Post livre #204
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.
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O futuro da realidade virtual (VR, na sigla em inglês) parecia promissor em 2015. O Facebook havia acabado de comprar a Oculus e trazido para dentro de casa seu visionário fundador, Palmer Luckey; os primeiros headsets comerciais avançados de HTC, Facebook/Oculus e Sony estavam prestes a serem lançados; e Google e Samsung atacavam na faixa de entrada, com produtos que, usando celulares como visores, eram vendidos a preços bastante acessíveis.
Em paralelo, as chamadas experiências imersivas em realidade virtual despontavam — afinal, previa-se que em breve haveria uma grande demanda por conteúdo. Alguns chegaram a dizer que em poucos anos os headsets de realidade virtual seriam tão bons e acessíveis que muita gente os teriam em casa e modelos super baratos seriam distribuídos em voos internacionais, junto àqueles fones de ouvido semi-descartáveis. Uns poucos, mais empolgados, chegaram a comparar a vindoura revolução da realidade virtual às ondas avassaladoras de adoção dos computadores e celulares.
Quando relancei a newsletter do site com o nome Bloco de notas, o objetivo era fugir do noticiário e fazer dela uma espécie de bloco de notas mesmo, ou seja, um caderninho com anotações de curiosidades e coisas que chamaram a minha atenção. Em algum momento dos últimos dois meses, perdi isso de perspectiva e, quando me dei conta, estava fazendo aquilo que jamais foi o objetivo: uma curadoria de notícias. Esta edição marca um retorno à essência do Bloco de notas, com menos notícias, mais curiosidades, com a republicação aqui no blog após o envio da newsletter. Espero que você goste.
Burger King e McDonald’s conseguiram uma façanha nesta Black Friday: superar lojas virtuais no ranking de reclamações do ReclameAqui. Foram 1.036 reclamações, ou 11,7% do total, motivadas por uma instabilidade no Mercado Pago (5º no ranking) na hora de processar o pagamento das promoções de dois lanches por ~R$ 5. Parabéns? [ReclameAqui, em português]
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Um repórter entra numa loja da Baixa Manhattan para explorar um “experimento curioso em entretenimento público”. Ele é levado a um espaço parecido com um estúdio banhado por luzes coloridas. Música estranha emana de alto-falantes invisíveis enquanto membros da equipe com vestimentas que lembram togas distribuem brinquedos, caleidoscópios e balões, cujo propósito permanece desconhecido. “Estamos tentando derrubar todas as convenções de entretenimento”, proclama o carismático jovem fundador do lugar a título de explicação — com exceção do ingresso superfaturado, o repórter descobrirá mais tarde.
Esta cena não ocorreu no Museu do Sorvete, no Snark Park, no 29 Rooms ou em nenhum dos atuais espaços fotogênicos e multissensoriais de lazer urbano. Na verdade, nem sequer aconteceu neste século. Aconteceu em 1968, quando um repórter da revista Time foi a um evento psicodélico de curta duração no SoHo chamado Cerebrum. Tal qual seus descendentes contemporâneos, o Cerebrum era difícil de categorizar, mas acabou por ser descrito com um termo abrangente hoje familiar. “Qualquer definição que tenha — e talvez não possa ter uma”, escreveu o repórter da Time, “o Cerebrum é uma experiência”.
Apesar da fama, a Black Friday brasileira se consolidou como um evento importante no calendário do varejo nacional. Assim, com alguma pesquisa e um pouco de sorte, dá para encontrar bons descontos.
Este post é uma tentativa de organizar e facilitar a busca por essas ofertas que valem a pena. Toda a ação está nos comentários; você pode pedir por descontos de determinado produto ou, se encontrou uma oferta incrível, compartilhá-la.
Para facilitar a organização e o Ctrl + F da galera, sinalize cada comentário escrevendo [PEDIDO] ou [OFERTA] logo no início, ok? Já tem dois exemplos ali nos comentários.
Outro pedido: “limpe” os links. Antes de postá-lo, apague tudo o que aparecer após o ?, salvo se os parâmetros forem imprescindíveis para a obtenção do desconto. Exemplo:
https://www.site-de-compras.com.br/celular-barato?chave=pm_hm_bt_sub_celular_barato_281119
Vira…
https://www.site-de-compras.com.br/celular-barato
E lembre-se: se não comprar nada, o desconto é de 100%. Black Friday é uma ótima oportunidade para conseguir descontos em produtos que já estavam no meu radar. Comprar algo apenas porque está barato não é economia, é consumismo puro e desperdício de recursos.
