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OnlyFans volta atrás em decisão de proibir conteúdo sexual explícito

Com um aviso no Twitter, o OnlyFans reverteu a decisão de proibir conteúdo sexual explícito em sua plataforma, dizendo ter “assegurado recursos” necessários para continuar operando dessa forma. Anteriormente, logo após anunciar a proibição, que seria válida a partir de 1º de outubro, o CEO Tim Stokely havia dito ao Financial Times que os bancos BNY Mellon, JPMorgan Chase e Metro Bank estavam criando obstáculos injustos para o pagamento dos criadores da plataforma devido à conexão do OnlyFans com profissionais do sexo. A forte reação deu resultado, mas fica a dúvida se o estrago já não está feito. Via @OnlyFans/Twitter (em inglês), Insider (em inglês).

Atualização altera a interface e muda comportamento do Kindle

O leitor Andre Nakano chamou a atenção à atualização 5.13.7 do software do Kindle, disponibilizada há poucos dias. Ela alterou o desenho da página inicial e do menu rápido, no topo do aparelho, aproximando a interface da dos aplicativos para celulares e tablets. Nessa, a setinha “Voltar”, que retrocedia à tela imediatamente anterior, sumiu.

Era assim:

Esquema do antigo menu no topo da página dos Kindle.
Imagem: Amazon/Reprodução.

Ficou assim (via r/kindle):

Print do novo menu no topo da página dos Kindle.
Imagem: Amazon/Reprodução.

Embora o ícone da seta tenha sido preservado, sua função não foi. Ele virou o que na interface anterior era o ícone da casa, ou seja, ao ser tocado, leva o usuário de volta à tela inicial do Kindle.

Andre conversou com o suporte da Amazon, que reconheceu o deslize: “Lamento informar que você tem razão, isso é parte da nova atualização em que a antiga opção de voltar à página/tela anterior não está mais disponível e [agora] te leva ao início/biblioteca.”

Em comunidades no Reddit, onde reclamações apareceram, alguém deu a dica de que arrastar o dedo de baixo para cima, no rodapé da tela, revela marcações do texto e permite navegar entre elas. Não é como o antigo botão “Voltar”, mas é algo similar.

Samsung bloqueou remotamente TVs roubadas na África do Sul

Todas as TVs da Samsung têm um sistema de bloqueio remoto que a fabricante sul-coreana pode usar para inutilizar aparelhos roubados. No início de agosto, o sistema foi ativado em TVs de um lote saqueado na província de KwaZulu-Natal, no leste da África do Sul.

Segundo a Samsung, “o objetivo da tecnologia é mitigar a criação de mercados secundários conectados à venda de bens ilegais, na África do Sul e além das suas fronteiras”. Falsos positivos podem ser desfeitos mediante o envio de um comprovante de compra a um e-mail da Samsung.

O sistema depende de conexão à internet para ser ativado e, em essência, não é muito diferente do bloqueio de celulares via IMEI, amplamente usado no mundo todo — inclusive no Brasil. Ainda assim, tal tecnologia suscita debates relacionados a direitos de propriedade, privacidade e poder das empresas. Via Samsung (em inglês).

WhatsApp se compromete a atender às recomendações sobre sua política de privacidade

O Facebook/WhatsApp anunciou que atendeu às recomendações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Ministério Público Federal (MPF) em relação à sua (já não tão) nova política de privacidade:

[…] o WhatsApp sinalizou que pretende atender aos demais pontos, principalmente o ajuste da política de privacidade para refletir práticas de transparência, nos moldes em que já realiza para usuários da União Europeia; atualização dos termos sobre o WhatsApp Business; elaboração do relatório de impacto, abarcando o tratamento de dados de crianças e adolescentes; sistematização dos mecanismos de controle interno; entre outros.

Até a próxima terça-feira (31), o Facebook/WhatsApp disponibilizará um documento com “comprovações das evoluções” e em seguida se reunirá com os órgãos mencionados acima. Via Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Entenda o que mudou com a nova política de privacidade do WhatsApp (em vídeo).

O que você leu de bom?

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

AliExpress traz AliPay e braço logístico ao Brasil

A disputa pelo varejo brasileiro ficará mais acirrada com as últimas novidades do AliExpress. Há poucos dias, o gigante chinês passou a aceitar o Pix como forma de pagamento e abriu seu marketplace para vendedores brasileiros (com foco em pequenas e médias empresas). Agora, o AliExpress anunciou que trará ao país a carteira digital AliPay, em parceria com a Stone e o BTG Pactual, e a Cainiao, seu braço logístico, usando os serviços da Intelipost e dos Correios. Via Mobile Time, LABS News.

