Google Now informa sobre voo.

Quantas pessoas realmente se importam com os serviços do Google?


29/10/15 às 10h17

Imagine que você tem um emprego sólido num escritório, sem contato com clientes, em uma cidade provinciana em algum lugar da Europa ou dos Estados Unidos. Você mora em um subúrbio e trabalha num prédio de escritórios, e faz o trajeto diário num carro. Em uma semana típica você encontra os amigos, vai a um bar, pub ou restaurante local, faz compras num shopping ou online e às vezes vai ao centro da cidade. Então:

  • Com que frequência você usa mapas no seu smartphone? Uma vez a cada duas semanas? Uma vez por mês?
  • Quantas reuniões você tem em uma semana comum, aquelas das quais que você precise se lembrar? Você tem alguma?
  • Você usa o Facebook e o Outlook + Exchange no trabalho. Quantos e-mails você recebe em uma semana? Quantos e-mails pessoais, excluindo os enviados por robôs? Este número tem apenas um dígito?
  • Quantos voos você faz por ano? Dois? Quatro? Ou você dirige nas viagens em feriados? Esses voos já atrasaram alguma vez? Isso importa?
  • Com quantas pessoas de fora da sua empresa você se reúne para trabalho em uma semana típica? E em um mês? Alguma pessoa?

Faço essas perguntas porque ao olhar para o futuro do Android e do próprio Google, Gmail, Maps, Agenda, Google Now e todos os outros Serviços Google se destacam bastante. Eles se destacam tanto como indicadores da força do Google e também como alavancas para ele manter algum poder sobre as fabricantes OEM do Android, uma vez que ele pode reter o acesso a esses serviços por um dispositivo meio que na medida de sua vontade.

Eu, e as pessoas que investem tempo pensando nesses problemas, tendemos a assumir que… bem, mapas, agendas, e-mails e outros serviços são muito importantes, porque os usamos todos os dias, e que a integração estreita dos serviços do Google é uma boa razão para comprar um smartphone com Android e a ausência deles inutilizaria esse aparelho.

Mas a maioria das pessoas não tem empregos assim. Uma coisa que sempre me incomoda sobre um certo tipo de demonstração de produto é o momento quando ele magicamente lhe diz que seu voo está atrasado ou que o portão de embarque mudou. Mas a maioria das pessoas não voa o suficiente para alguma vez na vida ter esse problema — este não é um caso de uso verdadeiro, do mercado de massa.

O que eu imagino, então, é o quanto alguém pode dizer que os serviços do Google são muito amplos, mas muito rasos. Eles respondem a uma necessidade que algumas poucas pessoas sentem profundamente, mas muitas outras apenas sentirão ocasionalmente, se é que sentirão. Nós sabemos, por exemplo, que o usuário típico do Gmail recebe cinco e-mails por dia, “em sua maioria comerciais”. Quão comprometidos eles estão com o Google?

A exceção óbvia aqui é a loja de apps, mas essa é uma área em que talvez seja possível criar uma alternativa sem ter o vasto motor de inteligência artificial do Google no back-end. A Amazon tentou, e, na China (onde o Google é ausente para todos os efeitos), há ao menos meia dúzia delas.

Para todo o resto que o Google faz além das buscas na web, todavia, nós assumimos que esses serviços são muito poderosos, mas nós sabemos de verdade?

Nota: O fato que alguns desenvolvedores precisarem dessas APIs é um problema levemente diferente — o mais óbvio, se seu app usa geolocalização, então ele precisa ou da presença da API de localização do Google ou reescrever o app para suportar outra API. Esse tem sido um grande problema para a Amazon. Mas isso é outra questão diversa da se os próprios usuários se importam.

PS: após eu escrever isso foi revelado que o Google Maps no iOS tem apenas por volta de 100 milhões de usuários ativos, de um total de pouco mais de 400 milhões de iPhones e 650 milhões de dispositivos iOS em uso atualmente. Isso demonstra tanto o poder do que vem configurado como padrão quanto o fato de que, como eu sugeri aqui, mapas em geral provavelmente não serem um uso tão universal quanto se poderia pensar.


Publicado originalmente no blog do Benedict Evans.

