Na sexta (18), a Suprema Corte do Reino Unido decidiu que motoristas da Uber têm direitos trabalhistas, como salário mínimo e férias remuneradas. (Por lá, existe ainda a figura do funcionário, que é distinta e tem mais direitos, como licença maternidade e contestar demissões.) A Uber diz que a decisão só se aplica aos dois motoristas que moveram a ação julgada, em 2016, mas o precedente deve afetá-la e a outras plataformas de bicos no país. Via G1, The Guardian (em inglês).
O WhatsApp retomou os esforços públicos para passar a nova política de privacidade junto aos usuários. Em um post publicado na última sexta (18), a empresa informou que está usando o Status (os stories dentro do WhatsApp) para comunicar novidades e seus princípios diretamente aos usuários, e que esse “é o primeiro passo de muitos outros que virão para que possamos nos comunicar com ainda mais clareza com todos”. Um desses passos deve ser uma tela reformulada, mais simples, sobre a nova política de privacidade — o WABetaInfo encontrou-o numa versão beta. Via WhatsApp, WABetaInfo (em inglês).
Uma atualização na documentação do WhatsApp informa o que acontecerá a partir de 15 de maio com aqueles que não aceitarem a nova política de privacidade. Em resumo, “[p]or um curto período, você ainda poderá receber chamadas e notificações, mas não poderá ler nem enviar mensagens pelo app”. Via WhatsApp.
Para entender o que de fato muda com a nova política de privacidade do WhatsApp, leia isto.
Achados e perdidos #4
Toda semana acumulo links curiosos, vídeos ou coisas legais, mas que achei não valiam uma notinha. Descaradamente inspirado pelos link packs da Tina, decidi reuni-los numa lista e publicá-la aqui.
***
— Zack Nelson tem um popular canal no YouTube em que testa a durabilidade de celulares. Ele pôs as mãos no Fairphone 3+ (em inglês), o celular modular e sustentável da empresa homônima. Ficou impressionado. [Dica do Caio Volpato no grupo do Telegram para apoiadores.]
— Um “Google Earth” com rádios do mundo inteiro. Aponte para um local e ouça as rádios de lá.
— Aqui no Manual do Usuário: em vídeo, digo se aprender um idioma no Duolingo funciona. No Guia Prático (podcast), eu e a Jacque falamos de empresas de tecnologia na bolsa e o fim da gratuidade do LastPass.
— Um ex-executivo da Microsoft está gastando uma nota alta e desenvolvendo novas tecnologias para tirar fotos em altíssima resolução de flocos de neve (em inglês). Lembrei daquela passagem do livro/filme O Círculo em que a empresa de tecnologia tem entre seus projetos contar todos os grãos de areia do Saara. [Dica da Diana.]
— O site da Berkshire Hathaway parou nos anos 1990 e é maravilhoso. Detalhe para a mensagem de rodapé sobre o visual da ~página WEB.
— Um aplicativo para macOS (gratuito) que troca o ícone da bateria por outro igual, só que com uma carinha :)
— Uma proposta para que o emoji de pizza tenha coberturas variadas. Cadê as de frango com catupiry e estrogonofe? ?
— Dois times de futebol da Noruega se enfrentam na realidade mista: os jogadores estão em campo, mas todos usando óculos de realidade virtual mostrando a partida de cima. Dá “tilt” no cérebro. (A brincadeira foi feita em 2015.)
— O notebook Vaio Z é feito de fibra de carbono contornada. (Outros modelos que usam essa fibra, como a linha XPS da Dell, têm a base de plástico ou metal.) É levíssimo, durável e caro: nos EUA, ele começa em US$ 3.579 (cerca de R$ 19,5 mil).
— “Já reparou que conversar nas redes sociais é mais ou menos como você tentar falar com um um amigo com a TV ligada?”
