O melhor sistema para organizar, recuperar e preservar fotos digitais

Fotos impressas em uma caixa.

Existem algumas ações em que o digital não supera o analógico. Ver fotos, por exemplo: o ritual de tirar um álbum da estante e folhear páginas de fotos antigas, precariamente organizadas e nem sempre bem catalogadas, para muita gente é uma experiência que nem computadores, nem tablets conseguem igualar. Se nesse aspecto sensorial as fotos geradas por bits não superam as impressas em papel, há outros em que elas ganham. É desses que quero falar.

Faz dez anos que tiro fotos digitais e, salvo um ou outro acidente, ainda tenho praticamente todas comigo, a salvo. Expliquei aqui, mais ou menos, como as organizo, mas recapitulo para não te dar o trabalho de sair desta página: as fotos são arquivadas em pastas (ano) e subpastas (data – evento), às vezes recebem algum tratamento via Windows Galeria de Fotos, e… bem, e só.

É um sistema simplório, tanto quanto organizar fotos de papel em álbuns esparsos. Não é de hoje que quero incrementá-lo e, antes de colocar a mão na massa, resolvi pensar nos principais pontos desse trabalho, fazer um bom planejamento para extrair o que o digital oferece de melhor.

O que priorizar na organização? Como fazê-la da maneira mais rápida, fácil e permanente? Como blindar esse trabalho contra o futuro (leia-se software descontinuado, mudanças de sistema e outras mudanças técnicas)? Após alguma reflexão e pesquisa, cheguei às conclusões que, agora, compartilho com você.

Separando camadas: organização e visualização

O lidar com fotos digitais se desdobra em duas frentes: a da organização e a da visualização. Muitas aplicações combinam ambas a fim de facilitar a vida do usuário, só que isso pode ser prejudicial no longo prazo.

Tomemos o Picasa como exemplo (ou como era; faz tempo que não o uso e não sei se o que escreverei a seguir mudou). Ele oferece uma vasta gama de opções de organização e traz um punhado de visualizações bacanas. Problema? Se eu confiar totalmente nesse aplicativo do Google, fico dependente dele. Pior: não consigo sequer exportar esse conteúdo mantendo o trabalho que tive intacto. Por utilizar marcações proprietárias e não gravá-las no próprio arquivo, não existem garantias de que elas resistirão ao tempo.

É assim. E funciona.Posso até utilizar um aplicativo que também sirva de visualizador para organizar fotos, mas ele deve ser transparente, não deixar resíduos e trabalhar com formatos abertos. Em outras palavras, se eu excluir esse aplicativo da minha vida e… sei lá, largar o Windows e passar a usar Slackware ou qualquer outra distro obscura de Linux, minhas fotos devem conservar todas as suas propriedades. Ou se o serviço na nuvem de minha sumir do mapa, como aconteceu com o Everpix, devo poder partir para outro sem precisar refazer todo o trabalho que descreverei abaixo.

Por isso, opto por separar as camadas de organização e visualização. Mantenho a organização espacial por pastas, como já fazia antigamente, com um adendo: fotos esparsas, que não integram um evento específico, ganharam “pastas do mês”. As do Natal? Ficam numa pasta com estrutura AAAA-MM-DD -- Evento, como em “2013-12-25 — Natal”. Aquelas cinco da véspera? Em outra AAAA-MM, ou “2013-12”, no exemplo, junto às demais daquele dezembro.

Essa organização direta no sistema de arquivos do Windows traz outras duas vantagens. Primeiro, não interfere no backup na nuvem. Usando um cliente, que pode ser do OneDrive, Google Drive ou Dropbox (minha escolha), basta copiar a árvore de pastas das fotos para o local adequado e o backup começa. E sempre que eu despejar fotos lá dentro, ele é atualizado automaticamente.

A outra é a liberdade na visualização. Como a organização não está atrelada a nenhum aplicativo, posso acessar essas fotos usando diferentes front-ends. Pode ser o próprio Windows Explorer, o visualizador web do Dropbox, o (ótimo) app Carousel ou qualquer outro que lide com fotos no Windows ou tenha conexão com o Dropbox. Pense no MP3. Você ouve em qualquer aplicativo e a maioria deles lê as tags de identificação (id3tag) sem sustos. A mesma mentalidade deve ser aplicada à fotografia.

