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A vida sem Instagram

Mão segurando um iPhone, com o site do Instagram aberto na tela de login.

No dia 18 de novembro de 2018, pouco depois do meio-dia, excluí o meu perfil no Instagram (veja como fazer). Já vinha ensaiando havia semanas, sem o app no celular nem acesso via web, pelo computador. Achei que fosse sentir falta, mas aí não senti.

Minha primeira foto no Instagram coincidiu com a chegada do app ao Android, em abril de 2012. Naquela época, o app só tinha uma função: postar/ver fotos em proporção 1:1.

Foto de uma mesa, com o boneco do Android em primeiro plano e, ao fundo, um pinguim feito de ovo e dois controles de Xbox 360.
A estética Instagram da época, com um filtro pesado aplicado a uma foto provavelmente péssima, devido à qualidade das câmeras de celular da época (o meu era um limitadíssimo Galaxy 5). Foto: Rodrigo Ghedin.

Será que o Instagram ainda é uma rede social de fotos? Mudou tanto ao longo dos anos. Após ser comprado pelo Facebook, em 2012, vieram os vídeos, as fotos em qualquer proporção, anúncios, stories. Recentemente, lojas virtuais, o clone do TikTok e, nesta semana, os “Guias”, nome pomposo para um sistema interno de blogs. O Instagram virou um Frankenstein feito de coisas que o Facebook tentou comprar e não conseguiu e do que é mais importante ao Facebook — gerar dinheiro e engajamento.

O Instagram mudou tanto que hoje estranho ao ver prints ou o app aberto em celulares alheios. É tudo caótico, mas ao mesmo tempo uniforme, performático, e com tanta, mas tanta propaganda, que a única explicação que me ocorre para as pessoas tolerarem aquilo é a estratégia da fervura gradual do sapo: o caos foi aumentando pouco a pouco, aclimatando os usuários a um ambiente que, visto de fora, parece complicado, hostil até.

Além da fervura gradual, as pessoas ainda estão lá. Um bocado delas, seguramente mais de um bilhão. O Instagram — qualquer rede social, na real — proporciona deixas que ajudam a manter contato com outras pessoas. Uma curtida, um comentário, a mera visualização de um story muitas vezes são maneiras reducionistas, mas eficientes de dizer “hey, estou aqui”, ou “penso em você”.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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Quando usava o app, isso era frequente. Fiz ou fortaleci amizades lá dentro. Flertei, ri com piadas internas, fiquei genuinamente contente em receber boas notícias de gente a quem quero bem. Mesmo com o Facebook jogando contra, esses momentos continuam a existir, ou a resistir, e mentiria se dissesse que não sinto falta deles, ainda que não o suficiente para voltar.

Imagino que perder tais oportunidades seja o maior obstáculo a quem cogita sair, mas não sai do Instagram. Pelo menos era o que eu temia antes de pular do barco. Mas aí diminuí o uso, e depois excluí de fato a minha conta, e aquela sensação de perda foi muito menos intensa do que imaginava que seria.

Print de uma janela do Safari, no site do Instagram, exigindo a mensagem pós-exclusão da conta: "Sua conta foi removida. É uma pena que você tenha resolvido sair."
O dia do adeus.

A gente se esquece do estado “sem Instagram”. Nele, sabemos das novidades de amigos e conhecidos por encontros em outros locais que a vida propicia ou em contatos ativos, mesmo que digitais, com os mais próximos — de qualquer maneira, sem o intermédio de um feed algorítmico. E não é tão difícil se acostumar a esse ritmo por dois motivos: primeiro, não há muito prejuízo em saber de rompimentos e novos namoros, nascimentos de bebês, viagens alheias e outras grandes novidades do tipo com algum atraso. E segundo porque a relação sinal–ruído do Instagram, potencializada pelo algoritmo, o excesso de anúncios e os incentivos artificiais para a produção de “conteúdo”, é terrível.

Viver sem ter um perfil no Instagram é um tipo de paradoxo temporal: é como estar num passado pré-Instagram (ou pré-Orkut), mas cercado de pessoas vivendo num futuro em que o Instagram é a nova praça pública.

Nos meus pensamentos aleatórios, acho que esse é o grande trunfo e ao mesmo tempo um dos perigos do Instagram. A rede se vende como uma janela ao vivo para a vida privada das pessoas, de todas as pessoas, e convence muita gente a se abrir em troca de curtidas, uma micro-fama ou outros tipos de reconhecimento social. O perigo está em achar que aquilo ali é de fato a vida privada das pessoas e/ou que todas estão ali, o que não é verdade.

