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Pesquisa aponta WhatsApp como o app preferido dos brasileiros

Uma pesquisa realizada pelo Opinion Box a pedido do site Mobile Time trouxe algumas constatações interessantes sobre o mercado de apps brasileiro. A mais curiosa é que, se tivessem que escolher apenas um app, mais da metade dos entrevistados (53%) optaria pelo WhatsApp.

A pesquisa, que obteve respostas de 1280 pessoas donas de smartphones (81,4% no Android, 8,7% no Windows Phone, 7,7% no iPhone e 2,2% em “outros”), também mostrou a força do Facebook por aqui. Dos 20 apps mais comuns nas telas iniciais dos entrevistados, os quatro primeiros são da empresa — na ordem: WhatsApp, Facebook, Instagram e Messenger. O Google emplaca vários, também, sendo o YouTube o melhor colocado (5º lugar); quatro bancos estão na lista (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Caixa) e o único jogo é Candy Crush (14º).

Por fim, a pesquisa também perguntou se as pessoas já tinham comprado algum app. O resultado é frustrante para quem vive disso: 84,7% disseram nunca ter desembolsado um tostão nisso. O maior motivo, para 45,8% desse grupo, é “não ver necessidade” para o gasto. É a segunda vez que o Mobile Time realiza essa pesquisa e na primeira, de abril de 2014, a porcentagem de usuários que nunca compraram um app era de 67%.

Dica do leitor Barbaric Boomerang.

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46 comentários

  1. O brasileiro em geral usa celular pra comunicação, fazendo uso de ferramentas que já são gratuitas, creio que isso também influencie na hora de pagar ou não por um app, já que estão acostumados a acessar tudo de graça

  2. Bom, se eu tivesse de escolher apenas um app, provavelmente seria o WhatsApp também! :P
    Mas no sentido de ser o que mais uso, não o preferido. Estou lá mais pelo efeito manada mesmo.

    Agora sobre a pesquisa dos 25 apps mais comuns na tela inicial, eu só tenho 8 deles na minha (WhatsApp, Messenger, Gmail, Chrome, Google*, Google Maps, Play Store, Dropbox).

    * Alguém sabe como retirar a barra de busca da tela inicial do Moto G? Ela é completamente inútil para mim, sempre que quero pesquisar algo eu abro direto o Chrome, e não uso o Google Now.

    1. De forma nativa não é possível. Para isso você tem que instalar um Launcher novo.
      Eu também não utilizo essa barra e por outras funções me agrada muito o Nova Launcher (um dos mais famosos alias).
      Como sempre, existe uma versão free que já resolve seu problema, se não me engano, e uma paga com outros recursos.
      Sou usuário da versão paga, simplesmente por existir a opção de criar uma tela de aplicativos favoritos no drawer e por poder ocultar ícones também no drawer.

    1. Acho o contrário, a operadora faz isso pela força que o serviço ganhou no país. Depois vira um ciclo, faz promoção porquê usa e usa porquê faz promoção.

      1. Sua explicação está corretíssima.
        Coloquei a imagem para mostrar que as operadoras (intermediários da relação usuário – internet) estão se adaptando e criando meios para “facilitar o acesso” e promover seu serviço. Essa mesma prática ocorreu ou ocorre (não me recordo)com “acesso gratuito” ao Facebook.
        Penso que esta é uma via de mão dupla; as operadoras não possuem uma rede tão extensa/estável para fornecer “acesso gratuito”, ao passo que a taxa de adesão por conta da promoção deveria cobrir os custos infra-estruturais (creio que isso não ocorre).
        E como foi mostrado em uma matéria aqui no MdU, sustentar um plano decente ainda é muito caro para a maioria dos usuários. =)

      1. “com uma internet neutra, as operadoras de telecomunicações não podem fazer distinção de tráfego com base em interesses comerciais, nem privilegiar a transferência de determinados pacotes de dados em detrimento de outros.” – fonte http://goo.gl/4pK1yi

        Creio que seja esse o ponto, não há infra-estrutura para sustentar esse tipo de promoção e quem “paga as contas” da operadora pode ter o serviço prejudicado.

  3. Acho que hoje em dia existem poucos apps que realmente valem a pena pagar…pocket casts, 1password, tweetbot (iOS)…esqueci de algum?

    1. Até pensei em pagar pelo Pocket Casts. Os apps gratuitos do gênero para Android tem uma interface horrorosa- menus escondidos dentro menus, mistura de elementos do Holo + Material design, um verdadeiro Frankstein.( e tem gente que ainda reclama do Windows Phone). Mas por quase R$7, acho que nem vale tanto a pena.
      Lembro que paguei 2,50 por um na lojinha do Windows, e me dava as mesmas opções.

