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Duas novidades legais do Firefox 93

Duas coisas legais do novo Firefox 93 — uma consta nas notas da versão, a outra não. A primeira é a descarga automática do conteúdo de abas quando houver pouca memória disponível no sistema. Funciona igual em celulares: quando o sistema está sem memória, uma aba em segundo plano fica “oca”, ou vazia, e só é recarregada novamente quando o usuário a traz ao primeiro plano, preservando a posição da rolagem e dados preenchidos em formulários. Por ora, só no Windows — em Linux e macOS o recurso chega em breve. No link ao lado há uma explicação mais técnica/detalhada. Via Mozilla Hacks (em inglês).

A outra novidade diz respeito aos temas claro e escuro. Uma nova opção no about:config, a layout.css.prefers-color-scheme.content-override, permite destacar as duas coisas — usar o sistema em modo escuro, mas carregar os sites nas versões claras. Os códigos são os seguintes: escuro (0), claro (1) ou sistema (2). Via Hacker News (em inglês).

Outras novidades dignas de nota são o suporte padrão ao formato de imagens AVIF, um sistema de proteção contra downloades potencialmente inseguros e melhorias nos recursos de proteção à privacidade nativos. Via Mozilla (em inglês).

Firefox perde 22,6% de usuários em menos de três anos

A Mozilla mantém um site com dados públicos de uso do Firefox. No número de usuários ativos, é perceptível uma queda gradual na base. O gráfico alcança até dezembro de 2018. Entre o pico, de 253,8 milhões de usuários em 27 de janeiro de 2019, e o último registro disponível, 196,3 milhões em 1º de agosto de 2021, é possível observar um declínio de 22,6% no tamanho da base.

Isso preocupa. O Firefox é o único navegador independente relevante e, ao lado do Safari da Apple, os únicos que não usam o motor Blink, do Google. Uma “monocultura” empobreceria a web ao mesmo tempo em que conferiria poderes demais ao Google, que tem sua própria agenda não necessariamente ligada ao melhor interesse de todos — vide o desastre do AMP. Via It’s FOSS (em inglês).

Este é o novo visual do Firefox

Print de uma janela do Firefox, mostrando a nova interface Proton.
Imagem: OMG! Ubuntu/Reprodução.

O Firefox 89, previsto para ser lançado em maio, trará uma interface reformulada batizada Proton. Ela visa simplificar o navegador e dar uma repaginada geral em seu visual. Já é possível antecipá-la na versão atual do Firefox (87) e, embora a final deva trazer pequenas mudanças, é mais ou menos isso que todos os usuários terão em maio. Via OMG! Ubuntu (em inglês).

Extensão LocalCDN melhora a privacidade da navegação web

Muitos sites recorrem a CDNs, grandes redes globais de distribuição de arquivos via internet, para carregar bibliotecas e códigos necessários para que sejam exibidos corretamente. Nessa, “avisa” essas redes e grandes empresas, como Google e Microsoft, dos locais onde você está navegando na web. A extensão LocalCDN detecta, intercepta e substitui essas requisições por cópias locais das bibliotecas (mais de 100) e CDNs (27) mais comuns. Na prática, ou seja, na janela do seu navegador, não muda nada, e a extensão dispensa qualquer configuração para surtir efeito. Para Firefox (recomendado) e Chrome (extraoficial e com menos recursos).

Eliminando popups de cookies e outros aborrecimentos no Firefox, Chrome, Edge…

Sábado dei a dica do Hush aqui, um bloqueador de conteúdo que tenta eliminar aqueles popups de cookies que empesteiam a web em 2021. É bem legal, mas só funciona no Safari. Ou assim pensava. O Hush é baseado em uma lista de filtros — e essa lista pode ser instalado, por outros meios, no Firefox, Chrome, Edge… qualquer navegador moderno, basicamente.

A lista do Hush é a Fanboy’s Annoyance. Existem outras. A maneira mais fácil de ativá-las é via uBlock Origin, a melhor extensão para bloquear anúncios (e outras chateações) que há.

Após instalar a uBlock Origin, clique no ícone dela na barra de ferramentas e, em seguida, entre nas configurações. Na próxima tela, clique na aba Listas de filtros e role a página até o tópico Aborrecimentos. A extensão já traz sete listas do tipo, incluindo a Fanboy’s Annoyance, só que elas vêm desmarcadas por padrão. Selecione as que quiser (todas) e clique no botão Aplicar alterações. Elas serão ativadas e atualizadas automaticamente. Fácil, né?

Chrome 87 e Firefox 83: navegadores mais econômicos

Google e Mozilla lançaram novas versões dos seus navegadores prometendo menos consumo de recursos do computador.

O Chrome 87 agora prioriza abas em primeiro plano. Na prática, segundo testes internos do Google, a nova versão reduz o consumo de CPU em cinco vezes e estende a autonomia da bateria (qual?) em 1,25 hora. Em velocidade, a empresa promete que ele agora inicializa 25% mais rápido e carrega páginas 7% mais rápido. Via Google (em inglês).

No Firefox 83, a Mozilla promete que seu navegador está 15% mais rápido no carregamento de páginas, 12% mais responsivo e que reduziu o consumo de memória em 8%. Uma novidade legal é uma opção que força conexões HTTPS (criptografadas), similar a extensões como a HTTPS Everywhere. Via Venturebeat (em inglês).

