“Quase 88% dos usuários do meu app são brasileiros, mas mais da metade da receita vem dos outros 12%”

Depois de ler aquele post sobre a pesquisa da Opinion Box/Mobile Time que constatou que a maioria dos brasileiros não paga por apps, o leitor Renan Ferrari compartilhou, no nosso grupo secreto no Facebook (só para assinantes), algumas estatísticas interessantes sobre seu app para Android.

O app do Renan é o Grana, um gerenciador financeiro simples e leve que tem o diferencial bacana de contabilizar automaticamente as despesas que o banco comunica ao correntista via SMS — o app detecta a mensagem e faz o lançamento.

Pedi autorização ao Renan para republicar seu relato aqui. Segue abaixo: (mais…)

Preço do Galaxy S6 cai quase 10% na loja oficial — ou seja, compensa esperar

O TudoCelular reparou que o Galaxy S6 está saindo por R$ 2.999 na loja oficial da Samsung, ou R$ 300 mais barato em relação ao preço de lançamento. O smartphone entrou em pré-venda no Brasil no dia 16 de abril e foi lançado no dia 25, ou seja, há pouco mais de um mês, por R$ 3.299.

A diferença, em pontos percentuais, é de 9,09%. Ela bate com os resultados aferidos num estudo realizado pelo comparador de preços Zoom a pedido da Veja, publicada no começo de abril, que dizem que o “preço dos smartphones cai a partir do segundo mês após lançamento” e que essa queda costuma ser de 10%.

O conselho é antigo, mas sempre vale a pena reforçá-lo: a menos que você esteja interessado num iPhone, compensa esperar um ou dois meses para adquirir um modelo de smartphone novo. Os descontos compensam e o varejo ajuda — numa pesquisa rápida, encontrei o mesmo Galaxy S6 por R$ 2.463 na Girafa, valor 25,3% menor que o sugerido pela Samsung na pré-venda.

Atualização (27/5, às 14h15): A assessoria da Samsung entrou em contato para esclarecer que o preço do Galaxy S6 não baixou. Segundo o que me foi passado, o valor de R$ 2.999 na loja oficial da empresa e em algumas tradicionais do varejo é uma promoção do Dia dos Namorados, válida até 14 de junho e exclusiva para donos de cartão de crédito bandeira MasterCard.

Questionei a ausência dessas informações na referida página da loja (ela só aparece nesta, de promoções), e o assessor me disse que elas estão sendo providenciadas. Um PDF (?) detalha as condições e lojas participantes. (Detalhe: a Girafa não está entre delas.)

A Jana tem uma plataforma chamada mCent que oferece amostras de apps com conectividade gratuita através de parcerias com mais de 200 operadoras ao redor do mundo. (Pense numa Internet.org sem a panfletagem beneficente.) Graças a isso, a empresa libera vez ou outra alguns estudos estatísticos sobre o estado da Internet móvel no mundo.

O último mostra que hardware não é mais a maior barreira ao acesso. Desde 2013 o preço mínimo do smartphone caiu pela metade; hoje, ele é de US$ 31. A Jana estima que em 2020 seremos 6,1 bilhões de pessoas com smartphones.

O problema, atualmente, é a conectividade. De acordo com o mesmo levantamento, na Índia 50% dos usuários mantêm seus aparelhos com a conexão de dados desativada por padrão. Nos mercados emergentes, 85% dos proprietários de smartphones usam planos pré-pago.

Chamou-me a atenção o Brasil no ranking de horas trabalhadas para bancar um plano de dados de 500 MB/mês. Numa outra pesquisa do começo do ano, a Jana nos posicionou na lanterna, dizendo que era preciso trabalhar quase 35 horas (!) para cobrir esse custo. Já no post mais recente, o gráfico aponta 13 horas. Como é improvável que tenhamos melhorado tanto em tão pouco tempo, pintou a dúvida: qual é o certo?