Recordo-me deste artigo da The Atlantic sobre anúncios no Instagram que se parecem com posts de amigos. “Tirando o fato de que [os anúncios] vêm de empresas diferentes, eles são idênticos: as mesmas composições e pessoas e paleta de azuis e verdes saturados, como um anúncio bombado”, escreveu Kyle Chayka em 2016. “É como se um algoritmo digerisse todo mundo que eu sigo e cuspisse uma aproximação robótica da estética geral”.

Com o benefício do tempo, aplaudo a detecção precoce do fenômeno por Kyle, mas acho que ele errou na análise. Os anúncios do Instagram não copiam os posts orgânicos, mas dialogam com eles. Um absorve referências do outro e, dessa transação, resultam indistinguíveis. Há uma estética Instagram, difícil de explicar, mas fácil de reconhecer, que espetaculariza e ao mesmo tempo pasteuriza as fotos e vídeos destacadas pelo algoritmo, sobrecarregando os feeds de estímulos visuais. É tudo muito bonito e sofisticado, demais até, a ponto de se tornar cansativo.

Há também dificuldades de ordem mais pragmática em não estar no Instagram. Aquela ideia de que a rede ainda é uma rede social de fotos, uma bela galeria da humanidade, resiste, apesar das tentativas sucessivas do Facebook de implodir essa proposta transformando o app em uma vitrine abarrotada e de mau gosto. E uma vitrine exclusiva, acessível apenas àqueles com um passe-livre — no caso, uma conta no Instagram.

Desde sempre os stories só podem ser vistos por usuários autenticados, por exemplo. Com alguma frequência me deparo com restaurantes e outros comércios que restringem suas presenças online ao Instagram e, não bastasse isso, escondem em stories informações essenciais, como as de contato ou horário de funcionamento. A onipresença do Instagram é tamanha em certos círculos que não ocorre às pessoas a possibilidade de alguém não estar no Instagram.

Print do Instagram aberto no Safari para macOS pedindo login para exibir uma foto.
Para ver mais, faça login.

E o cerco vem se fechando. Nos últimos dois anos, ficou um tanto mais difícil acessar qualquer coisa no Instagram. Em algum momento, o Facebook passou a limitar o tanto do perfil de alguém que um deslogado consegue ver. Você vai rolando a página e, de repente, não muito longe do início dela, um formulário bloqueia a tela e só sai da frente se um login for feito. Fotógrafos, desenhistas, artistas de modo geral que expõem seus trabalhos no Instagram limitam, talvez sem saberem, o alcance das suas próprias obras.

No começo de 2020, o Instagram deu um passo além e passou a proibir que fotos e vídeos sejam abertos na mesma aba em computadores e tablets. É uma inconveniência mínima (dá para abri-los em uma nova aba), mas mais um passo para se fechar. Nesse ritmo, não é descabido imaginar que, em algum momento do futuro próximo, será preciso ter uma conta no Instagram para ver qualquer foto que seja hospedada ali dentro. Se todos estiverem no Instagram, ninguém vai perceber.

No final de 2018, excluí meus perfis no Instagram e no Facebook em grande parte por discordar das práticas abusivas reiteradas da empresa Facebook, mas também por desconfiar que estava no “modo automático”, condicionado, de maneiras que não conseguia entender, por um algoritmo. Fazia um uso comedido das duas, e não foi por qualquer efeito nocivo à minha saúde mental que as abandonei — talvez eu não notasse esses efeitos em mim mesmo? Não sei. E acho que nunca saberei, porque não cogito voltar.

Foto do topo: Solen Feyissa/Unsplash.

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27 comentários

  1. Penso sobre isso o tempo todo: o quanto somos comandados por esses algoritmos? Como a nossa vida está sendo moldada em torno das redes sociais? Acho que o futuro vai olhar para essa época com um certo assombro. O Twitter também é uma plataforma que tem me assustado pela poder que tem em cima do humor e da opinião das pessoas. Tu entra ali, em uma bolha, e é atacado por informação de todos os lados. Constrói um perfil social, briga, coloca sua posição e… desliga a tela. Sei lá, é estranho.

  2. Excelente reflexão e iniciativa. Eu nunca tive Instagram, abandonei o Facebook também em 2018, e na mesma época decidi fazer a experiência mais radical de todas: abandonei o whatsapp (dentre outras iniciativas em favor da minha privacidade e redescoberta da Internet ainda livre). Fora dessas redes temos melhor noção de como nossa sociedade está enredada na trama google+facebook, com muitas consequências. Caberia uma dissertação acadêmica.