      1. Também fico em dúvida pelo valor.
        Sou usuário de um aplicativo que poucos falam, o Podkicker. Tenho a versão paga e gosto dele, apesar da interface ser toda preta, que me lembra a interface Holo, ele possui muitos elementos do Material Design. O que tem me incomodado muito é que desde que instalei o Lollipop no meu Moto X1 tem dado muitos erros ao pausar os áudios. O aplicativo não pausa e tenho que encerar forçando ou pausa e não retorna.
        Estou pensando em mudar e o PocketCast seria minha primeira opção porquê todo mundo recomenda muito.

    1. Eu faço compras in-app, não vejo como um problema. Muitos usuários podem se contentar com o que a aplicação oferece de forma gratuita, outros podem ptecisar de recursos extras e ao invés de oferecer outro aplicativo o produto está todo lá, só precisa desbloquear.

    2. Eu faço compras in-app, não vejo como um problema. Muitos usuários podem se contentar com o que a aplicação oferece de forma gratuita, outros podem ptecisar de recursos extras e ao invés de oferecer outro aplicativo o produto está todo lá, só precisa desbloquear.

    3. É muito comum esse modelo hoje em dia, principalmente em jogos.
      Boa parte dos usuários não está disposta a pagar, digamos, 10 dólares no jogo X, mas está disposta a pagar 1 ou 2 dólares por 500 moedas, 3 dólares por um pacote que libera mais fases, e assim vai. Às vezes o gasto que se teria com compras in-app acaba sendo maior que o valor de venda do app se ele fosse pago!

      1. Em jogos acho que a coisa perdeu o controle, muitas vezes chega a ser desleal. Você só consegue avançar se fizer alguma compra.
        Mas para aplicativos em geral a coisa tende a ser mais honesta na relação usuário/desenvolvedor.

  4. O que mais me deixa perplexo é a diferença entre o WhatsApp e os outros. Ninguém chegou a 10%.
    Não sei qual seria meu aplicativo essencial. Uso muito pouco alguns, mas não me vejo pensando que não poderia viver sem algum deles.
    Acho mais que me adaptaria a não ter mais.

  5. Ainda tenho fé no Telegram. O único inconveniente é quando os gringos começam a conversar com você do nada. Kkkk

  6. Ainda tenho fé no Telegram. O único inconveniente é quando os gringos começam a conversar com você do nada. Kkkk

      1. Dois motivos:

        1º Não há uma cultura de usuários avançados de informática passarem informações relevantes para usuários mais básicos/leigos. Tem sites como os do (censurado) ou Techtudo, mas há muito nariz torcido e informações destoantes. O resultado é que quem “tem o poder da palavra”, ganha dinheiro com isso e indica que “usuário de celular tem que instalar antivírus.”

        2º Muita gente puxa app free, e vem no pacote algum “antivírus” (geralmente algo do Baidu, Psafe, Avast ou similar). Resultado é esse.

        1. Não sei se esses são realmente os pontos.
          Acontece que foi criada uma cultura de que os aparelhos Android não são seguros por si só, que é necessário utilizar anti vírus.
          Não sei de onde isso veio, mas existe e muito forte nos usuários comuns.

        2. Não sei se esses são realmente os pontos.
          Acontece que foi criada uma cultura de que os aparelhos Android não são seguros por si só, que é necessário utilizar anti vírus.
          Não sei de onde isso veio, mas existe e muito forte nos usuários comuns.

          1. NIsso vai no primeiro ponto. Quem é usuário avançado e sabe que a melhor proteção no Android é simplesmente não puxar besteiras sem controle (isso é válido não importa o sistema operaiconal), não consegue (ou não repassa) informar aos usuários comuns sobre estes riscos.

            Quem “vê oportunidades”, cria o mito e ganha dinheiro com isso. Se não fosse o fato que alguém criou um vírus e computadores são recheados de “backdoors”, não existiria anti-virus. Existe, pois existe ganância de alguma forma.

            Ganha-se dinheiro tanto sendo o “ladrão” da história (criando vírus, aproveitando-se de backdoors e outros) quanto sendo o “mocinho” (criando antivirus e caçando falhas). Virou um mercado isso também.

          2. Eu acrescentaria um terceiro ponto, ou um subponto do seu primeiro. Muitas vezes alguns colegas publicam matérias sobre “vírus de Android” sem as devidas ressalvas (porque isso não chamaria a atenção) e ajudam a fomentar um cenário exagerado de falta de segurança.