Mozilla apoia ação antitruste contra o Google, desde que não atinja seu acordo financeiro com o Google

A Mozilla manifestou-se a respeito da ação antitruste contra o Google movida pelo Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos. Em linhas gerais, a Mozilla apoia a iniciativa, mas pede para que o acordo que mantém com o Google, que lhe paga ~US$ 400 milhões por ano (cerca de 90% do seu faturamento) para ser o buscador padrão do Firefox nos EUA, não seja afetado. (O acordo foi citado na ação do DoJ como um exemplo de prática anticompetitiva do Google.) Era questão de tempo para que discurso e prática na empresa Mozilla entrassem em rota de colisão. Agrava a situação o fato de que o caso antitruste não versa sobre navegadores web, mas sim buscadores e publicidade em buscadores. Via Mozilla, The Register (em inglês).

O inferno das opções de anúncios do LinkedIn exemplifica a falência da privacidade online

Logo do LinkedIn impresso e colado em uma parede de madeira.

Quando você acessa algum site que contém scripts de rastreamento e cookies de terceiros (basicamente todos eles), consente, muitas vezes tacitamente, em compartilhar seus dados com o site acessado e os vários terceiros donos dos scripts e cookies incluídos no código-fonte. Nunca reparou? Tudo bem, o objetivo é esse mesmo. O estado das coisas é tão caótico que até situações sem lógica ocorrem. Você sabia, por exemplo, que o LinkedIn coleta dados seus mesmo quando você não está logado na plataforma e até mesmo se você não tem uma conta lá?

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Como bloquear anúncios de sites para ter mais privacidade, bateria e dados no celular, e paz de espírito

Placa de trânsito vermelha com a inscrição "Pare" contra um céu azul.

Atualização (28/9/2026): Grande revisão do artigo para atualizar as recomendações de extensões e serviços.

Frustrado ao entrar em um site de notícias e ser afogado por anúncios e pop-ups? Não aguenta mais ver anúncios daquele tênis que pesquisou uma vez há semanas e até já comprou, mas que insistem em aparecer? Preocupado com anúncios que se parecem com golpes? Acha que seu celular está gastando muita bateria, ficando lento e/ou esquentando quando acessa sites? Se você respondeu “sim” a pelo menos uma dessas perguntas, a boa notícia é que dá para mitigar muitos dos problemas com a instalação de um bloqueador de anúncios.

↓ Pule direto para as dicas e recomendações.

Boa parte da internet gratuita se sustenta com anúncios. Você baixa apps, usa serviços e acessa sites informativos sem pagar nada e, para financiar a operação, os donos desses empreendimentos exibem anúncios que geram receita a eles e viabiliza os negócios. No papel, é uma troca justa. Na prática, a relação se tornou desigual (pior para o nosso lado) há muito tempo.

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Apple e Mozilla mostram caminhos diferentes para a privacidade online

Foto de um panda vermelho na natureza.

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A pressão nas grandes empresas de tecnologia está aumentando, em grande parte devido aos abusos com a privacidade dos usuários. Das cinco, a Apple é a que desfruta da melhor posição — há acusações e ameaças de investigações antitruste contra ela, mas nada relacionado à privacidade.

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Apps da Semana #3: Velhos conhecidos ganham recursos inusitados

Interface do app do LinkedIn para iOS durante o envio de mensagem de voz.

Nota do editor: toda semana, o Manual do Usuário faz um registro dos novos apps lançados dignos de atenção, das grandes atualizações dos mais populares e eventuais promoções. É uma maneira direta e fácil de saber o que acontece com os apps que você usa todo dia ou pode querer instalar em seu smartphone.


Na lista de hoje, os destaques são velhos conhecidos que ganharam funções inusitadas: aplicativo de anotações com a marca e integração com Firefox, LinkedIn mandando mensagens de áudio e a Microsoft com (mais) um app de notícias. (mais…)

Firefox ganha opção para impedir que sites ofereçam notificações

Logo do Firefox contra fundo colorido.

“Querido site da web”, começa um tweet muito popular de dezembro passado, “não, não queremos permitir notificações. Jamais”, pede. “Atenciosamente, todo mundo”.

“Todo mundo” é uma extrapolação. O recurso existe, está disponível nos principais navegadores e, imagino, há quem goste dele. Só que, pelas reações inflamadas que o tema gera, é seguro presumir que uma parcela significativa dos que usam a web o detesta. Por isso, os navegadores permitem que se desative esse tipo de abordagem de todos os sites. (mais…)

Traga de volta o botão “Ver imagem” no Google Imagens

Como parte de um acordo com o Getty Images, o Google removeu o botão “Ver imagem” dos resultados da pesquisa por imagens. Agora, é preciso visitar o site que hospeda a imagem antes de ter acesso a ela.

O argumento do Getty Images era de que o recurso facilitava a pirataria de imagens protegidas por direitos autorais. Há sentido nele, mas o remédio acabou sendo mais forte que o necessário, já que ele afeta partes que não são suscetíveis à pirataria, como quem distribui imagens de domínio público.

Uma maneira de reverter essa mudança, pelo menos em computadores, é instalando a extensão View Image (Chrome, Firefox). Ela restaura o botão “Ver imagem”. Outra é usar um buscador alternativo, como o DuckDuckGo ou o Bing.

É hora de dar uma nova chance ao Firefox

Logo do Firefox contra fundo vermelho e azul.

O Firefox 57 está entre nós. Poderia ser mais uma versão qualquer, com uma ou outra novidade, como acontece todo mês. Não é. Com o codinome Quantum, esta é uma atualização grandiosa, do tipo que mexe até na interface. É uma que traz a esperança (e o potencial) de recuperar os muitos usuários perdidos ao longo dos anos para o Chrome do Google e, principalmente, para a negligência da própria Mozilla, fundação responsável pelo navegador. (mais…)