Fogão a lenha é responsável por 50% das mortes por poluição no Brasil


1/6/15 às 12h49

Senhora cozinha em seu fogão a lenha.
Foto: Hélvio Romero/Estadão.

Fala-se muito da poluição causada pelos carros e pela indústria, e dos malefícios que o cigarro causa. São temas urgentes, sim, mas existe outro vilão, protegido por lembranças bucólicas e escondido nas camadas mais pobres da população, matando muita gente: o fogão a lenha.

Segundo estimativas da ONG dinamarquesa Copenhagen Consensus, 50% das mortes por poluição no Brasil são causadas pelos fogões a lenha. Isso equivale a 24 mil mortes por ano. São sete milhões de famílias que ainda têm no fogão a lenha o principal meio de preparar e esquentar alimentos. A combustão da lenha e carvão libera monóxido de carbono e micropartículas que são absorvidas pelos pulmões. Em termos comparativos, diz a ONG, que é especializada na propositura de soluções baratas para problemas socioeconômicos globais, é como se cada habitante de uma casa com fogão a lenha fumasse dois maços de cigarro por dia.

A saída é uma tecnologia mais moderna, o fogão a gás. O problema está no preço do botijão, em média de R$ 50, proibitivo para famílias carentes. Algumas, retratadas pelo fotógrafo Hélvio Romero para a matéria do jornal, até têm fogões a gás em suas cozinhas, mas devido ao custo eles só são usados para esquentar água e requentar a comida.

Atualização (14h05): Os dados apresentados foram aferidos em um estudo sobre os impactos dos fogões a lenha na saúde de famílias cearenses conduzido por pesquisadores da Universidade de Aalbrog, da Dinamarca, em parceria com o Instituto Federal do Ceará (IFCE), e pela já referida ONG Copenhagen Consensus. O post foi atualizado para esclarecer esse ponto. Para mais informações leia a reportagem completa do Estadão.

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