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Post livre #266

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

143 comentários

  1. Li hoje uma breve entrevista sobre o Signal, e em um trecho é citado:

    “Entre os planos para o futuro, Marlinspike quer lançar um serviço de armazenamento em nuvem e um servidor de email —tudo com criptografia e privacidade em primeiro lugar”

    Fico pensando no risco do Signal se perder tentando oferecer tudo quanto é tipo de serviço, ao invés de gastar as energias do pequeno time em tornar o serviço de mensagens realmente excelente.

    Outro ponto é se um mensageiro na escala de um What’s App se sustenta apenas com doações (me parece improvável!).

    Fonte: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2021/04/29/quem-e-o-criador-do-signal-app-que-quer-substituir-o-whatsapp.htm

    1. Também me preocupa a possível falta de foco no projeto. O lance da carteira de criptomoeda é mais preocupante, porque além de não ser o “core business”, é o tipo de coisa que atrai muitos questionamentos de órgãos reguladores (com razão).

      Quanto aos custos, não deve ser nada de outro mundo, já que as mensagens não ficam salvas em servidores. Se a Wikipédia se sustenta com doações, é possível que o Signal também consiga.

    2. Não me preocupa tanto, basta ver que os grandes players do mercado fazem isso, como Google, Microsoft e Apple. Outro ponto que pode ser interessante é a criação de um ecossistema baseado na privacidade, pois esse é uma clara vantagem das opções mainstream sobre as baseadas em privacidade. Tipo, você pode ter no Google um sistema de armazenamento, email, notas e etc com tudo rodando redondo e integrado ou ter uma solução para cada fim que basicamente não se conversam…
      Por outro lado, é inegável que é um passo que precisa ser dado com bastante cautela, a Mozilla, por exemplo, tenta isso a anos.

  2. Utilizo o Evernote há muitos anos, mas não gostei da nova versão que eles lançaram no ano passado. Algumas coisas que eram simples ficaram complicadas, outras simplesmente foram retiradas.

    Já tentei usar o onenote, mas sempre fico com a sensação de que ele é pensado pra ser usado com uma caneta. O google keep é muito simples e o notion achei péssimo.

    Qual vocês costumam utilizar?

    1. Também utilizo o Evernote faz um tempão e de inicio não gostei dessa nova versão, mas agora acho que os ganhos são maiores do que as coisas que acabaram ficando complicadas.

      A cada atualização percebo que alguma dessas coisas acabam voltando, parece que tiveram que dar uns passos pra trás antes para poder seguir em frente com mais padronização entre os sistemas operacionais e a versão web.

      Quanto a alternativas só testei o Joplin pela curiosidade de ser markdown e poder guardar as notas só comigo e apesar de uma certa lentidão e não ter várias funcionalidades embutidas da para tranquilamente.

    2. Eu ia recomendar o Simplenote, da Automattic, mas já vi que tu achas o Keep simples demais. Nunca usei o Keep para poder comparar com o Simplenote, mas o Simplenote é realmente simples, e eu gosto disso. Não sei, se quiseres dar um testada… eu recomendo!

  3. sempre tive vontade de aprender programação mas nunca iniciei por diversos motivos (falta de tempo, trabalho, faculdade, dar atenção a aprender coisas que julgo mais importante), mas semana passada minha namorada falou que uma empresa faria a “semana do python” aí resolvi acompanhar e logo na primeira aula eu curti a beça, vi diversas automações que poderia implementar no meu trabalho e me empolguei e estou pesquisando bastante desde então, e a minha pergunta é: quais outras linguagens são boas para automatizar tarefas? e que seja fácil também.

    1. Shell Script, da pra automatizar tarefas dos sistemas operacionais, tarefas parar serem executadas periodicamente, scripts de inicialização e por ai vai. Mas é limitada a isso, não é uma linguagem de “uso geral”.

        1. Só complementando o que o Bruno comentou, shell é uma das “línguas” mais fáceis porque você basicamente usa os utilitários UNIX que usaria no terminal no dia à dia no macOS ou Linux, mas de forma organizada e pensada para solucionar um problema específico.

          Essa é uma linguagem que pode ser usada para coisas complexas, como escrever um gerenciador de senhas[1] ou um gerador de certificados SSL para sites[2], como pode ser usada para coisas básicas, solucionando problemas que você tem no dia à dia.

          Por exemplo, eu uso uma combinação de pass e 1Password para gerenciar as minhas senhas; o que eu não preciso acessar remotamente fica no pass, e o que eu preciso acessar no celular, em outros computadores, ou preciso compartilhar com o meu time, ficam no 1Password. Como eu prefiro usar a linha de comando para tudo, uso o aplicativo de linha de comando do 1Password[3], que pede a minha senha mestra para desbloqueio de uma forma pouco acessível na minha opinião, enquanto o pass usa a minha chave GPG para isso, que, por sua vez, pede a senha mestra usando uma interface bonitinha na linha de comando.

          A minha solução para esse “problema” foi escrever um shell script que usa um pacote chamado pinentry-curses[4], o mesmo que o GPG usa para pedir a minha senha mestra. Agora quando preciso desbloquear o 1Password, o script pede a senha com uma interface mais amigável, eu digito, ele envia essa senha para o aplicativo do 1Password, e me devolve a senha que eu pedi. Ainda usando shell para resolver problemas, nesse script em específico, eu adicionei a opção de copiar a senha pro meu clipboard ao invés de mostrar ela na tela, então peço uma senha, digito a senha mestra se precisar, o script colocar a senha no meu clipboard, eu colo onde preciso, e em alguns segundos ele limpa o clipboard.

          Na Cipher Host nós usamos shell para muita coisa, inclusive para instalar o Ubuntu em um servidor dedicado de forma automatizada, configurar servidores novos, instalar o WordPress, otimizar imagens que você envia quando faz upload pelo WordPress—esse recurso está sendo reescrito como uma API REST em Go, no entanto—, gerar e criptografar backups do WordPress e banco de dados, gerar relatórios, e uma infinidade de outras coisas.

          Na minha opinião, que provavelmente não conta para muita coisa, shell é uma linguagem muito poderosa que não recebe o devido valor hoje em dia, e qualquer programador que pretende um dia colocar qualquer coisa em um servidor deveria saber. Mas também é a linguagem perfeita para qualquer pessoa que queira facilitar a própria vida, essa pessoa sendo um programador ou não.

          [1] https://www.passwordstore.org/
          [2] https://acme.sh/
          [3] https://1password.com/downloads/command-line/
          [4] https://git.sr.ht/~jamesponddotco/dotfiles/tree/master/item/.local/bin/1p

          1. muito brigado por compartilhar seu conhecimento, agregou bastante pra mim, vou pesquisar mais sobre isso

            espero no final do ano vir comentar o que aprendi e automatizei no meu trabalho

          2. Também dá pra usar no Windows 10 que trás o Power Shell nativo.

        2. Para usar algumas das ferramentas citadas no windows (ou também no ambiente corporativo, que em muitos casos não fornece acesso admin nas máquinas) uma dica é o https://www.msys2.org/.

          Eu tenho no meu ambiente e me ajuda com várias tarefas no dia a dia.

    2. Para quem não é programador e quer automatizar tarefas, vejo elogios recorrentes a esse material: https://automatetheboringstuff.com/

      Para automação, Python é ótimo pela simplicidade e disponibilidade de material. Se você trabalha em um escritório muito baseado em Office, VBA de Excel pode ser uma boa: não é “cool”, mas é bem efetivo para acessar bases e fazer rotinas mais complexas dentro de planilhas.

      1. trabalho dom contabilidade, não uso muito office,mas planejou melhorar meu trabalho com ele e será de grande ajuda.

        muito obrigado pelo link

        1. Também trabalho em contabilidade, e te digo que não consigo mais trabalhar sem meus scripts. Te recomendo uma linguagem chamada AutoHotKey. O ponto fraco dela é que só é compatível com o Windows.

          Mas os pontos fortes são muitos:

          É muito fácil de aprender pois documentação com os comandos e funções estão todas reunidas em só lugar e com exemplos de uso.

          É bastante leve, o interpretador tem poucos MB.

          É ridicularmente fácil criar atalhos de teclado acionar tarefas, abrir programas, completar textos, etc…

          Meu uso pessoal vai desde escrever e-mails com textos padronizados, preencher formulários, até analisar arquivos xml e de texto para extrair informações específicas. Automatizar cliques repetitivos do mouse e teclado, e até mesmo criar janelas de programa (GUI) como uma calculadora de alíquotas do simples nacional que fiz.

          Enfim, acho que já deu pra ter uma ideia.

          1. eu vou usar bastante pra criar emails padrão e automatizar umas tarefas, como pedir certificado digital.

            e vai ser útil também caso abra meu escritório ano que vem,para ter mais tempo livre e poder me focar nas análises de empresas, que é a área que eu realmente pretendo atuar

      1. Pra quem for preguiçoso como eu, tem o programa ASAP Utilities que integra várias funções úteis no seu Excel.

    3. Em um ambiente Microsoft 365 vale olhar a plataforma Power: Power Apps, Power Automate e PowerBI. Muito intuitivo.

    4. Cara, primeiramente parabéns por se interessar por programação, acho muito bacana quando pessoas que não são da cadeira da ciência da computação se interessam pelo tema, meus parabéns e sucesso nos seus estudos!

