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Tecnologia não é a solução para tudo

Homem segura um drone que ajudará no pós-terremoto, no Nepal.

No último fim de semana estava lendo os apps indicados pelo Gizmodo, quando me deparei com um para iOS chamado Racha a Conta. A descrição de lá:

Infelizmente, não é todo bar que tem comandas individuais, e dividir o total da mesa por todas as pessoas nem sempre é justo, tem sempre aquele amigo que come ou bebe mais… O Racha a Conta tenta resolver isso: você pode anotar o que cada pessoa da mesa consumiu, dividir itens entre apenas algumas pessoas, marcar o que quem foi embora mais cedo já pagou, tudo para uma divisão mais justa da conta da mesa.

Eu não quereria ir num bar com amigos tão muquiranas a ponto de usar um app assim. É normal fazer uma divisão aproximada do que cada um consumiu, mas prefiro pagar R$ 5 a mais do que seria o “justo” a ser ou ter alguém controlando com tamanho rigor o que cada tem que pagar.

Esse app é a típica materialização do pensamento “tecnologia resolve tudo”. E não é bem assim.

O Racha a Conta é um exemplo ameno de algo que temos visto com frequência cada vez maior nos últimos anos. Desenvolvedores enxergam oportunidades de quantificar e “otimizar” praticamente qualquer atividade, de qualquer indústria e, não raro, passam por cima de contexto e circunstâncias significativas dos problemas que pretendem sanar; perdem o famigerado bom senso — Washboard, never forget.

Num artigo sobre as dificuldades em resolver problemas de países subdesenvolvidos com tecnologia, Eric Bellman começa citando um caso ilustrativo. Logo após o terremoto que devastou o Nepal no começo do ano, um grupo de especialistas em drones foi até o local para ajudar. Não deu certo e, no fim, acabaram atrapalhando. Patrick Meier, especialista em tecnologia de desastres e fundador da Rede Humanitária UAV, resumiu a situação:

“[As equipes de drones tinham] especialistas em tecnologia com pouca ou nenhuma experiência na área humanitária; a boa intenção saiu pela culatra. A última coisa que [as organizações de ajuda humanitária] queriam era alguns cowboys chegando com seus drones, dizendo que salvariam o dia.”

Sobram exemplos mais mundanos, como o de tablets e notebooks distribuídos a estudantes sem que os professores tenham recebido treinamento antes, ou a instalação de tecnologias que dependem de uma infraestrutura escassa ou ausente no local da implantação.

Nem tudo é fracasso, porém, e Bellman cita como casos de sucessos o M-Pesa, um sistema de pagamento móvel nascido no Quênia com 20 milhões de usuários, e um purificador de água de US$ 20 que foi bem recebido na Índia.

O ponto é: tecnologia por si só não salva o mundo. Ela é uma das camadas, quase sempre a que fica no topo (ou seja, a última etapa) de um esforço maior que, feito do jeito certo, realmente muda as coisas. Hoje, parece que as empresas e entusiastas estão queimando essas fases preparatórias na crença de que tecnologia pura tem força suficiente para resolve qualquer coisa.

Falta uma pitada de empatia, de se colocar na situação de quem se pretende ajudar. “Produtos disruptivos só vêm de dois lugares: pura sorte ou de um profundo entendimento dos problemas que afetam determinada demografia.” (Deste textinho legal sobre a P&G.) As alternativas também são válidas para tecnologias beneficentes, com a agravante de que aqui estamos falamos de casos bem mais delicados do que vender sabão em pó ou moedas de US$ 25 por US$ 0,37 cada.

Da mesma forma que faltam sociólogos e filósofos na criação de redes sociais, falta gente que pense além da aplicação prática na hora de construir as tecnologias que prometem melhorar a vida de quem mais precisa. Se fosse apenas uma questão tecnológica, seria fácil.

Foto do topo: DFID/Flickr.

