Post livre #168
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no sábado, na hora do almoço.
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Nota do editor: Nesta quarta-feira (3), o WhatsApp anunciou uma novidade há muito esperada: a opção que dá ao usuário o poder de escolha para ser adicionado ou não a um grupo. Era algo básico e espanta que tenha demorado tanto para ser implementado. Não é o único caso do tipo na indústria.
Sístole, diástole. Se você faltou na aula de biologia, esses são os dois movimentos mecânicos do seu coração, repetidos milhões de vezes de quando ele começa a bater, entre a terceira e sexta semanas de gestação, a quando seu corpo é acomodado nem tão confortavelmente na sepultura. É um processo extremamente repetitivo e é ótimo que assim seja. Quando ele perde essa repetitividade, meu amigo… eu tenho más notícias.
Sístole é quando os músculos cardíacos se apertam para mandar o sangue pelo corpo.
Diástole, quando eles relaxam para que as cavidades se encham de sangue.
Nesta terça-feira (2), o Google+, a malfadada rede social do Google, dá adeus à internet. Ela ficou no ar por mais de sete anos, um dado que, isoladamente, pode dar a entender que foi um sucesso. Só que não, porque o Google+, lançado em 28 de junho de 2011 como um lençol que cobriria todos os serviços e produtos do Google a fim de combater o Facebook e extrair, antes do rival, ainda mais dados das pessoas, na maior parte da sua existência foi a incômoda prova material do maior fiasco da história de uma empresa que, sim, erra muito, mas quase sempre em iniciativas baratas e discretas — o oposto completo do que foi o Google+.
O Manual do Usuário nasceu e floresceu na web, mas sempre rejeitou a celeridade que marca o ambiente digital. Trata-se de um blog Slow Web, afinal. Tem dias em que olho para o que está sendo produzido e me questiono se não seria melhor ter mais tempo para refletir sobre as pautas e, com isso, gerar um conteúdo mais coeso e perene. Ok, não vou ficar nos eufemismos: fico pensando se o blog não seria melhor no formato de uma revista impressa. E se… E se!?
Se preferir a versão em vídeo, clique aqui (YouTube).
Na última terça-feira (26), o Parlamento Europeu aprovou a diretiva de direitos autorais que atualiza a legislação sobre o tema no bloco (o texto final na íntegra). Faz parte dela o artigo 17 (antigo artigo 13), que responsabiliza as plataformas de conteúdo gerado pelos usuários, como YouTube e Facebook, pelo licenciamento de materiais protegidos por direitos autorais.
Vagner Alexandre “Ligeiro” Abreu é um prático em informática que vive se questionando se está na área certa e se não está cobrando barato demais. Lida com PCs desde os 16 anos (e enche o saco na internet desde os 18), mas “profissionalmente” está desde os 25 na área de “troubleshooting”. Apesar de não gostar de São Paulo, curte a facilidade de poder pegar o trem ou ônibus e ir a qualquer lugar. Pergunte nos comentários as redes sociais em que ele está.
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Organizar um grupo grande é difícil. Você já deve ter percebido isso quando tentou brindar em uma mesa cheia. Quando estão só você e dois amigos numa mesa de bar, é fácil. Grupos maiores são mais difíceis de gerir. Um brinde entre todas as possibilidades numa mesa com 16 pessoas demora um certo tempo. O papo aqui não é etílico, mas organizacional. Conforme um grupo vai crescendo em tamanho — e a complexidade vai crescendo junto —, é preciso uma forma de organizar as pessoas para que todas elas consigam executar o que devem sem que a complexidade atrapalhe. Foi por isso que nasceram as organizações.
“Nós usamos a palavra ‘organização’ para explicar tanto o estado de estar organizado como os grupos que fazem a organização — ‘nossa organização organiza a conferência anual’. Usamos uma das palavras porque, a partir de uma determinada escala, nós não conseguimos nos organizar sem organizações; o primeiro implica no segundo”. Parece um trava-língua, um exercício de um programa infantil da TV Cultura, mas a explicação do Clay Shirky prepara o terreno para entendermos um conceito tão familiar a todos nós que nem paramos para pensar direito. O Tecnocracia desta semana vai falar sobre empresas, especificamente sobre a sobrevivência de empresas. Mais à frente você vai entender.
Esta matéria foi produzida pela Agência Pública, a primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil.
Entre colegas que dizem ter pós-graduação em prestigiosa universidade americana sem tê-la de fato e aqueles que juram que a terra é plana, o novo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), o astronauta Marcos Pontes, até que não se sai tão mal. A maior parte dos membros da comunidade científica ouvidos pela Pública o vê com certa simpatia, com a ressalva de que o ministro não é nem pesquisador nem cientista. Num primeiro momento, a maioria aprova as ideias que ele diz querer colocar em prática enquanto estiver no cargo. Em contrapartida, não tem tanta certeza se o novo titular do MCTIC conseguirá concretizá-las.
Quase toda vez que alguém descobre que uso o DuckDuckGo como buscador web padrão, a primeira pergunta que me fazem é se ele é melhor que o Google. É uma pergunta complexa, porque a resposta é “não e sim”.
Fabio Beneditto é desenvolvedor de sistemas web na DBC Company. Graduado em Sistemas para Internet pela Universidade Feevale, é simpatizante do movimento FOSS (Free and Open Source Software) e participante de várias comunidades ligadas à software e tecnologia. Praticante de #mototerapia, não perde a oportunidade de pegar a estrada de moto.
Site geral: https://about.me/fabiobeneditto.
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Na última segunda-feira (18), o site da revista Crescer publicou uma reportagem alertando os pais de que supostos vídeos da boneca Momo, em que ela ensinaria crianças a se mutilarem e a cometerem suicídio, estariam aparecendo dentro de vídeos do YouTube Kids, versão da plataforma do Google com conteúdo exclusivamente infantil.
De vez em quando, o algoritmo do YouTube acerta. Na semana passada, o site me indicou um vídeo do New York Times detalhando como a Arábia Saudita preparou a morte do jornalista Jamal Khashoggi numa embaixada na Turquia, dos voos feitos em aviões oficiais com legistas ao uso de um dublê de corpo semelhante a Khashoggi para simular que o dissidente tinha saído do prédio onde foi brutalmente morto.