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O melhor iPhone

iPhone SE (2022) na cor preta, deitado de costas em uma superfície branca, com um pedacinho de um notebook prata ao fundo.

O iPhone SE é o celular mais insosso que já existiu. Com ele, quase ninguém percebe que você está com um celular novo; quando alguém repara, a conversa termina rápido e invariavelmente em uma frase do tipo “é igual o antigo, só que mais rápido”.

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Por que o ministro das Comunicações vai aos EUA pedir à Apple para atualizar iPhones para o 5G do Brasil?

O ministro das Comunicações, Fabio Faria, disse que vai aos Estados Unidos na próxima terça-feira (2/8) pedir à Apple para atualizar o iPhone para a rede 5G brasileira. A suposta falta dessa atualização seria o impeditivo para que os modelos compatíveis (linha iPhone 13 e iPhone SE de 3ª geração) acessem a rede 5G standalone (o 5G “puro”, na faixa de 3,5 GHz).

O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, deve acompanhar Faria nesta importantíssima ~missão crítica. Como os 1% de brasileiros com iPhone 13 nas capitais podem ficar sem 5G?? Ainda bem que o governo está atento a esse absurdo.

Pedi posicionamentos às três envolvidas na história — Anatel, Ministério das Comunicações e Apple.

A Apple não respondeu.

A Anatel disse apenas que eu deveria “entrar em contato com o Ministério das Comunicações”. Reforcei o questionamento, afinal esses modelos de iPhone constam na lista de aparelhos compatíveis com 5G da própria Anatel. Se não são compatíveis, não deveriam ser removidos de lá?

Por qualquer motivo estranho, essa segunda mensagem foi barrada porque “violou as políticas de segurança por ser classificada como SPAM/Phishing”.

O Ministério das Comunicações enviou o seguinte posicionamento:

Os aparelhos homologados pela Anatel para funcionamento com a quinta geração de redes móveis já estão habilitados a operar as duas versões de 5G: o non-Standalone (em rede compartilhada com as outras gerações) e o Standalone (puro). Porém, smartphones da marca Apple necessitam de uma atualização de software para o funcionamento específico do 5G Standalone.

A visita do ministro das Comunicações, Fábio Faria, e do presidente da Anatel, Carlos Baigorri, à sede da empresa nos EUA pretende agilizar a disponibilização dessa atualização para que os usuários brasileiros possam desfrutar do “5G puro” nas próximas semanas.

Por que o estado deveria se envolver nisso, sem falar no envolvimento pessoal do ministro das Comunicações, são perguntas que seguem em aberto. Afinal, não é como se não houvesse modelos já compatíveis com 5G — Samsung e Motorola têm vários à venda. É do interesse exclusivo da Apple, das operadoras e dos seus clientes que essa lacuna seja resolvida. O que o Estado tem a ver com isso? Via Telesíntese.

iPhone de botão

Eu adoro o meme do iPhone de botão. Ele brinca com a ideia de que os modelos de iPhone com o design antigo, com o botão Home/Touch ID, seriam hoje sinal de pobreza — o oposto do que o iPhone, bem ou mal, ainda representa para muita gente.

Adoro o botão e irei defendê-lo, mas sempre esboço um sorriso (com respeito) quando topo com uma piada de iPhone de botão por aí. Via Terra, Núcleo.

iPhone 6S e 7 não serão atualizados para o iOS 16

A Apple não mencionou, durante a apresentação de abertura da WWDC, quais dispositivos receberão o recém-anunciado iOS 16. Talvez porque, desta vez, os mais antigos ficaram pelo caminho: iPhone 6S, iPhone SE (original) e iPhone 7 não receberão a nova versão do sistema. A má-notícia aparece enterrada no final do comunicado à imprensa. A versão final do iOS 16 chega no outono do hemisfério Norte, o que normalmente se traduz em setembro. Via Apple (em inglês).

