Se você tem 21 anos e me pergunta, devo me vacinar? Eu diria que não.

— Joe Rogan, em seu podcast exclusivo do Spotify

Não é a primeira controvérsia em que Rogan, possivelmente o podcaster mais popular do planeta, se mete. Ainda assim, ano passado o Spotify fechou um acordo de exclusividade de supostos nove dígitos com ele — o valor do acordo não foi divulgado oficialmente.

Para o Spotify, essa fala em seu último programa não é problemática, embora a plataforma já tenha comunicado, anteriormente, que proíbe programas que “promovam conteúdo falso, enganoso ou que desinforme sobre COVID-19 que possa causar danos físicos e/ou represente uma ameaça direta à saúde pública”. Via Media Matters for America (em inglês), The Verge (em inglês).

Torne o Chrome rápido

Alguns leitores me indicaram o Mighty, um novo navegador que promete ser um “Chrome mais rápido” e que “usa 10 vezes menos memória” que o Chrome (ou 10%, certo?).

Como? Fazendo streaming da web. É um pouco difícil de entender porque a ideia parece errada, mas é isso mesmo: um navegador que se conecta a outro navegador em servidores potentes (na nuvem), que são bem mais rápidos que o seu computador, como se fosse uma Netflix, só que para acessar o Facebook ou seu extrato bancário. Se pareceu-lhe uma ideia estúpida, calma que piora: é pago. O preço ainda não está definido, mas o formulário para solicitar acesso ao serviço fala em até US$ 50 por mês.

Coisas como esse Mighty só viram realidade porque a web foi desfigurada e, hoje, acessar o Facebook ou qualquer site “moderno”, eufemismo para sites pesados, exige computadores super potentes. Eu poderia apostar uns trocados que existem maneiras melhores de atacar esse problema do que fazendo streaming de navegador.

Transparência no Rastreamento em apps (ATT) no iOS 14.5

https://www.youtube.com/watch?v=dO0aVJ-CwnQ

O iOS 14.5 está entre nós e, com ele, a obrigatoriedade da Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês), recurso que obriga apps a obterem o consentimento do usuário para rastreá-los em outros apps e na web. A Apple publicou um vídeo explicando-o (acima). Via Apple/YouTube.

Telegram ganha agendamento de chats em voz; Tecnocracia Balcão acontece nesta quarta (28)

Dois prints mostrando o processo de agendamento de um chat em voz num grupo do Telegram.
Imagens: Telegram/Reprodução.

Uma das novidades do Telegram 7.7, lançado nesta segunda (26), é o agendamento de chats de voz. Veio em boa hora: nesta quarta (28), às 18h30, vai rolar o segundo Tecnocracia Balcão, uma versão ao vivo e interativa do Tecnocracia, com Guilherme Felitti. Via Telegram.

O ingresso em nosso grupo do Telegram é um benefício dos apoiadores do Manual do Usuário (a partir do plano II, de R$ 16/mês). Para apoiar o projeto e participar do Balcão, apoie-nos!

YouTube derruba mais 4 vídeos onde Bolsonaro fala de remédios sem eficácia contra COVID-19, mas não suspende canal

Semana passada, o YouTube removeu um vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em que ele promovia o “tratamento precoce”. Na sexta (23), após questionado pelo G1, o YouTube removeu mais quatro vídeos de Bolsonaro. Pelas regras da plataforma, bastam três vídeos removidos por infrações às suas diretrizes para que um canal seja removido.

Não foi o que aconteceu com o de Bolsonaro, graças a uma manobra casuística. Na quinta (22), o YouTube anunciou um “período de carência” para novas regras que, convenientemente, livrou o canal de Bolsonaro de ser banido. Num post em forma de perguntas e respostas, Alana Rizzo, gerente de políticas públicas do YouTube no Brasil, disse que:

A política [de remover vídeos que promovem o “tratamento precoce”] será aplicada a todos os vídeos na plataforma, inclusive de maneira retroativa. Vale dizer que, quando atualizamos uma regra, algumas vezes oferecemos aos criadores um “período de carência” para que possam compreendê-la e se adaptarem. Isso significa que vídeos postados antes da mudança ou até um mês depois da atualização são removidos do YouTube, mas não geram um Aviso (strike) como penalidade. Depois desse período de carência, os criadores que postarem novos vídeos em desacordo com a diretriz passam a receber sanções, por isso, precisam redobrar a atenção.

Toda vez que alguém de grande projeção, como o presidente do Brasil, ultrapassa a linha do inaceitável, o YouTube a apaga e a redesenha um pouco mais além. Não é um problema exclusivo do YouTube, e tudo isso ajuda a explicar o buraco profundo em que nos metemos. Via G1.