      Vi que você falou que trabalha com contabilidade e, caso deseje usar seus conhecimentos em programação em seu trabalho, recomendo que você não vá para outra linguagem tão cedo, mas se aprofunde em Python. Procure aprender a sintaxe e a linguagem em si e comece a estudar a área de ciência de dados com foco na visualização e manipulação de dados. Posso até te recomendar este curso: https://www.datascienceacademy.com.br/course?courseid=python-fundamentos. É grande (54h), mas você vai conseguir aprender conceitos de plotagem gráfica e até manipulação de banco de dados, além de começar a arranhar a parte de aprendizado de máquina em si.

      Costumo falar que o Python é a melhor linguagem de programação para quem não quer aprender a programar mas quer fazer tudo o que um programador faz. Simples, direta e com uma comunidade gigantesca, você consegue tirar uma ideia da sua cabeça com muito mais facilidade do que em uma linguagem mais “complexa”. Sem falar que você consegue automatizar algumas coisas também e implementar uns scripts bem bacanas.

      Deixo aqui também um aviso: dependendo do perfil da sua empresa, tentar implementar coisa “inovadoras” como Python e ciência de dados pode ser super chato. Algumas pessoas simplesmente não acreditam na coisa ou podem até acreditar demais e pedir pra você fazer literalmente mágica com código. Quando for propor algo, procure mostrar os benefícios de soluções assim, mas ao mesmo tempo mantenha as suas propostas com os pés no chão.

      Tl;Dr: se aprofunde em Python e estude ciência de dados caso queira aplicar algumas coisas no seu trabalho.

      1. obrigado pela dica

        vai me ajudar bastante.

        e sim,vou estudar bastante ciência de dados,uma aula que assisti era sobre isso e é incrível.

        e programação é muito útil para qualquer área, e na minha ela é uma grande aliada, vai me ajudar a economizar tempo em atividades repetitivas

    5. Boa tarde, Will. Me identifiquei bastante com você, pois eu sempre tive interesse por programação, mas nunca consegui entrar de cabeça mesmo.
      Eu tenho uma empresa educacional com dois amigos e um dos nossos projetos é oferecer dados sobre o processo seletivo da universidade federal daqui, especialmente informações sobre as notas de corte. Ele é um programa seriado, então o aluno faz uma prova em cada ano do ensino médio. Finalizado o processo, a universidade disponibiliza uma lista com as notas de todos os candidatos que não foram eliminados, a qual traz todos os cursos juntos. No entanto, eles não disponibilizam uma planilha com as notas de corte depois de todas as chamadas.
      Para descobrirmos esses valores, começamos a trabalhar manualmente, criando uma lista com todos os aprovados em determinado curso e, em seguida, comparando com as notas e as classificações para determinar qual foi a nota de corte. O problema é que, como existem felizmente muitos tipos de cotas, temos 10 notas de corte para cada curso, o que aumenta bastante a complexidade.
      Comecei, então, a pensar em formas de automatizar o que fazíamos. Primeiro trabalhei no próprio Calc (a versão do excel do libre office) e nessa jornada descobri que aquela lista com todos os alunos era um famoso CSV. Com isso, aprendi na prática coisas que não teriam feito muito sentido em um curso teórico, por exemplo. Avancei bastante no projeto, conseguindo obter, a partir da lista enorme, planilhas com todos os nomes que se inscreveram em determinado curso e as suas respectivas notas. Ainda assim, o trabalho continuava muito manual, pois eu deveria continuar comparando com a lista dos que foram chamados.
      Conversando com uma amiga que trabalha com estatística, entrei no mundo do Python. Ela me apresentou as infinitas bibliotecas e mostrou uma que permitia trabalhar com facilidade arquivos PDF’s (pyPDF). A partir disso, ela criou um script que funciona para qualquer ano do processo seletivo e separa automaticamente em planilhas para cada curso. Ele está vinculado a um banco de dados com todos os candidatos aprovados, então nós obtemos ao final uma planilha detalhada que nos entrega a nota de corte certinha. O trabalho dela foi sensacional e nos salva horas de serviço (antes iríamos analisar apenas os cursos mais concorridos e agora podemos analisar todos).
      Por fim, a partir da planilha obtida nós conseguimos descobrir inúmeras relações e tendências. O mais legal, na minha opinião, é que nós podemos utilizar esses dados na prática para ajudar os alunos. Mudamos a proporção de tempo de estudo recomendada para cada matéria observando onde os candidatos aprovados conseguiram a maior parte de sua nota. Além disso, como o processo seletivo acontece durante os três anos do ensino médio, nós podemos orientar os estudantes para melhorarem de um ano para o outro. Essa parte de dados está se tornando um dos nossos grandes diferenciais.
      Acho que eu falei demais, mas espero que tenha servido para mostrar a versatilidade do Python e como ele pode facilitar a nossa vida. Ainda sou bem leigo no assunto, mas já tento trabalhar no script de vez em quando para incrementá-lo. Se você tiver alguma sugestão de onde obter bons conteúdos sobre Python, eu ficaria agradecido. Abraços!

      1. caraca, legal que isso tenha te ajudado,além de economizaria dinheiro,ajuda a ganhar mais,pq dá pra focar no que realmente precisa.

        até agora só sei da Alura e da hashtag programação, mas ambos são pagos, e hoje,pra mim é importante o conteúdo ser em português, pq eu ainda não sou bom em inglês.

  4. Olá vocês!
    Ontem tava assistindo o vídeo do Ghedin sobre o Signal, enquanto dias desses me deparei com o ‘Session’ na App Store. Parece ser o sonho de consumo de qualquer usuário focado em privacidade, mas uma pena que nunca será uma realidade.

    Meus parcos contatos não abrem mão do WhatsApp nem a pau.

    Eu queria mesmo é voltar pro SMS rs.

    1. SMS é super inseguro, rs.

      Não sabia que o Session é um fork do Signal. Pesquisando sobre ele, topei com esta auditoria externa, publicada ontem (!), do Session. O que mais me preocupa, porém, é saber quem está por trás desse app. Você sabe?

      1. Falo em questão da simplicidade mesmo. Eu tenho 36 e já sofro de “no meu tempo” rs. Aquela Internet do final da década de 90 e começo dos anos 2000 foi uma delicinha. Era tudo mais simples, menos efêmero, raivoso e etc.

        Sobre o Session eu não fui muito a fundo. Eu cheguei a salvar o whitepaper pra ler com calma, mas falta tempo. A premissa de não precisar de um número de telefone já é bacana por si só (olha a nostalgia do ICQ, haha). Hoje em dia pedem teu número pra tudo.

      2. Gostei bastante do Session quando usei ele em alguns testes, e a transparência do time de desenvolvimento e whitepaper escrito por eles ajuda bastante a aumentar a confiança no projeto. Não uso o Signal por N atitudes do Moxie, mas usar o Signal como base para um mensageiro também ajuda no fator confiança.

        O meu problema é com a rede usada, Loki—ou Oxen, estão mudando o nome—, que é baseada em blockchain. Falou em blockchain, eu já fico com um pé atrás. O Loki é baseado no que fizeram no Monero até onde me lembro, e o whitepaper até demonstra diversos pontos onde a rede é mais privada que o Tor, mas mesmo assim, a pulga atrás da orelha fica.

  5. Nesses últimos dias tem aparecido algumas notícias de serviços que utilizariam criptomoedas para pagamento e eu não vejo como. O valor das criptomoedas tem uma variação que chega a milhares de dólares de um dia para outro, como que alguém utilizaria isso?

    1. E esse nem é o único problema. Uma transação em bitcoin está custando US$ 30. No dia 21 de abril, chegou ao pico de US$ 62. (Dá para ver um histórico aqui.) Boa sorte “pagando o cafezinho” em bitcoin…

      1. Nano não tem taxa e é rápido. Nem sou ancap mas tava pesquisando sobre criptos e me deparei com essa. Criei uma carteira e fui num faucet e já juntei alguns trocos sem gastar nada além de tempo. Recomendo pra quem quer experimentar. https://nano.org/

        Aproveitando a deixa: Wikipedia tá passando o chapéu, joguem algumas moedas.

        1. Onde você ouviu falar dessa Nano? Eu não conhecia, aí fui dar uma olhada no CoinMarketCap e vi que ela existe desde 2017, teve um pico naquele mesmo ano (US$ 32), desmoronou no final dele, e agora está voltando a subir (US$ 8,44 neste momento).

          1. Eu tava de bobeira alguns meses atrás e o dogecoin apareceu no meu radar por causa de alguma bobagem envolvendo o elon musk, daí fui ler um pouco sobre criptomoedas pra ver em que pé estava e de repente me vi pesquisando sobre criptomoedas que você consegue minerar sem precisar daquelas máquinas monstruosas, descobri o Monero e depois o Nano e o Banano :)
            Por enquanto só juntei mesmo uma boa quantidade de bananos, que você consegue de punhado se colocar seu computador pra trabalhar no projeto Folding@home: https://foldingathome.org/

    2. Muitas empresas estão construindo reservas estratégicas em crypto e, além de vender a ideia de privacidade, permitir transações com cryptos ajuda algumas empresas a construir essa reserva. Nesse sentido, a volatilidade é muito bom pra elas: os 10 dólares em BTC que você pagou no início do ano pra eles pode ser, no fim do ano, 100 dólares ou 1 centavo, a depender do mercado (mas, dado o histórico, sabemos que vai ser 100 dólares, não é?).

