Inovação para quem?

O South by Southwest (SXSW) voltou a ter uma edição normal em 2023, toda presencial em Austin, no Texas, depois de um cancelamento, uma edição online e outra híbrida, tudo isso em decorrência da pandemia de covid-19.

Com recorde de brasileiros, o evento tem a inglória missão de falar de inovação e antecipar tendências em um mundo que muda rapidamente, o tempo todo. Ainda é possível?

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A Anatel colocou no ar uma página que ajuda os consumidores a saberem se estão comprando aparelhos de IPTV não homologados (“gatonet”).

Segundo a agência, o consumidor deve verificar se o equipamento possui a marca da Anatel e se o número do Certificado de Homologação (listado na nova página) corresponde ao modelo do produto. Via Anatel.

Controlando o computador sem usar as mãos, com Adriano Assis

Em versão mais enxuta nesta semana, o Guia Prático traz um bate-papo da Jacque com Adriano Assis, um dos criadores do Colibri, projeto de acessibilidade brasileiro que viabiliza o uso de computadores e celulares com a cabeça, para pessoas que não podem usar as mãos.

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Novidade: agora, os planos mensais são feitos via Stripe. Você pode pagar via boleto bancário ou cartão de crédito, incluindo Apple Pay ou Google Pay. Dê uma olhada.

Meta só garante privacidade de usuários europeus do WhatsApp

Nesta segunda (6), a Meta chegou a um acordo com a União Europeia (UE) acerca da política de privacidade do WhatsApp.

A confusão começou em janeiro de 2021, quando o WhatsApp atualizou a sua política de privacidade para abrir uma brecha na criptografia de ponta a ponta em conversas entre usuários pessoas físicas e empresas.

Na Europa, a Meta se comprometeu a permitir que os usuários do WhatsApp declinem da nova política (e de futuras atualizações) sem serem importunados “ad infinitum”. (Até hoje, mais de dois anos depois, tenho que descartar o popup pedindo para aceitar aquela política de privacidade todo santo dia.)

A Meta também garantiu à UE que não compartilha dados pessoais de cidadãos europeus que usam o WhatsApp com empresas de fora nem com as suas (Facebook e Instagram) para fins de publicidade.

Tudo muito bonito, ainda que tardio, mas e o resto do mundo?

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A Anatel começou a bloquear os aparelhos de IPTV piratas, chamados “gatonet”.

Em entrevista ao Uol Tilt, o superintendente de fiscalização da Anatel, Hermano Tercius, explicou o “modus operandi” da agência para lidar com o problema.

Destaque para o recebimento de denúncias, que dá início ao processo de bloqueio:

“É importante ressaltar que a denúncia não é ‘olha, meu vizinho está usando equipamento pirata’. A gente não quer pessoas em específico, mas uma rede de aparelhos. As denúncias costumam detalhar, por exemplo, fabricante, modelos e os servidores que eles acessam.”

Segundo Tercius, alguns consumidores fizeram reclamações à Anatel após seus aparelhos pararem de funcionar. O equívoco talvez se explique pelo fato de que muitas dessas caixinhas cobram mensalidade, o que pode dar um ar de legalidade. Via Uol Tilt.

É natural que conteúdos sobre grandes acontecimentos apareçam nas redes sociais, pois é assim que as pessoas se comunicam há anos. Mas a responsabilidade pelos acontecimentos ocorridos no Brasil em 8 de janeiro é de quem infringiu a lei ao invadir e destruir prédios públicos.

— Meta, em comunicado à imprensa não assinado.

A Meta publicou alguns números de conteúdos relacionados às eleições de 2022 no Brasil removidos do Facebook e Instagram para tirar o corpo fora do caos que se instalou em Brasília no 8 de janeiro, quando golpistas bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos três poderes da República.

É desejável que o Poder Público se envolva mais nessa questão, que haja uma regulação, mas a coisa não foi bem como a Meta tenta pintar com esse comunicado. Estudo recente sobre o papel das redes no episódio concluiu que elas poderiam ter feito mais. Via Meta.

O iOS 16.4, em testes no momento, trará suporte ao 5G Standalone (5G SA, ou “puro”) ao Brasil.