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51 comentários

  1. Sobre o app racha a conta, concordo que ele seja dispensável pela maioria de nós(ainda mais que somos de exatas e fazer uma conta dessas é muito trivial). Só que tem uma parcela do povo(e qualquer parcelinha de um país continental é muita gente) que quer um app desses e gosta, então acho que o desenvolvedor tem que fazer app para tudo mesmo, desde que não seja ilegal. Tem muito nichos não explorados ainda. Se um dev não fizer, vem outro e faz. E duvido que os devs do racha a conta estão tri$tes.

  2. Até hoje ainda rio da bizarra história das moedinhas de 25cents, sei do problema que estava ocorrendo, mas ainda sim um site só para isso parece mais um projeto de algum dev. que ele apresentou no TCC do que algo real.

    1. Ai que está o ponto, o Uber, ao menos em SP, tem qualidade superior aos táxis, por isso ele “ajuda”, deixando de lado o discurso anti-Uber, se um serviço fornece algo melhor e mais prático, porque não? A história do app que controla quanto cada um comeu vai de mão contrária, quando você sai com os amigos para tomar umas, não quer ficar contando o que cada um pediu e quanto custa, é um pé no saco. Claro tenho um amigo que não bebe álcool, então sempre que saímos com ele, ele paga a dele, e a gente raxa o resto. Mas não acho que mais um app no telefone vai ajudar em algo.

      1. Comentei em frase curta, perdão.

        Uma coisa sobre o discurso anti-Uber. A implicância é com o jeito que ele enfrenta a cidade e a política. Se eu achar, depois trago um texto de um jornalista que diz que o mal do Uber é que ele vê a política como obstáculo. Outro ponto é a falácia que o Uber comete falando que não é táxi, mas todos (e eles de forma escusa) se comparam a táxis.

        O ponto aqui,onde também dei a cutucada no Uber, é pensar no ponto principal do texto: usar uma tecnologia como fim e não como meio, ou vangloriar a tecnologia como um fim e não como um meio, não ajuda muito.

        Um app bem montado ajuda em algumas coisas. Na verdade, esta frase pode ser trocada por “qualquer tecnologia bem estruturada ajuda”. Antes das telas e gps, tinhamos mapas. Antes do Whatsapp, outros serviços de mensagem eletrônica, SMS.

        1. Sobre seus pontos anti-Uber, concordo plenamente.
          Aí que está, esse APP Racha Conta, ele é bem feito, e surpreendentemente, muita gente tem gostado dele. Aí vem meu questionamento, será que perdemos o ponto, ou é apenas um APP para um outro tipo de mentalidade? Todo e qualquer projeto a ser realizado deveria fazer uma série de perguntas antes de tirá-lo do papel, e como hoje em dia criar um APP demora horas, vejo que o lado empresarial do negócio fica em segundo plano, você pode ter uma ótima ideia que pode mudar o mundo mas precisa saber executá-la se não acaba virando uma Blackberry ou Nintendo, enquanto a Apple vai ganhando seu espaco, assim como o google e muitas outras.

      2. eu e a minha esposa já pegamos dois ubers e o atendimento foi bem mais ou menos… e uma coisa eu decidi. não vou ficar mais trocando ideia com o motorista. não sei se foi azar, mas alguns já me aborreceram pra caramba.

        1. Isso vale para qualquer lugar. Táxi, transporte público, serviço particular.

          Cada um tem sua cabeça. Conversar com “qualquer um” é legal, mas muitas vezes vamos nos conflitar com preconceitos que os outros tem. Cada um tem sua ótica de vida, e não podemos esperar entrar em um transporte, sentar e falar “oi, vamos conversar sobre futebol?” por exemplo. :)

          Pelo que sei, o certo mesmo é não ficar puxando papo mesmo em nenhum transporte, “fale com o motorista apenas o essencial”. Tá certo que estamos lidando com um humano na direção (ou um passageiro do nosso lado). Mas não tem problema em não puxar conversa. O ideal mesmo é um bom dia, obrigado, bom trabalho. :)

