Facebook e Serasa fecham parceria para segmentar anúncios por renda


10/6/15 às 22h10

Hilário Júnior, figura conhecida do meio das mídias sociais, soltou essa agora pouco no LinkedIn:

Essa é pra deixar muito defensor da privacidade dos dados de cabelo em pé: Facebook e Serasa estão em fins de fechar uma parceria onde, até o final do ano, a rede social vai ter acesso ao vasto banco de dados da empresa de cadastro financeiro, a partir daí nós (profissionais de social media) vamos conseguir segmentar por faixa salarial os anúncios através da plataforma de anúncios da rede de Menlo Park.

E não só:

A fonte me falou agora que até o final do ano será possível também aqui no Brasil fazer anúncios precisos a partir de endereços. Ou seja: Você quer anunciar apenas para pessoas que morem/trabalhem na Avenida Paulista e tenham renda superior a $ 4.000,00? Sim, vai ser possível.

Eu acho que esse negócio de privacidade dos nossos dados nas empresas de Internet é importante. E é curioso ler os comentários do post, cheio de publicitários divididos entre o maior refinamento no target dos anúncios (legal!) e a invasão que isso representa (não tão legal).

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23 comentários

  1. Eu sou defensor da praticidade. Mas ainda não sei se concordo com essa treta aí. To achando segmentado demais isso aí. Não me parece estar naquele esquema de “não venderemos seus dados diretamente, será apenas vendido por ‘classes’ baseadas em algoritmos.” Me parece que não é esse o caso da parceria FB e Serasa. Faz tempo que procuro motivos para deixar o FB, acho que pode ser essa a gota d’água que faltava!

  2. É aquela velha história de um de seus posts anteriores: Não vejo problema em sacrificar um pouco da privacidade para tornar o produto mais comodo. Mas nesse caso aí, claramente a coisa toda é só pra tornar os anúncios do feicebuque mais eficientes, um verdadeiro absurdo. =|

  3. Pra maior parte dos usuários da tecnologia [vulgo leigos], internet resume-se em 2 coisas: “feice” e “gúgou”. Aí fica difícil depois botar o dedo na empresa x ou y acusando que ela tá invadido a privacidade alheia.

    1. Não entendi. Qual é a relação entre a maioria dos usuários usarem basicamente Facebook e Google com ser difícil acusar estas empresas de invadir a privacidade alheia?

      1. mano, se tais pessoas só usam esse tipo de site, não podem depois ficar reclamando que as empresas sabem mais da vida delas que elas próprias sacou?

        1. Eu discordo, acho que podem sim. Só quem não usa (ou usa pouco) estes sites pode questionar a política de privacidade deles? Ou pra reclamar é preciso usar muitos outros serviços além deles? Não vejo sentido.

  4. Sobre privacidade, entramos num caminho sem volta. Nosso jogo já está perdido. Só ainda não queremos aceitar.

  5. Sabendo configurar sua privacidade, acho que ñ vão ter tanto acesso. No final, pare de usar e procure outra rede social.

    1. Facebook é rede padrão de comunicação hoje. Procurar outra rede social não adianta muita coisa – grande parte delas fazem este tipo de coisa…

        1. Assim como é possível viver sem telefone, sem internet, sem comentários de internet…

          Depende do que a pessoa quer e faz uso na vida dela. Se ela é uma pessoa que tem suas relações sociais na internet e seu grupo social está em uma rede social popular, não há problema em estar lá.

          Se a pessoa quer viver fora de uma rede social, nenhum problema também. Só me pergunto o que ela faz na internet comentando de forma anônima…

        2. Assim como é possível viver sem telefone, sem internet, sem comentários de internet…

          Depende do que a pessoa quer e faz uso na vida dela. Se ela é uma pessoa que tem suas relações sociais na internet e seu grupo social está em uma rede social popular, não há problema em estar lá.

          Se a pessoa quer viver fora de uma rede social, nenhum problema também. Só me pergunto o que ela faz na internet comentando de forma anônima…

          1. Muitas pessoas usam a internet para comunicação, tal como telefone, e redes sociais hoje também são como “telefones” – você fala/se comunica com o próximo. Muitas pessoas usam para esta função – eu incluso.

            Quando fiz o comentário, fiz em referência ao seguinte: acho estranho as pessoas criticarem o uso de uma rede social e participarem socialmente da internet, seja comentando por exemplo. E ainda por cima anônimo.

            Mesmo anônimo, há dados disponíveis para investigação – ou seja, qualquer pessoa está visível a quem tiver condições (e permissão) para investigar. E vale para qualquer tipo de comunicação.

            Não acredito nem no anonimato e em privacidade plena. Isso é difícil. Sempre haverá um terceiro que saberá das informações sobre uma pessoa. E como eu já disse, eu deveria sair desta “filosofia de bar” e tentar um texto maior com o que penso sobre isso ;)

      1. Eu discordo do dizer “rede padrão de comunicação”. Você não precisa ter Facebook para se comunicar, para obter informações (uteis) existem diversos canais, inclusive o Twitter é muito mais interessante se olhar pelo o ponto de vista que podemos ter informações em tempo real.

        Sobre o uso dessa estratégia, o Facebook se tornou um problema para muitos, porque quase ninguém ler ou faz a configuração para manter sua informações “protegidas”, logo… Eu realmente deixei de lado. Sim, continuo logando no Messenger.com, mas ficar usando a rede social em si, já me atrai.

  6. Vixe… Em nenhum momento vão nem requisitar a permissão do usuário nisso aí? Aí é dose hein?! Tudo bem usar ad por localização, já devia rolar a muito tempo. É pra isso que colocaram a geolocalização nos nossos smartphones em primeiro lugar