O salário mínimo no Brasil hoje é de R$ 788. Considerando uma jornada de 44h semanais, e quatro semanas de trabalho por mês, nosso ganho fica em R$ 5,40/hora. De acordo com um levantamento recente do Tecnoblog, um plano pós-pago de 500 MB/mês custa, em média, R$ 49,90 (Oi e Vivo). Assim:

49,9 / 5,4 = 9,24 horas

Ainda não é exatamente barato e o fato de ser R$ 49,90 numa tacada só, num compromisso mensal, afasta esse cenário da realidade. O brasileiro usa pré-pago. (Pelos dados mais recentes que encontrei, de junho de 2013, a nossa realidade, de 83% da base no pré-pago, bate com a estimativa da Jana, de 85%.) Independentemente das discrepâncias, essa ainda é uma grande barreira — não só aqui, aliás. (mais…)

Uma pesquisa realizada pelo Opinion Box a pedido do site Mobile Time trouxe algumas constatações interessantes sobre o mercado de apps brasileiro. A mais curiosa é que, se tivessem que escolher apenas um app, mais da metade dos entrevistados (53%) optaria pelo WhatsApp.

A pesquisa, que obteve respostas de 1280 pessoas donas de smartphones (81,4% no Android, 8,7% no Windows Phone, 7,7% no iPhone e 2,2% em “outros”), também mostrou a força do Facebook por aqui. Dos 20 apps mais comuns nas telas iniciais dos entrevistados, os quatro primeiros são da empresa — na ordem: WhatsApp, Facebook, Instagram e Messenger. O Google emplaca vários, também, sendo o YouTube o melhor colocado (5º lugar); quatro bancos estão na lista (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Caixa) e o único jogo é Candy Crush (14º).

Por fim, a pesquisa também perguntou se as pessoas já tinham comprado algum app. O resultado é frustrante para quem vive disso: 84,7% disseram nunca ter desembolsado um tostão nisso. O maior motivo, para 45,8% desse grupo, é “não ver necessidade” para o gasto. É a segunda vez que o Mobile Time realiza essa pesquisa e na primeira, de abril de 2014, a porcentagem de usuários que nunca compraram um app era de 67%.

Dica do leitor Barbaric Boomerang.

Como os telejornais do passado relataram a chegada da Internet e de outras tecnologias do futuro ao Brasil

Há 20 anos a Internet comercial era lançada no Brasil. Lenta, restrita e com fila de espera, tudo isso para acessar sites e serviços primitivos, essa é uma história que coloca em perspectiva a relatividade do tempo — como duas décadas podem parecer tão pouco e, no mesmo momento, tanto tempo.

Hoje, mais da metade da população brasileira está conectada. Há 20 anos, os 250 primeiros do país, selecionados pela Embratel para o teste piloto, tiveram o privilégio de se conectarem do conforto dos seus lares ou do ambiente corporativo pagando por isso. Antes, segundo um editorial da Folha (que publicou um especial caprichado sobre a data), éramos apenas 50 mil conectados à internet — gente do governo, de universidades e do exército. (mais…)

O curioso blog que publica reviews de máquinas de lavar roupa

Sites de reviews de produtos não são difíceis de encontrar hoje. Do Manual do Usuário aos especializados de fora, como Cnet e Wirecutter, eles existem aos montes e prestam um serviço importante de auxílio à tomada de decisões na hora de comprar alguma coisa. A expertise de quem entende do assunto, somada ao contato com diversos produtos de uma categoria credenciam alguns desses a dar opiniões influentes.

Aqui, eu testo smartphones, tablets, relógios… gadgets em geral. Por ser uma categoria relativamente nova e, até pouco tempo atrás, um tanto complexa, a demanda por esse tipo de análise é grande. Mas há outras, de mesmo tamanho ou até maiores, negligenciadas pela mídia e mesmo por entusiastas — porque, afinal, testar e escrever sobre um produto dá trabalho. Onde estão os reviews de geladeiras? E os de… sei lá, fogões? Máquinas de lavar roupa? Quando me mudei e “montei” o apartamento, senti falta de uma publicação voltada à linha branca.

