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Quadrilhas que furtam celulares para limpar contas bancárias chegam aos EUA; Apple segue em negação

Um ano depois da onda de assaltos das quadrilhas “limpa contas” no Brasil, o problema chegou aos Estados Unidos, como reportado pelo Wall Street Journal.

Lá, a julgar pelos relatos, os assaltantes agem mais em bares, observando e até interagindo com as vítimas de modo a forçá-las a inserirem a senha do iPhone. Depois, o mesmo roteiro daqui se segue: iPhone furtado, acessos à Conta Apple bloqueados e contas bancárias varridas.

O cerne do problema é o mesmo: a fim de facilitar a vida dos clientes, alguém precisa apenas da senha de desbloqueio do iPhone para alterar a senha da Conta Apple.

Em nota ao WSJ, a Apple disse que eventos do tipo são raros e demandam várias etapas físicas para serem bem sucedidos. “Continuamos a avançar as proteções para ajudar a manter as contas de usuários seguras”, concluiu um porta-voz.

Enquanto a Apple segue em negação, há duas medidas que ajudam a mitigar estragos — uma delas negligenciada pela reportagem do jornal norte-americano:

  • Trocar a senha do iPhone por uma alfanumérica. As de quatro ou seis dígitos são fáceis de serem observadas e memorizadas por terceiros.
  • Usar o Tempo de Uso para restringir alterações de código e da conta no iPhone (em Conteúdo e Privacidade). Isso cria uma senha alternativa, de quatro dígitos, para mexer nessas áreas sensíveis.

Via Wall Street Journal (em inglês).

Em março, ficará mais caro trocar a bateria do iPhone

A Apple atualizou sua tabela de preços para reparos no Brasil. A maioria dos reajustes não passou de 5,1%. A exceção negativa é a troca da bateria do iPhone, que, no caso dos modelos “de botão”, sofreu um reajuste de absurdos 41% — de R$ 386 para R$ 544.

O reajuste da troca de bateria só começa a valer em 1º de março, porém — para os demais reparos, os preços novos já estão valendo. Via MacMagazine.

Justiça de SP condena Apple em R$ 100 milhões por venda de iPhone sem carregador

A Apple foi condenada a pagar indenização de R$ 100 milhões pela Justiça de São Paulo por vender iPhones sem o carregador de parede na caixa.

A decisão do juiz Caramuru Afonso Francisco, da 18ª Vara Cível, ainda obriga a empresa a entregar um carregador a todos que adquiriram iPhones sem o carregador desde 13/10/2020, e a voltar a vender celulares com o carregador na caixa.

Na sentença, o juiz rechaçou a desculpa esfarrapada do meio ambiente que a Apple evoca para a remoção do carregador:

[…] ao se invocar a defesa do meio-ambiente para tal medida, demonstra a requerida evidente má-fé, a ensejar quase que uma propaganda enganosa, o que se revela, também, uma prática abusiva, visto que até incentiva e estimula o consumidor a concordar com a lesão de que está a sofrer com a cessação do fornecimento dos carregadores e adaptadores, o que deve ser coibido já que, nas relações contratuais, em especial as de consumo, deve prevalecer o princípio da boa-fé e da probidade.

Cabe recurso e a Apple já avisou que vai recorrer. A sentença na íntegra. Via G1.

Europa dá mais um passo para obrigar a Apple a adotar USB-C no iPhone

A União Europeia deu mais um passo para padronizar o USB-C em celulares, tablets e câmeras. Nesta terça (4), o plenário do Parlamento Europeu aprovou a proposta por esmagadores 602 votos a favor contra apenas 13 contra (e 8 abstenções).

A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Europeu antes dela ser publicada no diário oficial do bloco. Depois disso, os países-membros terão 12 meses para transpor as regras na legislação local e mais 12 meses para começar a aplicá-las. Por isso, a expectativa é de que a nova diretriz passe a valer em 2024.

Sobrou um puxão de orelha à Apple e outras poucas fabricantes que ainda não abraçaram o USB-C. Do comunicado à imprensa:

Apesar dos esforços anteriores para trabalhar com a indústria a fim de diminuir o número de carregadores de dispositivos móveis, medidas voluntárias falharam em produzir resultados concretos para consumidores da União Europeia.

Via Parlamento Europeu (em inglês).

iPhone 14 ficou mais fácil de ser reparado, diz iFixit

Duas mãos levantando ligeiramente o vidro traseiro de um iPhone 14 azul claro, em uma superfície/ambiente claro.
Foto: iFixit/Reprodução.