App Galeria de Fotos no Windows 8.1 Update.
Interface do Galeria de Fotos.

A organização ainda tem outra faceta tão importante quanto a espacial: os meta dados. Gravados nos próprios arquivos, eles mantêm a independências de ferramentas específicas e me confere muito poder para filtrar e encontrar fotos. Decidi-me por continuar com o app Galeria de Fotos do Windows para essa tarefa. É um aplicativo bem competente e que, talvez pela apresentação infantilóide ou por dividir espaço com ferramentas fracas como o Movie Maker, é subestimado. Mas ele é bom, e explicarei o porquê.

O poder dos meta dados

Filtro de fotos via Windows Explorer.
O poder dos meta dados.

Uma das coisas mais fascinantes, do tipo que sempre impressiona todo mundo, é o reconhecimento facial de fotos. O poder de extrair de uma coleção de milhares de fotos todas aquelas em que tal pessoa aparece é assombroso — até eu fico impressionado com isso.

E melhora. Combinado com outros meta dados, os resultados são mágicos. É aqui que o digital mostra a sua força: consigo puxar todas as fotos em que eu apareço com minhas irmãs tiradas na casa dos meus pais em todos os almoços de Natal dos últimos cinco anos com alguns cliques. Agora tente fazer o mesmo com fotos de papel…

Os responsáveis por esse poder são os meta dados. Trata-se de informações complementares sobre os dados da foto (daí seu nome) que podem estar em arquivos à parte ou embutidos nas próprias imagens. O segundo modelo é o ideal, pois dessa forma os meta dados não se perdem e acompanham sempre as imagens a que estão condicionados. Parte da minha birra com o Picasa, aliás, é por ele adotar por padrão a outra abordagem, enchendo pastas com arquivos picasa.ini e tornando, se não impossível, bem difícil realizar migrações sem perdas.

Como todo padrão, os meta dados de fotografias digitais não estão consolidados em um só. Existem três principais:

  • Exif (Exchangeable image file format): É o mais difundido e sua câmera já preenche vários dos campos oferecidos. Os dados Exif revelam a marca, modelo e configurações da câmera no momento do disparo, marcam o dia e a hora do registro e alguns outros dados mais objetivos.
  • IPTC (de International Press Telecommunications Council): Criado na década de 1970, é bastante usado por bancos de imagens e agências para proteger fotos com direitos autorais. Ele estende os campos do Exif com informações mais subjetivas, como título, descrição, palavras-chave e direitos de uso.
  • XMP (Extensible Metadata Platform): É o mais recente, e o mais poderoso. Foi criado em 2001 pela Adobe, é totalmente compatível com o ITPC, aberto, baseado em XML e, em 2012, virou um padrão ISO. Isso é importante por garantir o futuro — ou seja, mesmo que o Windows suma e eu fique sem o Galeria de Fotos, poderei usar outro dos muitos apps compatíveis com XMP.

Desde o Windows Vista a Microsoft dá suporte ao XMP, inclusive para edição. Por isso o Galeria de Fotos é legal e tranquilo de usar: os meta dados que acrescento e altero ficam registrados no próprio arquivo, e por usar um padrão aberto e reconhecido, tenho garantidas a portabilidade e longevidade das marcações nas minhas fotos.

Propriedades de foto editada no Galeria de Fotos.
O que faço no Galeria de Fotos fica embutido no próprio arquivo da imagem.

O que me motivou a fazer essa pesquisa foi um tipo específico de meta dado, o reconhecimento facial. Alguns anos atrás usei o Picasa para isso e, mais tarde, notei que aquele trabalho iniciado havia se perdido após uma reinstalação do sistema — o Picasa usava um tipo de meta dado proprietário e, como mencionei acima, salvo num arquivo à parte. Foi frustrante, mas serviu de lição. O XMP é o único padrão de meta dados que suporta reconhecimento de faces e é incorporado de uma maneira bem confiável no Galeria de Fotos.

Ah, e cuidado: alguns aplicativos removem meta dados ou sobrescrevem eles quando manipulam alguma imagem. Isso é devastador, já que certas informações são irrecuperáveis. Antes de processar suas fotos em um aplicativo novo, faça testes com uma pequena amostragem. Windows e OS X exibem meta dados em seus gerenciadores de arquivos, e existem ferramentas online que retornam eles também. Se após a edição tudo estiver como o esperado, aí sim continue.

