo está em uns 50 a 55%).

      Já em relação ao sinal de telefone da operadora, não tenho esse problema, mesmo com a porta fechada.

      A questão nos dois casos é que quanto mais fraco for o sinal, mais a antena do aparelho precisa trabalhar para encontrar — e manter — o sinal.

  31. Muito bom.
    Eu já tinha falado isso pra alguns amigos.
    Vou mandar esse link pra ver se eles entendem dessa vez.

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