Google não exigirá mais AMP para destacar resultados na busca

Pressão funciona? Sem alarde, o Google anunciou recentemente que a partir de maio de 2021 deixará de privilegiar a páginas AMP nos resultados da busca. “Toda página que estiver de acordo com as Políticas de conteúdo do Google Notícias será qualificada, e priorizaremos páginas com ótima experiência, implementadas usando AMP ou qualquer outra tecnologia da Web, conforme classificamos os resultados”, diz o anúncio.

AMP, ou Accelerated Mobile Pages, é um padrão criado pelo Google que limita os tipos de código que um site pode usar na construção de páginas e passa todas elas pelo cache do Google, o que gera acessos quase instantâneos. (Se estiver com tempo, leia este ensaio maravilhoso para entender o problema.) Até agora, apenas páginas AMP apareciam naqueles carrosséis de notícias nos resultados do Google, uma medida controversa e que tem cheiro, aparência e gosto de anticompetitiva. Via Google.

YouTube colocará anúncios mesmo em vídeos de canais que não querem veiculá-los

Somente canais de parceiros do YouTube, canais com uma quantidade mínima de inscritos e horas visualizadas e que sinalizam interesse no programa, veiculavam anúncios na plataforma de vídeos do YouTube. Isso mudou. Uma atualização dos termos de serviço publicada nesta quarta (18) informa que, aos poucos, o YouTube passará a inserir anúncios mesmo em canais que não são monetizados — e sem dividir a receita gerada por eles com seus proprietários.

O YouTube diz que esta medida “é parte dos nossos investimentos contínuos em novas soluções que ajudem os anunciantes a alcançar, com responsabilidade, a escala total do YouTube para se conectarem com suas audiências e aumentarem seus negócios”.

Uma semana depois de anunciar o fim da gratuidade do Google Fotos, o Google faz outro movimento similar no YouTube. Via Social Media Today, YouTube (em inglês).

O que vocês leram de bom?

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se), indico quatro leituras longas/de fôlego publicadas em outros sites — artigos e reportagens, basicamente. Seria o máximo se esse trabalho fosse coletivo, feito com a sua ajuda. Indique ali nos comentários uma leitura longa da última semana que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Apple reduz taxa da App Store pela metade para pequenos desenvolvedores

A partir de 1º de janeiro de 2021, a Apple reduzirá pela metade — de 30% para 15% — a taxa cobrada na venda de apps e compras dentro de apps publicados na App Store àqueles que faturaram até US$ 1 milhão em 2020. O programa é “opt-in”, ou seja, quem for elegível precisará sinalizar interesse nele, e valerá também desenvolvedores recém-chegados à App Store.

É um evidente resultado da pressão que a Apple vem tomando de empresas como Spotify, MatchGroup (do Tinder), Epic (do Fortnite) e Basecamp, que reclamam da taxa de 30% cobrada pela Apple e de algumas políticas da App Store. A nova taxa reduzida ajuda na defesa da Apple e beneficia muitos desenvolvedores (provavelmente a maioria deles), e só a elas — às grandonas, que se posicionam mais firmemente, continua tudo igual. Tim Sweeney, fundador e CEO da Epic, disse que a Apple tenta, com essa estratégia, causar divisão entre os desenvolvedores. Em nota, o Spotify afirmou o óbvio: que a novidade não altera em nada as rusgas da empresa com a Apple e a App Store. Via Apple, Variety (em inglês).

Amazon oferece podcasts no Brasil

Dois meses após entrar no ramo de podcasts nos Estados Unidos, a Amazon repete o movimento no Brasil. A oferta de podcasts fica dentro do Amazon Music, ou seja, é similar ao Spotify. Outra semelhança é a presença de podcasts exclusivos. O primeiro — e único, mas não por muito tempo — é o A música do dia, em que o jornalista e músico Nelson Motta apresenta 101 músicas que marcaram sua vida. Via TechTudo.

Chrome 87 e Firefox 83: navegadores mais econômicos

Google e Mozilla lançaram novas versões dos seus navegadores prometendo menos consumo de recursos do computador.

O Chrome 87 agora prioriza abas em primeiro plano. Na prática, segundo testes internos do Google, a nova versão reduz o consumo de CPU em cinco vezes e estende a autonomia da bateria (qual?) em 1,25 hora. Em velocidade, a empresa promete que ele agora inicializa 25% mais rápido e carrega páginas 7% mais rápido. Via Google (em inglês).

No Firefox 83, a Mozilla promete que seu navegador está 15% mais rápido no carregamento de páginas, 12% mais responsivo e que reduziu o consumo de memória em 8%. Uma novidade legal é uma opção que força conexões HTTPS (criptografadas), similar a extensões como a HTTPS Everywhere. Via Venturebeat (em inglês).