Recentemente falamos no Guia Prático, em tom de brincadeira, sobre essa lacuna no mercado editorial brasileiro. Uma lacuna, como descobrimos mais tarde, que não está exatamente vazia. Nos comentários daquele episódio do nosso podcast o leitor YagoG indicou o Roupa suja se lava na máquina, um blog de máquinas de lavar roupa. Existe um blog brasileiro de máquinas de lavar roupa. Até agora, ele estava fora do meu radar. Lógico que, ao saber dele, fui atrás de mais informações a respeito. (mais…)

Como meu FIFA 15 de caixinha custa mais barato que o download direto da EA?

O digital nos trouxe algumas vantagens claras. É mais barato, por exemplo, distribuir conteúdo assim do que por meio físico. E esse conteúdo é reproduzível com fidelidade total a um custo muito baixo — o de um Ctrl+C, Ctrl+V. Vez ou outra, porém, o mercado nos brinda com situações difíceis de compreender à luz dessas informações.

Um caso típico é o do e-book mais caro que o livro físico: (mais…)

Andei de Uber em São Paulo

Quinta passada estava em São Paulo e precisava ir a Congonhas, onde pegaria o voo de volta a Maringá no início da noite. Em vez do velho táxi, aproveitei a oportunidade para testar o Uber, uma das startups mais valorizadas do mundo, avaliada em US$ 41 bilhões.

Para quem não foi apresentado, o Uber é um serviço de transporte/corridas totalmente baseado em um app. Por ele você chama, acompanha o trajeto e paga uma corrida para qualquer lugar da cidade. Lembra um táxi, mas para se diferenciar desses os carros são luxuosos, o tratamento é VIP e a comodidade, bem grande.

Existem diversos sabores do Uber. Alguns são mais baratos e com menos requinte, caso do UberX; outros suprem demandas de mobilidade que não envolvem necessariamente o transporte de pessoas, como o UberEATS, um delivery de comida na Espanha. No Brasil, porém, só o Uber Black, o serviço topo de linha, está disponível. Ele funciona nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. (mais…)

Como o jovem brasileiro vê e usa as redes sociais

Tornou-se comum ver em sites estrangeiros de tecnologia artigos condenando o Facebook ao ostracismo por causa da suposta falta de interesse dos jovens pela rede social1. A ideia é que se gente com menos de 20 anos não estiver usando seu app ou serviço, nada mais importa e o destino dele é a ruína.

Nos últimos tempos o assunto se intensificou, embora praticamente toda a Internet — incluindo os que estão chegando agora — continue, se não vivendo dentro dos muros azuis de Mark Zuckerberg, pelo menos com um perfilzinho lá. Isso me intriga um bocado, por vários fatores. (mais…)

Este é o Who is Happy, o app que está sendo chamado de Foursquare da maconha

O Facebook é um campo minado para opiniões polêmicas e tabus — todo mundo tem alguma história sobre saias justas com familiares ou colegas distantes que sem tato algum transformam, armados com nonsense e preconceito, atualizações de status despretensiosas em batalhas sangrentas de opiniões divergentes. Quando o primo de João Paulo Costa publicou em sua linha do tempo a notícia de um app apelidado de “Foursquare da maconha”, sua mãe não perdoou: “É um absurdo, o fim do mundo!”, bradou ela em um comentário. Onde João entra nessa história? Foi ele quem desenvolveu o Who is Happy, o app em questão.