Ative o PIN (senha) do SIM card para evitar prejuízos com Pix caso tenha o celular furtado

A Polícia Civil de São Paulo investiga a participação da facção PCC na onda de furtos e roubos de celulares para desfalcar contas bancárias via Pix.

Reportagem da Folha de S.Paulo desta terça (12) detalhou o golpe com base no depoimento de um homem de 22 anos ligado ao esquema:

O homem preso na semana passada contou, segundo a polícia, que insere o chip do celular furtado ou roubado em um segundo aparelho para “quebrar” senhas e então acessar o telefone da vítima.

A partir daí, um segundo “especialista” entra em ação, para “quebrar” senhas bancárias e acessar as contas. “Ainda estamos investigando como fazem isso”, afirma o delegado.

Na sequência vem o “tripeiro”, como é conhecido o responsável pelo gerenciamento dos “conteiros” — pessoas que negociam o uso de seus dados bancários em troca de um percentual do lucro — ou então de contas abertas com documentação falsa. É ele quem coordena saques e transferências.

Compreender o golpe ajuda a levantar defesas mais eficazes.

Com base nesse relato, presume-se que uma das melhores é definir um PIN (senha) para o chip/SIM card. Dessa forma, toda vez que o celular for reiniciado ou o chip/SIM card for inserido em outro aparelho, será necessário inserir o PIN, uma senha numérica de quatro dígitos, para ativá-lo.

A Apple explica como configurar o PIN no iPhone — segundo a reportagem, o modelo de celular mais visado. No Android, procure a opção “Configurar bloqueio do SIM” nas configurações do sistema.

Esta página traz os códigos PIN padrões das operadoras brasileiras.

De volta à Folha:

Tudo, de acordo com o delegado, é muito rápido, para evitar que bancos tenham tempo de bloquear as contas das vítimas. “Tem que ser, no máximo, no mesmo dia”, explica. Por isso, ele ressalta, quem teve o celular levado deve registrar logo o caso, além de avisar o banco.

Vale lembrar que, no caso do iPhone, o acesso ao Buscar, que permite localizar e bloquear ou excluir o conteúdo do celular remotamente, dispensa o segundo fator de autenticação. Se perder o celular, faça isso o mais rápido possível, comunique a operadora, os bancos, troque senhas e registro um boletim de ocorrência. Via Folha de S.Paulo.

Atualização (11h45): Acrescentada orientação de como configurar o PIN do SIM card em celulares Android.

Apple corrige falhas “dia zero” e uma que fazia iPhone consumir mais bateria que o normal

A Apple liberou uma pequena, mas importante atualização na sexta (1º) para o iOS, iPadOS (15.4.1) e macOS (12.3.1). No iOS/iPhone, ela corrige uma falha que fazia o celular consumir mais bateria que o normal. Nos três sistemas, tapa duas falhas do tipo “dia zero” que, segundo a empresa, já estavam sendo exploradas.

Em 2022, a Apple já corrigiu cinco falhas do tipo “dia zero” — preocupantes porque expõem os sistemas a ataques antes mesmo que a Apple saiba que elas existem. Via BleepingComputer, Apple (ambos em inglês)

Apple atualiza o melhor iPhone com chip do iPhone 13 e 5G

A Apple anunciou a esperada atualização do iPhone SE nesta terça (8). A nova versão, terceira geração do modelo, mantém o corpo do antigo iPhone 8, mas traz o mesmo chip da linha iPhone 13 (A15 Bionic) e conectividade 5G. Além disso, o vidro da tela e das costas é outro, mais resistente (o mesmo usado no iPhone 13) e a bateria ganhou melhorias tangenciais que, combinadas à eficiência maior do A15, deverão aumentar a autonomia do aparelho. Há também uma nova opção de memória de armazenamento, com 512 GB.

O iPhone SE de terceira geração ficou mais caro nos Estados Unidos (a partir de US$ 399 para US$ 429, aumento de 7,5%) e no Brasil, onde o modelo base, com 64 GB de memória, custará R$ 4.199 — a versão anterior saía por R$ 3.699, ou seja, aumento de 13,5%. Ainda não há data de lançamento para o Brasil. Via Apple (em inglês) (2).