      Acha que não? Pois saiba que a própria Tesla lucrou mais com a valorização das suas bitcoins do que com a venda dos carros elétricos em si (https://www.wsj.com/articles/tesla-makes-more-money-trading-bitcoin-than-selling-cars-11619517615).

      Algumas moedas realmente vem sofrendo com as altas taxas de transação, como a própria bitcoin (que tem um limite de transações por segundo bastante restritivo), Etherium e seu “gas fee”, entre outras. No entanto eu acho que é uma questão de tempo até que alguma cripto apresente soluções inteligentes para essa limitação.

  6. Olá pessoal. Tenho uma TV Samsung não muito nova aqui (8 anos; Alô Ghedin!) e já é a segunda vez que deu problemas duas vezes no alto-falantes (estouraram). Moro em apartamento e não escutamos TV no máximo. Na pior das situações, o volume fica no 50. Não considero ser muito alto até porque o som da TV não é muito bom. Enfim, gostaria de sugestões para uma soundbar para jogar o som da TV só para ela. Tinha pensado em uma barata mesmo, só a barra, sem a caixa. A outra pergunta seria se para essa soundbar se conectar vi bluetooth teria de ser da mesma marca da TV. Obrigado.

    1. Eu tenho uma TV Samsung mais nova e comprei uma soundbar da LG, modelo SK1D, funciona normalmente pelo bluetooth. Sinceramente, a falta do subwoofer faz muita falta, não teve o upgrade que eu esperava no som em relação ao alto falante da TV, eu recomendaria gastar um pouco mais e comprar um modelo com o subwoofer se você for partir mesmo para essa solução de soundbar.

    2. Um som antigo com entrada auxiliar também pode auxiliar. pense sobre.

  7. Curiosidade: falando de tecnologia, vocês gostam de personalizar tudo a seu jeito ou simplesmente usam como veio?

    O lançamento do Gnome 40 e suas mudanças radicais gerou infinitas discussões do que é intuitivo/produtivo, o projeto é criticado por ser minimalista e opinado demais no workflow. Não é possível, por exemplo, deixar a dock visível ou colocar ícones na área de trabalho.

    A System 76 fez uma pesquisa com usuários, descobriu que a maioria se dá ao trabalho de instalar extensões para deixar a dock visível. O projeto Gnome deliberadamente não adiciona: a filosofia deles é de focar em atividades, uma dock sempre visível é contrário a essa ideia. A quem interessa, teve uma entrevista muito interessante do Georges Stavracas no Diolinux explicando as tomadas de decisão dentro do projeto.

    Em geral, tento usar do jeito que veio antes de sair mudando para o meu costume. No caso do Gnome, foi muito interessante, porque as limitações realmente me fizeram refletir sobre muitas coisas: dock não faz sentido para mim, múltiplos desktops é interessante, ícones na área de trabalho mais me atrapalham, etc…

    Não sou idealista de open-source mas, curiosamente, é a interface do Gnome que me faz querer usar no lugar no MacOS. Se esforçar um pouco para me acostumar valeu a pena, ao invés de tentar deixar mais parecido ao Windows/MacOS, o que seria bem fácil no Linux.

    1. Parto da premissa de que quem desenvolve interfaces refletiu e tem mais bagagem que eu para decidir esses padrões, mas, ao mesmo tempo, entendo que padrões tentam abarcar a maior fatia dos usuários e que embora as chances de eu estar nela sejam grandes, não é certeza.

      Dito isso, tento sempre “entender” e trabalhar com a proposta de quem desenvolveu a interface. Se algo realmente não encaixa, aí tento adaptá-la à minha necessidade ou deixo de lado (desktops virtuais, por exemplo; nunca consegui usá-los).

      Vez ou outra vejo aquelas transformações “minimalistas” do Windows 10 ou de sabores Linux e, sei lá, talvez por não fazerem sentido nos meus fluxos de trabalho, mas sinto que elas priorizam demais a forma em detrimento da função, ou seja, até ficam bonitas (nem sempre, pois subjetivo), mas mais complicadas de serem usadas.

      Eu acho que teria dificuldade em usar o Gnome 40. Jogar a dock da lateral para baixo não faz muito sentido a princípio — você clica no menu no canto superior esquerdo e os botões aparecem no rodapé da tela (???). A abordagem do Gnome 3 (e do Ubuntu) soa mais natural.

      1. Eu acho que teria dificuldade em usar o Gnome 40. Jogar a dock da lateral para baixo não faz muito sentido a princípio — você clica no menu no canto superior esquerdo e os botões aparecem no rodapé da tela (???). A abordagem do Gnome 3 (e do Ubuntu) soa mais natural.

        Eles explicam a motivação da mudança, que era o entendimento dos workspaces, meio que primordial para o Gnome. O novo layout é mais familiar para leigos do sistema pegarem o conceito: https://blogs.gnome.org/shell-dev/2021/02/15/shell-ux-changes-the-research/

        Eu acho que é pior mesmo para esse caso do mouse, mas achava que era restrito a usuários leigos e/ou primeira horas de uso. Eles logo destacam os atalhos e gestos para navegar, na página de apresentação. Seria uma perda de velocidade pouco relevante, mas que traz como vantagem algo mais intuitivo para quem acabou de chegar.

        Como esse ponto sempre aparece, acho que estou errado, usuários avançados realmente clicam no iniciar/overview/etc. Para mim, isso é tipo copiar e colar regularmente usando o menu de contexto e não Ctrl+C e Ctrl+V haha

    2. Eu diria que depende e nem tudo, explico.

      Digamos que é minha primeira vez com o Gnome, não vou sair alterando mas, conforme algumas coisas forem me incomodando, farei as alterações. Agora, depois de me acostumar com um determinado conjunto de modificações e for realizado uma grande mudança na interface, farei o possível para adaptar essa nova realidade ao que me era confortável antes.

      Mas voltando ao ponto do Gnome 40, ainda não usei, estou usando Fedora 32 por ser mais estável e usar a maquina para o trabalho, então, evito coisas muito novas para não me dar dor de cabeça.

    3. Já tentei usar o Gnome algumas vezes, Ubuntu e PopOs, faço várias modificações mas acabo voltando ao Mint. Acho que é a herança de anos utilizando a interface do Windows. Quando saírem distribuições estáveis com o Gnome 40 acho que vou dar outra chance. Acho legal eles se aterem a filosofia e explicar pra comunidade as tomadas de decisão.

      1. Windows é bem diferente do Gnome mesmo, é mais próximo do MacOS, mas bem diferente ainda.

        Acho legal eles se aterem a filosofia e explicar pra comunidade as tomadas de decisão.

        Sim, me parece bem transparente, mas as decisões não são muito populares. Usuários tem opiniões muito fortes sobre decisões de design haha

      2. Bastou essa conversa aqui pra eu instalar o PopOs e dar outra chance ao Gnome.

    4. Eu acho que jogar aquela Dock pra baixo foi apenas pra ver o que o pessoal do Ubuntu vai fazer na proxima versão.
      Eu preferia o estilo antigo de barra superior e inferior, mas hoje o KDE padrão me atende tão bem e é tão leve que não vejo necessidade pra mudar.

    5. Antigamente eu tentava mudar e personalizar muitas coisas, mesmo no Windows e Android. Recentemente, perdi a paciência pra isso. Comprei um Notebook recentemente e não fiz nada além de adicionar minha conta Microsoft e instalar os apps que uso. Como veio só com um ssd de 256GB, nem precisei fazer o que geralmente ainda me permito fazer, que é mudar o padrão dos “documentos” “imagens” etc. para um segundo disco rígido de maior capacidade.

      Sobre a dock/barra de ferramentas do windows/ícones do desktop, eu até uso, mas realmente, pra mim, ultimamente uso mais a tecla windows e digito o que quero abrir/usar. às vezes até tem o ícone no “dock” do windows. A área de trabalho serve mais como repositório de arquivos temporários do que pra acessar algum aplicativo, tanto é que os ícones, para variar, estão todos desorganizados.

      Até instalei aquele powertoy da Microsoft que “imita” o spotlight do mac, mas não achei diferença entre apertar a tecla windows e digitar, é virtualmente a mesma coisa, só muda o visual, pois a tecla windows abre o menu iniciar.

      Uso tb o win+r pra executar programas que sei o nome (excel, calc, notepad…)

    6. A forma como eu e você usamos o GNOME, Gabriel, parece ser bastante diferente do que a maioria dos usuários espera, o que explica a opinião negativa que usuários na comunidade tem em relação ao GNOME. Para o meu uso, concordo contigo, o dock não tem importância alguma, áreas de trabalho virtuais são muito importantes, e ícones na área de trabalho são a oficina do diabo.

