O conteúdo da mochila do Vagner "Ligeiro" Abreu.

O que tem na mochila de Vagner “Ligeiro” Abreu


29/3/19 às 8h20

Foto do Vagner Abreu. Vagner Alexandre “Ligeiro” Abreu é um prático em informática que vive se questionando se está na área certa e se não está cobrando barato demais. Lida com PCs desde os 16 anos (e enche o saco na internet desde os 18), mas “profissionalmente” está desde os 25 na área de “troubleshooting”. Apesar de não gostar de São Paulo, curte a facilidade de poder pegar o trem ou ônibus e ir a qualquer lugar. Pergunte nos comentários as redes sociais em que ele está.


  1. Mochila Case Logic VNB-217-BLACK. Comprei em um brechó por um preço baratinho porque tava com problema na alça (e ainda continua com isso). Faz mais de três anos que o uso e já penso em trocá-la, dado os sinais de cansaço.
  2. Saraiva LEV com luz (1ª geração). Quem vê lá eu dando pitacos no post livre, viu que contei um pouco de como vivo com ele. Comprei em uma ponta de estoque. Por enquanto vai ficar na mochila, já que planejo uma hora tomar coragem e jogar alguns guias e manuais para me auxiliar no trabalho.
  3. Fones de ouvido Lyco LC Pro 110. Adquiri recentemente e até que é um fone de ouvido ok. O ruim é que, como qualquer fone de ouvido simples e barato, o fio é sensível a dobras nas pontas. Preciso refazer a ponta do plug.
  4. DVDs. Instaladores para ocasiões. (Se bem que devem estar riscados os mesmos de tanto ficarem sacudindo livremente na mochila.)
  5. Monopé. O popular “pau de selfie”. Comprei em uma ponta de estoque no bairro do Brás, em São Paulo. Sinceramente, tenho ele na mochila pois parece uma tonfa e não vou negar que já usei ele para assustar um ou outro. E não, não sou a favor do porte de armas, mas infelizmente dado os lugares que passo, é uma forma de me proteger, por assim dizer. (Mas dá para tirar foto com eles, como qualquer monopé. E às vezes o uso com uma câmera que tenho ou o celular.)
  6. Bolsa de apoio com ferramentas. Teste de fonte, placa-mãe, “linha viva”, chaves, alicates, tesouras, pasta térmica, pincel… sim, conserto computadores. Sou “consertador”, sim senhor! A bolsinha comprei também em brechó. As ferramentas fui comprando aos poucos.
  7. Óculos de Sol. Um primo meu que me deu e uso de vez em quando. Comecei há um tempinho a usá-lo, dado que parece que a cada dia que passa, a sensibilidade dos olhos fica maior.
  8. Bolsa D-Link. Comprei também em brechó, provavelmente oriundo de um kit para roteador portátil. Virou minha bolsa para armazenamento portátil.
  9. HD Portátil (em case) e pen drives. Programas de diagnóstico simples e instaladores para situações necessárias.
  10. Teste de cabo de rede e USB e alicate de crimpagem. Também faço reparos (simples) em redes.
  11. Carregador portátil. Sendo cara de pau, é um carregador “10 mil mAh” “Pineng” (cof cof) que comprei na 25 de Março (cof cof) por uns R$ 20–30. Até que ajuda. E tem uma lanterninha. Os cabos USB compro sempre à parte, procurando comprar em promoções ou brechó (por incrível que pareça, alguns doam cabos para brechós em bom estado e aí dá para comprar um cabo de carregador de boa qualidade por um precinho camarada). Cabos da 25 de Março (ou “Galeria Pagé”)… bem, tenho meus altos e baixos com isso. Já comprei cabos de R$ 5 que não duraram nada e cabos de R$ 2 que duraram um pouco.
  12. Moto E (1ª geração). Peguei no começo do ano. Ter 4 GB de memória com 2 GB livre é um perrengue, a ponto de eu ter que recorrer a firmwares alternativos que sejam mais leves para poder aproveitar o espaço e instalar apps. Está com o bootloader desbloqueado e um firmware que apenas teve apps retirados.
  13. LG Nexus 4. Comprei no dia que bati esta foto em uma loja que trabalha com produtos recuperados de lojas. Vai substituir o Moto E. Só agora caiu a ficha que a desvantagem dele é que não tem entrada para cartão microSD, mas tem 16 GB de memória, o que já alivia um pouco em relação ao Moto E.
O conteúdo da mochila do Vagner "Ligeiro" Abreu.
Clique para ampliar.