Duolingo reajusta preços (para baixo) no Brasil

O Duolingo regionalizou seus preços para o Brasil e lançou um plano familiar para até seis pessoas na mesma conta. Segundo o Estadão, o Duolingo Plus passa a custar R$ 30 por mês no país (era R$ 40) e, no pacote anual, R$ 180 (antes, R$ 239), equivalente a R$ 15 ao mês. Já o plano familiar custa R$ 650 por ano, equivalente a R$ 9 por pessoa considerando seis participantes. Via Estadão.

O Brasil é o terceiro maior mercado do Duolingo, com 30 milhões de usuários. Em junho, a empresa criada em 2011 abriu capital na Nasdaq. Hoje, ela vale US$ 4,64 bilhões.

Assista: +400 dias aprendendo espanhol no Duolingo.

Apple analisa e-mail do iCloud contra imagens de abuso infantil, mas não as fotos

A Apple confirmou que não analisa fotos ou backups do iCloud contra imagens de abuso infantil (CSAM, na sigla em inglês), mas que, desde 2019, faz essa verificação em anexos de mensagens enviadas e recebidas pelo e-mail do iCloud. Via 9to5Mac (em inglês).

Relembrando, no início do mês a Apple anunciou que passará a analisar, no próprio iPhone ou iPad, as assinaturas de imagens marcadas para serem enviadas ao iCloud contra um banco de dados de assinaturas de imagens de abusos infantis. O recurso deve chegar no iOS 15 e, a princípio, estará limitado aos Estados Unidos. Houve forte reação de especialistas em segurança e privacidade, que pedem para que a Apple desista do recurso sob o temor de que ele seja explorado por governos autoritários para fins menos nobres.

Em nota relacionada, pesquisadores da Universidade de Princeton revelaram um estudo, iniciado há dois anos, de um sistema similar ao que a Apple está prestes a lançar. A conclusão deles é de que a tecnologia é muito perigosa: “Nosso sistema poderia facilmente ser remanejado para vigilância e censura”, escreveram o professor assistente Jonathan Mayer e a pesquisadora e candidata ao doutorado Anunay Kulshrestha. “O processo de correspondência de conteúdo poderia gerar falsos positivos e usuários maliciosos poderiam manipular o sistema para sujeitar usuários inocentes a escrutínios.” Via Washginton Post (em inglês).

O fim do “arrasta para cima” no Instagram

Um dos recursos mais infames do Instagram deixará de existir a partir de 30 de agosto: o “arrastar para cima” para abrir links em stories. Em vez disso, links serão publicados via figurinhas e o gesto, que virou uma espécie de meme relacionado a clickbaits em algumas comunidades, como na de investimentos, voltará a ser usado exclusivamente para responder um story. Via The Verge (em inglês).

Lojas Renner sofrem ataque hacker e site sai do ar

Nesta quinta (19), o site das Lojas Renner ficou indisponível após a empresa sofrer um ataque hacker. Em um comunicado ao mercado, confirmou que “sofreu um ataque cibernético criminoso em seu ambiente de tecnologia da informação, que resultou em indisponibilidade em parte de seus sistemas e operação e prontamente acionou seus protocolos de controle e segurança para bloquear o ataque e minimizar eventuais impactos”. A empresa disse ainda que “em nenhum
momento as lojas físicas tiveram suas atividades interrompidas”.

Segundo O Globo, os sites/lojas virtuais das Lojas Renner e de outras duas marcas do grupo, Camicado e Ashua, saíram do ar. O da YouCom, marca de moda jovem do grupo, não foi afetado.

Nesta sexta (20), em novo comunicado, as Lojas Renner informaram que “as equipes permanecem mobilizadas, executando o plano de proteção e recuperação, com todos seus protocolos de controle e segurança e trabalhando para restabelecer todas as operações da Companhia” e que “os principais bancos de dados permanecem preservados”.

A empresa não confirma, mas suspeita-se que tenha sido um ataque do tipo ransomware (ouça o Guia Prático), em que os arquivos e sistemas são criptografados por alguém de fora e esse alguém exige um pagamento de resgate para reverter o bloqueio. Backups feitos previamente mitigam o estrago, mas o restabelecimento da operação pode demorar. Via Lojas Renner (2), O Globo.

Na data desta publicação, eu tinha ações das Lojas Renner (LREN3).