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A multiplicação das carteiras digitais

A carteira não escapou da digitalização. Na transição dos nossos bolsos e bolsas para o ambiente virtual (materializado pelo celular), as carteiras se multiplicaram: hoje, no Brasil, centenas delas são oferecidas por empresas dos mais diferentes ramos, das óbvias instituições financeiras aos restaurantes e varejistas, passando por algumas aplicações bem específicas.

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Burlesco derruba os paywalls dos maiores jornais do Brasil

Paywall é um desses termos em inglês que acabaram incorporados ao debate público brasileiro do jeito que veio de fora, sem tradução, nesse caso talvez pela falta de uma já que se trata de neologismo. Ele designa restrições artificiais ao acesso gratuito a conteúdo publicado por jornais na internet. Ao se deparar com a barreira, em tese o leitor se sentiria impelido a botar a mão no bolso e pagar pela assinatura pedida para continuar. “Pay” significa pagamento e “wall”, parede. Na prática, é como se fosse um pedágio da informação.

O termo foi criado no início dos anos 2010. Até hoje, o assunto é controverso e, fora uma ou outra iniciativa, a maior e mais usada em discussões sendo o do jornal norte-americano New York Times, os resultados da sua aplicação são mistos. Inúmeros fatores contestam a lógica simplista do paywall, sendo um deles a facilidade em burlá-lo.

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A cabine de home office da Stefanini

A pandemia da COVID-19 levou milhões de brasileiros ao famigerado regime “home office”. Não demorou muito para que esse contingente descobrisse que, apesar das óbvias vantagens de trabalhar em casa, o modelo também tem desvantagens. Com o mercado aquecido e essas desvantagens aparecendo, a indústria começou a atacá-las. Primeiro, focou nos problemas mais imediatos, como a falta de equipamentos que resultou em picos de vendas de notebooks, webcams esgotadas e uma alta generalizada de preços. Agora, na segunda onda, estão aparecendo remédios mais sofisticados que prometem curar dores específicas de empregados e de empregadores. Em alguns casos — e sem muita surpresa —, mais as do empregador que as do empregado.

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O algoritmo anti-reconhecimento facial

Peguei dois retratos meus, lado a lado, e os enviei a uma pessoa que me conhece muito bem. Perguntei: “vê diferenças nessas fotos?” Ela viu. Disse-me que a da esquerda parecia estar editada, porque minha pele estava mais bonita. É verdade que a minha aparência estava melhor na foto da esquerda, porém ela era a original, sem edição. A da direita havia sido tratada por um algoritmo de privacidade, que sutilmente descaracteriza retratos para neutralizar sistemas de reconhecimento facial — sem afetar (muito) o reconhecimento por outros seres humanos.

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Pode baixar torrent?

No dia 10 de julho, os perfis em redes sociais da InfoPreta publicou um vídeo informativo que, dali a algumas horas, jogaria a empresa paulistana de cunho social no olho de um furacão. Usando um tom apocalíptico e meio condescendente, alguém de lá comentava os perigos de se usar “torrent” para baixar conteúdo pirata. NÃO PODE, enfatizava a apresentadora. O vídeo foi excluído do Instagram e do Twitter, onde fora publicado, na manhã desta terça-feira (14).

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Mods e jogos criados por entusiastas levam realidades e percepções brasileiras a títulos famosos

por Andressa Soilo

Muitos dos games populares entre jogadores brasileiros são produzidos por empresas europeias, asiáticas e norte-americanas. Os ambientes, as músicas, os idiomas e os personagens que compõem esses jogos são, em grande medida, reproduções de percepções de desenvolvedores localizados em contextos específicos, muitas vezes alheios aos nossos. Não raro os jogos são ambientados em cidades norte-americanas, como Los Angeles, Miami ou Nova York, ou mesmo em lugares repletos de neve, um fenômeno que a maioria dos brasileiros nunca testemunhou. As comunicações se dão, principalmente, em inglês, assim como os diálogos e as músicas, e os personagens transmitem gestos, expressões faciais e identidades visuais não tão familiares ao público brasileiro.

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Na guerra fria entre restaurantes e iFood, o WhatsApp come pelas beiradas

Em 1955, o mineiro Juscelino Kubitschek foi eleito presidente do Brasil. Seu governo (1956–1961) foi marcado por um slogan, “cinquenta anos em cinco”, que acelerou a industrialização do país e tirou do papel Brasília, a nova capital federal encravada no Planalto Central.

O programa desenvolvimentista de JK tem sido lembrado nos últimos meses como alusão ao processo de digitalização, igualmente célere, a que muitos pequenos negócios tiveram que se submeter para não quebrarem no enfrentamento da pandemia de COVID-19. Quando o coronavírus transformou a proximidade física em uma ameaça à vida, a importância da internet para os negócios cresceu enormemente, antecipando um movimento que muitos acreditavam que seria gradual e ainda levaria alguns anos para se consolidar.

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Como a In Loco consegue saber por onde você anda sem infringir a LGPD

Muitos brasileiros descobriram a existência da In Loco, uma startup de Recife (PE), no final de março. Especializada em geolocalização e atuante no segmento B2B, a In Loco usou os dados de localização dos mais de 60 milhões de celulares que monitora para criar o Índice de Isolamento Social (IIS), um mapa dinâmico que mostra quais estados estão mais ou menos comprometidos com o distanciamento social na luta contra a COVID-19.

O mapa é impressionante. Ele demonstra precisamente quando o Brasil passou a levar a sério a pandemia (20/3) e como o pico daquele fim de semana (69,6% no dia 22), que teve na sexta-feira discurso do presidente Jair Bolsonaro se referindo à COVID-19 como “uma gripezinha” e uma entrevista sua no Programa do Ratinho, do SBT, jamais se repetiu. O mapa também é um pouco inquietante e, não bastasse isso, a In Loco firmou acordos com pelo menos 20 estados para repassar dados anonimizados e agregados para ajudar no combate à COVID-19. Em meio a tudo isso, a pergunta que fica é: como uma empresa relativamente desconhecida acumulou tantos dados de tantos celulares no país sem chamar a atenção do grande público?

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O que um app de rastreamento de contatos para combater a COVID-19 precisa ter para não comprometer nossa privacidade

por EFF

Por Andrew Crocker, Kurt Opsahl e Bennett Cyphers

Em todo o mundo, um eco diverso e crescente tem exigido o uso da tecnologia de proximidade dos celulares para combater a COVID-19. Especialistas em saúde pública e outros argumentam que os celulares poderiam oferecer uma solução a uma necessidade urgente de deteção rápida e generalizada de contatos, ou seja, monitorar pessoas com quem infectados têm contato na medida em que se deslocam por aí. Os proponentes desta abordagem apontam que muitas pessoas já têm celulares, que são frequentemente usados para rastrear a movimentação e as interacções dos usuários no mundo físico.

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