Tradução por Leon Cavalcanti Rocha.
Revisão por Guilherme Teixeira.
Foto do topo: Marius Valle/Teknisk Ukeblad.

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70 comentários

  1. Rapaz, nem tudo serve só para trabalho, uso o Keep todo dia, não somente para trabalho, pode ser para anotar algo legal que vi para comprar, lista de mercado ou aquela ideia revolucionaria que tive no chuveiro, o Inbox uso diariamente e seu uso já extrapola o e-mail, ajuda muito também nas listas de tarefas e lembretes. Google Play Musica porque não to assinando nenhum serviço de streaming então vou levando a vida com as 20000 musicas que posso ter na nuvem e sempre coloco para tocar em cachaçadas e churrascos. Pensa em um hobby, pensou? Vai ter algum canal legal no Youtube sobre ele, assina vários canais interessantes e você vai sempre ter algo para assistir de seu interesse quando tiver em alguma fila, ou na espera de alguma outra coisa. Não acompanho muito futebol mas o Google Now sempre me avisa o resultado dos jogos assim eu não fico totalmente perdido quando alguém puxa assunto de futebol, o mesmo serviço ainda sempre me da umas sugestões legais de matérias e postagens, conheci blogs legais esse ano por esse recurso, viajo bem pouco mas quando viajo é legal poder ver a previsão do tempo, pontos de interesse etc de meu destino. E tem um outro serviço que é bem de nicho mesmo, as buscas, esse daí com certeza afeta uma parcela mínima de usuários de dispositivos de computação pessoal.
    Ja ia até esquecendo do Google Photos que muita gente usa e nem sabe só quando quebra seu smart e magicamente as fotos aparecem no outro, sem falar nas edições automáticas dos vídeos e o histórias que são bem legais.

  2. Eu uso bastante os produtos do Google. Estou cercado por eles:

    Inbox – diariamente
    Gmail – diariamente
    Keep – semanalmente
    Google busca – diariamente
    Google Now – diariamente
    Google Maps – semanalmente
    Google Docs e Planilhas – semanalmente
    Google Play, Android – diariamente
    YouTube – diariamente
    Google Tradutor – diariamente
    Chrome – diariamente
    Google Photos – diariamente
    Google Agenda – semanalmente
    Fora os diversos outros produtos que eu uso ocasionalmente, como Google Play Games, Musica, Livros, Snapseed, Google Plus, Fit, Google News…

  3. GMail e Google Drive (o novo “Google Docs”).
    São ótimos e uso todo santo dia.

    Fora isto, uso pouco o Google Maps (até porque é melhor que o Apple Maps).

  4. Eu uso o Here, mas é muita maluquice reclamar do Google Maps. Você quer saber o numero de tal local? Como você acha este numero? (no Google, que vem do Google Maps, que vem de um terceiro normalmente). Mapas é amplamente utilizado pelas pessoas. Assim como várias coisas que ele citou.
    Eu tenho a impressão que o Benedict acha que tudo que existe atualmente é irrelevante e está fadado ao fracasso.

    1. Ele não diz que é irrelevante, apenas pontua que a oferta do Google, de serviços e informações ao usuário, não tem tanto apelo junto à maioria como o marketing deles nos faz crer.

  5. Do Google as únicas coisas essenciais para mim são o YT e o buscador,o resto eu dispenso com força. Apesar de eu ter um GMAIL e adorar o G+(sim,eu uso), não considero que sejam essenciais.Sobre o Maps,bem eu gosto do Street View,mas considero o HERE melhor pela opção offline.Se o SideView(Street View da Nokia) tivesse aqui no BR seria perfeito.

  6. Dizer que os mapas perderão relevância é muita maluquice…

    Todo mundo que viaja de carro usa algum serviço de mapas. Ninguém para mais pra perguntar. E, mesmo que conheça o caminho, usa algum serviço pra ver o trânsito.

    Até os carros sem tela com GPS embutido estão no sal. Também concordo com o nobre colega. O autor está indo de 8 a 80.

    Achei o texto ruim, abaixo do nível do MU.

    P.S.: O argumento dele é muito ruim. Ele diz que CADA pessoa usa o mapa poucas vezes por semana/mês. Assumindo que isso seja verdade, seriam centenas de milhões de usuários por dia. Porque essa é a quantidade de pessoas que existem usando smartphone.