Boas compras!
Foto do topo: Powhusku/Flickr. Eu amo essa foto!
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Atenção! Hoje (28/11) à noite, publicaremos um post livre especial para a Black Friday. Vamos guardar pedidos e oportunidades para mais tarde, ok?
Estar seguro na internet, hoje, não depende mais apenas do indivíduo, mas ainda assim existem medidas que cada um de nós pode tomar para mitigar os riscos. Uma muito alardeada nos últimos anos é o uso de uma VPN, sigla em inglês para “rede privada virtual”, mas você sabe o que é e para que serve uma?
“Especialistas costumam falar: ‘use VPN para sua segurança’, e muitas vezes a gente não explica ou não entra nos detalhes técnicos que nos levaram a concluir que uma VPN é uma forma segura de você se comunicar”, reconhece Fabio Assolini, pesquisador de segurança sênior da empresa de segurança Kaspersky. Pois bem, vamos falar de VPN, então.
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Em novembro de 2016, após Donald Trump ser eleito presidente dos Estados Unidos, o redator publicitário Matt Rivitz abriu o site Breitbart News, ligado ao estrategista de campanha de Trump, Steve Bannon, e peça-chave na cobertura da campanha do republicano. Rivitz ficou horrorizado com o que classificou de conteúdo “incrivelmente intolerante, racista e sexista”. Também chamou a sua atenção a presença de anúncios de grandes marcas ao lado desses comentários. Primeiro, Rivitz questionou se as empresas sabiam que suas marcas estavam sendo veiculadas ao lado de conteúdos reprováveis. E, se ao saberem, tomariam alguma atitude. Decidiu, então, expôr o problema.
Nascia ali o Sleeping Giants, uma conta no Twitter inicialmente anônima que Rivitz criou para conscientizar o mercado dos resultados potencialmente danosos à imagem das empresas que a publicidade programática pode gerar. Esse modelo, liderado pelo Google e praticamente padrão na indústria, automatiza a compra de espaços para a veiculação de anúncios. A empresa X que queira anunciar seu produto nos locais e para as pessoas mais propensas a adquiri-lo paga ao Google, não aos sites e apps anunciantes, e o Google faz o trabalho de combinar as peças aos sites, palavras-chaves no buscador e outras propriedades digitais usando todos os dados que coleta rotineiramente dos seus bilhões de usuários. Obviamente, nem todos os sites são iguais e é nessa que marcas renomadas acabam anunciadas em locais que emanam ódio, racismo, misoginia e toda a sorte de conteúdo errático.
O Sleeping Giants detecta e expõe essas situações. É um trabalho que vem dando resultado: de acordo com a Moat Pro, empresa especializada em inteligência em publicidade, entre o início do perfil e junho de 2018, o número de marcas anunciantes no Breitbart News caiu 80,3% (de 3.300 para 649) e o de peças únicas, 83,5% (de 11.500 para 1.902). Apesar do foco inicial nesse site, hoje o Sleeping Giants mira outros veículos intolerantes e, em alguns casos, indivíduos que desfrutam de posições privilegiadas a despeito de condutas e declarações reprováveis.
Usuários do Curious Cat, rede social de perguntas e respostas anônimas, depararam-se nesta segunda (18) com um convite para testarem outro app chamado Beacon. É o substituto do Curious Cat? O Curious Cat vai acabar?
Em uma bela sexta-feira de fevereiro de 2015, publiquei um post sem conteúdo aqui. Objetivo? Abrir os comentários para a comunidade do Manual do Usuário conversar. “Se funcionar hoje, toda sexta soltarei um post do tipo”, escrevi no final. Funcionou.
A Wikipédia é um dos projetos mais bem sucedidos e inspiradores da internet. Uma enciclopédia colaborativa, que qualquer um pode editar, gratuita e sem publicidade soa como a descrição de um fracasso inevitável, mas ela segue aí, honrando seus princípios há quase duas décadas e cada vez mais popular e confiável. Jimmy Wales, cofundador da Wikipédia, acredita que um raio pode cair duas vezes no ciberespaço. Com a mesma filosofia, ele agora quer reinventar as redes sociais.
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Dia desses me peguei pensando em uma hipotética rede social nos moldes do Twitter, mas sem as suas muitas partes ruins — em especial a vigilância dos hábitos e gostos dos usuários para veiculação de anúncios segmentados e as regras frouxas contra neonazistas, misóginos e outros tipos que não deveriam ter espaço de fala em locais públicos. Dali a alguns minutos, lembrei que essa alternativa já existe. É o Mastodon.