      1. Esses dias alguém me deu um passo a passo: escrever, naquele espaço para uma mensagem pessoal no WhatsApp, algo do tipo “Desativado” ou “Perfil desativado”. Em tese, isso deve filtrar os contatos, e dali você pode direcionar esses que sobrarem para outros aplicativos.

        Achei genial, mas não implementei — ainda, haha.

      2. Ana, me recusei a instalar o whatsapp no meu telefone pessoal. Quando meu empregador viu que estava falando sério, me deram um aparelho institucional. Ou seja, em horário de expediente, ando com 2 aparelhos e num deles tem whats exclusivamente pra falar com os colegas de trabalho.

  3. Sai do Facebook em 2014 e fiquei num relacionamento complicado (indo e voltando) com o Instagram até 2018. Hoje em dia me dói ver aquela interface tão poluída e cheia de propaganda. Mas oq mais me irrita são os stories, não entendo a lógica de ficar horas por dia vendo vídeos sem graça de pessoas aleatórias do mundo. Ou pior quando abrem o stories da pessoa e ficam passando eles sem assistir, por algum motivo não abrir ou não seguir o fulano parece ser impossível ou deselegante.

  4. Amigo estou com vc. Já tinha saído do facebook há uns 2 anos. Instagram e twitter neste ano. Me senti extremamente aliviado e bem mais leve. Era um peso que carregava e nao sabia. Estou lendo mais, ficando menos “irritado” com minha família e amigos, não discuto mais por besteiras (perdi muito tempo em debates retardados sobre, dentre outras coisas, política), mais concentrado no trabalho e diversas outras vantagens que só notei depois que saí. Agora estou me deparando com um problema específico que são lugares comerciais que só existem no instagram. As vezes tenho que saber um horário ou se irá haver algum evento naquele dia específico, e aí só encontro essa informação no instagram. Mas assim mesmo esse pequeno prejuízo não se paga em voltar pra lá, no máximo eu ligo (como se fazia antigamente) para pegar a informação.
    Por fim, acredito que redes sociais são máquinas de fazer malucos depressivos. Um abraço e bom trabalho!

  5. Eu não tenho mais Facebook, Instagram e Twitter. Faz uns dois meses que só sigo dois canais de Youtube. Estou me sentindo bem melhor!

  6. A minha experiência ao sair do Facebook e Instagram é bem próxima do que foi relatado no texto mas com dois adendos. Tentei voltar pro Facebook mas não aguentei mais de uma semana, justamente pelas mudanças que faziam a plataforma ser outra coisa, desconhecida por mim. Isso se somou a minha má vontade de estar ali, voltei por uma necessidade, então não continuei e excluí a nova conta também. No Instagram foi bem mais tranquilo, não senti falta alguma em nenhum momento e também não teve nada que me fizesse ter que voltar a usar até o início da pandemia. Acabei criando uma conta anônima que é usada apenas pra assistir lives de assuntos que me interessam (o curioso é que tem pessoas que preferem se restringir ao Instagram pra fazer lives, mesmo que seja uma plataforma muito mais limitada do que o YouTube). Em contrapartida, não consigo largar o Twitter, fracassei em várias tentativas. Ultimamente o que me fez usar menos foi me cadastrar em newsletter dos meios de comunicação que gosto de ler e acompanho pelo Twitter, como o Manual do Usuário.

  7. Eu ainda uso o Facebook, apesar de não gostar muito, para manter algum tipo de contato com alguns colegas. O Instagram nunca me desceu, acho um ambiente tóxico, pior que o Facebook ainda, sem propósito. O fato é que essas redes sociais em geral não tem agregado em nada, pois no começo eu achava a idéia de uma rede social muito bacana, ainda acho, entrar em contato com pessoas amigos e familiares que a gente vê pouco ou tem uma certa proximidade.
    Atualmente, as rede sociais viraram apenas uma disputa de egos inflados. O Instagram só vejo fotos de pessoas querendo ser perfeitas, e por consequência uma fábrica de deprimidos… Por fim, acho que perderam seu propósito. Ainda tento usar o Facebook para manter contato com pessoas que gosto, mas está cada dia mais difícil…
    Tenho saudades do Orkut kkkk.

  8. Eu já tinha caído fora do Facebook faz alguns meses, agora assumi de vez o meu processo de desintoxicação da droga zuckerberg: fui no endereço https://instagram.com/accounts/remove/request/permanent/ (que não é o link fornecido no seu texto) e rapidinho disse adeus ao Insta. Sei que às vezes vai parecer que a droga faz falta, mas a gente sabe o universo de possibilidades que essa libertação abre.