Coube ao iFixit revelar a melhor novidade do morno iPhone 14: a Apple reformulou completamente o interior do celular, deixando-o mais fácil de ser reparado. Pela primeira vez em muito tempo, o vidro de trás pode ser removido e trocado sem que seja necessário desmontar o celular inteiro.

O iFixit deu nota 7 (de 10) para o iPhone 14, a melhor nota desde o iPhone 7. (Foi na geração seguinte, do iPhone 8/X, que a Apple adotou vidro na parte de trás do celular.)

As mudanças e a nota, porém, valem só para a linha básica. Os iPhone 14 Pro e Pro Max ainda usam o projeto antigo, hostil a reparos. E, Apple sendo Apple, a empresa expandiu o sistema de software que acusa a presença “partes inautênticas” — agora ele dispara quando um vidro traseiro não é oficial.

Reitero o questionamento de lá: por que a Apple não se gabou disso na apresentação dos celulares? A melhora na reparabilidade do iPhone me parece muito mais importante do que SOS via satélite. Via iFixit (em inglês).

Talvez seja uma boa esperar para atualizar o iPhone para o iOS 16

Um alerta do tipo “first world problems”, mas… né, importante: se você tem um iPad ou Mac além do iPhone, talvez seja uma boa esperar para atualizar o celular para o iOS 16, a nova versão disponível ao público nesta segunda (12).

O iPadOS 16 e o macOS 13 Ventura saem mais tarde, provavelmente em outubro. Nesse ínterim, usar o iOS 16 no celular pode causar algumas anomalias na sincronização entre esses dispositivos, daí a recomendação para adiar a atualização do iPhone.

Às vezes, essas incompatibilidades são sutis e difíceis de detectar. Mês passado, por exemplo, notei que o Safari do meu MacBook não estava sincronizando com o celular e o tablet. Daí vi que o notebook era o único do trio que ainda não estava na versão mais recente, que corrigia umas falhas, entre elas uma no Safari. Bastou atualizado o macOS e o Safari voltou a sincronizar direito.

O iOS 16 traz algumas novidades relevantes, com destaque para a nova tela de bloqueio personalizável e com suporte a widgets. Apesar disso, eu escolhi esperar.

Capas de iPhone 13 são incompatíveis com iPhone 14 por diferença de 0,15 mm

Da empresa que se diz preocupada com o meio ambiente: capinhas da linha iPhone 13 não podem ser reutilizadas no iPhone 14 por questão de milímetros e alterações no posicionamento dos botões laterais. O iPhone 14 “comum”, por exemplo, é 0,15 mm mais grosso que o iPhone 13. Via 9to5Mac (em inglês).

O marketing terrorista e o novo consumidor aspiracional da Apple

Dois iPhones 14 Pro, vistos de cima, o de trás com a tela virada para frente, destacando o recorte “Dynamic Island”, o da frente virado de costas, destacando o conjunto de três lentes/câmeras.

Depois do terrorismo clínico, mais uma vez reforçado na apresentação de novos produtos nesta quarta (7), com outra leva de relatos de usuários do Apple Watch salvos por seus relógios de ataques cardíacos e de ursos, o marketing da Apple ampliou os tipos de terrorismo a que sujeita o consumidor na ânsia de vender mais telefones e relógios.

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Apple dá mais motivos para alguém gastar mais no iPhone 14 Pro

A Apple aumentou a distância que separa as linhas “básica” e Pro do iPhone nesta quarta-feira (7). O recém-anunciado iPhone 14 Pro (e a versão maior, iPhone 14 Pro Max) vem com um chip novo, o A16 Bionic, uma câmera de 48 megapixels e a “Dynamic Island”, animações diversas para notificações que se aproveitam do novo recorte na tela que abriga sensores e a câmera frontal (veja o vídeo acima).

Ainda não há previsão de lançamento no Brasil, mas o preço já é conhecido: R$ 9,5 mil, o mesmo que custava o (agora descontinuado) iPhone 13 Pro.

Na linha “básica”, a versão Mini saiu de cena para o retorno da Plus. Isso significa que o preço de entrada para a linha iPhone 14 (com o mesmo chip A15 Bionic do ano passado) subiu. No Brasil, os preços começam em R$ 7,6 mil para a versão menor (ou menos maior) e em R$ 8,6 mil para a Plus.