Então, basicamente o meu trabalho organizacional é:

  1. Passar um pente fino nas fotos já salvas, eliminando imagens duplicadas, fotos borradas e outras do tipo. Nada, nada, cada foto hoje consome ~4 MB. Multiplique isso pelo tanto de fotos ruins a que a disponibilidade do digital dá brecha e uma parte considerável do disco deve estar comprometida com imagens abstratas/inúteis.
  2. Preencher os meta dados manuais. Basicamente: a) Pessoas na foto; b) localização; e c) tags descritivas (evento, tipo de foto, contexto).
  3. Passar as pastas processadas, que ainda estão só no desktop e no HD externo, para a nuvem (mais sobre isso no tópico seguinte).

E preciso, também, processar a pasta de uploads automáticos do Dropbox. Para quem não usa, funciona assim: toda foto que tiro no smartphone é enviada automaticamente a uma pasta do Dropbox. Google+ e OneDrive também têm um recurso similar. É bastante cômodo, mas amplifica a preguiça de manter as coisas organizadas e criam o caos nas fotos de celular — aquelas imagens que você repete cinco, dez, vinte vezes até ter a perfeita para o Instagram, ou mesmo screenshots, acabam vindo no bolo. Neste momento, tenho 5205 fotos na pasta do Dropbox. Ouch!

Backup

Ícone: Laurent Baumann.
Ícone: Laurent Baumann.

Neste texto ele vem como último item, mas o backup deve ser prioridade no seu workflow fotográfico. Porque várias coisas podem acontecer: meta dados serem perdidos, sua organização ir para o espaço ou se deparar com um monte de fotos duplicadas, mas uma coisa é inconcebível: perder as fotos. Ainda que elas só tenham importância a você, seus pais, filhos e alguns amigos próximos, e provavelmente não resistirão mais do que algumas décadas, é um negócio bem importante enquanto estamos por aqui, andando e respirando.

O ideal é ter backup redundante, ou seja, os mesmos arquivos salvos em mais de um lugar. Isso garante que, caso algum acidente aconteça em um deles, outro (ou outros) preservará(ão) suas fotos intactas. O meu sistema prevê três instâncias:

  1. Local, no desktop.
  2. Local, em um HD externo.
  3. Nuvem, no Dropbox.

Os preços para hospedar arquivos na nuvem nunca estiveram tão baratos — com US$ 10/mês, você tem 1 TB de espaço, ou caso prefira o Flickr para backup, esse latifúndio não lhe custará absolutamente nada. Ou seja, não há desculpa para se descuidar.

Por que não confiar só da nuvem, então? Porque mesmo com os melhores engenheiros cuidando das suas fotos salvas nos melhores servidores do mundo, não há garantia total de preservação. Recentemente o Dropbox perdeu alguns arquivos de usuários. O mesmo pode acontecer na sua casa. O HD externo pode queimar, um ladrão pode levar o seu PC… Deu para ter uma ideia da importância de distribuir seu backup, certo?

***

Você tem alguma dica adicional para esse esquema proposto? Adoraria lê-la. Use os comentários e ajude-me a incrementar este post.

Foto do topo: Life of Pix.

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38 comentários

  1. Olá ! Me identifiquei totalmente com este post, sou muito organizada com minhas fotos e usava o Galeria de Fotos do Windows para o que você chama de meta dados. Investi muitas horas de trabalho para deixar tudo sempre em ordem. Há uma semana meu PC teve que ser restaurado por um problema numa atualização do windows 10 e perdi o programa galeria de fotos. Descobri que foi descontinuado. O novo Fotos do Windows é tão simplório que nem acredito que uma Microsoft assine embaixo como criadora desta aberração, sem condições. E agora, alguem tem alguma dica de programa substituto que também considere tudo que está registrado nas minhas fotos pelo Galeria de Fotos? Agradeço antecipadamente

    1. Eu tenho o instalador do Galeria de Fotos aqui. Se você quiser posso disponibilizá-lo para você através do Google Drive. Não precisa se preocupar, 100% seguro o instalador. Eu baixei ele pelo site da Microsoft em 2012 e tenho até hoje. Se tiver interesse ainda, me contate pelo email olivleon@yahoo.com

  2. Olá. Qual aplicativo indicaria para que eu possa colocar toda uma arvore de diretorios por data de modo que pudesse salvar fisicamente este “sort” do aplicativo ?

