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O brasileiro e o smartphone, em números, no 1º trimestre de 2015

O IDC Brasil divulgou que foram vendidos 14,1 milhões de smartphones no período, alta de 33% em relação ao ano passado e 0,6 milhão a mais que a previsão da consultoria. Desse montante, 90% roda Android e 30% funciona em redes 4G.

Foram vendidos, também 1,2 milhão de dumbphones, queda de 54% em relação ao mesmo período de 2014. Eles ainda estarão conosco por um bom tempo, mas em desaceleração constante.

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Os números da Intel Security divulgados no Mobile Time pouco antes do Dia dos Namorados dizem respeito a como os casais brasileiros compartilham informações sensíveis.

  • ~76% dos usuários brasileiros sabem a senha de seu parceiro(a) no Facebook.
  • 50% deles sabem a senha de e-mail ou computador.
  • 35% conhecem a senha do dispositivo móvel (código PIN).
  • 10% compartilham suas credenciais bancárias.
  • 5% disseram que não compartilham nenhuma senha.

A pesquisa também revelou que 81% teme que informações pessoais acabem compartilhados na Internet sem seu consentimento.

Talvez o detalhe mais curioso seja o meio de comunicação preferido dos 500 casais brasileiros entrevistados (adultos, com idades entre 18 e 54 anos). O WhatsApp é o preferido para 74% deles, à frente das ligações telefônicas (73%).

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O que nos leva ao número mais recente, o da receita das operadoras com ligações. A Teleco colocou num gráfico a quantidade média de minutos que o brasileiro gastou falando ao celular nos últimos seis trimestres e detectou uma queda anormal no primeiro trimestre de 2015, de 15,6%. Nesse período, falamos 111 minutos.

Queda no consumo de minutos de ligação no 1º trimestre de 2015.

O site atribui essa queda especificamente ao WhatsApp, e talvez faça sentido — em março, ligações gratuitas começaram a ser liberadas no app. Como correlação nem sempre significa causalidade, como lembra Guilherme Felitti, é preciso esperar os próximos trimestres para dissipar a dúvida.

O que é certo, porém, é a força do WhatsApp na disrupção do SMS e no aumento da demanda por dados. O mesmo relatório da Teleco, baseado em dados da Anatel e operadoras, demonstra isso:

A receita de dados móvel cresceu 31,3% na comparação do 1T15 com o 1T14 e já representa 37,1% da receita de serviços das operadoras de celular no Brasil.

Na Vivo, a participação de SMS na receita de dados caiu de 22,7% no 1T14 para 16,7% no 1T15.

Na TIM, a receita com SMS no 1T15 apresentou queda de 28% em relação ao 1T14.

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30 comentários

  1. Como já foi dito, muito disso é questão de praticidade.
    Minha mulher não tem como senha de rede social ou email, mas tem do meu celular e Notebook, com isso já tem acesso a tudo por que nada desliga hoje em dia.
    Mas é uma questão de praticidade, ela predicados de alguma coisa que está no celular ou PC, vai lá e pega. O mesmo serve para mim. Isso também é confiança com 11 anos de relacionamento.
    Banco? Temos cinta conjunta, mais compartilhado impossível.

  2. Estou nesse percentual que comprou um smartphone nesse primeiro trimestre. Fui roubado e esperei uma boa promoção. Ainda bem que no início do ano muitos aparelhos estiveram por ótimos preços.

  3. Estou nesse percentual que comprou um smartphone nesse primeiro trimestre. Fui roubado e esperei uma boa promoção. Ainda bem que no início do ano muitos aparelhos estiveram por ótimos preços.

  4. eu e minha muié nunca tivemos problemas nos 4 anos que estamos juntos. deixo minhas senhas salvas no PC e meu smartphone desbloqueado. algumas vezes uso o smart dela e sei o padrão. mas nao rola paranoia ou algo do tipo. até já passei a senha bancária algumas vezes que ela precisava ir no mercado.

  5. minha molier sabe a senha do meu laptop e eu sei a senha do pc dela. nada demais, agora senha bancária é o cúmulo viu…uhauhuahuha

  6. Celular hoje, gera uma clássica frase: “motivo de brigas entre casais”. Acho que tudo precisa ser saudável. Não é nada bom ter sua privacidade escancarada, ao mesmo tempo que é ruim um relacionamento com excesso de caixinhas pretas (com o perdão do trocadilho com a cor predominante dos celulares)

    Não compartilho com a mulher senha do Face, e-mail e etc, e tbm não peço isso dela. Agora ela sabe o desenho padrão do meu celular e eu sei o dela. Não pra fuçar, mas por uma questão prática e até segura em casos de emergência.