O que eu uso (2022)

Foto frontal de uma mesa de trabalho, com o monitor ligado mostrando o Firefox aberto no Manual do Usuário. Embaixo, um mousepad grande com mouse, teclado e apoio para o pulso. Ao fundo, uma carteira. À direita, MacBook Pro parcialmente visível.

O Manual do Usuário é reflexo da minha curiosidade e vivências. Por isso, os produtos e serviços de tecnologia que uso no dia a dia, para fazê-lo e para outros fins, têm um impacto considerável no site.

Daí veio a ideia de fazer um raio-x anual do que estou usando, para dar mais contexto ao que é publicado aqui. Tipo… Por que falo de aplicativos para macOS, um sistema que pouquíssima gente usa no Brasil? E esses projetos de código aberto, só divulgo ou uso eles para valer? Com sorte, este post te ajudará a entender algumas decisões e características do Manual.

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Apple anuncia programa para que os consumidores consertem seus próprios iPhones

A Apple, que ao longo dos anos criou todo tipo de empecilho ao reparo dos seus produtos e fez lobby dizendo que permitir que os próprios consumidores consertassem seus iPhones e MacBooks era “perigoso”, anunciou nesta quarta (17) um programa de reparo “self-service”, inicialmente para as linhas iPhone 12 e 13, com a promessa de expandi-lo aos Macs com chip M1 em 2022.

Inicialmente, a novidade focará nos reparos mais comuns nesses celulares, como trocas de telas e baterias, e estará restrito aos Estados Unidos — ao longo do ano que vem mais países serão contemplados.

A Apple oferecerá mais de 200 componentes genuínos em uma loja online, com manuais e ferramentas necessárias para o conserto. Além de comprar esses materiais, os clientes poderão trocar os componentes quebrados por créditos. A Apple diz, porém, que o novo programa “é destinado a indivíduos técnicos com conhecimento e experiência no reparo de dispositivos eletrônicos”, e que à maioria o melhor caminho continua sendo as assistências autorizadas.

O iFixit classificou a novidade como um marco e uma “concessão à nossa competência coletiva”. Apesar disso, a empresa, especializada no conserto de dispositivos eletrônicos e que advoga pelo direito ao reparo, apontou alguns problemas que permanecem, como as travas de software ao uso de partes de outro iPhone e de partes não-genuínas e os preços elevados dos componentes. Não ajuda, também, os projetos hostis da Apple, com seus parafusos proprietários e em excesso e o uso de cola para grudar alguns componentes.

De qualquer forma, é um passo na direção certa e um atestado de como a pressão regulatória funciona. A Apple não está abrindo isso porque é legal, mas sim antecipando-se a leis dos dois lados do Atlântico que deverão, em breve, obrigar as fabricantes a fazerem exatamente o que ela está fazendo agora: permitir que os consumidores possam, por conta própria, consertarem os produtos que compraram. Via Apple (em inglês), iFixit (em inglês).

União Europeia propõe USB-C como padrão para celulares e outros gadgets a partir de 2024

A Comissão Europeia (CE) apresentou, nesta quinta (23), uma proposta de padronização de conectores de recarga em celulares e outros dispositivos eletrônicos. Com o objetivo de reduzir a produção de lixo eletrônico e inconveniências aos consumidores, o bloco europeu quer obrigar as fabricantes a adotarem um padrão, o USB-C, a partir de 2024. No caso dos celulares, a maioria já usa o USB-C, com uma notável exceção, a Apple, que há quase uma década usa o conector Lightning em seu iPhone e alguns acessórios, como os AirPods.

A proposta da CE, válida para diversas categorias de produtos (tablets, câmeras, fones de ouvido etc.), ainda prevê a interoperabilidade entre padrões de recarga rápida, a quebra da venda de carregadores dos produtos que eles recarregam e mais informações aos consumidores. Via Comissão Europeia.