Felizmente, o melhor iPhone continua à venda sem alterações de preço. Via Apple (em inglês).

Governo proíbe Apple de vender iPhone no Brasil e multa a empresa em R$ 12 milhões

A Senacon, órgão ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, proibiu a Apple de vender iPhones no Brasil e aplicou uma multa de R$ 12 milhões à empresa devido à ausência do carregador de parede na caixa do celular.

No despacho (leia a íntegra) publicado no Diário Oficial da União nesta terça (6) e assinado pela diretora Laura Postal Tirelli, a Senacon alega que a Apple infringiu dispositivos do decreto nº 2.181/97, como a prática de venda casada e venda de produto incompleto.

Além de proibir a venda em território nacional, a Senacon também pediu a cassação das homologações junto à Anatel de todos os modelos de iPhone a partir do iPhone 12. Do despacho:

Vislumbra-se que, mesmo com aplicação das multas administrativas levadas a efeito pelos PROCONs do país, e das condenações judiciais aplicadas no território nacional, a Apple Computer Brasil não tomou nenhuma medida com vistas a minimizar o dano, permanecendo até a presente data vendendo aparelhos celulares sem carregadores. E como se vê da Nota de Repúdio anexada, avalizada por todos os Procons Estaduais e demais integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, a prática da representada de retirar os carregadores das embalagens dos smartphones comercializados é veementemente repudiada pelos órgãos e entidades de defesa do consumidor atuantes em território nacional.

Via Estadão.

O custo do “progresso” dos celulares e notebooks da Apple é pago em acessórios

Detalhe de um hub USB-C sobre um mesa, atrás de um monitor parcialmente visível, com vários cabos conectados e algumas pontas USB-A ao lado, soltas.

Dizem que o “early adopter”, aquele consumidor disposto a ser o primeiro a comprar ou experimentar um produto, só se ferra. Ao se submeter a coisas ainda não testadas por mais gente, ele se expõe ao risco de topar com erros de projeto, falhas no processo de fabricação, custos elevados etc.

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iPhones com Face ID terão indicador de porcentagem da bateria sempre visível no iOS 16

Print da tela de configuração da bateria no iOS, com o ícone persistente da bateria no canto superior direito mostrando um número dentro (porcentagem de carga restante).
Imagem: 9to5Mac/Reprodução.

Típico da Apple: remove um recurso por qualquer motivo para, anos depois, restaurá-lo para regojizo de todos.

(Exceto, é claro, àqueles que permaneceram firmes no iPhone de botão, que nunca perdeu o indicador de porcentagem da bateria sempre visível.) Via

O indicador sempre visível deu o ar da glória nos iPhones com Face ID no iOS 16 Beta 5, liberado nesta segunda (8). Curiosamente, ele não consta ainda nos modelos iPhone XR, iPhone 11, iPhone 12 mini e iPhone 13 mini; imagina-se que seja uma falha temporária. Via 9to5Mac (em inglês).

Alívio! Direto da Califórnia, ministro-turista Fabio Faria confirma que, sim, vai ter 5G no iPhone do brasileiro

O ministro-turista das Comunicações, Fabio Faria, anunciou pelo Instagram que a atualização que ativa o 5G standalone brasileiro nos modelos de iPhone compatíveis “chega em setembro”. Essa era a maior preocupação do ministro.

“Em setembro” chega o iOS 16 e não seria surpresa — na real, era algo esperado — que a compatibilidade com o 5G standalone brasileiro viesse no pacote de novidades da versão.

No vídeo, Fabio aparece na área externa do Apple Park, sede da Apple, ao lado do presidente da Anatel, Carlos Baigorri. Tudo indica que não rolou um encontro com Tim Cook, CEO da Apple, ou qualquer outro executivo da empresa. Nada de fotos para biscoitar nas redes.

Com quem será que Fabio obteve essa importantíssima e exclusivíssima informação que mudará a vida de milhões centenas de brasileiros e que demandou uma viagem oficial aos Estados Unidos? Meu palpite é de que foi com algum atendente da loja souvenires da Apple.

Ah sim: ainda segundo a dupla dinâmica, a Apple estaria interessada “em fazer uma parceria em relação à proteção da Amazônia”. Agora sim, a Amazônia, aquela que segundo o chefe dele não precisa ser salva porque “não pega fogo”, será salva! Será tipo a “ajuda” do Elon Musk? Tipo… ah, nem sei mais o que comentar. Via @fabiofaria.br/Instagram.