    Exemplo: vamos supor que cada pessoa que usa smartphone use o mapas UMA vez por mês. Nem todos usariam no mesmo dia. Então sobram 3o dias para distribuir todas as pessoas que têm um smartphone. Se eu tivesse uma pizzaria e TODAS as pessoas da minha cidade viessem na minha loja apenas uma vez por mês, eu cobraria preço de custo + R$ 1,00 e ficaria milionário.

    1. Seu argumento faz algum sentido, mas o Google não ganha com uso esporádico. Na real, não ganha com o uso diretamente, mas com os dados que extrai dele. Assim, se todo mundo usar o Google Maps uma vez por mês, a utilidade dele na GRANDE MISSÃO do Google diminui — são dados esparsos demais para extrair alguma informação útil e devolvê-la ao usuário como melhoria no serviço.

      1. se você diz experiência de usuário como mudanças de interface, ok, realmente pouco mudou desde, mas o que é coletado influencia no que é mostrado no ads e para mais, estes mesmos dados são alimentados também pelo gps dos dispositivos, para uma empresa de midia e propaganda saber onde seu usuário esta e como ele usa seus servuços naqueles locais não me parece pouco

      2. se você diz experiência de usuário como mudanças de interface, ok, realmente pouco mudou desde, mas o que é coletado influencia no que é mostrado no ads e para mais, estes mesmos dados são alimentados também pelo gps dos dispositivos, para uma empresa de midia e propaganda saber onde seu usuário esta e como ele usa seus servuços naqueles locais não me parece pouco

  7. no celular e de costume, mapas Here, se quero visualizar o local Google Maps, email Outlook para backup de contatos e trabalho, Gmail pessoal, Calendar nunca usei uso post its….

  8. Até que enfim! Pensei que eu morava num lugar muito pacato e o resto do mundo fosse composto por executivos com a vida 100% ocupada e esses app’s fossem super úteis na suas vidas, obrigado pelo esclarecimento!

  9. Realmente não é a maioria que usa os serviços do modo que são mostradas nas apresentações, mas é muito bom saber que mesmo pequenos fatos ele está preparado. Alias, quando eu comprei um Nexus 5 e veio com o Google Now, eu ativei sem nem saber direito e comecei meio que do nada ser surpreendido por informações que antes eu não iria ficar procurando, mas quando mostrou fiquei muito feliz, agora nem vivo sem, ainda mais em viagem, fica sempre os cards dos vôos e o card do hostel, uma mão na roda.
    Um dia desses minha mãe (moto g 2014) falou que o google now mostrou onde ela tinha estacionado o carro e ela se amarrou (mesmo ela lembrando onde estava o carro).
    Vou parecer fanboy, mas dos assistentes atuais pra mim o Google Now é o melhor, bem discreto e silencioso, por mais que a galera adora falar: “Nossa, a Siri e a Cortana tem inteligência, você responde elas fazem piadinhas, sarcasmos e tudo mais” na boa, eu não quero ficar conversando com o assistente, só quero que me ajude nas coisas relevantes mesmo sem eu pedir.

    1. GN não é o melhor, ele só é mais direto.
      Vc não pode dizer isso se vc nunca usou Siri ou Cortana,apesar do seu gostoo pessoal ser pelo GN.

  10. ah… sigo na contramão. tentando, propositalmente, usar menos os serviços do google. o gmail já não é mais o meu email principal. mapas no smartphone não tem como usar o googlemaps o tempo (e este serviço já me colocou numa furada no trajeto porto alegre – gramado), o calendar ainda não achei substituto, mas, cara, como me irrita qdo recebo um email de companhia aérea com o ticket da viagem no gmail e ele manda direto pro calendar, pq ao mesmo tempo q é prático, é invasivo pra caralho, a meu ver e posso estar sendo tolo com essa implicância. google drive, idem, estou fugindo e colocando em serviço pago o backup essencial. o youtube eu não vejo como algo tão ligado ao google, pq é um acervo de vídeo q, por acaso, está lá. eu só assisto, não produzo conteúdo, então, posso me dar ao luxo de pensar assim.

    e, pra pesquisa, q digamos é ainda o carro chefe, eu tenho usado como padrão o duckduckgo e apenas qdo não consigo bons resultados – o q é cada vez mais raro parto pro google.

    a minha maior dependência é o android, desse, não vejo como fugir e, automaticamente, me desligar dessa necessidade de informar uma conta do google pra fazer o smartphone funcionar a contento… tinha fé no linux, depois no sistema da firefox e agora vejo q não há muita opção: iOS e android…

    curti o texto, pq ele dá aquela isenção de ânimo nessa parada toda, de um modo geral, mas concordo como @chicojose93:disqus… queria ler mais.