  9. oi, rodrigo. boa reflexão sobre essa plataforma. vejo o instagram como um dos grandes pilares desse movimento “anti-web” onde os feeds algoritimizados das redes sociais que pareciam os portões da internet mas viraram a internet em si. o instagram sempre teve esse caráter de exclusividade e de perpetuação de si mesmo. além de que sempre me pareceu ridículo a dificuldade de você transitar entre ele e outros sites, já que o hiperlink só apareciam nas descrições de perfis e também, depois de anos, nos stories de perfis mais populares. sem contar toda essa influência bizarra que foi bem descrita no tecnocracia que você linkou no último parágrafo. o horror.

    ano passado precisei criar uma conta em uma rede social pois estava envolvido em um projeto onde eu precisava ter uma “fachada online” e interagir com pessoas que passavam por lá. criei um perfil no instagram e comecei a experimentar formas de usá-lo de um jeito não-trivial. já que o feed do instagram não é linear, decidi abdicar dele. primeira regra era só seguir pessoas, sem seguir empresas. ao seguir algum perfil, eu o silenciava na sequência. assim eu tinha sempre um feed vazio. a mesma coisa para os stories. a ideia do feed vazio era não ter aquele impulso de ficar dando scroll no aplicativo em um momento de procrastinação. caso me interessasse, eu poderia acessar a lista de pessoas que eu sigo, onde o ícone do avatar mostrava se haviam stories ou abrir o perfil. outra vantagem era que as propagandas do instagram só apareciam entre um post e outro, então se o feed estiver vazio, você não vê propagandas. a mesma coisa pros stories, como os anúncios aparecem entre um perfil e outro, eu não via propaganda lá. quando o projeto acabou, deletei a conta e voltei pra minha alcova digital do feed rss e e-mail. acredito que a plataforma deve ter mudado sutilmente desse tempo pra cá.

    apenas um adendo, os stories de perfis públicos podem ser acessados via api do instagram (https://developers.facebook.com/docs/instagram-api/reference/user/stories). existem apps como extensões para os navegadores ou sites que disponibilizam esse acesso através dessa funcionalidade.

  10. Duas coisas curiosas vem acontecendo comigo no Facebook e no Instagram.

    Desde os tempos do Windows Phone só acesso o Facebook pelo navegador do celular, nunca pelo app. Mas de uma meses pra cá minha timeline no Face “bugou”. Simplesmente não atualiza mais automaticamente, fica mostrando os mesmos posts durante dias como se estivesse congelado e só atualiza, no máximo, uma vez por semana. Não sei se é mesmo algum bug ou uma tentativa do Facebook de me forçar a usar o app deles. 🤷🏻‍♂️

    No Instagram eu comecei a acessar perfis que postam scans de gibis da turma da Mônica kkkk. Comecei a acessar essas páginas apenas por distração mesmo, mesmo não seguindo nenhuma delas, o algoritmo ficou viciado e agora só me recomenda essas páginas na aba de “Descobrir” kkkkk.
    Não é algo ruim, até porque muito coisa que não era do meu interesse o algoritmo deixou de mostrar para mim. Mas achei curioso como é “fácil” viciar o algoritmo e deixar ele ti “aprisionar em uma bolha”.

  11. Desde 2017 que ñ tenho conta no Instagram e o Facebook. Me apaguei dessas redes porque comecei a sofrer de ansiedade por ter curtidas, visualizações, etc… Fiz a melhor escolha!

    Quanto ao Twitter, deixei de usa-lo depois da eleição de 2018, ñ tinha como aguentar tanta discussão e defesa do ódio de pessoas por pessoas bem próximas. Continuo com a conta, mas uso apenas como login social em alguns serviços.

  12. Não tenho mais Twitter (a rede da loucura) e nem o Instagram. Fiquei só com o Facebook, mas não sigo ninguém: uso apenas para participar de grupos. Pelo menos não tem gente postando selfie toda hora e, quando há discussões, não há limitação de caracteres ou thread…

  13. Seu texto vai muito ao encontro do que penso. Também exclui minha conta há alguns anos (quatro, eu acho, mas sinceramente não tenho certeza) e não sinto a menor falta. O único inconveniente é estar de fora dessa vitrine quando tento acessar alguma informação comercial útil; e sempre a minha resposta a esse inconveniente é desistir da informação, simples assim. E a vida segue, sem muito prejuízo, posso garantir. Realmente me assusta o fato de que as pessoas parecem precisar de coragem pra largar a rede, e ver que a vida fora dela é melhor. Não importa a desculpa que elas (inconscientemente ou não) usem para manter suas contas, simplesmente não compensa todo o mal que ela traz aos indivíduos e ao mundo de uma maneira geral.

