A difícil tarefa de reinventar o e-mail

Muitos aspectos das nossas vidas são tão naturalizados que só os percebemos quando algo sai do roteiro ou alguém chama a atenção a eles. O e-mail, goste dele ou não, é um desses. O pessoal do Basecamp, um prestigiado gerenciador de projetos, lançou um novo serviço de e-mail que, dizem eles, joga luz e resolve alguns dos problemas graves do e-mail.

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Financiamento de “fake news” pelo governo federal escancara os perigos da publicidade programática

O maior mérito do Sleeping Giants brasileiro talvez não seja fazer com que grandes empresas retirem seus anúncios de sites picaretas, mas sim o efeito educador que ele pode ter na população dos perigos da publicidade programática, modelo que tomou a internet nos últimos anos e redefiniu o cenário da publicidade em diferentes medidas.

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Onde estão os apps de ficar parado?

Um dos traços da indústria da tecnologia é a crença na capacidade de resolver todos os problemas — incluindo aqueles criados por ela mesma — apenas com tecnologia. Mesmo quando a fonte desses problemas tem origem na subjetividade, por essa visão tecnicista bastaria jogar mais tecnologia, criar um algoritmo mais complexo ou qualquer coisa do tipo para que tudo se ajeitasse.

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A falta de privacidade — planejada e acidental — do Zoom

É um tanto difícil falar em vencedores durante uma pandemia, mas, se nos permitirmos esse exercício, o Zoom, empresa norte-americana que oferece um serviço de videochamadas via internet, entraria fácil nessa seleção.

O sucesso estrondoso do Zoom se funda em dois aspectos: a facilidade de uso — basta ter um link para entrar em uma conversa — e a qualidade da imagem e som, que decorre diretamente da obsessão em manter a latência abaixo de 150 ms, aquele “atraso” do áudio em relação ao vídeo, mesmo em salas lotadas — o sistema suporta até 100 participantes em uma chamada, e até 1 mil no modo webinar, em ambos com recursos avançados como compartilhamento de tela, enquetes e espelhamento em plataformas de streaming (YouTube, Facebook).

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Sobre empresas que capitalizam suas ações para conter o coronavírus — ou: o álcool gel da AmBev

Já faz algum tempo que Marc Benioff, cofundador e CEO da Salesforce, um titã norte-americano do software corporativo, prega a ideia de um “capitalismo consciente”. Nunca deram muita bola a ele. A pandemia do coronavírus pode ser a ocasião dramática em que, se não sua voz, sua ideia ecoará por aí. Adianto já que não é a conversão de fábricas de cerveja em produtoras de álcool gel que mudará nossa percepção. É mais complicado que isso.

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Quarentena do coronavírus será prova de fogo para grupos de WhatsApp

Após os estragos causados pelo impeachment de Dilma Rousseff (2016) e as últimas eleições presidenciais (2018), grupos de WhatsApp do Brasil inteiro estão prestes a passar por mais uma prova de fogo: a quarentena provocada pelo SARS-CoV-2, o novo coronavírus. É como se nós, sobreviventes ainda se recuperando dos estragos de duas grandes guerras (de informação), estivéssemos prestes a enfrentar um poderoso furacão. Mas, apesar do tempo fechado, alguns raios de Sol despontam no horizonte.

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O sonho do iFood é um pesadelo para muita gente

O início dos anos 2010 nos encheu de esperança, com o setor de tecnologia dando fortes sinais do seu potencial revolucionário. De um lado, as redes sociais eram o motor de levantes populares; de outro, modelos criativos da economia colaborativa colocavam em xeque o poderio das grandes empresas. Uma década depois, aquele potencial não se realizou. Em vez disso, hoje notícias como as que revelam como plataformas de delivery exploram entregadores e restaurantes parceiros nos chocam. Quando foi que aquela esperança virou esse show de horrores?

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Amazon lança seu aparato de vigilância doméstica em massa no Brasil

Se você sempre quis colocar microfones super sensíveis e sempre ativos de uma mega corporação estrangeira dentro da sua casa, tenho uma boa notícia: a Amazon lançou nesta quinta-feira (3) a Alexa em português do Brasil e, junto com ela, colocou em pré-venda no país seus alto-falantes com microfones da linha Echo.

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Mi MIX Alpha, Galaxy Fold e o paradoxo do consumo de produtos de massa como fator de distinção

Olhe para o seu celular. Ele não é muito diferente do primeiro iPhone de 2007, o aparelho que inaugurou a era dos celulares modernos, ou smartphones. Ambos têm formato retangular, uma tela na frente, câmera atrás e no meio uma placa com alguns chips e uma bateria enorme.