          1. pois é… farei isso. mesmo q tenha q fingir q estou trabalhando… sei lá. um dos caras q me atendeu fez um milhão de perguntas muito pessoais e eu, trouxa, fui respondendo…

        2. Isso eu aprendi faz tempo, não só com o Uber, mas com prestadores de serviço, em geral, sou educado, mas não passo do bom dia, para evitar eu falar o que penso, procuro não saber o que eles pensam, isso já me deu muitas dores de cabeça

          1. acho q é o melhor a fazer, pq, cara, as opiniões são muito distintas e não dá muita vontade de ficar discutindo não…

          2. Um dia tive que ouvir como o cara falar como ele tocava a cooperativa dele, tudo ia ao oposto da Administração consciente, ainda mais que sou formado em ADM, doeu muito ouvir as asneiras dele, mas fiquei na minha. Sou sempre aberto a discussões, mas só ouço “fatos” disfarçados de opiniões, ai não irá à lugar nenhum, por isso, acabo me calando.

          3. nessas horas, qdo vou respondendo, penso com meus botões: por que não te calas, fabio?”. e sigo tagarelando… tb ouço cada uma, mas acabo tergiversando…

          4. nessas horas, qdo vou respondendo, penso com meus botões: por que não te calas, fabio?”. e sigo tagarelando… tb ouço cada uma, mas acabo tergiversando…

  3. Isso de miguelagem na conta me lembra um causo de uma viagem. Nunca mais o sujeito sai comigo.

  4. Oi Ghedin

    concordo com o objetivo principal do texto, mas no caso específico do app Racha a Conta devo dizer que não concordo com a tua posição. Eu, por exemplo, não quero pagar pela conta daquele amigo que gasta 50, 70 reais a mais do que eu, da mesma forma que não acho justo que meu amigo pague por aquilo que eu consumi, ou que alguém fique se controlando pra não pesar mais para ninguém. Tudo bem que acho o conceito do app complexo demais (uma calculadora + a nota fiscal ja resolveria), mas não tira a utilidade dele.

    1. Eu já discordo, acho que se estou saindo para relaxar, não quero pensar quanto meu amigo está gastando de diferença. Não sei, talvez seja a região, talvez a diferença de idade, mas não sei. Não acho nada prático.

    2. Quando saio com amigos, fazemos uma divisão aproximada: o que cada um consumiu individualmente, por exemplo, cada um paga. Mas se tomamos cervejas, comprando garrafas e dividindo, rachamos entre quem bebeu. Evidentemente alguém beberá mais que o outro (eu sempre bebo pouco, porque não aguento muito) e, na justiça da divisão certinha, acaba pagando menos, mas e daí? São meus amigos, não tem motivo para criar caso por causa de R$ 5…

    3. Na minha mesa é assim: Sentou, sorriu, a conta repartiu! E pronto.
      Abro exceção para quem não bebeu ou comeu, por exemplo. Quando o cara gasta muito menos, evidente que não entra no racha…

  5. Cara, quando eu li o artigo do Gizmo pensei a mesmíssima coisa. Aliás, o que me despertou esse pensamento na hora foram os gifs, ou vídeos, não me lembro ao certo, de como funcionava o app. Fiquei com um pouco de vergonha alheia de imaginar alguém na mesa, jogando coca-colas no avatar da “Aline” e contabilizando a batata-frita pra mesa toda.

    A verdade é que, mais do que a sua afirmação “tecnologia não é a solução para tudo”, eu acho que a tecnologia só é a solução quando as outras formas de se fazer o mesmo são menos eficazes e produtivas ou desgastantes. E isso serve para qualquer coisa: algo só soluciona uma situação quando ela torna aquela situação melhor, com menos atrito. O que claramente não é caso deste app ou das moedinhas de $25.

