A fragmentação do Moto G

por Emily Canto Nunes

Em menos de três anos, a Motorola, agora Lenovo, vendeu 16 milhões de unidades do Moto G no Brasil. Em um mercado onde, no último ano, foram vendidos 47 milhões de smartphones e que conta com mais de dez players, é um número que impressiona para um único aparelho. Ainda que nunca tenha sido um único aparelho de fato.

Até este ano, a Motorola adotava a estratégia de chamar apenas “Moto G” também as segunda e a terceira gerações, o que não só confunde alguns usuários menos ligados em lançamentos, mas também engorda os números como um todo. Diante de mudanças pontuais, sem verdadeiras rupturas de uma geração para a outra, tratar tudo como Moto G fazia algum sentido e dava ainda mais consistência a um produto/marca que virou sinônimo de categoria — nos perguntamos, por muito tempo, onde estava o “Moto G da fabricante tal”.

Com a quarta geração do Moto G anunciada essa semana, muita coisa mudou e esse legado foi posto em risco. (mais…)

O Google Imagens é a verdadeira busca

por Paul Ford

Isto é o que acontece quando você busca por “frases inspiradoras”1 no Google: (mais…)

O escritório do Baidu no Brasil

por Emily Canto Nunes

No Brasil há quase três anos, o Baidu ainda luta contra o estigma que a palavra “chinês” possui por aqui e para desfazer o estrago que equívocos em sua estratégia inicial no país causaram. O Manual do Usuário foi dar um rolê no escritório da empresa em São Paulo, no bairro Cidade Monções, na região da Berrini, próximo ao Brooklyn. É o primeiro e, até agora, único dos chineses na América Latina. (mais…)

O fim de uma onda móvel

por Benedict Evans

A indústria da telefonia móvel teve duas ondas — primeiro a da voz e SMS e depois a do smartphone. A onda da voz levou-a de zero a cinco bilhões de pessoas com um celular no planeta e, agora, quase dois bilhões de celulares são vendidos por ano. Em paralelo, começando nove anos atrás, a onda dos smartphones converte uma porcentagem cada vez maior das vendas dos celulares em smartphones. (mais…)

Por que o WhatsApp para Mac e Windows precisa do smartphone conectado?

A reação das pessoas com o WhatsApp para computadores foi de decepção. Em vez de um app nativo e independente do smartphone, ele é apenas a versão web convertida em app, com suporte a teclas de atalho e notificações. Talvez seja mesmo um pouco decepcionante, mas não poderia ser diferente. (mais…)

O leitor do Manual do Usuário em 2016 é basicamente o mesmo de 2015 — e quer mais conteúdo

Todo ano uma pequena pesquisa é feita no Manual do Usuário a fim de entender melhor quem o lê. Em 2016, as 16 perguntas da pesquisa foram respondidas por 661 pessoas. Abaixo, um resumo delas. (mais…)

Por que o Manual do Usuário tem um serviço de assinatura

O Manual do Usuário surgiu para ser diferente e isso se estende até ao seu modelo de negócios. Você já reparou que não vê anúncios aqui? É intencional. Em vez disso buscamos formas alternativas de financiamento. Uma delas é a assinatura mensal para os leitores. (mais…)

Xiaomi enfrenta dificuldades no Brasil e cogita sair do país

Por Emily Canto Nunes e Rodrigo Ghedin.

Após muitos meses de rumores e um vazamento de preço precoce, a Xiaomi chegou ao Brasil no dia 30 de junho de 2015 em um evento barulhento — para o bem e para o mal. Para o bem porque lotou de gente, os chamados Mi Fãs, tanto que foi preciso fazer uma segunda sessão do lançamento. Todo esse assédio serviu para alimentar a estratégia dos chineses de pouco investimento em marketing com o máximo retorno possível. Para o mal porque, fora o chá de cadeira que convidados menos entusiasmados como a imprensa tomaram, o lançamento bem sucedido aumentou as já grandes expectativas que todos tinham sobre o desempenho da Xiaomi, ou Mi, no mercado brasileiro.

