O que é (e o que pode ser) o Tinder

por Beatriz Lobato

Em 2015, o Tinder comemorou o seu terceiro aniversário e, aparentemente, todo mundo resolveu pensar no modo como esse aplicativo baseado em “swipes” mudou o cenário de namoros e rolos entre os jovens. Por causa da sua rápida explosão e grande quantidade de adeptos, um clique ocorreu na cabeça de muita gente. Começamos a nos perguntar por que o Tinder é tão popular e, mais importante, como ele afeta os relacionamentos. (mais…)

Positivo Kids ressuscita a questão: qual a idade ideal para crianças terem smartphone?

A Positivo anunciou um novo smartphone. Até aí, nada demais. Salvo quando aparece com uma marca nova ou promove um desses aparelhos com funk o$tentação, é só mais uma notícia corriqueira no concorrido noticiário de tecnologia. O que chama a atenção nesse novo modelo é o público a que ele se destina: crianças. (mais…)

Quantas pessoas realmente se importam com os serviços do Google?

por Benedict Evans

Imagine que você tem um emprego sólido num escritório, sem contato com clientes, em uma cidade provinciana em algum lugar da Europa ou dos Estados Unidos. Você mora em um subúrbio e trabalha num prédio de escritórios, e faz o trajeto diário num carro. Em uma semana típica você encontra os amigos, vai a um bar, pub ou restaurante local, faz compras num shopping ou online e às vezes vai ao centro da cidade. Então: (mais…)

Tecnologia não é a solução para tudo

No último fim de semana estava lendo os apps indicados pelo Gizmodo, quando me deparei com um para iOS chamado Racha a Conta. A descrição de lá:

Infelizmente, não é todo bar que tem comandas individuais, e dividir o total da mesa por todas as pessoas nem sempre é justo, tem sempre aquele amigo que come ou bebe mais… O Racha a Conta tenta resolver isso: você pode anotar o que cada pessoa da mesa consumiu, dividir itens entre apenas algumas pessoas, marcar o que quem foi embora mais cedo já pagou, tudo para uma divisão mais justa da conta da mesa.

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O smartphone é o novo Sol

por Benedict Evans

Existem atualmente mais de 2 bilhões de smartphones em uso, e, dos pouco mais de 5 bilhões de adultos no mundo, cerca de 3,5 e 4,5 bilhões deles possuem algum tipo de celular. Nos próximos anos praticamente todas as pessoas que não têm um celular irão adquirir um, e quase todos os celulares serão smartphones. Há uma década, parte dessas previsões seria passível de discussão. Hoje, não. O quanto todas essas pessoas pagam por dados móveis e como elas recarregam as baterias dos seus celulares poderão ser desafios a serem vencidos, mas o smartphone em si está próximo de se tornar um produto universal para a humanidade — o primeiro que a indústria de tecnologia já produziu. (mais…)

Hoje Mark Zuckerberg fez uma sessão de perguntas e respostas e, numa delas, disse que o Facebook está prestes a lançar um botão alternativo ao “Curtir”. Embora a pergunta fizesse referência ao “Não curti” (“Dislike”) e Mark tenha dito que estão trabalhando nele, não é bem isso o que veremos em breve por lá. (mais…)

Esqueça a ideia de Internet móvel

por Benedict Evans

Desde o surgimento da ideia de “Internet móvel”, pensamos nela como um subconjunto limitado da “verdadeira” Internet. Sugiro que é hora de invertermos essa lógica — pensar na Internet móvel como a verdadeira Internet, e no desktop como a versão limitada e reduzida. (mais…)

Por que compartilhamos fotos e vídeos de gente morta?

A morte repentina do cantor Cristiano Araújo, em meados de junho, levantou uma polêmica que até então estava fora do radar da imprensa: o compartilhamento desenfreado de fotos e vídeos de pessoas mortas via Internet.