  14. O que mais irrita atualmente no instagram (ads já me acostumei) , é como a seção de comentários é bugada na versão web.

  15. Deletei minha conta do Instagram e Facebook no começo deste ano (ou final do ano passado, já não me lembro bem). A do Twitter no meio desse ano, pois estava insuportável.
    Uma coisa é certa: Me sinto muito melhor sem utilizá-las. As redes sociais estão cheias de coisas inúteis e discussões que nos deixam irritados, além dos anúncios em todo canto, deixando uma experiência muito ruim…

  16. Dedos coçando para usar aquele link “(veja como fazer)”…
    ………..5 minutos….pensando: o que me impede? Ou, o que me prende lá?
    ……..não achei nada!!!
    Vou usar seu link! Brigadim!!!!😉😉😉

  17. Ótimo post, como sempre.
    Eu deixei um pouco o entusiasmo com redes sociais de lado. A única que utilizo com gosto é o Telegram, nem sempre tão benéfica.

    Mesmo sentindo a falta que essas micro-interações deixam. Penso que as atualizações das pessoas que nos importamos ainda chegam.

    Quando tem um grupo/loja/pessoa que tem perfil público no instagram e me interesso. Vejo por alguma instância do Bibliogram que não fica pedindo pra autenticar o tempo todo.

  18. Eu nunca fiz conta. Eu até rolava as páginas há uns dois anos atrás, mas com a rede cada vez mais fechada, simplesmente abri mão. A estratégia de reclusão do conteúdo teve o efeito contrário em mim, e a isso se somou a reputação do Facebook como empresa.

  19. Eu acho curioso que, para mim, o Instagram é a rede social que sinto ser mais útil e menos problemática. Vejo que, no geral, é o completo contrário para a maioria das pessoas.

    Eu me interessei por fotografia recentemente, mas zero conhecimento da área, seguindo uns veio aquelas recomendações e ajudou muito a conhecer artistas e bom conteúdo. À medida em que fui seguindo mais essas pessoas, acabou que meu feed é majoritariamente desse tipo de conteúdo. Sei que é meio maluco, mas até nos anúncios achei produtos/conteúdo legal haha

    Fora isso, acompanho stories/feed de amigos próximos somente.

    Como é a única rede-social do meu snartphone, fora LinkedIn, acabava usando meio no tédio e coloquei aquele timer de 15 minutos. Na prática, vi que quase nunca batia nisso, só nos dias que postava alguma foto ou estava conversando com alguém, Inclusive, acabei desligando e nem percebi, fui ver e fica entre 5-20 minutos o uso diário.

    Mas, de fato, é um saco como está ficando cada vez pior a plataforma com recursos copiados de outras redes e mal integrados. O meu uso está cada vez mais relegado, estou tão velho que entrou um tal de “reels” no lugar do botão de postar foto (!?) e nem sei o que é isso.

  20. Não exclui de fato minha conta, mas não tenho aplicativo instalado nem acesso pelo navegador a muito tempo. Recentemente li a respeito da loja que lançaram e pedi à minha esposa para dar uma espiada no novo App. Achei extremamente poluído visualmente e não sei como alguém consegue usar aquilo. A metáfora do sapo cai muito bem aqui, pois tudo isso foi adicionado aos poucos, mas para quem está de fora, é angustiante ver aquilo.

    Meu maior receio hoje é do Whatsapp ir para o mesmo caminho. Instagram e Facebook já não fazem falta alguma na minha vida mas, o Whatsapp é onipresente.

    1. acho que o whatsapp irá pelo mesmo caminho. Agora nao sei como conseguirei apagar ele. Uso muito pro trabalho. Ja saí de um monte de grupo de besteiras. Mas é difícil…

  21. Eu também tive os problemas em ver posts no Instagram, tanto uma imagem específica quanto ver postagens mais antigas. Resolvi usando uma lista do uBlock chamada “uBlock filters – Annoyances” que remove esses avisos.

  22. Que texto sensacional! Eu atualmente me sinto sugado pelo Instagram, cansa mas estou lá. Estou tentando diminuir o ritmo, mas em momentos de tédio (ou procrastinação) acabo me rendendo facilmente. No pré pandemia, nunca me incomodou. Mas atualmente, sinto que estou muito mais ansioso e viciado do que eu era.

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