  6. Nunca precisei de um app para rachar a conta, acho que o bom senso em dividir na própria calculadora é bem mais valida. Se seu amigo usa um app desse pra checar os gastos é melhor cair fora que isso ai não é amizade.

  7. Vale lembrar o projeto UCA – Um Computador por Aluno do ministério da educação que foi inspirado no projeto Magalhães de Portugal, bem o nosso projeto foi “executado” sem estudo técnico, entregaram netbook com linux para escolas sem internet ou com link de 1 mega a professores sem formação, tive a oportunidade de fazer a formação UCA pela UFC, lá até o “facilitadores” não sabiam direito mexer no linux, só sabiam usar o Google Docs mas cade a internet!?, foram instalados servidores com sistema de filtro e controle de acesso mas foi deligado depois de um ano.
    Lembra do projeto Magalhães de Portugal no qual o UCA foi inspirado? Ele foi cancelado por não conseguir resultado tendo como motivo básico a falta de conhecimento dos professores, falta de infraestrutura e interesse dos alunos.
    No Ceará tinha os tablet dos governo do estado que tinha a função de deixar as aulas mais dinâmica e até substituir livro e outros matérias, eram da positivo tinha 512 mega de RAM, tive a oportunidade de ter um, devolve para escola em um mês por trava muito, a bateria não durar até fim de um turno de aula 4:30.

    Tive a oportunidade de trabalhar em duas escolas públicas, uma com sala de informática com desk da Lenovo de ótima qualidade, três projetores multimídia, notebook, losas digitais e os malditos UCA.
    Outra tinha só um projetor e o triplo de aluno da primeira mas sabe qual era a melhor de ensinar?

    1. interessante saber dessas suas experiências. pesquisei algo sobre isso e tudo q achei, se não me engano, retratavam experiências q não deram muito certo, justamente pq o governo faz coisas assim: compra, mandam e não treinam ninguém e não veem se aquilo cabe na realidade da escola x ou y. sem falar na qualidade da internet nas escolas, q é péssima.

      estava com ideia de comprar uns tablets baratos e, com uma conexão 4g minha mesmo, dar umas aulas pra molecada. não cheguei a por em prática, mas me pareceu viável. claro, nem todo professor teria condições de fazer isso e isso não deveria ser um esforço do professor apenas. poderia rolar uma ajuda do setor privado, q adora se queixar, mas não está lá muito disposta a ajudar tb.

      1. Não só nas escolas, mas em grande parte do Brasil, a infra ainda é muito precária. Isso me lembra da tentativa do governo alemão de migrar para o linux, mas esqueceu do treinamento dos funcionários, e acabou voltando para o windows pois todo mundo já sabia usar. Acho que se a Amazon, lá fora é claro, se esforçasse um pouco, conseguiria dominar o setor educacional facilmente, principalmente com seus preços e infra(servidores AWS) eles teria facilmente um caminho para as escolas.

      2. Não só nas escolas, mas em grande parte do Brasil, a infra ainda é muito precária. Isso me lembra da tentativa do governo alemão de migrar para o linux, mas esqueceu do treinamento dos funcionários, e acabou voltando para o windows pois todo mundo já sabia usar. Acho que se a Amazon, lá fora é claro, se esforçasse um pouco, conseguiria dominar o setor educacional facilmente, principalmente com seus preços e infra(servidores AWS) eles teria facilmente um caminho para as escolas.