    1. Mas então, o texto fala sobre o Google, mas acredito que ele tenha sido supraplataforma, não adianta fugir do Google pra dar suas informações pra Apple, Microsoft, Yahoo!… o interesse deles é o mesmo!

      A fuga mesmo é usar tudo anonimamente (o que pra mim é uma grande besteira, mas respeito quem faça).

      1. sim, justamente. fugir de um pra entregar pro outro, não faz sentido. por isso tento tentar fugir pra quem não se dispõe a usar as minhas informações. a questão é q isso tem um custo, mas eu acho q, a longo prazo, é um dinheiro bem gasto. não se sabe o q essas empresas farão com toda essa informação no futuro e tb não se sabe qual será o próximo grupo de lunáticos a assumir postos de decisão na nossa sociedade…

        1. Eu vejo diferença entre entregar tudo ao Google e a outras empresas. O Google é a que mais usa informações do usuário para lucrar (direcionando anúncios) e para aperfeiçoar seus serviços (política de privacidade integrada, serviços que conversam entre si). Faz sentido ao Google promover essas facilidades que o texto contesta porque, para alcançá-las, é preciso que as pessoas usem tudo do Google, e usem bastante.

          A Apple e, por ora, a Microsoft ganham vendendo outras coisas (hardware e soluções corporativas). O interesse em coletar e processar dados é outro. Falei disso aqui: https://www.manualdousuario.net/android-ios-privacidade/

    2. Já pensei em usar o cyanogenmod e não instalar os gapps. Mas já estou vendido ao Google.

      Na verdade o que me comprou foi o recente google.fotos, que cataloga e auto-etiqueta as fotos por local, característica etc.

    3. O Maps também te colocou num acesso terciário pra Gramado? Eu, minha mãe e minha irmã quase fomos morro abaixo naquela estradinha de chão…

    4. O Maps também te colocou num acesso terciário pra Gramado? Eu, minha mãe e minha irmã quase fomos morro abaixo naquela estradinha de chão…

      1. deve ter sido a mesma estrada, mas foi burrada minha, devia ter voltado… era uma estradinha transitável, mas deu frio na barrigada, pq não tinha asfalto na maior parte do trajeto. felizmente não estava chovendo, aí a coisa teria ficado complicada.

        vim parar aqui: https://www.google.com.br/maps/place/Estr.+Boa+Vista,+Santa+Maria+do+Herval+-+RS,+93995-000/@-29.4206446,-50.9756089,17z/data=!3m1!4b1!4m2!3m1!1s0x951935b45c6c0069:0xa228f68627f50630?hl=pt-BR

        1. Nós também, mas seguimos em frente. Inclusive quando o carro atolou, quem nos ajudou a empurrar foi um casal de coreanos que também tinham se perdido pelo Maps.
          Ficou a lição de sempre conferir a rota do GPS antes de sair.

          1. pois é… no caminho todo, encontrei apenas um carro vindo na direção contrária. o tempo estava seco, então deu tudo certo, mas fiquei muito com o google maps. na volta usei o here maps e foi tudo tranquilo!

  11. Serviços bons do Google pra mim são:

    Gmail, claro
    Google Fotos, uma mão na roda. Adoro.
    Google Maps, quase não uso. Mas é bom saber que está ali se eu precisar.
    Google Reader, era absolutamente importante na minha vida. Obrigado Google, fdp…
    Google Tradutor, uso muito.
    As Pesquisas, claro. Fundamentais.
    Keep. Adoro. Uso muito. Ainda mais agora, disponível no iOS.
    Youtube, tbm uso bastante. E gosto.
    Agenda, uso muito tbm. Anoto tudo no meu dia a dia nela, de lembrete a dentista, de conta pra pagar a dia das férias…
    Drive, guardo até muita coisa lá.

    uia,
    até que uso muita coisa, e dou muita importância a elas.