A Apple não pareceu animada com a proposta. Em um comunicado enviado à Reuters, a empresa disse que “segue preocupada que regulações rígidas que obrigam apenas um tipo de conector inibem a inovação em vez de encorajá-la, o que acabará prejudicando os consumidores na Europa e no mundo inteiro”. Via Reuters (em inglês).

Enfim, podemos comprar celular como se compra geladeira

Três iPhones 12 (normal, Pro, mini), de cores distintas, lado a lado virados de costas (mostrando as câmeras), em um ambiente pouco iluminado com grandes janelas claras ao fundo.

O ritual anual de lançamento do iPhone segue movimentos previsíveis: a esteira de rumores por meses a fio; o convite da Apple enviado à imprensa no início de setembro; o evento de apresentação do novo modelo em meados de setembro; os reviews norte-americanos que saem uma semana depois; e, afinal, o início das vendas no fim do mês — lá fora, pelo menos. É quase enfadonho, e isso é uma ótima notícia para nós, consumidores.

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É, sim, você já sabe: o iPhone 13 custa caro no Brasil

Dois iPhone 13, inclinados e na cor rosa, mostrando o novo jogo de câmeras traseiras e o entalhe menor na tela.

Se existisse um gerador de apresentações de iPhone baseado nas anteriores, ele provavelmente cuspiria algo muito similar ao que a Apple fez nesta terça-feira (14), na apresentação do iPhone 13 e mais um punhado de quinquilharias. Mas para nós, brasileiros, o comercialzão da Apple teve algo de diferente este ano: soubemos, no mesmo dia, os preços locais dos produtos, detalhe que a empresa costumava soltar meses depois. (Quanto às datas de lançamento, só deus sabe.)

Desde 2013, o Manual do Usuário analisa a evolução do preço do iPhone à luz da sempre dura — às vezes mais que a média, como agora — realidade brasileira. Em 2021, não faríamos diferente, mesmo com o iPhone do ano se tornando, versão após versão, produto (ainda) mais distante da realidade de… bem, da maioria. Se em algum momento esse levantamento teve um caráter de serviço, hoje o faço quase que por esporte, tipo os acalorados debates do que alguém faria com o prêmio da Mega-Sena. (Comprar um iPhone, talvez?) Claro, numa dessas, de repente isto ainda pode ser útil a algum(a) leitor(a) mais abastado(a). (Se for o seu caso, apoie o Manual!)

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600 toneladas de plástico por ano

A embalagem do iPhone 13 não virá protegida por plástico. Com essa singela mudança, a Apple deixará de consumir 600 toneladas (!) de plástico por ano cuja única utilidade era criar um efeito sonoro ~satisfatório em consumidores deslumbrados e youtubers de unboxing. Via Apple (em inglês).

Apple anuncia iPhone 13, novo iPad mini e Apple Watch Series 7

A Apple anunciou um monte de novos produtos na tarde desta terça-feira (14):

  • iPhone 13, com entalhe menor, bateria maior, novo chip A15 Bionic, armazenamento mínimo de 128 GB e posicionamento de câmeras diferente apenas porque sim.
  • iPhone 13 Pro, com as mesmas novidades da linha “simples”, mas câmeras melhores (e uma extra) e opção de 1 TB. É o primeiro iPhone com tela de 120 Hz.
  • iPad mini, com novo design similar ao do iPad Pro, tela de 8,3 polegadas e porta USB-C.
  • iPad de 9ª geração, com visual antigo, Touch ID, agora com o chip A13 Bionic e o mesmo preço do anterior (lá fora).
  • Apple Watch Series 7, que visual novo que não tem nada a ver com os dos “vazamentos”.
  • Apple Fitness+ chega ao Brasil, mas os vídeos não serão dublados, só terão legendas. Mindfulness com legenda, baita conceito.

Fotos bonitas e mais detalhes na sala de imprensa, link ao lado. Via Apple (em inglês).