Selfies com Hillary Clinton

Eleitores tiram selfies à distância com a candidata Hillary Clinton.

A foto acima, tirada por Barbara Kinney e publicada por Victor Ng, ambos da equipe de Hillary Clinton, viralizou no Twitter. Ela reflete muitas características da contemporaneidade, mas fixemos o olhar em uma, apenas: o papel da fotografia. (mais…)

Resultado do desafio de setembro

Foto de uma galeria de arte antes e depois de ser tratada com o Prisma.

Fotografar é uma arte subestimada. A facilidade do ato tira o peso que aspectos menos óbvios, externos à máquina, exercem sobre o resultado. Você pode ter uma Leica nas mãos, uma DSLR caríssima com uma lente que custa o dobro do corpo da câmera, e nada disso o ajudará a fazer um bom enquadramento, encontrar um ângulo original, olhar ao redor e perceber algo que valha a pena ser registrado.

Os filtros, popularizados pelo Instagram e banalizados pelo excesso (alguém ainda usa filtro do Instagram?), se juntam ao maquinário como aspectos circunstanciais. São recursos que podem ajudar no processo criativo, mas raras vezes garantem uma boa foto por si só — até acontece, mas aí é questão de sorte. Por isso, o desafio de setembro para assinantes do Manual do Usuário era mais complicado do que parecia. (mais…)

A hiper-realidade das selfies editadas com o Facetune

Selfies editadas no Facetune.

Abrir o Instagram é dar um pause na vida e se jogar em pequenos mundos perfeitos, com gente bonita em lugares paradisíacos “curtindo a vida” e recebendo presentes de #marcas. Parece um negócio fácil e rentável, tanto que virou meta de vida. A criança dos anos 2010 não quer ser jogadora de futebol, astronauta ou bailarina, ela quer ser youtuber ou blogueira de moda/fitness/[categoria da vez], ou, para colocar todos no mesmo grupo, “influenciadora”. Com esse fim em vista, se espelha nas ações que deram certo para quem se estabeleceu.

Há inúmeros sinais dessa influência que, com frequência, passam despercebidos sob o manto de uma pretensa normalidade. Caso em tela: selfies. (mais…)

Um pequeno universo particular

Ensaio fotográfico na Avenida Paulista.

por Fabio Montarroios

No dia 25 de janeiro de 2016, São Paulo comemorou 462 anos de uma sofrível existência. Desde seus primeiros registros fotográficos em 1860, quando a então província era habitada por apenas 30 mil almas, chegamos aos dias de hoje numa das maiores metrópoles do mundo em que tirar fotografia é algo banal para qualquer habitante. O que nos faz pensar o seguinte: o que vai sobrar disso tudo? (mais…)

Quantas fotos?

Mulher tirando foto da árvore de Natal.

por Benedict Evans

Em 1999, no auge da indústria de câmeras de filmes fotográficos, os consumidores tiraram cerca de 80 bilhões de fotos (segundo a Kodak). Hoje tiramos muito mais fotos. Mas quantas? (mais…)

G4, Galaxy S6 ou iPhone 6: Qual smartphone tem a melhor câmera?

Detalhe das câmeras do iPhone 6, Galaxy S6 e G4.

Smartphones são dispositivos convergentes, ou seja, eles fazem diversas coisas que, no passado, estavam distribuídas em vários dispositivos. Uma delas é tirar fotos e gravar vídeos. Com o avanço da miniaturização e das técnicas para elevar a qualidade dos resultados, os modelos topo de linha já rivalizam em pé de igualdade com câmeras dedicadas de entrada. Entre esses, qual o melhor?

Este comparativo engloba três dos melhores smartphones da atualidade: Galaxy S6, da Samsung; G4, da LG; e iPhone 6, da Apple. Os dois primeiros foram lançados no primeiro semestre de 2015 e o da Apple, no final de 2014 — uma atualização, que tornará este nosso exercício obsoleto, está bem próxima.

Os testes que fiz com os três seguem a filosofia do Manual do Usuário: com todos em mão, saí por aí tirando três fotos de cada situação, com cada smartphone, a fim de escolher a melhor e, depois, compará-la às demais. Tentei explorar vários cenários — fotos noturnas, com muitos detalhes, em ambientes fechados e abertos, com bastante luz e o mínimo possível. Não é um comparativo técnico, embora tenha considerado algumas especificidades de cada câmera. (mais…)

O app que quer mudar seu jeito de compartilhar experiências online

Coloque o smartphone no peito, continue vendo o que você está filmando.

por Beatriz Lobato

Sempre temos uns momentos de epifania no transporte público, como quando olhamos em volta e percebemos que a maioria dos passageiros do ônibus está mexendo no celular. Daí começamos a pensar sobre o tal zeitgeist, sobre como estamos realmente vivendo a era da conexão. Mas não dá para se demorar muito no raciocínio porque o alerta do WhatsApp apita e queremos responder logo à mensagem que chegou.