Spotify fica mais caro no Brasil

Nesta segunda (26), o Spotify anunciou um reajuste dos seus planos premium no Brasil. Abaixo, um “antes e depois”:

Plano Preço antigo Preço novo % reajuste
Individual R$ 16,90 R$ 19,90 17,7%
Duo R$ 21,90 R$ 24,90 13,7%
Estudante R$ 8,50 R$ 9,90 16,5%
Família R$ 26,90 R$ 34,90 29,7%

Quem já é cliente terá dois meses de carência com os preços antigos. O Spotify é a primeira plataforma de streaming musical que sai da faixa dos R$ 16,90, praticamente padrão no setor. Via TechTudo.

28% das newsletters do diretório estão no Substack

No último Guia Prático, falamos de newsletters. A Jacque puxou o assunto Substack e, por curiosidade, fiz uma rápida consulta no nosso diretório e descobri que 28% das 100 newsletters listadas lá, ou quase 1/3, são disparadas do Substack.

Como digo no podcast, tenho um pé atrás com o Substack pelo seu modelo de negócio e possíveis mudanças futuras por pressão de investidores. Já aconteceu (mais de uma vez) com o Medium, outra plataforma bancada por capital de risco, pode acontecer com o Substack também.

Livraria Cultura lança serviço de assinatura de livros físicos

A Livraria Cultura lançou um curioso modelo de assinatura, o +Cultura Pass. Por R$ 14,90 ao mês, o assinante tem direito a emprestar um livro por mês em qualquer loja da rede, lê-lo e depois devolvê-lo. Tipo uma biblioteca pública, porém pago e, em vez de multa, se o assinante não devolver o livro em até 30 dias, a Cultura entende que ele quer mantê-lo e lança uma cobrança com 20% de desconto sobre o valor de capa. A assinatura ainda traz outras vantagens, como descontos na compra de livros e acesso ilimitado à Ubook, plataforma de áudiolivros. Via PublishNews.

Na surdina, Apple altera opção em sua plataforma que limita exposição de podcasts

No evento da última quarta (21), a Apple anunciou reformulações em seu app e plataforma de podcasts. Além do novo visual do app, será possível, por ele, assinar podcasts pagos e exclusivos. Dada a baixa penetração do iOS no Brasil e as taxa exorbitante que a empresa cobrará (30%!), é pouco provável que isso cause uma revolução no setor.

Porém, um detalhe técnico pode, sim, causar estragos significativos: a Apple mexeu na configuração dos podcasts já cadastrados em seu diretório para torná-los “privados”, ou seja, visíveis só dentro do app de podcasts da Apple. Muitos aplicativos e serviços de terceiros recorrem à API pública do Apple Podcasts para descobrir podcasts e conectá-los aos ouvintes, daí o potencial estrago: sem avisar ninguém, a Apple passou a, por padrão, restringir a exposição dos podcasts em outros apps que não o dela mesma.

Se você tem um podcast, é recomendável alterar essa configuração o quanto antes. Para isso, entre no Podcasts Connect, selecione seu podcast e clique no link “editar” do feed RSS. Você notará, abaixo do endereço do feed RSS, um opção “Tornar meu feed público”. Ela estará desmarcada. Marque-a e clique no botão Salvar.

Print da tela de configuração do feed RSS do Podcasts Connect, da Apple, com a opção de torná-lo público desmarcada.
Que coisa feia, Apple… Imagem: Apple/Reprodução.

A própria Apple explica para que serve essa opção ao passar o mouse sobre a “?”. Diz a empresa que “Esta opção expõe o URL do seu feed RSS à nossa API, permitindo que seu programa possa ser descoberto por um público maior”.

Por que, depois de quase duas décadas, a Apple resolveu desmarcar essa opção? Algo me diz que tem a ver com a disputa feroz que a Apple pretende travar com o Spotify e outros players de música que pularam de cabeça nos podcasts. Ao virar uma chave do seu lado, a Apple ganhou, da noite para o dia, muitos podcasts “exclusivos”, ou inacessíveis na maioria das plataformas. Não dá para confiar em grandes empresas mesmo. Via @marcoarment/Twitter (em inglês).

Ubuntu 21.04 resolve um grande transtorno: arrastar e soltar ícones na área de trabalho

A Canonical liberou nesta quinta (22) o Ubuntu 21.04. A nova versão da distro Linux traz poucas mudanças. As principais são a adoção do servidor gráfico Wayland como padrão e uma nova extensão do Gnome Shell que permite arrastar e soltar ícones na área de trabalho — por padrão, o Gnome não permite ícones na área de trabalho. O download é gratuito. Via OMG! Ubuntu (em inglês).