Nota do editor: "Na mochila" é uma seção semanal do Manual do Usuário que apresenta o interior das bolsas e mochilas de leitores, profissionais e amigos. Veja as outras mochilas já publicadas e mande a sua — a continuidade da seção depende de você.

Este post contém links comissionados de lojas parceiras do Manual do Usuário. Caso faça uma compra a partir de um deles, o blog receberá uma pequena comissão — que não afeta o valor final pago por você.

Colabore
Assine o Manual

Privacidade online é possível e este blog prova: aqui, você não é monitorado. A cobertura de tecnologia mais crítica do Brasil precisa do seu apoio.

Assine
a partir de R$ 9/mês

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

34 comentários

  1. Interessante ver os celulares que o Vagner usa. Em um mundo onde raramente se fica mais que 2 ou 3 anos com um aparelho, chama a atenção o uso de um aparelho tão mais antigo.

    Imagino que use poucos recursos que são comuns aos aparelhos modernos, por limitação de desempenho. Digo isso porque minha mãe, que basicamente só usa o navegador e redes sociais, vez ou outra reclama da lentidão de um Moto G 2 que eu dei para ela.

    1. Não tenho dinheiro para celulares top de linha. Para se ter uma ideia, meu primeiro Android foi um amigo que deu e era um que esqueci a fabricante, mas era um dos primeiros firmwares para Android, tinha 256 de RAM e era lento demais.

      Já tive vários tipos de celulares, 99% deles usados. Apenas um ou dois comprei novo, mas não eram smart.

      A maior vantagem também de ter um celular antigo é que a pessoa (acho) fica bem menos visada em relação a quem tem celular novo. Fora também que posso ter um celular com sistema atualizado e estabilizado.

    1. Consegue ser pior do que transportar individualmente. Só o sacudir já é algo que faz soltar de dentro.

  2. Ligeirinho, ainda lembro quando fazia os seus comentários nos primórdios do GIZMODO, bom saber que continua na ativa.
    Alguém aqui nos comentários escreveu e eu concordo, ” essa foi a mochila mais honesta que passou por aqui”

    1. Obrigado pelas palavras.

      O Gizmodo foi uma época boa até a hora que dei uma surtada por N motivos (de ter implicado com a galerinha que invadiu o espaço, dentre outros…)

      Mas aprendi bastante também com isso. Inegável.

  3. Olá Ligeirinho!

    Assim como a área de CFTV e segurança eletrônica ( ou qualquer área em que tem muita mão de obra) os seus “lucros” caem muito e acredito que é o caso do ramo de manutenção de PC. Até porque as crianças já nascem conectadas ou “formatando PCs” rsrs.

    No meu caso se comparo com uns 5 anos atrás vejo que hoje em dia qualquer pessoa pode ser um “instalador” e dizer que coloca câmeras para seu cliente em que ele já presta algum tipo de serviço, por exemplo eletricista.

    Não estou desmerecendo a profissão, pois isso me parece algo natural que acontece com um ramo/nicho em que veem que podem ganhar um dinheiro razoável. O jeito é tentar encontrar um nicho do nicho em que podemos atuar se atualizando ou aprendendo algo novo relacionado com o atual.

    Abraço!

    1. Grato pelas palavras.

      Sim, na verdade sempre vi que este ramo teria esta linha de tratamento. O que penso é que na verdade preciso mudar pontos pessoais meus.

      De qualquer forma, ainda tenho clientes e tenho alguma relevância pois procuro tentar atender com honestidade, dado que as pessoas que trabalham no ramo não informam bem o que estão fazendo ou como. Por exemplo, instalação do Windows procuro sempre usar a chave que fica localizada no equipamento.

      E quando não sei, aviso que não sei ou que posso ao menos tentar orientar a quem pode achar ajuda e se compensa.

      A área hoje na verdade abrangeu-se também, dado que é oriunda da eletrônica. É o que podemos chamar de “especialista em automação”, dado que informática também é automação.

  4. Gente, minha ficha caiu muitas horas depois que era o Ligeirinho!! hehe

    parece ser um cara bom pra tomar uma gelada e prosear num boteco.

    aliás, o povo daqui é bem bacana.

    1. Tubaína gelada ;)

      E na verdade me travo as vezes quando não tenho assunto ou conheço alguém pela primeira vez. Sou bom no teclado (acho), mas não na prosa.

    1. É o primeiro comentário sobre.

      (Bate três vezes na madeira). Nunca fui assaltado de forma altamente violenta, apenas por duas vezes me abordaram, foras as vezes que intimidaram de alguma maneira.

  5. Olá Sr. Ligeiro!
    Essa foi a mochila mais honesta e funcional que passou por aqui, gostei do fato que usa muito do brechó para encontrar suas ferramentas.