A curva de inovação da indústria perfaz um “S”: começa lentamente, depois passa por um ciclo de desenvolvimento acelerado e, por fim, volta à lentidão. Na dos celulares, esse processo foi muito rápido, em velocidade condizente à sua popularidade inédita na história e aos saltos evolucionários gigantescos obtidos entre uma geração e outra. Em nenhum momento, porém, as mudanças atingiram aquele formato básico de “sanduíche de chips e bateria”. É raro, mas às vezes se acerta de primeira.

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Começou a era da “Netflix dos joguinhos”

Apenas quatro dias após a Apple lançar o Apple Arcade, o Google apresentou, nesta segunda-feira (23), o Google Play Pass. Ambos são serviços de assinatura mensal que oferecem acesso irrestrito a dezenas de jogos para celulares, tablets e computadores. É como se fossem “Netflix dos joguinhos”.

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Um dia ruim para a Netflix

A Netflix começou digitalizando as vídeo locadoras. Não os filmes em si, mas o espaço físico mesmo. Os clientes alugavam filmes em DVDs e a empresa os distribuía via Correios. Mas foi só quando alguém lá dentro teve a sacada de que poderia ir além e remover o último elemento físico do negócio, o disco de DVD, que ela deslanchou. Afinal, a digitalização total era uma ótima ideia, tão boa que surpreende que estúdios fornecedores de conteúdo e donos das plataformas onde a Netflix roda tenham demorado tanto para copiá-la.

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Nada novo nos novos iPhones

“Vou comprar o iPhone 11 Pro por inércia, por estar fechada no ecossistema, falta de tempo/energia para pesquisar por alternativas melhores ou executar os movimentos para migrar e porque meu iPhone de dois anos quebrou bem na hora (há um mês)”, escreveu a jornalista norte-americana Casey Johnston enquanto a Apple anunciava a safra 2019 de iPhones. “Não tenho ideia de que recursos ele tem”.

O relato dela representa uma teoria que a estabilidade do número de iPhones vendidos ano após ano desde meados desta década meio que confirma: a de que pouca gente compra celulares da Apple após compará-los minuciosamente às melhores ofertas da Samsung, Motorola, [insira uma marca Android aqui]. A maioria dos que compram iPhone fazem isso porque… bem, porque é um iPhone. Modelo? O mais recente que o orçamento permitir.

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TikTok é um filme repetido com final ruim

Não tenho — nem pretendo ter — conta no TikTok. De fora já dá para saber que se trata de um filme repetido, com o mesmo enredo de outras redes sociais estabelecidas que a antecederam. E, spoiler: o final não é feliz.

Para você que tem mais de 30 anos e pouco contato com jovens, o TikTok é uma rede social criada pela ByteDance que lembra o Snapchat e o finado Vine, no sentido de que é composta por vídeos curtos, boa parte deles com ênfase em entretenimento. Como um leitor que tem conta lá resumiu, “não tem nada sério, reclamação, nada, é só bobiça, 24h de bobiça, e TODO MUNDO fazendo bobiça”.

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Como o Twitter fomenta o ódio e instiga o que há de pior em nós

Nem os representantes divinos no plano terreno serão poupados no Twitter. Na quinta-feira (8), o padre cantor e tuiteiro de carteirinha Fábio de Melo abriu a rede social para reclamar da saída de presos condenados por filicídio no Dia dos Pais. Foi execrado. No dia seguinte, ele anunciou sua saída do Twitter. Em sua última mensagem lá, o padre disse:

Agradeço muito o carinho que sempre recebi aqui. Eu me divertia muito com vocês. Obrigado pelos amigos que fiz. Rezem por mim. ?

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Linha do tempo revela falhas na narrativa que atribui vazamentos da Lava Jato a hackers paulistas

Nunca houve tamanha preocupação com segurança digital no Brasil como agora, resultado dos respingos flamejantes da divulgação de conversas comprometedoras via Telegram entre membros da força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz federal Sergio Moro pelo The Intercept Brasil (TIB) desde o início de junho.

Em sua atabalhoada estratégia de defesa, Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro, apressou-se em atribuir a supostos hackers, presos pela Polícia Federal nesta terça-feira (23), a origem do vazamento obtido pelo TIB. Editores da publicação relembraram, via redes sociais, que nunca disseram que a fonte era um hacker. Esta não é a única incongruência na narrativa de Moro.

Uma linha do tempo expõe muitas falhas na argumentação do ministro.

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