(O ex-ministro Fabio Faria deve estar contente por ver o resultado do seu grande esforço em prol da nação. Ou não; é mais provável que as duas coisas, a peregrinação de Faria à sede da Apple na Califórnia e o suporte ao 5G SA no iOS, não tenham uma relação de causalidade.)

Vitor Gomes publicou no Twitter telas da versão beta do sistema mostrando a opção em diferentes operadoras. Vivo e TIM já suportam o 5G SA; a Claro, ainda não.

Um detalhe que me intrigou é a necessidade, em alguns casos, de ter que trocar o SIM card para usufruir do 5G SA. Quando detecta um SIM card incompatível, o iOS diz:

A tecnologia 5G Standalone está indisponível porque não há segurança suficiente no SIM.

Via MacMagazine.

O Carnaval deste ano é o primeiro pós-pandemia e também o primeiro pós-onda de assaltos das quadrilhas que furtam celulares para acessar aplicativos bancários.

Há diversos guias por aí com dicas de como proteger o celular em meio à folia. Darei meus pitacos aqui e conto com a ajuda de quem me lê para complementá-los nos comentários.

Se couber no orçamento, adotar um celular alternativo, simples, daqueles tipo Nokia tijolão, me parece uma boa.

O celular do tipo mais barato à venda no Brasil, o Positivo P26, está saindo por menos de R$ 100 em várias lojas. Some a isso o custo de um chip pré-pago e uma recarga.

É um investimento meio salgado, mas talvez um preço justo a se pagar por tranquilidade. Considere também que um celular do tipo oferece o básico da comunicação, mas carece de algumas regalias modernas, como aplicativos de caronas, fotos decentes e acesso às redes sociais.

Caso opte por levar seu celular principal mesmo, deixá-lo dentro de uma pochete/doleira é uma boa medida de segurança. E tenha um plano de contingência mínimo. Minha sugestão:

  • Anote o IMEI do celular de antemão para facilitar o registro do BO e os bloqueios do aparelho e da linha/número junto à operadora caso o pior aconteça.
  • Presumo que seu celular já tenha uma senha; se não, arrume isso agora — estamos em 2023, não tem motivo para não bloquear o celular com senha.
  • Ative a senha (PIN) do chip (SIM card).
  • Relembre/memorize sua senha de acesso à conta Google (Android) ou Apple (iOS). Ela será útil para acessar o Encontrar seu smartphone (Android) ou o Buscar (Apple) a fim de localizar, bloquear e/ou apagar remotamente os dados do celular.

Guias de segurança que encontrei por aí: @orrice/Twitter, Núcleo, Folha de S.Paulo.

Lembra aquela representação contra o iFood junto ao CADE, em que a Abrasel, a Rappi e a Uber acusavam o iFood de práticas anticompetitivas (fechar contratos de exclusividade com restaurantes)? Chegou ao fim.

O iFood firmou um acordo com o órgão antitruste, a Rappi comemorou, parece que ficou tudo bem — menos para Uber e 99, que não aguentaram a espera e saíram do mercado de entregas de refeições.

Os termos, descritos pelo Brazil Journal:

Segundo o acordo, o iFood não poderá assinar mais contratos com redes com mais de 30 lojas, e eles não poderão durar mais de dois anos. Além disso, os acordos em vigor com as redes menores – e que já tem a duração superior a dois anos – deixam de valer em seis meses, e o iFood só poderá recontratar com estes restaurantes depois de um ano.

No total, o iFood não poderá ter mais do que 25% de seu volume de vendas ligados a restaurantes exclusivos.

O acordo também estipula que, nos municípios com mais de 500 mil habitantes, a quantidade de restaurantes exclusivos não poderá ultrapassar 8% do total de estabelecimentos ativos na plataforma do iFood.

Via Brazil Journal.

A Anatel lançou o site Qual Empresa Me Ligou para “dedurar” quem faz ligações telefônicas não solicitadas. Basta informar o número que te ligou e o site devolve o nome da culpada.