Mesmo sem olhar, você sabe que quase todos estão checando alguma rede social. Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat… dá para ficar aqui até amanhã. Não é de se estranhar que a gente note esse movimento no nosso cotidiano, qualquer estatística sobre uso de redes sociais no Brasil confirma o que percebemos. Entre 2012 e 2014, nos tornamos o segundo país com o maior uso de sites como Facebook, Twitter e YouTube. Já reparou na frequência com que brasileiros sobem uma hashtag para os Trending Topics mundiais no Twitter? Estamos em toda parte, de montão e gostamos de nos engajar. (mais…)

O novo Google Fotos: espaço ilimitado, privado por padrão, super esperto

Novo app de fotos do Google.

O Google prometeu para ontem a atualização do Google Fotos, e ela já está disponível (iOS, Android). Baixei no Android, acessei pelo navegador e, no geral, gostei muito do que vi.

A fim de evitar qualquer confusão, é importante entender que o app em si é uma atualização do Fotos que já vinha no Android1. Antes, ele era um visualizador bem chinfrim; na nova versão, é um poderoso sistema de backup e organização. (mais…)

É 2015, e o app mais baixado para iPhone faz isto

No momento o app gratuito mais baixado da App Store é um chamado Myidol. Ele é chinês e não tem tradução, e a interface não é tão óbvia quanto sugere todo o sucesso que está fazendo no ocidente. Por ora, está disponível apenas para iPhone.

O que ele faz? Isto:

Desculpa.

A video posted by Rodrigo Ghedin (@rghedin) on

Com um HD externo cheio velharias, eu voltei ao passado

Interior do DeLorean de De Volta para o Futuro.

A Internet só ganhou o mundo, ou a maior parte da população mundial, com o barateamento da conexão e a popularização do smartphone. Esses dois eventos são relativamente recentes, o que significa que muita gente não estava aqui quando as conexões eram mais lentas, redes sociais não existiam e nuvem ainda era apenas um fenômeno meteorológico. É um dos que passaram por essa fase tenebrosa? Então faço-lhe um questionamento: quais arquivos daquela época você ainda tem aí, guardados e acessíveis hoje?

Vivemos tempos estranhos em vários sentidos. A relação que temos com o digital, embora não pareça à primeira vista, é um desses. Se não acredita em mim, ouça Vint Cerf, um dos criadores da Internet. Ele recomendou a impressão das nossas fotos para não ficarmos à mercê de uma “Idade das Trevas Digital” motivada pela perda de arquivos decorrente da obsolescência de hardware e software. (mais…)

A obra final de Salvador Dalí

Retrato clássico de Salvador Dalí.

por Aline Valek

Nota do editor: A Aline é redatora, escreve em seu blog e no Escritório Feminista, da Carta Capital, e todos os sábados dispara a newsletter Bobagens Imperdíveis. O texto abaixo veio na edição #47 e achei tão sensacional que pedi a ela permissão para republicá-lo aqui, no Manual do Usuário. Para receber mais textos e reflexões legais como essa, assine a newsletter dela.

Esteve em cartaz em São Paulo, entre os dias 19 de outubro e 11 de janeiro de 2015 no Instituto Tomie Ohtake, uma exposição do Salvador Dalí (o artista com bigode esquisito da foto acima).

Como fica perto da minha casa (consigo ver da janela do meu escritório a estranha figura do prédio do instituto, uma torre listrada de roxo e azul que se destaca no horizonte feito construção alienígena que deve ter caído ali por acidente e ninguém se preocupou em remover porque muito ocupado em construir outros prédios), resolvi ir na tal exposição ver o que eu poderia aprender sobre esse que é um dos principais representantes do surrealismo. (mais…)

O melhor sistema para organizar, recuperar e preservar fotos digitais

Fotos impressas em uma caixa.

Existem algumas ações em que o digital não supera o analógico. Ver fotos, por exemplo: o ritual de tirar um álbum da estante e folhear páginas de fotos antigas, precariamente organizadas e nem sempre bem catalogadas, para muita gente é uma experiência que nem computadores, nem tablets conseguem igualar. Se nesse aspecto sensorial as fotos geradas por bits não superam as impressas em papel, há outros em que elas ganham. É desses que quero falar.

Faz dez anos que tiro fotos digitais e, salvo um ou outro acidente, ainda tenho praticamente todas comigo, a salvo. Expliquei aqui, mais ou menos, como as organizo, mas recapitulo para não te dar o trabalho de sair desta página: as fotos são arquivadas em pastas (ano) e subpastas (data – evento), às vezes recebem algum tratamento via Windows Galeria de Fotos, e… bem, e só.

É um sistema simplório, tanto quanto organizar fotos de papel em álbuns esparsos. Não é de hoje que quero incrementá-lo e, antes de colocar a mão na massa, resolvi pensar nos principais pontos desse trabalho, fazer um bom planejamento para extrair o que o digital oferece de melhor.

O que priorizar na organização? Como fazê-la da maneira mais rápida, fácil e permanente? Como blindar esse trabalho contra o futuro (leia-se software descontinuado, mudanças de sistema e outras mudanças técnicas)? Após alguma reflexão e pesquisa, cheguei às conclusões que, agora, compartilho com você. (mais…)