        1. a educação está dominada pelos grupos educacionais – o objetivo, por exemplo. essas redes seduziram as classes médias e vendem conteúdo apostilado apenas pra molecada passar em vestibular… as escolas públicas, coitadas, não têm recursos pra quase nada. e há as escolas de elite q têm simplesmente tudo… e não me parece improvável q um outro grupo, ainda maior como amazon, fique uma parte disso… bom, nos sabemos q tipo de sociedade isto está gerando…

        2. a educação está dominada pelos grupos educacionais – o objetivo, por exemplo. essas redes seduziram as classes médias e vendem conteúdo apostilado apenas pra molecada passar em vestibular… as escolas públicas, coitadas, não têm recursos pra quase nada. e há as escolas de elite q têm simplesmente tudo… e não me parece improvável q um outro grupo, ainda maior como amazon, fique uma parte disso… bom, nos sabemos q tipo de sociedade isto está gerando…

          1. Nem me fale do grupo Objetivo, meu filho estuda lá, e doi ver as apostilas deles. Primeiro que só dão o conteúdo Fuvest/UNICAMP/ENEM, pois todos os vestibulares se baseam neles. Segundo que é um conteúdo tão ralo e tão mastigado que parece que voltamos no tempo. Nunca vi passarem 2 horas/aula para explicar toda a Ditadura de 64, já vi apresentações em pptx sobre o plano real que demoraram mais, mas já que não cai no vestibular não importa.

            As escolas públicas sofrem de um grande paradoxo, preciamam de mais dinheiro para entregar resultados e precisam de resultados para receber dinheiro, e assim vai tocando o barco por aqui.

            Defina elite, a maioria das escolas particulares do grande ABC tem de tudo, e não são elitizadas. Elas atendem a classe média da região.

            Tenho muito medo do que vai ser dos jovens em 30 anos, não sabem historia, logo vão acabar cometendo erros já cometidos por incompetência nossa.

          2. Você já viu a questão dos índices para segundo ano do fundamental I? As escolas públicas municipais precisam ter X% de alunos alfabetizados para ganharem gratificação do governo federal, assim criaram um industria, os alunos só trabalham leitura e escrita, um pouquinho de matemática e nada, eu digo nada de historia, geografia e ciência! Criança com problema de aprendizagem ganho “laudos” médico indicando deficiência mental, a escola pública é um centro de formação de um exercito reserva para a fábricas e a tecnologia quem conseguir se apodera durante a sua formação terá uma melhor colocação no mercado de trabalho

          3. Você já viu a questão dos índices para segundo ano do fundamental I? As escolas públicas municipais precisam ter X% de alunos alfabetizados para ganharem gratificação do governo federal, assim criaram um industria, os alunos só trabalham leitura e escrita, um pouquinho de matemática e nada, eu digo nada de historia, geografia e ciência! Criança com problema de aprendizagem ganho “laudos” médico indicando deficiência mental, a escola pública é um centro de formação de um exercito reserva para a fábricas e a tecnologia quem conseguir se apodera durante a sua formação terá uma melhor colocação no mercado de trabalho

          4. A famosa progressão continuada, que veja bem, é um excelente conceito pedagógico que funciona quando bem aplicado. Mas para tentarmos ficar em melhores posições em rankings educacionais à nível mundial, as crianças não podem ficar repetindo e nem podem mostrar grandes dificuldades de aprendizado.

    2. nao querendo acusar ninguem, mas sabemos como nossos politicos são….
      numa cidade vizinha havia um “projeto pioneiro” para levar internet a todo o municipio…, não é algo impossivel pelo fato de ter menos de 1900 habitantes…, mas usaram isso como propaganda de eleição, construiram o núcleo de informática mas nada foi finalizado. no fim ocorreram algumas denúncias de desvio e engavetaram o negócio e hoje ninguem mais “lembra”. até minha mãe estava com esperança de ter conexão de internet lá na roça. ficou no sonho…

    3. A educação é o exemplo clássico: essas ferramentas auxiliam, mas educação boa tem sido ministrada sem isso há décadas. Além disso, sempre há notícias da implantação de novas tecnologias e nenhum relato do tipo: esse lugar era terra arrasada de educação e melhorou horrores depois. Assim como ninguém virou um gênio pelo acesso irrestrito a informação na palma da mão, não será colocando em sala de aula que a educação magicamente melhorará.

