Grupo de fotografia do Manual #1

Seis fotos diversas (as do post), três coloridas, três preto e branco, dispostas de modo mais ou menos ordenado contra um fundo preto.

Algumas semanas atrás, criamos um grupo de fotografia no Flickr. É, sim, no Flickr. Ele ainda existe. Alguns leitores apareceram e começaram a postar fotos. Daí surgiu a ideia de trazer para o site algumas delas, para expor a mais gente trabalhos genuinamente legais e, ao mesmo tempo, inspirar outros leitores a se juntarem a nós. Vamos? É só criar uma conta gratuita no Flickr, caso ainda não tenha, dar uma lida nas nossas convenções de boa convivência e entrar no grupo.

Os comentários são dos próprios autores (quando houver). Para ver as fotos no Flickr, clique nelas.

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Seis meses depois de anunciar sua retirada quase total do mercado brasileiro, a Sony voltará a vender câmeras, lentes e acessórios no país. O retorno será em parceria com a Merlin, distribuidora de equipamentos audiovisuais. É uma estratégia similar à que trouxe de volta os fones de ouvido da marca japonesa — nesse caso, em parceria com a Multilaser. Os produtos devem voltar à venda no Brasil até o fim do ano e, segundo Ana Malerbi, gerente de marketing da Sony, poderão ser afetados pela alta do dólar. Via Estadão.

O teste cego de câmeras do Marques Brownlee é sempre uma surpresa. Neste ano, mais uma vez, um celular insuspeito ganhou a disputa em cima de nomes mais populares (e mais caros), como Galaxy Note 20 Ultra e iPhone 12 Pro Max (este, caiu na primeira rodada).

A partir de um certo patamar, as diferenças na qualidade das fotos feitas por celulares passam a ser puramente subjetivas. E há que se levar em conta, ainda, que a maneira mais comum de compartilhá-las, via redes sociais e aplicativos como WhatsApp, interfere severamente no que as outras pessoas veem, graças à compressão que fazem para tornar os arquivos menores e as transferências, mais rápidas. Via MKBHD/YouTube.

Um dos grandes diferenciais do Google Fotos é o armazenamento ilimitado de fotos “de alta qualidade” (limitadas a 16 megapixels, mais que suficiente para fotos amadoras/feitas em celulares). Essa vantagem deixará de existir no dia 1º de junho de 2021. A partir dessa data, todas as novas fotos enviadas ao serviço serão descontadas do espaço na nuvem disponível ao usuário — por padrão, 15 GB na conta gratuita.

Qualquer serviço corre o risco de se tornar menos amigável ou mais caro ao usuário; com os gratuitos, o risco é maior. O Google revelou que armazena, hoje 4 trilhões (!) de fotos, e que a cada semana são acrescentadas 28 bilhões de fotos a seus servidores. É muita coisa e não é de graça. Via Google.

O Nightcam, app de Ahmet Serdar Karadeniz que promete dar o poder das fotos noturnas a qualquer iPhone a partir do 6S, está saindo de graça por tempo limitado na App Store. Baixe-o aqui.

Atualização (14h15): Parece que a promoção acabou no final da manhã. Pena.

Alguns anos depois do pau de selfie (lembra?), as muitas lives e videochamadas ocasionadas pela pandemia fez outro acessório vender como pãozinho quente: as lâmpadas circulares, ou “ring lights”. O pico das vendas já passou e isso está se refletindo nos preços, mais baratos que no primeiro semestre. Via Agora.

O maior fator de diferenciação entre os modelos “simples” e Pro da linha iPhone 12 é a câmera. E foram tantas novidades que um guia, como este do Bruno Santana no MacMagazine, acaba sendo útil para entender quais recursos estão disponíveis em quais modelos. Embora tudo pareça muito impressionante, achei a narrativa técnica demais — muito “Pro”; até que ponto captar vídeo em Dolby Vision importa ao consumidor que gravará a maioria dos seus vídeos no Instagram, para ser visto em outros celulares carentes da tecnologia? E, salvo engano pela primeira vez desde o iPhone 8 Plus, de 2017, quem quiser a melhor câmera da Apple terá que recorrer ao modelo grandalhão — no caso, o iPhone 12 Pro Max.

O algoritmo anti-reconhecimento facial

Homem vestido de preto com a máscara do Guy Fawkes segurando um celular mostrando a tela que o enquadra na câmera.