Lançado há pouco tempo, o Who is Happy chamaria a atenção mesmo que não quisesse. A função do app é fazer check-in, como o Foursquare, mas em vez de indicar o local onde você se encontra, ele serve para dizer ao mundo que está fumando um baseado naquele momento. É uma rede social de maconheiros. 420 vidaloka, mano! Não, brincadeira. Na verdade, é isso também. Só que, além desse lado bem humorado que se faz notar já no nome do app, o Who is Happy é antes de tudo um empreendimento sério. Seus criadores, João e Henrique Torelli, trabalham para que o app exploda em popularidade pegando carona na legalização da maconha em alguns países, especialmente os Estados Unidos que só no ano passado estima-se que tenha movimentado mais de US$ 2 bilhões nesse segmento. (mais…)

Como funciona a Teoria de Resposta ao Item (TRI) usada para estimar as notas do Enem

por Eloy Machado

Em breve o resultado do Enem será divulgado e, com ele, virão muitas dúvidas. Isso ocorre porque o Enem não segue o padrão de pontuação a que estamos acostumados; consequentemente, muitas pessoas não entendem como a nota é calculada. Estamos aqui para mudar isso! Embora o Enem provavelmente não faça parte da vida do leitor do Manual do Usuário, a metodologia por trás das notas do exame é bem interessante e pode até ser útil em algum momento da sua vida profissional, na hora de classificar ou selecionar pessoas. Vamos ver como é? (mais…)

[Comparativo] TVs por assinatura no Brasil

https://www.youtube.com/watch?v=TfLfHoicvjo

Entre celulares pré-pagos, Internet residencial e TV por assinatura, qual você acha que é o item mais popular entre a nova classe média brasileira? Acertou quem respondeu TV por assinatura1.

Intrigado com esse número e com a ajuda dos gaúchos da Coisa Filmes (a produtora parceira a que me referi no post de aniversário do blog), juntamos alguns dados para ajudar esse público ávido por canais diferentes dos da TV aberta, em HD e com preços convidativos. O vídeo acima, caprichado, é o resultado desse trabalho.

Nele, comparamos quatro serviços, todos do tipo DTH (por satélite): Claro TV, GVT TV, Oi TV e Sky. Em vez de ficar apenas na programação e valores, investigamos também quais as tecnologias que cada uma usa, como a disponibilidade de transponders em cada satélite e o tipo de compressão de vídeo usado nas transmissões. E, claro, ao final o veredito: qual ou quais valem mais a pena? Para saber mais, dê um play no vídeo ali em cima.

  1. Segundo este estudo do Mundo Marketing, a TV por assinatura é o objeto de desejo de 32% da nova classe média, à frente dos celulares pré-pagos (30%) e da conexão à Internet (28%).

Por que o iPhone 6 custa tão caro no Brasil?

Me vê dois, por favor.
O iPhone 6 brasileiro começa em R$ 3.199.

Sabe aqueles assuntos sazonais que aparecem na mídia? Cobertura do Carnaval, atrasados dando de cara com portões fechados no ENEM, gente indo às lojas trocar presentes dia 26 de dezembro… Você pegou a ideia. Acho que já é seguro colocarmos uma nova aí: os preços absurdos do iPhone no Brasil.

Ano passado, no lançamento do iPhone 5s, escrevi:

O lançamento oficial dos novos iPhones no Brasil será na sexta-feira, mas os preços do iPhone 5s e 5c já foram revelados. Prepare-se: eles são assustadoramente caros.

Pois bem, prepare-se para se assustar novamente. A pré-venda dos iPhone 6 e iPhone 6 Plus começou à meia-noite e quem quiser um dos novos smartphones da Apple pagando preço cheio não conseguirá um sem deixar no mínimo R$ 3.200 na loja. A crescente dos preços do iPhone ao longo dos anos/versões é interessante:

Preços de lançamento dos últimos quatro iPhones.
Preços das versões entrada (16 GB) na data do lançamento.

O aumento no preço do iPhone 6 de entrada em relação ao modelo similar de 2013 (iPhone 5s) foi de 14,2%. Nesse mesmo período o dólar subiu 12,7% (de R$ 2,28 para R$ 2,57) e a inflação, de acordo com o IPCA, 6,14%.

Eu não sou economista (alguém?), mas embora talvez esses números todos expliquem objetivamente o motivo do aumento, é difícil encarar quatro anos de aumentos sucessivos. Mais ainda porque nos EUA o preço continua o mesmo: US$ 649. E nem é preciso ir lá fora para encontrar essa estratégia. A segunda geração do Moto X e do Moto G mantiveram os preços do ano passado no Brasil.