  3. Olá pessoal. Gostaria de compartilhar minhas experiências, resumidamente, e pedir conselhos face os novos programas:
    – Windows Live Photo Gallery (WLPG): Comecei a usá-lo por indicação deste artigo. Alguns metadados (especialmente marcação de pessoas) desaparecem misteriosamente. Ainda não descobri qual é o programa que faz essa sacanagem.
    – Windows 8 e 10: Não achei programas para marcação de rostos. Os programas novos tem funções interessantes mas a marcação de rostos foi abandonada.
    – Picasa: Reconhece as marcações de rosto feitas no WLPG mas o WLPG não reconhece as marcações feitas no Picasa. Acho que é aquela diferença de chave de gravação que um leitor comentou. Tem uma coisa burrinha: Ele sugere pessoas que já estão marcadas na foto, coisa que o WLPG não faz. Pra terminar, também é um programa descontinuado.
    – XnViewer: Não trabalha com marcações de rosto.
    – Fotobounce: Faz marcações de rosto mas não reconhece as marcações de rosto feitas no WLPG e no Picasa.
    – Daminion: Reconhece as tags de pessoas feitas no WLPG mas não mostra as pessoas (não mostra o quadradinho no rosto das pessoas na foto)
    – Lightroom 5: Não faz marcações de rostos e não reconhece alguns metadados do WLPG.
    – Lightroom 6: Faz marcações de rostos. Importou algumas marcações do WLPG mas outras não. E as marcações de rostos feitas nele não são reconhecidas pelo WLPG. Pra piorar, os nomes das pessoas aparecem em balões suspensos e, numa foto com várias pessoas amontoadas, não dá para ver facilmente qual é o nome que corresponde a cada rosto. O método do WLPG é bem melhor.

    Conclusões minhas, por enquanto:
    – Windows Live Photo Gallery (WLPG): O melhor para metadados, especialmente marcação de rostos. Não sugere pessoas já marcadas na foto, entre diversos outros recursos interessantes e úteis.
    – Lightroom: O melhor em tudo para fotografia, menos para metadados, especialmente marcação de rostos.

    Obrigado pela atenção. Aceito sugestões.

  4. Parabéns! Ótimas dicas. Não sabia nem por onde começar, mas agora tenho um norte. Agora é mãos à massa! Obrigado.

  5. Estou com problemas de fotos duplicadas. Já instalei vários softwares (visipics, auslogics, outros), e nenhum foi eficaz. Vc saberia me recomendar algum que faça vários tipos de varredura, incluindo metadados com conferencia visual da foto? Obrigado!

  6. Gostei do post, sou fotógrafo e utilizo grande parte disso para organização das minhas fotos profissionais e também as particulares… Utilizo hoje como back-up em nuvem o Amazon Cloud Drive, que custa US$ 11,99 por ano, com capacidade ilimitada.

  7. Parabéns pelo post. Ajudou-me bastante!
    Mais uma opção de backup seria o bom e velho DVD. Não tem problema de perda de dados (por ser óptico) e dura anos!

  8. Olá Rodrigo, obrigado por disponibilizar este bom conteúdo. A ideia de não ficar preso a softwares que organizam fotos é bem válida. Gostaria de aproveitar e tirar uma dúvida, caso eu utilize os serviços de nuvem do Flickr, as árvores de pastas e metadados serão preservados? Obrigado

    Editado: o Flickr é um local seguro para backup de fotos, ou é melhor apostar em outro como Onedrive, Dropbox ou Google Drive?

    Obrigado

    1. O Flickr é seguro sim, existe há mais de dez anos e preserva o tamanho original das fotos. Ele preserva os meta dados, mas (acho) que descarta a árvore de pastas. (Embora ele tenha um equivalente, os álbuns, você precisa criá-los depois de enviar as fotos.)

  9. O Carousel me deu um trabalho danado ao duplicar TODAS as minhas fotos no Dropbox. Desde esse incidente, uso o OneDrive para backup na nuvem e o simples, mas eficiente, visualizador de imagens do Windows.

  10. Olá Rodrigo,
    Um HD meu de 500 gb não funciona mais, você conhece alguma empresa confiavel para recuperação das fotos? Esse serviço é muito caro? Tinha muitas fotos da familia, é uma grande perda…
    Obrigado!