      1. Estava listando apenas os que uso do Google,
        referente a estes listados não vejo muitos concorrentes no mesmo nível de eficiência.
        mas concordo, são muitos dados disponibilizados pra uma empresa só.
        ainda bem que ela me compensa com boa prestação de serviço.

      2. Acho mais vantagem entregar tudo na mão de uma empresa que pode convergir todos meus dados em algo útil (Google Now, por exemplo) do que picotar, distribuir meus dados de graça do mesmo jeito, e não poder aproveitar a única coisa boa que poderia se ter.

        Ou tudo é anônimo ou tudo é descoberto.

        1. hum… ainda não vejo essa inteligência nos apps ou serviços como o google a now a ponto de tornar o meu dia eficiente e talvez, e isso é algo particular, essa ideia de eficiência sendo aplicada ao meu dia, as minhas decisões etc, não me agrada. ao contrário, me aborrece pq vai de encontro a certas convicções anarquistas meio tolas q tenho q não admito a intrusão seja do app ou do governo, por exemplo. mas entendo os q preferem a eficiência e o dinamismo.

    1. Google Fotos precisa ter uma ferramenta de catalogacao manual. Odeio a organização que fazem de minhas fotos.

  12. Com que frequência você usa mapas no seu smartphone? Uma vez a cada duas semanas? Uma vez por mês? : (2a3 vezes ao dia, Waze. Fora o Now que ajuda a saber como está o trânsito pouco depois que eu acordo)
    Quantas reuniões você tem em uma semana comum, aquelas das quais que você precise se lembrar? (3 a 4… e nos finais de semana, não raro preciso me agendar tbm) Você tem alguma? (Estou em uma)
    Você usa o Facebook e o Outlook + Exchange no trabalho. Quantos e-mails você recebe em uma semana? (Só hoje, foram uns 50…e contando) Quantos e-mails pessoais, excluindo os enviados por robôs? (46) Este número tem apenas um dígito? (mais que um)
    Quantos voos você faz por ano? Dois? Quatro? (é… não voo muito a trabalho) Ou você dirige nas viagens em feriados? (Dirijo, inclusive, usando o Waze) Esses voos já atrasaram alguma vez? (Moro no BR) Isso importa? (Quando vc precisa sair com 3 horas de antecedência de casa, SIM, MUITO)
    Com quantas pessoas de fora da sua empresa você se reúne para trabalho em uma semana típica? (2) E em um mês? (10) Alguma pessoa? SIM

    Resumo: Quando se faz esse 8 ou 80 entre um cidadão com rotina fixa em uma cidade pequena e um super consultor que pega 36 voos por semana, fica fácil sustentar o argumento. Eu sou uma pessoa comum… estou no meio termo….Então, os serviços que tentam me ajudar, importam sim. Tirando o argumento publicitário para a platéia fazer “óóóóóóhhhh”, um serviço inteligente pode ajudar muito o dia a dia.

    1. Minha rotina é parecida com a sua, exceto pelo fato de que eu trabalho viajando. Então são 2 a 4 vôos, por semana….
      Quando eu estou na minha cidade ou viajo a trabalho, os mapas me ajudam pouco. Mas quando eu estou viajando a lazer, eles ajudam MUITO.
      Se me tirarem o GMail e o Google Agenda eu estou no sal.

    2. A questão é essa mesmo.
      O Mapas já usei muito, hoje raramente. Depende muito mais da rotina que o sujeito está vivendo. Mas preciso que o aplicativo esteja instalado e configurado para que eu possa acessar rapidamente quando precisar.
      Vários não tem uma grande utilização, mas estão lá para fazer o nome do Google como uma empresa de referência e inovação.