Para a maioria que encara fila ou faz reserva para o dia do lançamento, é uma grana que não deve fazer diferença no fim do mês. O problema é quando colocamos o iPhone 6 nos seu lugar: é um smartphone. Tem toda uma expertise e experiência única no mercado, para mim é o melhor à venda, mas ainda assim: é só um smartphone. Esse valor é surreal, tanto quanto o PlayStation 4 de R$ 4 mil que todo mundo reclamou e fez brincadeira no começo do ano.

Quando a Apple anunciou os novos modelos, brinquei que apostava em uma edição do iPhone 6 Plus por mais de R$ 5 mil:

https://twitter.com/ghedin/status/509396098436182017

Se considerarmos o parcelamento em 24 vezes (!) que a Apple faz, o modelo de 128 GB sai por R$ 5.014. Era brincadeira, gente!

Que preço surreal
Juros de 1,9% ao mês.

Não consigo entender, só…. sentir. Mas se você, leitor abastado do Manual do Usuário, está em outra vibe e já com o cartão na mão para comprar o novo iPhone, peço pelo menos que compre deste link, no Submarino (ou da Americanas). A comissão deve ser gorda e, olha… não compra um iPhone, mas paga uns meses de hospedagem do blog :-)

Motorola lança Moto Maxx no Brasil por R$ 2.199

Em evento realizado hoje na cidade de São Paulo, a Motorola lançou o smartphone Moto Maxx. O novo aparelho tem configurações robustas: SoC Snapdragon 805, 3 GB de RAM e 64 GB de memória interna, além de uma tela de 5,2 polegadas com resolução QuadHD. Seu maior destaque, porém, é a bateria de 3900 mAh que, segundo a empresa, garante até 40 horas longe da tomada. O Moto Maxx também conta com a tecnologia Turbo Charge que garante até seis horas de uso com apenas 15 minutos de recarga. O carregador compatível com a tecnologia vem no pacote.

Um detalhe estranho é a presença de botões capacitivos, em vez dos virtuais na própria tela. Com acabamento em “nylon balístico premium” sobrepondo a camada de fibra Kevlar, mais o nanorrevestimento que repele água e Gorilla Glass 3 na tela, o Moto Maxx promete ser bastante resistente. Ele já está à venda no Brasil pelo preço sugerido de R$ 2.199. (mais…)

Quem compra tablet de menos de R$ 300?

Um tablet bem barato -- e ruim.
Foto: Giovana Lago.

A parte mais interessante da tecnologia de consumo, para mim, não é ela por ela, não são os gadgets que analiso aqui. É a parte que fala sobre como os dispositivos, serviços online e todas as demais coisas legais (e não tão legais) que orbitam esse mundo nos afetam. “Nós”, aqui, tanto enquanto indivíduos como no todo, a sociedade.

É preciso estar atento para perceber as alterações mais sutis. Pensar nas grandes, porém, facilita o entendimento do que quero dizer. Um exemplo fácil é como a popularização do celular destruiu os telefones públicos, os famosos orelhões. Eles passaram de utilidades urbanas tão presentes que viraram até tema de música a peças de museu a céu aberto em menos de uma década. Esse tipo de transição acontece a todo momento, a dificuldade está em percebê-la durante o processo, especialmente naquelas que não são aferíveis tão facilmente quanto os orelhões, ou seja, que não estão visíveis a qualquer um que põe o pé na rua.

Por interessar-me nisso e escrever a respeito, fico um tanto incomodado pela posição que ocupo. E falo isso quase que no sentido literal: sempre escrevi sobre tecnologia de casa, em regime home office, e tenho círculos de amizades relativamente homogêneos no que diz respeito a como eles consomem tecnologia. Nessa, acabo meio desconectado da realidade, basicamente o que disse Paul Thurrott no Twitter: (mais…)