The Movie Database (TMDb)

Eu sempre recorri ao IMDb para pegar referências de filmes. Funciona bem, mas me incomoda um pouco por ser da Amazon. Para minha surpresa, ontem descobri a existência do The Movie Database, ou TMDb, uma alternativa independente, feita pela comunidade e com “forte foco internacional”. O TMDb existe desde 2008 e tem até uma API, usada por diversos apps. Virou a minha nova referência para filmes.

Os primeiros reviews do chip M1, da Apple

O embargo caiu e várias publicações soltaram suas análises dos novos computadores da Apple com o chip M1, também da Apple. A primeira impressão é ótima: desempenho superior ou equivalente ao do dos chips topos de linha da Intel e AMD e baixo consumo energético (leia-se: maior duração da bateria e, mesmo nos modelos com ventoinha, silêncio).

Para quem quer números e tabelas, indico a análise do Mac mini feita pelo Anandtech. Para tarefas mais mundanas com ênfase no (não) barulho das ventoinhas, este vídeo dos novos MacBook Air e Pro do Wall Street Journal. Ambos em inglês.

GitHub restaura youtube-dl e anuncia mudanças para proteger desenvolvedores

O GitHub restaurou o youtube-dl, projeto de código aberto que havia sido tirado do ar devido a uma denúncia de gravadoras de que ele estaria sendo usado para infringir direitos autorais de suas músicas.

Além da boa notícia, o GitHub reformulou a maneira como lida com denúncias do tipo, embasadas na DMCA, a lei de direitos autorais norte-americana, no sentido de dificultar a remoção de repositórios acusado de infringi-la. “Nos casos em que a alegação é ambígua, ficaremos do lado do desenvolvedor e deixaremos o repositório no ar a menos que haja evidências claras de condutas ilegais”, diz a empresa.

Por fim, o GitHub criou um fundo de apoio legal para desenvolvedores que se virem na mesma situação, em parceria com o centro Software Freedom Law e a Electronic Frontier Foundation (EFF), e investiu US$ 1 milhão nele. Via The GitHub Blog.

Disney+ chega ao Brasil

O Disney+ está disponível no Brasil. Custa R$ 27,90 — plano único, com resolução 4K e até quatro telas simultâneas — e, antes de se comprometer com a assinatura, o usuário interessado pode testar o serviço gratuitamente por sete dias.

Eleições nos Estados Unidos: Os números da desinformação no Facebook e Twitter

Na semana em que o Twitter agiu e rotulou o tuíte de um político brasileiro — uma política, no caso —, números das eleições norte-americanas ajudam a dar a dimensão do desafio que temos pela frente.

O BuzzFeed News conseguiu dados de um relatório interno do Facebook sobre as postagens rotuladas de Donald Trump se autodeclarado vencedor da eleição presidencial. Os rótulos ajudaram a reduzir os compartilhamentos em 8%, mas a redução não se refletiu em menor alcance/engajamento. “Entretanto, dado que Trump tem muitos compartilhamentos em qualquer post, a diminuição não altera os compartilhamentos em ordens de magnitude”, disse um cientista de dados da empresa. Ele emenda que o objetivo dos rótulos não é diminuir o espalhamento de desinformação, mas sim “oferecer informações factuais no contexto do post”.

Dias antes, o Twitter fez o mesmo exercício, só que publicamente. Foram 300 mil tuítes rotulados entre 27 de outubro e 11 de novembro, ou 0,2% do total de tuítes relacionados às eleições. Do total de visualizações desses tuítes, 74% ocorreram após a aplicação dos rótulos, e houve uma redução de 29% nos retuítes comentados.

Note-se que o Twitter aplica restrições ao alcance de alguns tuítes rotulados, desativando o retuíte direto e as curtidas — apenas o retuíte comentado fica disponível. O Facebook não age nesse sentido.

Como é receber um pagamento por Pix

Dois prints do comprovante de pagamento de um Pix feito para uma conta corrente no Bradesco.
Clique para ampliar. Imagens: Manual do Usuário.

Recebi um Pix. O dinheiro entrou na mesma hora na minha conta (corrente, no Bradesco) vindo da de um leitor* no C6 Bank, como é esperado, e gerou um comprovante com detalhes da transação, do pagador e um botão para devolver total ou parcialmente o valor recebido.

Um detalhe curioso é que, pelo menos no caso do Bradesco, o Pix tem uma área de extrato à parte, separada das outras movimentações da conta. No extrato convencional, porém, as transações feitas pelo Pix também aparecem.

* O apoio (assinatura) anual ao Manual do Usuário já pode ser pago por Pix. Para saber mais detalhes, mande um e-mail.