      Na versão do GNOME usada no Ubuntu 21.04, por exemplo, eu tenho uma extensão para tirar o dock e outra para tirar as miniaturas das áreas de trabalho virtuais que ficam do lado direito do painel de atividades do GNOME, porque para mim, eu só abro ele usando o teclado, e só abro ele para pesquisar algo ou abrir algum aplicativo. Já a minha esposa, usa o dock padrão do Ubuntu do lado esquerdo e também mantém as miniaturas, para poder se organizar melhor.

      Quanto a customização, eu customizo quase tudo, desde coisas simples como o tema usado pelo GNOME, desde a base do sistema operacional. Uso extensões no GNOME para emular o i3, gerenciador de janelas que usava antes de voltar para o GNOME, para fazer a barra no topo se esconder e me dar mais espaço na tela, para remover partes da interface que me incomodam—como o ícone que mostra qual língua eu tenho configurado no teclado—, para reduzir o tempo das animações, e para adicionar as tarefas que tenho no EteSync na central de notificações—ou seja lá como aquela área no relógio é chamada.

      O que não dá para fazer com extensões, eu geralmente faço direto nos arquivos de configuração ou tema do GNOME. Um bom exemplo disso é a tela de login, que ao contrário da tela de bloqueio, não usa uma versão borrada do seu papel de parede por padrão, então eu pego o papel de parede, uso o GraphicsMagick para borrar a imagem, e modifico o tema padrão do Ubuntu para usar essa versão borrada, já que o tema padrão do Ubuntu, o Yaru, é o que o GNOME usa na tela de login.

      É um código horrível, mas funciona:
      https://i.cpimg.sh/7utsBzAP4qjb.png

      Também escrevo perfis de caixa de areia para cada aplicativo que uso—e uso o AppArmor para forçar esses perfis a serem usados—, substituo a parte de DNS inteira do Ubuntu pelo DNSCrypt, reconfiguro o apt, o Grub, iptables, pam, systemd, NetworkManager, enfim. No final das contas o sistema mal parece o Ubuntu, mas está da forma que eu quero e gosto, e para o meu uso, está bem mais perto das configurações que uso em servidores, então quando rodo algum teste local e algum problema acontece, é bem provável que se eu arrumar e funcionar na minha máquina, vai funcionar no servidor de produção também.

      Eu instalo tudo do zero no meu computador pessoal a cada seis meses, quando uma versão nova do Ubuntu sai—porque prefiro uma instalação do zero, não porque é necessário—, e se precisasse fazer isso tudo na mão com certeza não faria, então escrevi um script anos atrás que faz tudo para mim, eu só preciso editar ele volta e meia para deixar tudo atualizado.

      Poderia usar o sistema sem modificações? Poderia. Mas não importa o sistema operacional que eu uso, sempre gostei de modificar e poder falar que é meu, então, porque não? ¯\_(ツ)_/¯

      1. Cara, é lindo ver tu contar as histórias dos teus SOs… é sério. Fascinante! Queria eu ter essa paciência e conhecimento para tudo isso.

    7. Admiro a paciência de quem configura o gnome.
      Com 3 cliques eu deixo o kde do jeito que quero.

    8. Eu uso normalmente o Debian com o cinnamon. Não costumo personalizar muita coisa não. Ultimamente nem o papel de parede tenho personalizado (até porque nem dá pra vê-lo enquanto trabalho ou jogo). No máximo personalizo os ícones na barra de lançamento e coloco ela sempre no topo da tela. Alias, isso de colocar a barra no topo da tela eu faço desde o windows 2000, o que levava qualquer pessoa que fosse usar o meu desktop a loucura. :)

  8. Aproveitando que o Ghedin recomendou uma matéria sobre a expansão do Kwai na América Latina, queria externar meu ligeiro ódio com as propagandas desse app que estão espalhadas em todo o canto na internet, geralmente utilizando de vídeos de ‘novinhas’ dançando.
    Já deu até uma polêmica inclusive com a tal ‘loira do Kwai’ (não entrarei em detalhes pois não vi nenhum artigo apurando se ouve ou não uso indevido de imagens).

    1. Acho que não sou público-alvo, porque nunca vi essas propagandas do Kwai. Quando abro o YouTube na TV (algo cada vez mais raro; alguma atualização recente deixou o app meio inutilizável), sou bombardeado por anúncios do 123 Milhas, o que me intriga um tanto porque eu nem gosto de viajar.

      1. Como desativei a personalização de anúncios no Google (será mesmo se desativam?), aparece um tanto desse tipo de publicidade genérica Kwai/TikTok/Instagram). E é uma reclamação constante dentro da minha bolha no twitter.

      2. Nossa, esse do 123 Milhas é um porre! Ainda bem que no celular eu uso o Newpipe que me poupa dessas coisas. Alias, será que o newpipe roda no firestick?

    2. Tô recebendo muitas propagandas dele (“O pé faz assim…” putz) e agora do Tiktok. Fora elas, as propagandas que mais aparecem são as da Magalu, deezer premium (pq uso spotify, talvez?) e as propagandas do aliexpress (“vire um mestre da culinária…”, aquela do coelho falante kkkkkkkkkkk).
      Tá uma coisa horrível, tô pensando em usar o youtube vanced pra evitar essas propagandas, ou baixar uma loja de apps open-source e pegar um aplicativo sem propaganda.

  9. Microsoft vai substituir a Calibri como tipo padrão de seus aplicativos. E aí, o que acham?

      1. Engraçado que na época em que a Times New Roman era a padrão, o uso de impressoras matriciais em alguns escritórios era algo bem comum por aqui. Epson LX-300 (9 agulhas). Fontes serifadas, com o corpo em tamanho padrão, não ficavam legais nessas impressoras e geralmente todo mundo tinha que mudar os documentos para a Arial antes da impressão. Talvez esse fosse um motivador para a mudança naquela época?

        Depois a mudança para Calibri, também não vi muito sentido, mas aprendi a gostar dessa fonte para textos em tamanhos de corpo menores.

        Aliás, lembro de um caso em que descobriram a falsificação de um documento feito com data retroativa justamente pelo uso da Calibri: A data do documento era anterior à data de publicação da fonte.

      2. É interessante que o conjunto de aplicativos iWork da Apple ainda use a clássica Helvetica (no caso, a Helvetica Neue) como tipo padrão para praticamente tudo (embora nas versões recentes eles tenham incentivado o uso de modelos de documentos com tipos mais contemporâneos).

        Não sou tipógrafo mas acho que posso elaborar alguns comentários: desse trio (Calibri, Times, Arial), acho que o único tipo minimamente OK seja a Times New Roman — embora seu uso generalizado talvez a tenha tornado medíocre demais. Já os problemas da Arial são amplamente conhecidos: é uma cópia mal resolvida dos tipos grotescos clássicos (como a Akzidenz-Grotesk), ficando no meio do caminho entre esses tipos e as famílias neogrotescas como a Helvetica e a Univers. Ela tem problemas amplamente conhecidos de espaçamento, legibilidade, etc (além do desenho grosseiro copiado dos tipos grotescos clássicos).

        A Calibri sempre achei uma escolha estranha. É um tipo com cantos arredondados (adequado para as telas dos anos 2000, portanto). Se parecia uma escolha OK (embora não a melhor ou a mais adequada) para exibição em telas de baixa definição da era pré-Retina, sempre pareceu uma escolha inadequada para um aplicativo voltado sobretudo à produção de textos que fatalmente seriam impressos e lidos em folhas de papel oriundas de impressoras de baixa definição.

        Até entendo a proposta de um novo tipo básico para um aplicativo que ainda é hegemônico na produção de textos (o que, por si só, já daria tema para uma matéria do MdU: por que as pessoas ainda insistem no Word com todos os seus problemas?). Mas curiosamente as opções apresentadas não parecem resolver os problemas — ao menos aqueles previstos para um tipo básico, que provavelmente não será alterado pela maioria das pessoas.

        Bierstadt, do sempre presente Steve Matteson, é um tipo neogrotesco bastante inspirado na Univers (que, por sua vez, é um tipo muito bonito mas conhecido por ser inapropriado para textos longos). Tenorite parece inspirado em tipos geométricos como Avenir e Gotham, também inadequados para textos longos. Skeena parece ornamentada demais também para textos longos.

        Já a Seaford parece interessante para um uso “genérico” sem parecer “medíocre” (além de ter sido desenhada por uma equipe celebradíssima).

        Já Grandview, apesar de bonita, é definitivamente inadequada para textos longos.

        Enfim, dessa lista acho que a única “válida” para servir de tipo “genérico” e básico é a Seaford, mas acharia muito engraçado se a Grandview vencesse.

        1. Já teve a discussão sobre porque as pessoas usam o Word ainda. A resposta padrão é porque ele é bem melhor do que as alternativas – qualquer uma – por apresentar um conjunto de ferramentas de revisão, versão, correção gramatical (aliás, o corretor gramatical do Office é oriundo de um projeto da UNICAMP), comentários, léxicos e tradução muito melhores do que todos os outros concorrentes. Isso acaba virando padrão editorial e, por consequência, padrão “universal”. Usar o Pages ou o LibreOffice pra qualquer pessoa que precise ter uma revisão decente, com rastreamento de mudanças que não se perdem “magicamente”, é como bater com a cabeça no teclado e esperar que saía escrito o Rei Lear.