Imagens dos corpos agonizantes ou já sem vida de Cristiano e sua namorada, Allana de Moraes, alastraram-se rapidamente pelo Brasil inteiro, via WhatsApp, redes sociais e sites especializados em propagar conteúdo grotesco. Por quê? O que motiva as pessoas a compartilharem um conteúdo tão desrespeitoso à memória das vítimas e à família? São perguntas que há muito me incomodavam. (mais…)

As fronteiras da linguagem minimalista

por Sophie Secaf

A origem da comunicação humana é, ainda hoje, um dos maiores desafios da ciência da linguística. Existem várias teorias sobre por que começamos a nos comunicar, mas ninguém sabe ao certo o que nos levou a desenvolver esta habilidade. De gestos a pigmentos, das prensas tipográficas à Internet, nossa capacidade de criar e interpretar símbolos mudou a forma como nós vivemos, além de nos fornecer novas maneiras de lidar com um mundo imprevisível. (mais…)

O app que quer mudar seu jeito de compartilhar experiências online

por Beatriz Lobato

Sempre temos uns momentos de epifania no transporte público, como quando olhamos em volta e percebemos que a maioria dos passageiros do ônibus está mexendo no celular. Daí começamos a pensar sobre o tal zeitgeist, sobre como estamos realmente vivendo a era da conexão. Mas não dá para se demorar muito no raciocínio porque o alerta do WhatsApp apita e queremos responder logo à mensagem que chegou.

Mesmo sem olhar, você sabe que quase todos estão checando alguma rede social. Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat… dá para ficar aqui até amanhã. Não é de se estranhar que a gente note esse movimento no nosso cotidiano, qualquer estatística sobre uso de redes sociais no Brasil confirma o que percebemos. Entre 2012 e 2014, nos tornamos o segundo país com o maior uso de sites como Facebook, Twitter e YouTube. Já reparou na frequência com que brasileiros sobem uma hashtag para os Trending Topics mundiais no Twitter? Estamos em toda parte, de montão e gostamos de nos engajar. (mais…)

Novo Lulu é uma mistura do velho Lulu, Secret e Tinder

No final de 2013, um app chamado Lulu caiu como uma bomba nas redes sociais. Sua proposta era inusitada e, para muitos, de mau gosto: permitir que mulheres avaliassem, anonimamente, homens com quem tiveram qualquer contato. A polêmica se transformou em algum sucesso e, meses mais tarde, ações na justiça e o consequente “fim” do app no Brasil. Quase dois anos depois, o Lulu está de volta, mudado, com uma proposta um pouco diferente. Agora vai? (mais…)

A maioria dos seguidores de Danilo Gentili no Twitter é mesmo fake?

Um C E R T O B L O G chapa-branca publicou, com a pompa de descobridor do fogo, a denúncia de que o humorista e apresentador Danilo Gentili inflou sua base de seguidores no Twitter. A “fraude dos milhões de seguidores”, diz a chamada.

Por que alguém faria isso? Olha, há bons motivos. Uma base grande enche os olhos de admiradores, aumenta o faturamento com tweets patrocinados e, claro, esquenta o clima na (tentativa de?) diálogo com a oposição. No caso de Gentili, o referido blog o acusa de se aproveitar da sua base de seguidores de mentirinha para fortalecer o discurso da direita nas últimas eleições. (mais…)

Pepper, o robô emotivo japonês, é um vislumbre do futuro das nossas relações sociais

Este é o Pepper, um robô social fabricado em parceria pela SoftBank e Aldebaran Robotics. Ele tem 1,21 m, rodas no lugar dos pés e é capaz de entender e reagir às emoções humanas. O Pepper entrou em pré-venda no Japão e as mil unidades do lote inicial foram vendidas em menos de um minuto. Preço? Pouco mais de US$ 1.600 — fora a mensalidade, de US$ 200, que cobre manutenção, seguro, pacote de dados e apps que ainda serão lançados. (mais…)

A Netflix começou a liberar um novo layout na web e o The Verge conversou com Todd Yellin, VP de inovação de produto do serviço, sobre as mudanças.

Uma coisa que chamou a atenção foi o efeito que o “modo deus,” um hack que expande os vídeos de uma fileira a fim de exibi-los todos de uma vez só, teve nos usuários. (Paralelamente ao hack criado pelo desenvolvedor Renan Cakirerk a Netflix testou a alteração com alguns usuários novos.) Em vez de assistirem a mais coisas, quem foi submetido ao experimento viu menos.

O culpado disso é o paradoxo da escolha, um conceito que ficou famoso no Brasil com aquela esquete da Porta dos Fundos sobre o Spoleto. Yellin diz que a suspeita da Netflix é de que “as pessoas ficaram sobrecarregadas.” Nem sempre ter muitas opções é a melhor opção.

Embora não traga o “modo deus,” a nova interface, que até mês que vem deve chegar a todos os usuários, mexe no carrossel: agora, em vez de rolar a passos de tartaruga, um toque nas setas laterais move a fileira inteira de filmes.