    3. esse lance do mapa depende muito da topografia da cidade. são paulo é um caos absoluto. hj mesmo, indo pra um hospital, decidi testar um caminho novo, por uma ruazinha (a pé) q nunca tinha passado na vida, mesmo morando aqui há anos e anos… mapas e gps me parecem utilíssimos por aqui. qto ao resto, vc tem q ser um daqueles executivos q apareciam naquela propaganda da revista exame, q tem uma agenda logada, contada em todos minutos, deixando algumas brechas pra ir ao banheiro, ver os filhos (talvez…) e, claro, aquele jogo sujo…

      1. Aqui em Pelotas, no interior do RS, uma cidade de 350 mil habitantes que não tem a mínima necessidade de usar o Maps. Agora, nas mihnas seguidas idas a Porto Alegre, se faz extremamente necessário. Inclusive até minha mãe usa muito o Maps, e é muito leiga no assunto tecnologia.

        Concordo contigo, isso mostra que depende muito mais da cidade que do perfil do usuário.

    4. Cara, sinceramente, você não é uma pessoa comum. Comum é o tiozinho que tá indo pro trampo no ônibus ouvindo rádio de esportes, é a dona de casa que usa 4 horas por dia de FEICE e nunca encosta no e-mail… eles são maioria, eles são os comuns, eles não são nem os workaholics (como você e eu, em algum aspecto) nem os ermitões.

    5. i) Não acho que você está no meio termo, seu uso é bem mais pesado do que o usual;
      ii) A questão toda é quantas pessoas usam, qual é o real tamanho das pessoas que necessitam de maneira imprescindível desse nível de conexão todo?

      Eu quando ainda trabalhava CLT, por escolha minha, acabei me desligando 100% quando estava fora do trabalho. E por incrível que pareça, isso nunca trouxe nenhum tipo de problema profissional ou qualquer coisa do tipo. Conseguia sem problema nenhuma dar conta das minhas demandas nas 8h diárias de trabalho encarcerado na baia (8h por dia é tempo pra caralho, não acho saudável mais do que isso conectado com o trabalho, mas isso é outra discussão). Acho que tem-se uma necessidade quase insana de estar sempre online, sempre disponível, seja pro trabalho ou seja pras outras pessoas. Acho que esse perfil não é o médio do cidadão, pelo contrário, está na ponta, logo abaixo do consultor/evangelista que pega 3 voos por dia. Abaixo disso tem muita gente que não está usando esse tipo de serviço – não com a regularidade que o Google vende que as pessoas usam – e estão muito bem.

  13. isso me lembra do quantos alguns falam em “ecossistema”.
    pra maioria das pessoas isso não faz diferença nenhuma.

    1. Quem não respeita o conceito de ecossistema, ou realmente é um usuário que não usufrui dos produtos que compra, ou é um sofredor e não sabe.

      Por exemplo: Um cara que use Android e compra música no iTunes. Ou um cara que trabalhe com tecnologia da Microsoft e compra um Mac Book.

      1. ecossistema, pra mim, é um pretexto pra dizer q vc não tem saída qdo, na verdade, há, mas q exigem esforço e adaptação. a ideia de um ecossistema redondinho funcionando é prática, mas tb é assustadora pra mim, afinal, o q as empresas andam aprontando com esses dados não é de conhecimento nosso.

    2. Esse lance do ecossistema acontece também entre os apps do Android. Por exemplo, se abro um link do Instagram no CM Browser, tenho acesso ao site mobile, enquanto no Chrome, abre o app.

  14. Os poucos que realmente usam e precisam desses features são exatamente os influenciadores de todo o resto da massa de consumidores. Por isso esses produtos são tão importantes.

    Eles encantam os influenciadores para que eles influenciem a massa.

  15. A mesma coisa com a Apple. Nos últimos keynotes eles mostraram a Siri agora é proativa e analisa seu email e identifica quando uma reunião foi marcada e já joga pro aplicativo de calendário.

    Raramente participo de reuniões no trabalho e quando participo, não preciso marcar no calendário porque sempre lembro. Email no trabalho acabo usando pouco e só para enviar e receber documentos.

    Nessas horas das apresentações eu sempre me pergunto QUEM realmente que vai se beneficiar dessas features

  16. Assunto muito bom.
    Pena que o texto acabou quando eu pensei que ia começar hahaha
    Vale um post seu sobre o assunto, Rodrigo.

    1. Eu já achei o texto na medida. Confesso que não leio todos os textos dele, são muito compridos, vão tão a fundo que já não me interessa mais.