          Ainda, no mercado editorial existe a integração dos padrões DOC e DOCX com todas as ferramentas de tradução (CAT), editoração e publicação (OJS) muito mais refinado do que com ferramentas que usam outros padrões de documentos (como ODT). Era um horror quando eu recebia um PDF na revista que eu trabalhava porque com um PDF eu não conseguia apagar os rastros que poderia identificar o autor ou o projeto de pesquisa em que ele atuava.

          Tem muitos motivos práticos do uso do Office ainda, mas o mais simples é porque ele é uma suíte muito melhor do que as alternativas.

          1. sim, claro, esses casos todos fazem sentido

            mas minha pergunta vai noutra direção: por que as pessoas ainda usam processadores de texto como o Word (não esses casos profissionais, mas as pessoas em geral)?

            aplicativos como o Word (incluído aí os libreoffices e similares) são excelentes programas para os anos 90, mas parecem deslocados hoje, apesar de ainda imensamente populares

          2. @ gabriel

            Eu confesso que, dependendo do texto, abro o Pages para escrevê-lo. A metáfora da folha de papel é meio boba, mas na minha cabeça ajuda a entrar em “modo escritor”, e dos apps que tenho, é o único com contador de palavras persistente na tela. (Adoraria usar o iA Writer, mas R$ 170 em um Bloco de notas chique é dureza; e todos os outros apps do tipo que testei são abominações em Electron.)

          3. @gabriel

            Eu uso o Atlantis Word Processo e o Typora pra editar e escrever testos pessoais. Acho os melhores no quesito. Mas entendo que a maioria das pessoas não vai ter mais de editos instalado no PC, seja de casa ou do trabalho, só pra não usar o Office.

            Gostei muito do resumo da situação do LO: ele parece um SW feito em 1998. Até hoje. Mas o Word evoluiu bastante na interface e nas ferramentas, principalmente as de revisão e compartilhamento (coisas que o Pages e o LO não tem, por exemplo) de comentários e revisões.

          4. @Ghedin

            Tem mas não funcionava direito em 2016-17. Perdemos muitas alterações com professores que usavam o Pages nos seus MacBooks (e a gente na revista usava a versão web). Ele normalmente registrava “em tempo real” tudo o que era feito mas salvava apenas as alterações feitas pelo dono do arquivo. Poderia ser um problema de sincronia, claro, mas isso foi descartado parcialmente quando o mesmo documento era repassado via email, ajustado, e depois reenviado. O documento pedia *sempre* para que o dono confirmasse todas as alterações. As vezes eram milhares de pequenas coisas como espaçamento de linhas, cabeçalho, recuo … enfim, coisas de edição/revisão.

            Pode ser que tivesse uma maneira de não fazer essa confirmação toda, claro, mas não vale a pena fazer isso. Era muito mais fácil usar o Office365 (que tinha outro nome na época) ou usar o sistema do OJS da faculdade na aba de edição de DOC/DOCX.

          5. Isso, infelizmente é um fato! Nenhuma suite de aplicativos do tipo é tão competente como a da Microsoft, talvez até por uma questão de tempo de desenvolvimento. Alguns dos programas que a compõe são desenvolvidos há mais tempo que o próprio Windows.

            Saindo um pouco do Word, até hoje não achei nada que consiga substituir o Excel para planilhas mais complexas.

        2. Excelente comentário. Eu gosto do tema, mas não consigo elaborar tanto assim a respeito das minhas preferências. A razão para a mudança me parece apenas uma atualização do design geral da Microsoft. Não achei as fontes novas tão diferentes assim do que ela já vem usando nos últimos tempos.

        3. Muito interessante sua resposta, Gabriel. Eu uso a Avenir Next para escrever minha tese e acho agradabilíssima (e o texto é longo). A minha dissertação imprimi em Computer Modern com serifa, aquela padrão em documentos Latex, e também acho muito linda. Fiquei curioso: qual você recomenda para textos longos?

          1. como não sou especialista no assunto, fico nas receitas mais usuais: priorizo boas fontes serifadas para textos longos, principalmente a Palatino (desenhada por Hermann Zapf em 1946, um clássico da história da tipografia no século 20). Também gosto do projeto Linux Libertine (mas apenas a versão serifada). Se a ideia for usar uma fonte sem serifa para textos longos, é melhor recorrer às fontes ditas “humanistas” (como a clássica Frutiger, desenhada pelo próprio Adrian Frutiger, ou a Myriad, uma variação dela), principalmente aquelas desenhadas nos anos 90 pra frente. Particularmente acho linda a Scala Sans (a Scala serifada também é linda). Tipos desenhados por tipógrafos como Martin Majoor e Erik Spiekermann em geral também são escolhas certeiras, desde que a categoria seja adequada.

            A Avenir foi também desenhada pelo Frutiger. Ela é uma espécie de meio do caminho entre as tipografias geométricas (como a clássica Futura) e as humanistas (como a própria Frutiger). Ela certamente é mais legível que as geométricas clássicas, mas a depender da extensão das seções de texto, pode ficar também um pouco cansativa.

            Fora isso, tem aquela regrinha básica: tipos serifados para o corpo de texto e tipos sem serifa para títulos e destaques. Nesse ponto, preciso dizer que estou entre aqueles que adoram as grotescas do meio do século 20 (como a Univers ou Helvetica).

            Enfim: recomendo bastante aquele site https://practicaltypography.com

    1. Eu fiquei de cara que a Calibri já está há 14 anos e no trabalho ainda usamos a Arial e usávamos a Times New Roman para documentos impressos mas, agora que abolimos o papel e usamos processos digitais (governo de santa catarina), o manual de redação foi atualizado para utilizar a Arial.

      Acho que muita gente também não vai sentir a diferença. Pessoal da academia, se usa ABNT tb imagino que não, pois, salvo engano, a ABNT tb deve indicar uma fonta a utilizar.

      1. Isso é uma coisa curiosa. As normas da ABNT não especificam a tipografia, mas ficou meio que essa convenção de que manuscritos devem ser produzidos em Arial ou Times (e, em alguns casos, em Calibri).

        1. Tem razão, ao comentar eu só havia olhado quem mencionava a ABNT. Diversos links que “resumem” a ABNT mencionam a fonte Arial ou Times New Roman, mas, ao pesquisar a NBR 14724, menciona apenas o tamanho 12 e a cor preta.

          Porém, algumas universidades fazem guias próprios “baseados” na ABNT, mas “sugerem” o uso da Arial e Times New Roman. (A UFSC, onde estudei, por exemplo).

  10. Acabou de me passar pela mente os lugares onde passei mais tempo por esta longa e efêmera internet. Eis a lista:

    Vou descontar Orkut, Facebook e Twitter tanto pelo fato que ambos tem sub-bolhas difíceis de categorizar quanto pelo fato que eles em si já são onipresentes

    – Comunidades do MSN (acho que uma ou duas)
    – Fórum PCs
    – Fórum Mangá Xplosion
    – Skyscrapercity
    – Fórum TGVBR / ProTrem
    – (vou omitir aqui devido a repulsa que criei, mas era um fórum de games)
    – Área de comentários do Gizmodo
    – (um tempo de pausa e redução em ir em lugares fora das redes sociais)
    – Manual do Usuário.

    A gente fala muito em redes sociais como se fosse só o Twitter ou Facebook, mas sempre gosto de reiterar – tanto esta área de comentários do MdU quanto outras áreas onde há uma relação de um grande número de pessoas, não deixam de ser redes sociais. Um fórum, uma área de comentários, uma comunidade de blogs.

    Hoje estas áreas se reinventaram. Viraram comunidades com áudio (Telegram, Whatsapp, Clubhouse), ou vídeo (YouTube e muitos outros).

    Me veio a mente a questão sobre pessoas cegas e surdas, como elas participam – Ah é! Ao menos um leitor do MdU já relatou ser cego!

    1. Eu não sei, acho passei mais tempo em fóruns diversos (Path of Exile, WoW, LOTR etc) do que em redes sociais. Era melhor perguntar qual é o lugar que eu tenho vergonha de ter passado muito tempo na internet. Eu tenho vergonha de ter andado pela comunidade do Instituto Mises Brasil, principalmente porque eu queria entender eles achando que era uma coisa “ok” defender o que eles defendiam. Nem de ter frequentado o 4chan me dá tanta vergonha.

    2. Caramba… há tempos que não ouvia falar no skyscrapercity. Fui lá ver e o fórum continua bastante ativo.

      1. Eu sinceramente tive problemas com a turma de lá. O que tem de gente pedante lá acabou fazendo eu pedir para ser expulso.

        No começo foi legal pois todo mundo se conhecendo, etc e tal. Aí tem a galera “pedante”, que ama se achar dona da razão (e eu acabo sempre confrontando gente pedante…) e bem, já viu, né?

        Sei que o fórum é referência mundial para conversa de entusiastas de arquitetura e urbanismo, só que ao menos a comunidade brasileira, bem…

        1. Eu lembro de visitar de vez em quando e nunca me animar a me inscrever. Talvez justamente por esse clima que você descreveu.