    1. Agora que pensei nisso. Esqueci de falar que ferramentas não compro muito em brechós, mas tento comprar barato. Na verdade faz um bom tempo que não compro ferramentas, procuro manter tudo bem guardado e evitar perder.

      O kit de chaves principal tem 10 anos e era oriundo de um kit maior que era vendido com uma bolsa (a minha estragou), mas tá na hora de trocar (o plástico está soltando do aço).

      É mais mochila, bolsa e cabos que compro em brechó. Ah, e alguns eletrônicos e peças de PC também.

      Já tive casos de encontrar peças de PC no lixo. Essa semana mesmo vi um som no lixo. Levei a um amigo que tem eletrônica e lá eu mesmo revisei junto com ele e vimos um capacitor estufado. Trocou e o bichinho voltou a funcionar :)

  6. Legal :)
    Fui “consertador” pro uns bons anos e costumava usar pincel/borracha escolar/alcool isopropílico para tirar poeira e limpar contatos. O que vc costuma usar?

    1. Mesma regra. Geralmente peço emprestado um aspirador ou soprador em muitos casos também. Ou em alguns casos, se for próximo a um posto de gasolina ou borracharia, uso um soprador.

        1. Não uso o termo micreiro pois impliquei com ele, mas divago.

          Sim sim, “Soprão” era o nome e ainda tem. O ruim é que o custo benefício é quase nulo.

          Consegui uma vez um aspirador portátil que sopra, mas ocupa espaço na mochila.

          1. MICREIRO é uma das minhas palavras favoritas da língua portuguesa
            acho um gênio que inventou

            assim como a expressão SOBRINHO para contexto similar

            divagando tb

          2. @fred cara, este é o problema, o esteriótipo.

            “Micreiro”, “sobrinho”, “consertador”, são termos que acabam sendo usados para denegrir (A propósito, tenho uma raiva gigante do “Vida de Suporte”). Uso consertador para me auto depreciar por aqui, mas prefiro falar que sou prático, dado que tenho que ser antes de tudo, honesto. Não tenho certificação técnica.

            Noto que na área de informática, o cara que é bom com lógica e números é geralmente péssimo com trato social. Cobra caro e ainda trata mal os clientes.

            O cara que trata bem os clientes muitas vezes é enrolão e mentiroso. Sabe algo de informática, mas não tudo.

            O cara honesto, que trata cliente como ser humano (e não como “amigão”) é o que sofre com isso. Cobra o justo, mas tentam tirar mais do coitado.

            Da área de informática, obviamente o suporte é o que mais tem dores de cabeça pois lida diretamente com as frustrações dos clientes.

            Só que noto também que nesta área de informática, não se conversa tanto quanto deveria. Bugs se alastram e problemas junto.

  7. acho q as minhas costas iam doer com tanta coisa assim.
    ontem fiquei perambulando com uma mochila um pouco mais pesada e à noite, na hora de dormir, deu pra sentir o quão cansado estava…

    1. Acostumei. Desde a infância tenho o costume de ficar com a mochila carregada com medo de esquecer algo.

      Salvo engano, a mochila tem uns 3 a 5 kg de carga, e meu peso é 70 – 75 kg

    1. Hehehe :3 sou muito feio.

      Resposta longa: na verdade sei lá como dizer mas surto muito fácil quando tenho problemas online. Dado que antigamente eu dava mais cara a tapa, penso que ficando por trás de um pseudônimo, me ajuda um pouco a tanto evitar surtos quanto a dissociar o meu nome dos meus atos, dado que sou humano e também falho.

      Sempre vivemos com máscaras, né?

      1. Também pensei nisso, se seria contraditório ou não, dado que estou abdicando a privacidade em nome de um convivo social com outros em um espaço online.

        Vivemos sempre em contradição conosco.

        Sim, em partes me abdico. Revelei informações que podem ser úteis até para hackers ou engenheiros sociais. Cabe a mim agora pensar o quão comprometido fiquei com isso.

        No entanto, expor minha mochila expõe algo que na verdade é bem mais comum ao meio. São ferramentas de trabalho e convivência que qualquer um pode adquirir (e revelei também como os adquiri). Então neste caso a privacidade não é tão perdida assim.

        Expor os modelos de celular em parte o é. Com alguma triangulação, a pessoa pode identificar o equipamento que uso. Basta ter acesso as ferramentas ou fontes certas.

        Aí penso: o que tenho a esconder, afinal?

        Dado que não uso meu nome completo (há um bom tempo) na área de comentários, como eu falei em outro lugar, isso apenas inibe associar meu nome com alguma falha minha que possa me prejudicar. Mais nada.