  17. Na verdade eu me sinto assim com a maioria dos serviços e produtos tecnológicos, não só com os produtos do Google.

    Nas apresentações das novidades, com os exemplos, você fala “UAU! É o futuro”, mas na prática, aquilo vai influenciar pouco na sua vida. Ainda mais se considerarmos a adoção lenta de novas tecnologias aqui no Brasil.

    Mas sobre o Google, realmente, uso o GMail todo o dia só porque etá associado ao meu e-mail do trabalho.
    Já usei bem mais o Drive para criar e colaborar em arquivos. Funciona muito bem, mas atualmente é o uso é esparso.

    1. Borges, carregar um smartphone ou mesmo perder um tempinho nessa discussão mostra o quanto ja está influenciando. Claro que alguns recursos são puro “TECH DEMO”…. mas quando parte de todos os recursos tem uma pequena influência, vc terá uma grande influência,

      Exemplo bobo número 1) O Google Now, lá pelas 6:40 mostra um card na notificação, do meu tempo até o trabalho (e ele já conta o tempo que deixo a patroa no trabalho dela). Esse card, muda minha rotina… se está na média, segue a rotina comum. Se libera: Ora! posso tomar um café da manhã mais demorado. Se aperta: CORRE! hehe

      No meu comment abaixo, dei outros exemplos. Claro que cada um com sua rotina e a influência pode aumentar ou diminuir.

      1. Não sou contra toda essa tecnologia, claro que é útil, mas muita coisa parece que é feita tentando solucionar algo que realmente não é um problema. E olha que eu gosto de tecnologia, afinal estou aqui :)

        Esse assunto da real utilidade da tecnologia e suas variantes foi levantado por aqui outro dia, quando o Ghedin comentou que as pessoas perguntam por que o MdU não tem um app. Acho que foi num post sobre um app de rachar a conta. É nessa vertente que eu fiz o meu comentário.

        Uma vez eu criei um alerta no IFTTT para me avisar todo dia de manhã se está chovendo (vou de bike para o trabalho e isso influencia a hora que eu tenho que sair de casa, se eu vou de ônibus ou não). Mas no final das contas, era só um app para consumir minha bateria, sendo que eu posso simplesmente olhar pela janela, colocar a mão pra fora e para garantir, ver a previsão das próximas horas na central de notificações do celular.

        Mas outro dia também usei o Street View, que raramente uso, de forma inusitada. Precisava ver um numero de telefone de um local e não achei na internet. Recorri a foto da fachada e pronto, resolveu meu problema.

        1. uso o street view direto pra isso, hahaha. cada biboca q eu tenho q contatar… às vezes coisas pré era da internet ou q no site inexplicavelmente não tem o contato!.

          tb cancelei alertas no ifttt. eles alertavam minha esposa qdo chegava ao bicicletário – se chegasse, o alerta seria dado por conta da localização e isso significaria q estou vivo e nenhum motorista me pegou no caminho ou, pelo menos, q a ambulância passou por ali comigo dentro. mas não era sempre q funcionava e resolvi desativar pra evitar mal-entendidos.

          concordo contigo, alguns serviços surgem com o intuito de facilitar coisas q já administramos bem sem a ajuda de apps. e, configurar esses alertas e essas facilidades às vezes tomam tanto tempo, ou exigem pesquisa, dicas etc q, sinceramente, não valem o esforço e essa indústria de apps está assim louca pq, querendo ou não, é um oportunidade q muitos viram de ganhar uma bela gaita…

          1. Essa semana eu vi numa banca de revistas “fique milionário com o seu app”. Daqui a pouco a bolha dos apps estoura também…

            (e que nick é esse? parece senha gerada automaticamente)

          2. houve a bolha de 2000, com aquele financiamento de sites ridículos q certamente não dariam em nada e mesmo assim mandaram milhões e milhões pra eles… não sei se a coisa será parecida, mas esse fluxo da grana e como os investimentos são feitos (a começar pelo nome ‘investidor anjo’ q pra mim já é bem boboca) seguem critérios totalmente desconhecidos. geralmente as empresas não revelam os aportes e tudo segue em segrego até q… as coisas ficam ruins em forma de bolha ou de desconfiança mútua mesmo, daí quem precisaria de grana pra projetos sérios e lucrativos, vai dançar.

            o nick é mais pra dificultar o trabalho do google, já q o disqus não desabilita a indexação, infelizmente.

