Quem acompanha uma publicação pequena como o Manual do Usuário nutre algum interesse além da média por tecnologia de consumo e as derivações do tema. São pessoas que provavelmente leem outros sites da área, buscam entender o contexto das notícias, são ávidas por conteúdo aprofundado. E, imagino, há algum tempo não compram revistas de papel.
Não é de hoje que o papel perde espaço para publicações digitais. A vida nunca esteve tão difícil para quem depende primordialmente de tinta e celulose para chamar a atenção (e ganhar o dinheiro) do público. A informação mais recente que encontrei sobre o mercado editorial, de 2011, mostra uma estagnação de mais de uma década — e, com o crescimento vertiginoso do digital, acaba sobrando menos dinheiro para bancar aquele mercado. Uns tentam negar a tendência óbvia e subverter números para justificar um cenário inexistente — em resumo, deliram. Outros, mais sensatos, já aceitaram a derrocada do papel e buscam se adaptar à nova realidade digital. (mais…)