          1. Acho que do período que me inscrevi até uns 2 anos depois eles estavam legais.

            Aí apareceu gente querendo pagar de “dono da razão” (alguns montaram blogs, outros “comunidades”, outros viraram aspones de políticos). O legal é que ao menos na minha época, notei que existiam entusiastas não-técnicos que admiravam os trabalhos de quem era técnico e de quem tinha boa didática e não tinha pedância. Teve encontros, a galera foi até conhecer a CPTM por dentro (a CPTM estava de olho nas comunidades e tinha gente de dentro até participando e conversando com gente do fórum, até “rastreando talentos”, vamos dizer. Sergio Avelleda abriu as portas para isso, diga-se de passagem).

            Enfim, de qualquer forma a época que participei foi boa até certo ponto. Galera era inocente e quase todos tinham a ideia de “mudar o mundo” em comum.

            Aí apareceu cara que queria discordância, liberal enchendo saco, troll… e a comunidade se esvaziou aos poucos. Brigas, expulsões, etc…

            Alguns migraram para outras comunidades e fóruns, alguns ainda são colegas e tem contato até hoje. E boa parte dos que conheci lá de alguma forma acabaram nas áreas desejadas – geralmente sobre transporte, que é o assunto que acompanho por cima. Maquinista (operador de trem), especialista em elétrica, especialista em engenharia de transportes, etc…

            (Pena que não tenho fotos da época, mas a melhor coisa que houve na época foi um passeio que fizermos até Marsilac, o ponto urbano mais ao sul de São Paulo).

      1. Estava pensando uma coisa aqui quando li seu comentário. O Guia do Hardware tinha o Morimoto, que era um cara bem sossegadão e polido, tal como tu. Creio que a linhagem que ele deixou de usuários e pessoas fãs de informática tem tu como uma espécie de “sucessor espiritual”.

        A concorrência era o Clube do Hardware, e sempre senti uma pedância naquele cara. A terceira via era o Fórum PCs, que por um tempo foi um espaço legal, até a galera começar a tentar “esquadrar” as ideias.

    3. Canais do IRC foram as comunidades online onde passei mais tempo na minha vida online, e de onde muitas das minhas amizades surgiram. Na época em que comecei a usar a internet, a cidade onde eu morava tinha um canal bastante ativo na Freenode, então eu fui naturalmente “empurrado” para a rede—o mIRC era o cliente usado, se não me falha a memória.

      Para mim, a falta das amizades que pessoas geralmente fazem na faculdade não me afetou exatamente por eu ter feito tantas amizades douradoras no IRC, então eu não senti a transição “perder amigos da escola, fazer amigos na faculdade”. Ainda sou bastante ativo no IRC e entro diariamente, mas nem de perto sou tão ativo quanto antes, e hoje faço parte de comunidades menores ou fechadas.

      Diversos fóruns também fizeram parte da minha vida. Alguns sobre animes, alguns sobre jogos—MU Online me vem a mente—, outros sobre informática num geral, um em específico que eu criei para uma comunidade do Orkut que me rendeu uma namorada e um término horrível, mas fui mais ativo no phpBB Brasil e até hoje mantenho algumas amizades daquele tempo—e uma irmã adotiva.

      Acredito que com exceção do Orkut, nenhuma rede social fez eu me sentir parte de uma comunidade como o IRC e esses fóruns fizeram. Talvez pela idade em que eu comecei a usar outras redes sociais e depois as abandonei, mas o provável é que os objetivos difiram; enquanto Facebook e Twitter usem a ideia de uma comunidade como fachada para cultivar uma fazenda de dados e fazer dinheiro, os canais no IRC e esses fóruns aleatórios eram comunidades reais, grupos de pessoas com gostos e assuntos em comum querendo compartilhar conhecimento e ter alguém para bater um papo.

      Ou eu sou inocente demais, e vendo elas com olhos de nostalgia. O que fizer mais sentido.

      1. O seu penúltimo parágrafo resume bem esta questão das redes sociais e a diferença das “redes sociais” (substantivo – twitter, face) para “redes sociais” (adjetivo – fórums, áreas de conversas livres como IRC). Acho que justamente o “estar entre comuns” gera uma harmonia que evita conflitos ou encontrar desgostos na comunidade – e pela comunhão da mesma, tais conflitos são resolvidos de forma rápida (muitas vezes não deixa de ser uma censura, mas necessária).

        Uma coisa que realmente estragou foi o nascimento da “cultura troll”, que no final muitos falharam (até eu, pois em algum momento pilhei e caí nela) e não soubermos lidar, deixando rolar até a situação que culminou na década passada: a eleição de “trolls” para o poder público…

  11. Comentei no post livre passado sobre o uso de teclado com padrão US, pedindo dicas e tal para facilitar a transição do ABNT2. Bom, até agora tem funcionado o padrão inglês internacional. Uso as teclas, então, com o layout padrão do teclado e meio que já me habituei depois de alguns poucos dias. O teclado, como havia dito, é ergonômico e, para mim, o efeito foi imediado: as dores que eu sentia usando um teclado comum (de membrana, mas com teclas de perfil alto, o Corsair K55) desapareceram e já pude dispensar o uso da órtese. Acho que a combinação de teclado curvo com teclas de perfil baixo ajudou. Ele tb tem um apoio para as mãos que é bem confortável. Infelizmente ele é demasiadamente caro e, sinceramente, apesar de ter funcionado, poderia custar bem menos, porque a qualidade dele em termos de construção é bem comum. Estava entre o teclado Karura 2 Redragon K502 e o Logitech ERGO K860… Não cheguei a testar o primeiro, mas talvez até devesse, já que ele tem o perfil baixo e não teria perdido o padrão ABNT2, além de ter economizado uns bons trocados.

    1. Eu definitivamente senti uma grande diferença a partir do momento em que comecei a usar um teclado ergonômico. Os ombros menos tensos, um esforço menor na digitação. Talvez a melhor coisa de todas tenha sido o fato de que o teclado usa QMK (firmware aberto e personalizável), o que me fez diminuir ainda mais a ginástica que fazia ao digitar. Já penso em montar ou comprar um teclado semelhante, em escala menor, para um dia em que finalmente poderemos sair de casa. Não consigo me ver voltando a teclados “normais”.

      Sobre o Kumara, eu e um amigo tivemos uma má sorte com os switches dele. Depois de um tempo de uso, alguns pararam de funcionar bem. O meu está até hoje guardado na caixa de “depósito de tecnologia” que tenho enquanto não aprendo a soldar para substituir os switches defeituosos.

      1. Se me permite tal comentário, acho que poderia aproveitar esta pandemia justamente para aprender a soldar. É um dom até necessário nos tempos atuais onde tudo encareceu e o que resta é consertar o que quebrou :)

        1. Eu definitivamente quero fazer isso! Estou esperando as férias da universidade para ter tempo livre!

      2. os dois teclados redragon q eu tinha eram mecânicos e ambos começaram a dar problema. não é bem um problema, eu acho, mas tem q ser limpo com muita frequência pra eles não falhar… aí remover as teclas e tal é bem trabalhoso. larguei mão. fiquei com um deles só pra jogar eventualmente.

        tb comecei a ter problema no ombro direito e com alongamentos resolveu. mas com certeza tem relação com o aumento de trabalho na pandemia e a cadeira mais ou menos q eu tenho aqui…

    2. Comprei um Redragon Kumara ano passado e gostei bastante, mas com o tempo a profundidade das teclas começou a me incomodar um pouco e comecei a sentir dores no pulso (pode ser culpa minha, dado que não tinha um apoio para os pulsos).

      Mais pro fim do ano eu fiz uma “loucura” e comprei um MX Keys, tô curtindo bastante ele!

      1. Eu fiz o contrário: eu adorava o MX Keys, mas percebi que as teclas eram muito pesadas e meu dorso doía em dias de digitação intensa. A dor era pior ao clicar, fiquei achando que era o mouse, mas troquei de mão e percebi que era nas duas mãos.

        Descobri que o “actuation point” das teclas do MX Keys é muito pesado, suspeito que seja isso, apesar de nunca ter visto ninguém com problema ergonômico similar.

        Agora eu uso um bem alto, Keychron K2, mas com um apoio alto ficou confortável. Queria um menor também, depois de ficar anos usando notebook, percebi que prefiro um teclado menor com o mouse mais próximo que um numpad.

        1. Qual apoio tu tá usando? Comprei um Keychron K6. Achei uns de madeira mas só vi pra vender nesses sites chineses, não queria esperar muito. Esses comumente encontrados de espuma incomodam muito meu pulso, devo ter uma leve alergia.

          1. Pior que eu comprei um de madeira mesmo, também não gosto desses de espuma, tanto porque estragam como porque ficam quente no calor. Além do tamanho, que não achei aqui no Brasil para 60%.

        2. Eu sempre digitei usando mais força do que o teclado demandava, acho que por isso acabo não sofrendo tanto. A questão da profundidade foi o que pesou mais (ou pode ter sido profundidade + força aplicada, não sei…)

          Sobre o numpad, sempre senti que ele faria mais sentido à esquerda do teclado, traria o mouse mais pra perto e permitiria usá-lo junto do mouse.