  11. Olá Rodrigo!

    Já tentei utilizar organizadores como F-Spot, iPhoto, Picasa e similares nas 3 principais plataformas, mas enfrentei sempre o mesmo problema: as bibliotecas (proprietárias, quase sempre) ficam enormes e os aplicativos demoram a abrir. Metadados estranhos eram salvos (e nem sempre eram intercambiáveis) e outros perdidos. Ao final, chegamos à mesma conclusão: o sistema de arquivos é nosso melhor amigo!

    Eu também separo a organização da visualização das fotos e o Dropbox tornou-se o ponto central do meu workflow, que descrevo, resumidamente, abaixo:

    1. As fotos do celular e da câmera digital tem o mesmo destino, o diretório “Camera Uploads”.

    2. Neste diretório, eu renomeio as fotos com o exiftool, que, basicamente, lê as tags exif e renomeia fotos e vídeos com base nessas tags.

    3. Com as fotos renomeadas, eu as agrupo por mês, e depois por ano.

    No final desse processo, eu terei um diretório FOTOS de acordo com a imagem em anexo.

    Eu mantenho duas cópias desse diretório: uma no Dropbox, onde eu posso visualizar as fotos tanto pelo Navegador quanto pelo Carousel e outra no meu NAS, de onde eu faço um backup semanal para o S3 da Amazon.

    Para alguns eventos, como aniversários, eu crio um álbum pelo próprio Dropbox Web e compartilho por lá mesmo.

    Esse sistema é bem fácil de manter, pois os processos foram automatizados e o máximo que faço manualmente é deletar as fotos ruins no “Camera Uploads”. O Dropbox fornece um bom visualizador sem arruinar as TAGs. E fica bem fácil encontrar alguma foto de algum dia específico, navegando diretamente no sistema de arquivos.

    Abraços!

  12. Aproveitando, não sei se já foi abordado em outra postagem, mas um dos problemas que tenho com relação ao backup e armazenamento de fotos e arquivos é o software para passar quantidades enormes de arquivos para o hd externo.
    Pela transferência do Windows não dá. Vira e mexe um arquivo dá erro e no meio do processo você perde tudo e tem que recomeçar do zero.
    Tentei o Teracopy, que prometia fazer transferências sem erros de um local para o outro. Mas ainda assim não tem funcionado muito bem.
    Existe algum software (se gratuito então, melhor ainda) que automatize o backup e que me possibilite buscar os arquivos no hd externo de forma mais fácil e integrada ao explorer do windows? Estou em busca.

  13. Excelente o post! Desde quando descobri o manualdousuario, são posts assim que diferenciam o site de qualquer outro de tecnologia que leio. Meus parabéns!

  14. Opa Rodrigo, tenho algumas pequenas dúvidas sobre o Workflow.
    1 – Ao enviar para a nuvem, você as arrasta manualmente? (Ou seja não ativa o envio automatico)?
    2 – A geolocalização funciona bem para alguns locais? Ou devo adicionar somente a cidade?
    3 – Para quem não tem Facebook, como a marcação de rostos funcionaria?

    Faço essas perguntas, pois quero ensinar um bom e simples workflow pra minha mãe (que só acessa a internet pra ler noticias, receitas e ver o email).
    Ela tem uns 25gb de fotos, e ultimamente tudo anda salvo somente em alguns dvds, porém ela quer organiza-las e “backupea-las” em outros lugares.
    Porém como não manja muito de tecnologia, estava procurando coisas simples. Estou até pensando em usar o OneDrive ao invés do Dropbox, por ser bem mais integrado ao Windows 8.1.

    Mas desde já, agradeço pelo excelente artigo.

    1. Vamos lá, @disqus_OssxHSouNg:disqus!

      1) Sim, principalmente nas fotos que faço com a câmera dedicada. As de smartphone, apenas preencho os meta dados e arrasto para a pasta específica, para não deixar a pasta de upload automático entupida.

      2) O Galeria de Fotos lida de uma forma esquisita com geolocalização, então acabo não usando. Nas fotos de smartphone, deixo ativada a opção que grava as coordenadas automaticamente. É bem confiável, nesse caso.

      3) Normalmente. No Galeria de Fotos, você cria nomes e são esses nomes (texto puro, sem qualquer vínculo com Facebook) que ficam gravados na imagem.