      Eu acho engraçado que passei praticamente todo o curso de Sistemas de Informação da USP na base da lousa e slides sem crise, enquanto outros lugares ficam extremamente preocupados em propagandear que tem “um aluno por PC”, aulas práticas, etc…

          1. Ha! Depois que atualizou o face e mandou unas selfies que tirou com a galera lá no fundo da sala, durante minha experiencia em escola pública e privada, entre ensino médio, fundamental e EJA o celular é de longe o principal meio de distração do aluno.

          2. Haja visão e zoom para entender o que tem na foto depois….

    1. A partir do momento que eu saio entre amigos eu quero aproveitar e não ficar contando centavos. Hoje eu pago a mais, amanhã alguém paga. Não interessa quanto.
      Sobre a justiça, ela é utópica ;)

      1. Só quem nem sempre é tão simples assim. Conheço pessoas que fazem de tudo para não pagar o que consumiram e ainda saem contando vantagem depois.

    2. Isso gera inimizades no longo prazo, não vale a pena, se você não bebe, e todos na mesa estão bebendo, aí consigo ver a razão, mas se está todo mundo na mesma, nem esquento.

  8. Sobre o app “Racha a conta”, assim que li a descrição vi que era um app completamente dispensável. Mesmo se o objetivo é fazer a divisão correta do que cada um consumiu, uma calculadora faz o serviço, cada um faz o seu cálculo. Se você sai com amigos que, além de dividir a conta exatamente não confia nos cálculos de cada um, é melhor procurar outros amigos então.

    Sobre bares, uma boa técnica mesquinha é observar o que as pessoas pedem, se alguém pede algo mais caro (comida ou bebida), peça algo aproximadamente no mesmo valor! Assim não se fica com a sensação de que está pagando para os outros comer e beber bem, hahahahaha.

    E hoje existem muitas soluções esperando os problemas. Ou então uma solução para um problema que complica. Ou, pior ainda, uma boa ideia cuja implantação é terrível.

    Aqui na repartição foi implantado um novo sistema de contratos que visa dar mais controle às despesas, mas, por outro lado, aumentou a quantidade de etapas necessárias para fazer um pagamento e triplicou a quantidade de trabalho a se fazer. O pior é que a ideia é boa, mas a implantação foi uma bela porcaria.

  9. Pessoal adora usar a tecnologia pra resolver problemas que nem tínhamos até então, como caso do racha a conta, poderia ser simplesmente feito um calculo mental de total numero de pessoa e fim de papo..

  10. Offtopic(?): Talvez seja só impressão, mas seu texto está mais amargo. Efeitos pós-roubo? Força aí!
    Ontopic: Eu vi o vídeo do app e concordo com você… tem que ser muito muquirana e controlador pra usar algo assim no bar. Melhor gastar tempo jogando conversa fora e depois rachar a conta igualmente (e correr riscos mais ou menos iguais de pagar mais ou menos 5, 10, 20 reais) do que passar o tempo controlando o que cada um colocou, o preço, quem comeu, quanto comeu, etc, etc, etc

    1. achei o texto crítico, pq a situação é realmente bizarra. falta texto crítico na área de tecnologia, não? geralmente ou é celebrando ou é condenando algo… não são críticas propriamente, são textos-reviews q transparecem apenas o gosto de quem escreve e não uma reflexão com posicionamento.

      amargo é ter q rachar conta nesses termos, sem camaradagem e compreensão, pq numa roda de amigos, todo mundo sabe q um tá meio fodido e outro tá bem e as coisas não podem ser “justas” se isso não for levado em conta.

      1. Verdade, Quantas vezes aquele amigo mais fodido no momento não vira convidado do restante da galera? E em geral as pessoas tentam ser justas, tipo o amigo que não bebe nem paga ou paga uma parcela mínima…. Infeliz daquele que vai pro bar ficar contando o que cada um comeu ou bebeu.

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