          1. Resolvi esse “problema” usando o mouse com a mão esquerda (sou destro). Meu ombro direito sempre foi meio ferrado, acho que por causa do mouse mesmo, aí faz uns cinco anos que troquei de mão. Realmente faz mais sentido que o teclado numérico fique do lado oposto ao da mão que segura o mouse!

        3. essa questão do teclado numérico tb pega. eu tinha um teclado arc da microsoft q era muito bom. compacto e gostoso de digitar nele. não sentia dores e ele era curvado pra cima, mas sem a divisão das teclas. depois comprei um teclado mecânico justamente por ele ser compacto e não ter o numpad. mas com o tempo ele foi falhando e era muito barulhento… acho bizarro as empresas não terem mais opções de teclados compactos de membrana e com perfil baixo… o teclado arc saiu de linhas há anos.

          1. Se não me engano, a Logitech diz que a grande maioria dos usuários preferem os completos. De membrana, só portátil mesmo para vir sem numpad.

            Os mecânicos são menores por reduzir custo e alguns gamers também preferem 60% para posicionar melhor. Não é uma decisão muito por preferência, mas primordialmente custo.

    3. vou seguir isso q o ghedin faz: usar o mouse com mão esquerda pra ver se melhora um pouco mais aqui o arranjo com esse teclado. já comecei e nem pareceu tão estranho qto imaginava q seria.

  12. Com esse aumento da assinatura do Spotify a ponto do Youtube Premium e Apple One (todos na versão família) serem mais vantajosos, estou considerando seriamente largar o Spotify. Fora o lance dele ser um dos piores no pagamento aos artistas, comprar um time de futebol e como o @Cab comentou ontem: pagar 30% a mais para produção podcasts desinformantes como o do Joe Rogan.

    Mas estou em dúvida entre Youtube Music e Apple Music por conta de algumas coisas:
    O app mobile do Youtube Music é o pior dos três. O webapp do YT music é zero ergonomia.
    O Apple Music carece de um bom app desktop fora do MacOS. No Windows existe o iTunes que esse mês recebeu uma atualização depois de dois anos.
    O Apple Music web é o pior webapp de streaming da história da humanidade. Qualquer clique são alguns segundos para carregar. Qualquer rolagem de tela no Apple Music web acontece a insanos 4 fps. E quem vem do Spotify não aceita isso.
    Saindo de Spotify, terei que usar um app de Podcast. Até agora o da Apple é o mais cotado, ainda que a maioria dos podcasts que escuto estejam no Youtube (inclusive os vídeos que o Ghedin posta) que por serem mais conversa, eu acabo ouvindo o vídeo como um podcast. Isso dá uma boa vantagem ao Youtube Premium para ouvir com a tela desligada e sem propagandas.

    Outro problema é que uso o Lastfm, pois gosto das estatísticas.
    Mas usar o Lastfm no iOS é horrível. Ele só faz scrobble no Apple Music e se a música estiver baixada no dispositivo.
    No Spotify é tudo automático sem instalar nada, pois o Lastfm está vinculado diretamente a sua conta do Spotify. Ou seja, em qualquer lugar que vc escute no Spotify, vai ter scrobble sem vc instalar nada nenhum plugin.
    E por fim, é impossível fazer scrobble do Youtube Music no iOS.

    O que vejo de bom no Apple Music e Youtube Music:
    Possibilidade de subir minhas músicas para a nuvem (e eu tenho 140gb de músicas que ao longo dos anos foram compradas ou são oriundas dos vários cd’s que acumulei ao longo da vida). O Apple Music lida muito bem com isso. A integração do seu acervo pessoal com o acervo alugado é muito bem feita.
    Por outro lado, o Youtube Music carece disso. O seu acervo pessoal está lá, em um quarto separado no final da casa. Experimente fazer uma busca para ver a confusão que se forma: o resultado é uma mistura de Youtube vídeos + Youtube Music + seu acervo pessoal.
    Já no Spotify isso é inexistente.
    O app do Apple Music é o mais bonito e, mais bem integrado ao iOS e é o mais ergonomico. É como se eu sempre soubesse como usar ele.

    Se alguém puder me ajudar dizendo qual serviço usa e pq usa, talvez me ajude a clarear as ideias.

    Obs: não me importo se a recomendação de músicas do serviço A é melhor que a do serviço B.
    Obs²: Tidal e Deezer estão fora de cogitação.

    1. Cara eu uso o Youtube Premium, pra mim a melhor coisa é não ter propaganda no Youtube! rs Esse foi um dos maiores fatores pra eu ir pra ele.
      O app do Youtube Music tem que melhorar muito mesmo ainda, mas dá pra fazer upload das suas musicas e ouvir off-line também, quebra o galho pra mim, eu organizo tudo em listas então meio só escuto o que eu quero…

    2. Uso YouTube Premium por causa do efeito colateral da remoção das propagandas do serviço de vídeo. O app Youtube Music é horrível, saudades do Google Play Música.

    3. Eu uso o Apple Music desde quando migrei para o iOS e não me arrependo, a interface é muito bonita, o recurso de acompanhar a letra e ir para uma parte específica da música são ótimos e, sei lá, por ser um app “nativo”, tenho a impressão que ele é mais fluido. Tá certo que não dá para fazer scrooble (tanto é que até deletei minha conta), mas em contra partida é libertador não ter que se preocupar se a sua música está sendo enviada ou não kkk. Eu gosto do iTunes, acho um ótimo lugar para ouvir minha biblioteca e o Web App realmente é um lixo.

    4. Eu também sou usuário do Youtube Premium e comigo a lógica foi parecida com de outros relatos aqui (e me levou a cancelar o Spotify):
      1 – Deixar de ver os anúncios é o principal motivo
      2 – Por um acaso, tem um tal de Youtube Music. Ele não é o melhor app, mas cumpre o objetivo básico de um serviço de streaming. A experiência de uso no app é bem aceitável.

      Somando esses dois fatores, vejo que o custo x benefício pelo que se paga no YouTube vale mais do que a concorrência.

    5. Eu tento usar o youtube o mínimo possível pois acho que o sistema de recomendação dele é o mais pernóstico. Pra mim não fui muito uma escolha usar o Apple Music (vivo completamente no ecossistema da apple), mas o que acontece é cada vez tenho usado MENOS o computador como um lugar pra ouvir música. Se quero ouvir música eu geralmente coloco pra tocar no celular e fico trabalhando no computador pq geralmente estou com ambos do meu lado e se preciso ir na cozinha é mais fácil ir com o fone bluetooth e o celular na mão do que deixar tocando lá no computador.

    6. Eu usava o Spotify há anos para música e podcast, mas hoje o YT Premium é mais vantajoso pra mim porque tem serviço de música e, como eu uso muito o YouTube, os mimos da assinatura aprimoram a experiência. Em relação à qualidade dos apps, estou satisfeito, não são referência em design, mas são simples e funcionais.

      O verdadeiro desafio foi encontrar uma alternativa para reproduzir podcasts. Minha primeira escolha foi o bom Apple Podcasts, mas eu buscava algo multiplataforma, então experimentei o Google Podcasts, o TuneIn Radio e o Pocket Casts.

      No fim, acabei com três apps: YT Music, Pocket Casts e o TuneIn Radio porque adorei ouvir as rádios locais. 😄

      1. Eu tenho rádio em casa mas ouço rádio local pelo TuneIn Hahahaha

    7. Cancelei o premium do Spotify no mês retrasado e não me arrependo de ter migrado pro Apple One. Gosto da experiência com o Music e o Podcasts e aproveito o espaço compartilhado extra no iCloud. Pra mim, se puder priorizar o uso de apps nativos, melhor.

    8. Eu já usei o Apple Music e Youtube Music por um tempo, mas não consegui ficar em nenhum deles por uma coisa básica: eles não tem suporte a minha Echo Dot como o Spotify tem. Então, se quero simplesmente transmitir uma música do celular pra ela, ou é por comando de voz ou ligando o bluetooth. Fora que ambos os aplicativos desktop são péssimos no Windows. Fico no Spotify mesmo ¯\_(ツ)_/¯

  13. HALP APLUSK
    não é possível que não dê pra migrar o histórico do chat do WhatsApp para um outro número sem usar o iCloud.
    Alguém já foi bem sucedido nesse processo que pode ajudar os amigos internéticos que estão falhando miseravelmente ANTES de eu começar a baixar apps suspeitos pra testar a migração?
    Obrigadíssima desde já!

    1. Sempre fiz pelo iCloud, mas creio que dê pra fazer pelo iTunes, conectando o iPhone via USB em um notebook.

    2. Se conseguir pegar a pasta de dados do Whatsapp e passar para o PC (sei lá se é possível isso em um Apple), provavelmente conseguira manualmente, que até será mais rápido.

  14. Estou me organizando pra sair da casa dos meus pais e sairei em 1 ano aproximadamente. Ainda falta um tempo para o AP ficar pronto e estou aproveitando esse tempo para me organizar com o que comprar, quais modelos de móveis, eletrodomésticos e etc.
    Minha dúvida é: vale a pena ir comprando as coisas que aparecem na promoção de uma vez? Ou espero uma data mais próxima para começar a comprar? O que vale a pena já comprar e o que vale a pena esperar?
    Pessoal que já passou por isso, me ajudem! Hahaha

    1. Se você topar com uma promoção legal, de repente vale. Só vejo dois possíveis problemas aí:

      1) Espaço. Coisas como geladeira, fogão e cama ocupam bastante espaço.