          3. houve a bolha de 2000, com aquele financiamento de sites ridículos q certamente não dariam em nada e mesmo assim mandaram milhões e milhões pra eles… não sei se a coisa será parecida, mas esse fluxo da grana e como os investimentos são feitos (a começar pelo nome ‘investidor anjo’ q pra mim já é bem boboca) seguem critérios totalmente desconhecidos. geralmente as empresas não revelam os aportes e tudo segue em segrego até q… as coisas ficam ruins em forma de bolha ou de desconfiança mútua mesmo, daí quem precisaria de grana pra projetos sérios e lucrativos, vai dançar.

            o nick é mais pra dificultar o trabalho do google, já q o disqus não desabilita a indexação, infelizmente.

          4. o gabriel arruda, assíduo deste site, recomendo o seguinte numa outra conversa:

            “Caso seja de interesse, esse assunto é muito bem discutido no livro “Sinal e Ruído” do Nate Silver, recomendo fortemente a leitura.”

            e ele tb aposta numa crise das startups…

  18. Computação como um todo vai ser mais útil quando as informações são em grande volume e elas possuem alta interrelação. Há muitos negócios que sequer usam computador (pense em micro e pequenos negócios em subúrbios e no interior)! Para muitos outros uma máquina de passar cartão já resolve. Já para o restante pode ser questão de sobrevivência. Então, computação pessoal (que ficou pessoal mesmo com smartphones) em toda sua glória mesmo faz mais sentido para pessoas em certos contextos tbm. Obs: Lembrando que se usa Waze/YouTube usa Google tbm.

  19. No smartphone, de fato, não uso praticamente nada do Google. É exatamente como o Evans falou: eu moro numa cidade de interior, cidade pequena, não preciso do Maps para locomoção. Minha rotina é calma, poucas variações durante a semana, então não uso agenda e Google Now não agrega muito. E-mails não são importantes a ponto de precisar deles disponíves o tempo todo. No meu trabalho tenho ferramentas próprias para agenda, mas não preciso delas frequentemente. Voar? Só o fiz uma vez na minha vida… No fim, não preciso da maioria desses serviços.
    Claro, uso-os às vezes, são úteis em algumas situações, mas não são os pontos chaves no meu caso.

  20. No smartphone, de fato, não uso praticamente nada do Google. É exatamente como o Evans falou: eu moro numa cidade de interior, cidade pequena, não preciso do Maps para locomoção. Minha rotina é calma, poucas variações durante a semana, então não uso agenda e Google Now não agrega muito. E-mails não são importantes a ponto de precisar deles disponíves o tempo todo. No meu trabalho tenho ferramentas próprias para agenda, mas não preciso delas frequentemente. Voar? Só o fiz uma vez na minha vida… No fim, não preciso da maioria desses serviços.
    Claro, uso-os às vezes, são úteis em algumas situações, mas não são os pontos chaves no meu caso.

  21. Sem o Google agenda estou totalmente perdido. Também uso muito o Google now, Drive, Keeps, docs, planilhas e muitas vezes o Google maps salvou minha vida.

    1. O Google Agenda é um dos meus aplicativos favoritos do Google. Tem o melhor calendário que já utilizei comparado as outras plataformas, além de ser leve, muito bonito e personalizável.

      1. O aplicativo do YouTube feito pelo Google é uma porcaria. O Keep é ótimo. Não uso o Maps nem o aplicativo do Gmail. Um aplicativo essencial e que não tem o devido tratamento é o Play Music, que depois de anos continua bagunçado, com lags e travamentos, além de ser incompleto e com um visual estranho.

    2. Estou com você nessa. Sou, infelizmente, um analfabeto geográfico. O Google Maps me salva em diversas situações. Mesmo na minha própria cidade. Sou usuário frequente do Google Keep, tenho várias das minhas idéias anotadas lá, inclusive com imagens ilustrativas.

  22. Uso o Gmail (e contacts), Photos, Keep, Drive e Planilhas diariamente. Mapas esporadicamente. Acho extremamente úteis.