    Mas vejo muitos… mas MUITOS casais com insegurança, ciúmes e necessidade de provas malucas de amor que parecem vir de algum filme da Meg Ryan dos anos 90. Sou contra isso.

  7. Quanto estava namorando, nunca compartilhei senha também.

    Acho desnecessário e invasivo pedir as senhas do outro. Sem contar que é meio inútil, porque se a pessoa quer fazer algo escondido, nada impede que crie um segundo perfil em rede social, compre outro chip, ou até mesmo outro aparelho… e por aí vai. Quem quer, dá um jeito.

  8. Depois reclamam que o Facebook destrói casamento, maioria compartilha a senha, ligações gratuitas no Whatsapp funcionam bem no WIFI no 3G que nos disponibilizam aqui na Republica Federativa da Banânia funciona (pra dizer q funciona) muito mal.

  9. Não compartilho senha alguma. Nem é questão de ter algo a esconder (tanto que o smartlock desativa o bloqueio do smartphone quando chego em casa), é questão de segurança mesmo.

    Sobre o Whatsapp, tive um exemplo ontem de como o app e seu efeito manada agem fazendo as pessoas esquecerem que tem um smartphone nas mãos. Uma amiga minha simplesmente entrou no grupo pra saber se alguém conhecia um endereço tal. Falei pra ela que o Maps a levaria até à porta do prédio em questão e mesmo assim ela insistiu: “pra quê se eu posso perguntar aqui?”

    1. As pessoas não entendem que perguntar nem sempre é a opção mais fácil/rápida.
      Nesse teu caso, se ninguém tivesse visto a mensagem ela ficaria esperando? Ou até alguém explicar direitinho onde fica… Realmente é tenso isso.

      Na farmácia esses dias um atendente ficou 20 min desenhando e explicando um endereço pra uma pessoa. Se soubesse usar o smart, já tinha chegado no endereço bem antes disso…

  10. Não compartilho senha alguma. Nem é questão de ter algo a esconder (tanto que o smartlock desativa o bloqueio do smartphone quando chego em casa), é questão de segurança mesmo.

    Sobre o Whatsapp, tive um exemplo ontem de como o app e seu efeito manada agem fazendo as pessoas esquecerem que tem um smartphone nas mãos. Uma amiga minha simplesmente entrou no grupo pra saber se alguém conhecia um endereço tal. Falei pra ela que o Maps a levaria até à porta do prédio em questão e mesmo assim ela insistiu: “pra quê se eu posso perguntar aqui?”

  11. Estou nesse 5% que não compartilha nenhuma informação de credencial com a parceira (inclusive, qual é o problemas dessa galera que sai compartilhando as senhas assim?).
    Não que tenha algo a esconder, mas é uma parada, sei lá, pessoal?

    1. Quando namorava, eu também não compartilhava meus dados — e nem queria saber as senhas dela. Não por não confiar, nem nada disso, mas por isso mesmo, por ser um negócio privado.

    2. O problema é que tem uma galera que exagera no direito de ser ciumenta e pede senha como “prova de amor” e coisas do tipo. Aí complica.

      Por outro lado, tem gente que dá a senha pro(pra) outro(a) como segurança, do tipo “vai que eu morro e tal”. Mas hoje em dia o Facebook permite deixar o perfil de herança e o Google avisa aos entes queridos e apaga sua conta depois de um bom tempo sem uso, então não tem mais assim tanta necessidade.

      1. todos já passamos pelo “Amor. qual tua senha do Face?
        – pra que tu quer?
        – pra nada ué… mas qual é
        – se tu quer pra nada..
        – pq não quer me dar ta escondendo algo? ta me traindo com aquelas vagabundinha do teu serviço? é a renata né, a RE NA TI NHA..
        – não… toma ai a senha.. “

      2. pior que compartilhar senha do facebook, é criar aqueles perfis de casal saca? por ex: “joão e maria” no mesmo perfil..

        as vezes o povo pede pra dar merda sem nem saber.

    3. ô loco!
      Namorando, ok.
      Mas acho que essa pesquisa inclui casados. Confere @ghedin:disqus?

      Eu sou casado, e compartilho tudo com minha esposa.
      Quando namorava, compartilhava tudo também, depois de ter adquirido certa confiança.

      Não vejo problemas nisso.

      1. Eu me sinto incomodado na medida que parece que a outra pessoa está investigando sua vida. Tanto que se o meu celular estiver bloqueado, não vejo problemas da minha namorada pegar e fuçar. Embora não veja razão.

    4. Eu compartilho, mas ela simplesmente não consegue decorar…kkkk
      Eu, ao contrário, sei todas as dela. E nosso padrão para desbloquear o Android é o mesmo. A gente usa celular um do outro, na boa, sem crise.

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