      2) Garantia. Principalmente com coisas grandes e/ou que precisam ser montadas, é difícil (ou impossível) fazer um teste rápido para ter certeza de que não têm defeitos ou atendem as expectativas.

      1. A questão do espaço até que não é um problema, aqui tem bastante espaço e dá pra guardar as coisas. A questão da garantia já é um pouco mais preocupante…

        Acho que vou focar em comprar coisas que eu consiga testar mais facilmente e só pegar em caso de ser uma promoção bem boa. O apartamento será entregue uns 2 meses antes de eu começar a morar, então tenho um intervalo confortável aí.

    2. se o custo de transporte (da casa de seus pais para o ap) compensar o valor economizado por comprar antes, eu não vejo o pq não.

      1. É na mesma cidade e o custo de um carreto é bem barato, já até dei uma olhada nisso rs

    3. Dica número um: compre tudo DEPOIS de ter espaço em casa pra ao invés de pagar mudança, usar os fretes grátis a seu favor.
      Dica número dois: o que puder, compre de segunda mão em sites de recommerce. É uma das formas de conseguir bons produtos com valores interessantes.

      1. Tenho um amigo que tava com a grana bem curta e ele conseguiu muita coisa barata comprando pela OLX, eu nem acreditei quando ele me disse o quanto economizou! Não foi bem sua dica, mas entra ali no mesmo assunto

    4. Estou na mesma situação e ainda cogitando se vale a pena financiar ou alugar um ap e, alugando, se compensa arrumar um mobiliado…

      1. Minha decisão pela compra não foi absolutamente financeira. Claro que levei isso em conta, mas pensei nos fatores subjetivos também. Como ter um lugar estável, não precisar me preocupar se daqui alguns meses o dono pediria de volta, de poder decorar e fazer umas alterações com mais liberdade, de poder estabelecer uma rotina, etc.
        Claro que esses fatores subjetivos dependem de cada um, mas isso pesou aqui.

        1. Em termos estritamente financeiros, raramente compensa comprar. Mas é como o Wilson disse: esse tipo de decisão não é meramente financeira, tem inúmeros outros fatores em jogo e que devem ser pesados.

    5. O que eu fiz na minha época:
      Comprei o mínimo necessário.
      E o resto fui comprando de acordo com a necessidade.

      1. Pois é, cheguei a fazer uma lista com tudo o que pensei e o tamanho é assustador haha
        Acho que é a melhor abordagem focar no essencial e depois no que eu for sentindo necessidade

    6. Cara, quando sai de casa para morar sozinho e depois no casamento o que compramos com bem antes sempre foi o que era pequeno e básico utensílios de cozinha, banheiro, cabide, roupa de cama e etc, nada de eletrônico e eletrodomésticos, primeiro porque as vezes pode não caber onde você está pensando em colocar segundo, questão de garantia e o transporte, levar isso ai depois dá muito trabalho e custa caro. Minha primeira TV, veio com defeito na tela, imagina se tivesse passado o prazo… E ai se você vai desembalar pra testar antes mais um trampo… kkkk Enfim é isso ai!

      1. Sim, por tudo o que li e pelas opiniões aqui eu acho que essa é a melhor saída mesmo! Comprar as coisas mais básicas e que dão menos dor de cabeça nesse momento e depois, com o apartamento entregue, pensar nesses itens maiores e mais caros.
        Só se aparecer uma promoção muuuito boa é que vai valer a pena esse trabalho extra de comprar, testar, reembalar e depois transportar

    7. Só morei sozinho por três meses, então acho que não sou voz válida. Mas imagino que se está preocupado com já comprar coisas em promoção, a dica de comprar de segunda mão (usado) é válido. Os preços de coisas novas está meio oscilante. Pesquise com calma.

      Outra: acho melhor ir comprando conforme necessidade – e principalmente ver custo de manutenção dos mesmos, no caso de consumo de energia ou gás. Geladeira e máquina de lavar consomem bem. Microondas e fogão depende de como você lida com alimentação (se vai fazer em casa ou vai comprar mais fora). Eletrônicos de consumo vá pelo o que você já usa na sua casa antiga (computador, monitor, etc…).

      E que seja feliz na casa nova!

      1. Toda ajuda é válida!

        Já tenho juntado grana há um tempo, pelo que cotei de preços acredito que eu consiga pegar tudo novo, mas não vai sobrar muito também…
        O bom de pegar promoção é que no fim das contas eu posso pegar um eletrodoméstico melhor pelo preço de um mais simples ou até mesmo pode sobrar uma grana que dê pra eu bancar um luxo, como um AC por exemplo (meu sonho desde criança!)

        E concordo demais com essa abordagem de comprar por necessidade, pelas minhas impressões a pessoa quase sempre gasta mais do que calcula inicialmente, então focar no que mais precisa pode ser uma estratégia para sofrer menos com isso.

        A questão do consumo e manutenção é importante tb! Tô vendo reviews de eletrodomésticos como nunca antes na história desse país.

        Valeu demais pela torcida! Mal vejo a hora de tudo acontecer!

    8. Já pensou em fazer cozinha sob medida?
      E quando nos mudamos tinhamos uma miséria de móveis. Cuide do básico que com o tempo você vai deixando os cômodos ao seu gosto.
      Boa sorte na empreitada!

      1. A cozinha sob medida tá nos planos!
        Esse cômodo já não é dos maiores, então vai ser importante aproveitar o máximo de espaço, além de que os armários que são vendidos prontos nunca parecem se encaixar direito no espaço…
        Valeu demais! Tô empolgado com tudo isso!

    9. Cara, como tu perguntou, vou falar por mim. Eu fui com o básico do básico do básico. Sim, isso mesmo.
      Olhando para minha casa e relembrando foi o seguinte:
      • consegui uma geladeira de segunda mão com minha dinda (ou madrinha, como queira);
      • um fogão também de segunda mão com minha madrasta;
      • um sofá que já era meu e meu antigo colchão de solteiro. Tinha um pedaço do meu guarda-roupas que foi junto;
      • um aparador que também era meu e serviu como mesa/armário de cozinha;
      • alguns utensílios, todos usados, da minha avó;
      • meu pai me deu um chuveiro usado, que na verdade era do meu banheiro na casa dele;
      • ah, e tinha o meu PC também.
      E foi isso. Sem TV, sem cama (continuo sem cama até hoje AUIshUIAShuIhs), sem micro-ondas (nunca usei), sem nada de “conforto da vida moderna”. E continuo sem nada disso e faço questão de não ter.

      Com o tempo fui comprando, fazendo, ou ganhando, o que faltava. Ganhei panelas da minha ex-namorada, ganhei um armário aéreo para a cozinha da minha madrasta e um colchão queen size (sim, para isso eu sou fresco UIAhusISHAUIi) do meu pai. A única coisa nova é o colchão, o resto tudo usado. Roupas e cobertas… bem, isso tu já deve ter.

      Agora meu objetivo é fazer minha cozinha e meu quarto. Inicialmente minha ideia seria fazer de madeira maciça, mas como a casa é alugada e, apesar de gostar dela, não pretendo ficar eternamente aqui, mudei de ideia e farei tudo com compensado, só para ter as coisas melhores arrumadas. No futuro faço algo para o resto da vida…

      É isso. Minha dica segue a da Jacque. Coisas usadas, sempre!

      1. Ah, e esqueci de dizer. Agora tenho uma mesa que fiz há uns 3 meses. É pequena e meio feia, mas funciona bem.

    10. Vou dar meu pitaco aqui, adiantando que concordo com boa parte do povo:

      Coisas que acho valer a pena comprar em promoção muito antes:
      – Se gosta/pretende cozinhar em casa
      * Jogo de panelas: As de inox e fundo triplo costumam ser caras, se conseguir em promoção, ótimo.
      * Jogo de talheres: Caso apareça uma promoção daqueles grandes bonitões de inox, vale a pena.
      * Uma boa faca de chef de 8″ pelo menos. Uma faca dessas boa (com peso bom, que não “entorta” ao cortar coisas) sai na faixa de R$250, se conseguir uma promoção, vale a pena.
      * Algum utensílio de cozinha que queira ter mas ache caro.

      – Móveis de pequeno porte (uma mesinha, cabeceira etc.). Dependendo da qualidade do móvel (madeira maciça por exemplo) o preço pode assustar, uma promoção é bem vinda.

      Quanto aos eletros e eletrônicos, realmente acho complicado comprar muito antes, mais pela garantia. Mesmo que você teste, alguns itens demoram a dar defeito. Vou dar um exemplo: comprei um notebook de um amigo, 9 meses, praticamente sem usar (ele usou pra instalar, não curtiu e deixou parado até conseguir vender). Peguei com 3 meses de garantia ainda. Passou mais uns 10 meses depois que eu peguei e o notebook pifou, fritou o processador. Mesmo eu usando só 10 meses, já não tinha mais cobertura.

      Outra questão é o transporte: Se o entregador da loja deixa sua geladeira cair, a responsabilidade ainda é da loja. Se o cara do carreto deixa cair, e aí?

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