            Exemplo típico: milhões de chineses infectados por uma das várias lojas de apps que funcionam só no país (não existe Google Play lá, nem uma grande a ponto de ser referência). Quando a notícia chega aqui, ganha manchetes como “Milhões de usuários de Android são infectados por vírus em apps populares” e só no final do texto explicam que foi na China, a partir de uma loja obscura que se duvidar nem dá para usar aqui.

          3. Volta no primeiro ponto do primeiro comentário, que complementei no outro comentário que fiz. :)

            Tem muito a cultura do “vamos deixar algumas coisas na mão dos outros”, ao invés de incentivar o “faça você mesmo”.

            Mas não falo de “fazer um anti vírus” ou um novo “OS”. Mas sim de na hora de usar, ter “boas práticas” de uso.

            Bem, pelo menos, há uma coisa a se defender quando há estes “alarmismos”: as pessoas ficam temerosas ao fazerem alguma atitude que possa prejudica-las.

  7. Impressionante a força do what’s app no Brasil. Acredito que muito se deva na eficiência dele em funcionar nas redes de baixíssima qualidade.

      1. Conheço pessoas (que não usam rede social alguma e que usam internet muito pouco) que compraram smartphone especificamente para poderem usar o WhatsApp.

        Talvez sejam as únicas pessoas que conseguem se virar com 10 MB de franquia/dia na 3G – elas só usam o aparelho para o Whatsapp mesmo.

    1. BINGO! Não é a toa que outros apps que demandam mais recursos passam quase despercebidos por aqui.

      Numa pesquisa recente mostraram que a maioria dos acessos a internet no Brasil é feita por celulares simples e a segunda maior parcela por smartphones de entrada, ambos via pré pago e com grande parte dos usuários adeptos àquelas promoções que dão desconto ou isentam os dados via determinado app.

      Snapchat tá longe de fazer cócegas nessas bandas.

  8. Mas hoje em dia ten tantos app gratuitos bons que nao faz falta os pagos. Só compra quem precisa mesmo de um determinado serviço exclusivo.

    1. É, o mercado meio que se adaptou. E muitos apps pagos são, na realidade, freemium: oferecem funções básicas gratuitamente e vinculam algumas avançadas, das quais nem todos precisam, a compras in-app. Alguns dos que paguei recentemente, como um gerenciador financeiro no iPhone, seguem esse modelo.

      1. Eu mesmo tenho alguns app pagos que nem teriam tanta necessidade assim de serem comprados. A versão grátis ja são boas. O problema esta jogos. Tenho jogos que comprei que mal joguei eles.

      2. Não sei como estão as coisas no Android (eu mesmo tenho um, mas não pesquisei a respeito, haha), mas no iOS a grande maioria dos apps mais rentáveis são gratuitos com compras in-app.

  9. Essa questão de pagar por app chega a ser engraçado. Quando falo que comprei algum app/jogo algumas pessoas me olham como se eu fosse um ET

    1. Não é só com você, rsrsrs. Tô cansado de ouvir, “cê é doido!”.
      Engraçado é que quando eu tinha um iPhone as pessoas do meu círculo de amizade que usavam aparelhos Android tinham como argumento, “tudo no iPhone é pago, já no Android, não”, uma verdadeira lenda urbana.
      Quando eu pulei para o Android via MX 2014, em 7 meses gastei muito mais em apps do que em 3 anos de iPhone. É claro que existem ótimos apps/serviços gratuitos, mas tem aquele que é imprescindível ou de qualidade superior, e você tem que pagar. O que eu acho justíssimo.

    2. Quando eu comento que comprei algum app/jogo/software ou que eu pago por conteúdo, algumas pessoas me olham como se eu fosse um trouxa que não conhece torrent, que não sabe encontrar software crackeado, etc…

    3. Pagar por algo não tátil, é um tabu no Brasil. Quando falo que paguei por um App para smartphone ou PC, logo chamam de trouxa, “pra que pagar? Eu baixo de graça na net”. A coisa piora quando digo que pago 15 reais mensais para o Spotify kkkkkkkkkkk

    4. Uma questão: a pesquisa – que eu não li – não deixa claro se as nunca pagaram por apps porque não precisam (opções gratuitas são melhores/atendem as necessidades) ou se é porque pirateiam.

    5. Uma questão: a pesquisa – que eu não li – não deixa claro se as nunca pagaram por apps porque não precisam (opções gratuitas são melhores/atendem as necessidades) ou se é porque pirateiam.

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