  15. Legal, Ghedin. Tava mesmo hj pensando em organizar minhas fotos. Quantas fotos posso mandar por dia pro flickr? IFTTT ajuda?

  16. Meu sistema de organização é quase igual o seu, tinha lido a respeito aqui: http://br-mac.org/2013/10/como-eu-organizo-fotos-no-mac-incluindo-as-do-iphone-sem-usar-o-iphoto.html

    Quanto ao upload automático de fotos tiradas com o celular, atualmente eu não uso mais. Quando eu usava, tratava de mover assim que possível, as fotos da pasta “Camera Uploads” para a pasta correta do ano/mês, assim a pasta de upload tendia a ficar vazia a maior parte do tempo.

  17. Isso me lembra que perdi várias fotos esse ano que só estavam num hd externo e fiquei com preguiça de recuperá-las usando os programas específicos. Que fiquem só na lembrança mesmo…

    1. já perdi fotos de um HD que pifou faz uns 6 anos. não tinha backup e na época a nuvem engatinhava. alguma parte tava no backup do orkut, mas o resto nem faço mais ideia do que perdi.

  18. Belo artigo.
    Eu uso o Lightroom. É pago, mas ele cuida de tudo: importação, organização, edição, publicação e impressão. Os metadados são reconhecidos por outros aplicativos e, o melhor de tudo, a edição é feita de forma não destrutiva.
    Eu lembro que antes usava o XnView. É gratuito e melhor do que o Picasa.

    1. Sim, desde a versão 3.9, salvo engano. O único problema é que mudar essa configuração não gera efeitos retroativos… E, pelo que pesquisei, o suporte a meta tags do Picasa é suscetível a falhas. Não dá para afirmar porque não testei, mas relatos existem.

      Editado: abri seu link e vi que existe uma ferramenta experimental de importação de marcações faciais. Legal!

      1. Não consegui fazer funcionar a gravação em XMP do Picasa. Ele até grava alguma coisa no arquivo. Se vc abrir a foto num editor de texto simples, aparece no nome das pessoas marcadas pelo Picasa, mas se olhar as propriedades do arquivo ou fazer uma pesquisa do tipo “pessoa:rodrigo”, não aparece nada.

        Todas as marcações de pessoas ou lugares que fiz no software da Microsoft gravam no arquivo jpg e vc consegue ler nas propriedades da imagem. Inclusive o Picasa lê essas informações perfeitamente. Mas gravar que é bom, nada.

        E realmente, o sistema de reconhecimento do software do Google da de 10 a 0 no Galeria de Fotos.

        Alguém conseguiu?

          1. Sim. Também executei aquela função experimental do Picasa para gravar os rostos no formato XMP. Não funcionou. Agora senta que la vem história:

            Depois de muito procurar, descobri que o Picasa também grava as informações no próprio arquivo, mas numa chave diferente do que a dupla Photo Galery/Windows usa e reconhece. Não sei exatamente qual das duas formas de gravação é a melhor ou recomendada pela Adobe.

            Um serviço online gratuito que usei para chegar a essa conclusão foi o http://regex.info/exif.cgi . Para conferir, mande uma foto com reconhecimento facial feito pelo Picasa e outra pelo Photo Galery. Você vai observar que para identificar a pessoa, o Picasa usa a chave “Region Name” e o Photo Galery/Windows usa a chave “Region Person Display Name”. O Picasa lê a chave que a Microsoft usa mas o contrário infelizmente não acontece.

            Para não perder a poderosa ferramenta de reconhecimento facial do Picasa, usei o exiftool. Com ela, da para copiar as informações das chaves que o Picasa usa para as que o Windows usa. Depois de ficar horas montando a linha de comando, descobri que um cara criou um script a muito tempo, muito melhor que o meu. Segue o link:
            http://u88.n24.queensu.ca/exiftool/forum/index.php/topic,4361.0.html

      1. Lightroom é um editor da Adobe especializado em fotografias, muitos fotógrafos usam pra fazer correções e retoques nas imagens, acredito que o Chicão citou mais pela parte dos metadados, por que acho que o Lightroom faz isso muito bem.

    1. Mas, que eu saiba, o Lightroom salva as edições em um arquivo a parte, assim como o Picassa, pelo que foi descrito no texto

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