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Os melhores apps para Android (abril de 2016)

Todo mês o Manual do Usuário lista os melhores apps para as plataformas mais populares. Você está na do Android — não deixe de conferir, também, a lista da Apple (iOS e OS X), a do Windows e as dos meses anteriores.

Faltou algum app aí embaixo? Avise nos comentários. E se descobrir algum legal no decorrer do mês, não se esqueça de mandá-lo para cá. (mais…)

Os melhores apps para iPhone, iPad e Mac (abril de 2016)

Todo mês o Manual do Usuário lista os melhores apps para as plataformas mais populares. Você está na da Apple (iOS e OS X) — não deixe de conferir, também, a lista do Windows e as dos meses anteriores.

Faltou algum app aí embaixo? Avise nos comentários. E se descobrir algum legal no decorrer do mês, não se esqueça de mandá-lo para cá. (mais…)

Os melhores apps para Windows (março e abril de 2016)

Todo mês o Manual do Usuário lista os melhores apps para as plataformas mais populares. Você está na do Windows — não deixe de conferir, também, as listas dos meses anteriores.

Faltou algum app aí embaixo? Avise nos comentários. E se descobrir algum legal no decorrer do mês, não se esqueça de mandá-lo para cá. (mais…)

Pessoas que pedem informações do Uber pelo formulário de contato do Manual do Usuário

O Uber é a empresa de capital fechado com maior valor de mercado do planeta. Uns podem dizer que isso não significa muito já que, não tendo papéis sendo negociados, atribui-se qualquer valor que fundadores e investidores quiserem segundo quaisquer critérios1. Mas mesmo que ignoremos esse detalhe é inegável o impacto que a startup (ainda cabe esse rótulo?) vem causando no mundo, cidade após cidade, despertando a ira dos taxistas, o amor dos usuários, mudanças legislativas e na forma como nos locomovemos.

Tamanha dimensão só foi possível pelo alinhamento de alguns fatores: Internet móvel farta, smartphones onipresentes e transporte público, englobando na definição os táxis, deficitário. Esses, claro, de nada adiantariam se o Uber não fizesse a sua parte, ou seja, se a execução da sua visão fosse falha. Se não perfeita, ela é no mínimo agradável e funcional. Usar o app do Uber é fácil, bem como entender o seu funcionamento — eu, pelo menos, não tive dificuldade quando testei o serviço. Mas será que essa impressão é universal? (mais…)

“Digital e territorializado”: Debate do livro Smart: O que você não sabe sobre a Internet, de Frédéric Martel

por Fabio Montarroios

Depois de sairmos da leitura d’O Círculo, a ficção de uma empresa aniquiladora da já frágil privacidade como a conhecemos hoje, partimos para a dura e cruel realidade em Smart: O que você não sabe sobre a Internet, do francês Frédéric Martel, que mostra, com estilo e narrativa agradáveis, as entranhas da Internet (não confunda com a deep web!), ou melhor, o que as pessoas fazem com ela e seus arranjos vistos de um outro modo — um praticamente invertido do que comumente achamos. Não deve ter sido mera coincidência, então, que algumas coisas que vimos no livro de Dave Eggers sejam notáveis também no de Martel, só que dessa vez para valer. (mais…)

É difícil nomear movimentos estéticos da web

por Paul Ford

Tem um site chamado Brutalist Websites que agrega sites que são meio crus — que mostram suas “emendas”. Os cidadãos do Hacker News, onde eu (Paul falando) encontrei o link esta manhã, imediatamente se envolveram em uma discussão sobre se os sites mostrados são realmente brutalistas ou não — mas é claro, como a Wikipedia indica (após algumas discussões à parte), não há apenas uma única e verdadeira definição de Brutalismo. O Brutalist Websites, por si um site brutalista, diz: (mais…)

Quem é você em 2016, leitor?

Todo ano o Manual do Usuário faz um pequeno questionário para conhecer melhor você, leitor! As respostas nos ajudam a melhorar o site, sincronizando a sua expectativa com o que queremos produzir.

São algumas perguntinhas que você responde em menos de cinco minutos: (mais…)