Junto à consulta, a agência divulgou a lista dos “maiores ofensores”, 20 empresas cuja proporção de chamadas curtas entre o final de outubro e dezembro de 2022 foi maior que 85% e que ultrapassaram o limite de chamadas definido numa cautelar.

Ambas as iniciativas são bem intencionadas, mas não parecem úteis porque as empresas abusadoras são terceirizadas e, até onde se sabe, os nomes dos clientes não são divulgados.

Chamou-me a atenção o volume de chamadas curtas, aquelas com menos de três segundos que empresas de telemarketing abusivo fazem para otimizar as abordagens.

Entre 5 e 11 de junho de 2022, eram cerca de 4 bilhões por semana. O esforço da Anatel reduziu esse número em 40%. Ainda assim, entre 15 e 21 de janeiro foram 2,47 bilhões de chamadas. É muita coisa. Via Anatel.

“As pessoas que não moram em sua residência precisam usar a própria conta para assistir à Netflix.” É assim que a Netflix abre o documento em que explica como combaterá o compartilhamento de senhas.

A Netflix usará “informações como endereços IP, IDs de dispositivos e atividade da conta em aparelhos conectados à conta Netflix” para determinar quais são associados à residência do titular.

Quando detectar um aparelho estranho (leia-se em outra rede Wi-Fi ou que não acesse a Netflix regularmente da rede da residência do titular), a empresa exigirá uma senha temporária enviada ao titular.

Patético. Boa sorte com isso.

Embora a documentação atualizada só tenha sido descoberta agora, o primeiro registro da versão brasileira salvo na Wayback Machine data de 25 de dezembro de 2022. A ofensiva contra o compartilhamento de senhas deve começar ainda neste trimestre, segundo o Wall Street Journal. Via Netflix.

Do nosso arquivo: Netflix e a impossibilidade de negócios sustentáveis (abril de 2022).

O WhatsApp começou a liberar as comunidades no Brasil, após atrasar o recurso por aqui a fim de evitar maus usos durante e após as eleições presidenciais de 2022. A liberação será gradual e levará alguns meses para que todos os usuários tenham acesso à novidade.

Fico curioso com a recepção. Não é um recurso novo. Outros aplicativos, do Discord ao Telegram, já oferece essa quebra por assuntos em grupos, ou “grupos dentro de grupos”, mas nenhum deles tem a escala e capilaridade do WhatsApp.

Como o pessoal de mais idade, menos versado, vai lidar com a nova camada (grossa) de complexidade? Vídeos como este serão suficientes para educar o público? Será, por exemplo, que os cinco grupos do condomínio em que estou vão convergir numa comunidade? A conferir. Via Estadão.

O Telegram questionou uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e não suspendeu o canal do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Os advogados do aplicativo disseram, em petição, que faltou embasamento legal ao pedido e que ele “implica em censura”. Seria uma decisão “desproporcional”. A audácia dessa galera… Via O Globo.

Atualização (14h): O STF aplicou uma multa de R$ 1,2 milhão ao Telegram por descumprir sua determinação. Via O Globo.

Atualização (16h08): Em nova decisão, o STF restabeleceu as contas de Nikolas em seis redes sociais — incluindo o Telegram. Via O Globo.

Às redes sociais, a culpa que lhes cabe

Logo após os eventos de 8 de janeiro em Brasília, a imprensa correu para noticiar que os terroristas haviam se organizado por redes sociais e aplicativos de mensagens.

Milhões de brasileiros, bilhões de pessoas usam redes sociais e aplicativos de mensagens todos os dias para se comunicar, trabalhar, cuidar das suas vidas e, também, cometer crimes.

Dito isso, estranho seria se os terroristas não tivessem se organizado no digital. Fariam como? Por cartas? Telefone? Sinais de fumaça?

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A Apple atualizou sua tabela de preços para reparos no Brasil. A maioria dos reajustes não passou de 5,1%. A exceção negativa é a troca da bateria do iPhone, que, no caso dos modelos “de botão”, sofreu um reajuste de absurdos 41% — de R$ 386 para R$ 544.

O reajuste da troca de bateria só começa a valer em 1º de março, porém — para os demais reparos, os preços novos já estão valendo. Via MacMagazine.