Peguei dois retratos meus, lado a lado, e os enviei a uma pessoa que me conhece muito bem. Perguntei: “vê diferenças nessas fotos?” Ela viu. Disse-me que a da esquerda parecia estar editada, porque minha pele estava mais bonita. É verdade que a minha aparência estava melhor na foto da esquerda, porém ela era a original, sem edição. A da direita havia sido tratada por um algoritmo de privacidade, que sutilmente descaracteriza retratos para neutralizar sistemas de reconhecimento facial — sem afetar (muito) o reconhecimento por outros seres humanos.

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A (falta de) privacidade do FaceApp

FaceApp.

Não faz seis meses rolou o alerta do #10yearchallenge e, novamente, geral pondo em risco fotos de rosto por conta de um filtro. Desta vez no FaceApp, um aplicativo russo lançado há dois anos, com uma política de privacidade fraca (e bem questionável), que oferece “testes no Facebook” em seu site oficial e que tem em seu histórico a publicação de dois filtros escancaradamente racistas. Assim fica difícil.

Atualização (16/7, às 15h45): Uma análise mais detalhada da política de privacidade do FaceApp, a seguir.

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A câmera do Huawei P30 Pro é a caixa preta definitiva

Foto mostrando as quatro câmeras do P30 Pro abertas, com as lentes para fora.

Nesta terça (30), a Huawei retorna oficialmente ao mercado de celulares brasileiro. Diferentemente da última tentativa, em 2014, desta vez ela chega com credenciais de respeito: é segunda maior fabricante de celulares do mundo e traz embaixo do braço um dos aparelhos mais desejados do momento, o P30 Pro. Antes que você se anime, adianto que não será barato (este texto será atualizado com valores e datas logo mais). Mas, para além dos aspectos mercadológicos e técnicos, este celular traz uma discussão filosófica sobre fotografia.

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A história de Karen Anvil exemplifica aquela velha história de que “a melhor câmera é aquela que está com você”. Ela foi prestigiar um evento da família real britânica e tirou uma foto tão boa dos príncipes William e sua esposa, Kate Middleton, e Harry e sua noiva, Meghan Markle, que espera pagar a formação da filha com os direitos da imagem, disse em entrevista à BBC.

Num local repleto de fotógrafos profissionais munidos de câmeras caríssimas, o registro de Karen, que estampou todos os jornais britânicos e viralizou no Twitter (onde ela postou a imagem), foi feito com um iPhone SE, cuja câmera é a mesma do iPhone 6s, um smartphone de 2014, e é vendido no Brasil por preços a partir de R$ 1.399.

https://twitter.com/Anvilius/status/945250611766923264

A câmera do Moto X4 é defeituosa ou apenas ruim?

Foto de divulgação do Moto X4, da Motorola.

A Proteste, uma associação de defesa dos consumidores, notificou a Motorola devido a um suposto problema com a câmera frontal do Moto X4, smartphone lançado há pouco no Brasil pelo preço sugerido de R$ 1.699. De acordo com a associação, ela apresenta um defeito de funcionamento grave o suficiente para que o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, que determina a substituição do produto ou restituição do valor pago, seja acionável. (mais…)

A impossibilidade de uma selfie perfeita

Montagem com foto do Museu do Holocausto, em Berlim.

por Fabio Montarroios

Não tiro selfies. Não gosto. Acho sem graça. Sinto uma baita vergonha e quando tiro é a contragosto. Não quero ser fotografado por outros e isso inclui a mim mesmo. É uma opção pessoal que vai contra o que faz a maioria. E de tudo que já pode ter sido dito sobre as selfies, não sou eu que vou demover você de fazê-las. Não é esse o propósito desse texto, inclusive.

Muito pelo contrário: escrevo para que você as faça cada vez mais e melhores! Na verdade, você faz o que quiser da sua vida — e isso inclui as selfies. Só que, às vezes, alguém pode se irritar tanto com elas a ponto de transformá-las em outra coisa, uma coisa bem diferente do que você pretendia quando as fez, diga-se. O ato de fazer um autorretrato com o smartphone deixa de ser algo corriqueiro e se transforma em algo totalmente condenável. Daí, talvez valha uma reflexão breve sobre como a fotografia amadora atual passou a ser tão importante para todos nós. (mais…)