Netflix, “modo deus” e o paradoxo da escolha

A Netflix começou a liberar um novo layout na web e o The Verge conversou com Todd Yellin, VP de inovação de produto do serviço, sobre as mudanças.

Uma coisa que chamou a atenção foi o efeito que o “modo deus,” um hack que expande os vídeos de uma fileira a fim de exibi-los todos de uma vez só, teve nos usuários. (Paralelamente ao hack criado pelo desenvolvedor Renan Cakirerk a Netflix testou a alteração com alguns usuários novos.) Em vez de assistirem a mais coisas, quem foi submetido ao experimento viu menos.

O culpado disso é o paradoxo da escolha, um conceito que ficou famoso no Brasil com aquela esquete da Porta dos Fundos sobre o Spoleto. Yellin diz que a suspeita da Netflix é de que “as pessoas ficaram sobrecarregadas.” Nem sempre ter muitas opções é a melhor opção.

Embora não traga o “modo deus,” a nova interface, que até mês que vem deve chegar a todos os usuários, mexe no carrossel: agora, em vez de rolar a passos de tartaruga, um toque nas setas laterais move a fileira inteira de filmes.

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9 comentários

  1. Eu já pensei em sugerir um recurso ao Netflix, mas não sei se acatariam. Um modo de escolha aleatória. Ele resolveria grande parte dessa indecisão, pois até na minha playlist eu passo um tempão decidindo qual filme ou série vou assistir.

    A escolha poderia ter alguns parâmetros, como gênero. E então um filme do seu gosto seria sorteado com base nas estrelas.

    Mas minha ideia vai além. Não bastaria apenas exibir a imagem do filme sorteado. O play seria dado automaticamente. Isso traria uma experiência semelhante à da televisão convencional, em que, muitas vezes paramos em um canal onde um filme está iniciando e paramos para assistir e ver no que dá. É talvez a única coisa boa no modelo arcaico: permitir uma zapeada despojada sem o peso da escolha.

  2. Pois é, pra não cair nessa “armadilha” eu defini que só assisto aquilo que eu já adicionei na minha playlist. De tempos em tempos dou uma mega zapeada e adiciono novos filmes e seriados. Sem contar que, quando alguém indica algo, eu já dou um jeito de abrir o Netflix no celular só pra adicioná-lo na playlist pra ver mais tarde em casa.

    1. Preciso seguir essa sua estratégia. Minha lista esta cheia de coisas que estão lá há meses e meses (suspeito que alguns, por mais de um ano) e eu não assisto – mas também não removo. Alguns até já perdi por terem saído do Netflix.

  3. Estou tendo isso com a Netflix. Tem tantas séries que sempre quis ver que fica até difícil escolher

  4. “agora, em vez de rolar a passos de tartaruga, um toque nas setas laterais move a fileira inteira de filmes”. SIM POR FAVOR.

  5. Esse paradoxo da escolha. Ficamos eu e a esposa procurando que filme assistir, passamos um tempão só escolhendo, conversando sobre cada um que aparece, acaba que ninguém vê nada ehehhee

    1. rá! bem nessas.
      ai eu digo: escolhe ai… e ela: escolhe você.
      ai eu fico naquela, se eu escolher “de verdade” vou acabar assistindo Watchmen ou algo similar pela enésima vez hahahah…., ontem eu estava afim de assistir Krull, mas preferi dar prioridade para A outra História Americana. Assim todos ficam satisfeitos…. =P

    2. E nisso tá embutido o “medo de errar”. Além de tantas escolhas, se tem muita informação sobre todas as escolhas.

      Creio que isso também é uma “angústia secreta” da galera geek que quer comprar algum equipamento novo, como um celular ou computador.

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