E-mails internos do Facebook revelados pela Justiça dos Estados Unidos mostraram que o chamado “potencial de alcance” dos anúncios em sua plataforma, uma métrica exibida quando os anunciantes estão configurando seus anúncios e que é determinante na decisão do valor a ser investido, estava “profundamente errada”. A direção do Facebook soube do erro por anos e quando uma correção foi proposta por um gerente de produtos, rejeitou-a porque o “impacto no faturamento” do Facebook seria “significativo”. Via @jason_kint/Twitter, Financial Times (em inglês, com paywall).
Faz alguns anos que a Microsoft mudou o modelo de negócio do Office, passando a vendê-lo em uma assinatura no Office/Microsoft 365. Em paralelo e com menos destaque, porém, aquela versão com preço fechado, pago uma única vez, continua disponível e sendo atualizada em um ritmo mais fraco. A próxima versão será o Office 2021, para usuários domésticos e pequenas empresas, que deve chegar ao mercado até o fim do ano, junto ao Office LTSC, esse vendido para grandes empresas e com prazo de suporte estendido (cinco anos).
Pode parecer tentador livrar-se de uma assinatura, mas será que vale a pena? Para usuários domésticos, o Office 2019 Home & Student (versão mais recente) custa R$ 499 comprando direto da Microsoft. Em promoções do varejo, dá para encontrar cartões de anuidade do Microsoft 365 por menos de R$ 100 — e, além dos aplicativos do Office sempre atualizados, o pacote ainda inclui 1 TB de espaço no OneDrive e 60 minutos por mês no Skype. Sei não. Via Microsoft (em inglês).
Post livre #256
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.
O experimento australiano
Nesta semana, a Austrália iniciou um curioso experimento digital quase que por acidente. Um projeto de lei que obriga as grandes plataformas digitais a pagarem veículos jornalísticos por cada link deles publicado em seus domínios foi apresentado. O Google reclamou, ameaçou tirar seu time de campo, mas acabou cedendo. O Facebook, não.
A partir desta quinta-feira (18), apoiadores do Manual do Usuário do plano II em diante (R$ 16 ou mais) poderão acompanhar as gravações do podcast Guia Prático ao vivo e trocar ideias em áudio comigo e com a Jacqueline Lafloufa.
O evento ocorrerá no Telegram, que, sem surpresa, já tem um recurso parecido com o Clubhouse embutido, ou seja, grupos de conversas por áudio. (O que o Telegram não tem?) Fizemos um teste no início da semana e deu muito certo. Além das similaridades, o Telegram tem duas vantagens sobre o Clubhouse: oferece app para Android e é onde o nosso grupo de apoiadores já funciona.
As transmissões ocorrerão toda quinta-feira, começando nesta (18), a partir das 18h30. (Somos pontuais!) Durante a conversa, os apoiadores poderão interagir por texto, comentando e corrigindo o que eu e a Jacque estivermos falando. Ao final da gravação, abriremos os microfones para um bate-papo de ~20 minutos — esta parte não será gravada e, portanto, não estará no podcast.
Você pode apoiar o Manual pelo PicPay, Catarse ou Pix (anual; envie um e-mail para mais detalhes). Àqueles que não apoiam o site financeiramente ou que não puderem nos ouvir durante a gravação, o Guia Prático continuará saindo às sextas de manhã, como sempre, acessível a todo mundo.
O Trello, popular aplicativo da Atlassian que usa o método Kanban para gerenciar projetos, anunciou uma grande reformulação para 2021. As principais novidades são os novos tipos de visualização (que o aproximam do Notion) e cartões inteligentes, que se adaptam quando o usuário inclui links para ~30 serviços externos, como YouTube, Google Drive e Dropbox. Por ora, apenas a nova barra lateral — outra novidade — está disponível; as demais novidades serão liberadas nos próximos meses. Via Trello.
Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.
Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.
Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.
O LastPass, um popular serviço de gerenciamento de senhas, anunciou mudanças nas regras para usuários gratuitos. A partir de 16 de março, ele terá que escolher um tipo de dispositivo, computadores ou móveis (celulares e tablets), para guardar e acessar suas senhas. Antes, usuários gratuitos podiam usar o serviço em todos os seus dispositivos, sem limitações. Outra mudança é que os usuários não pagantes perderão o suporte por e-mail. A versão paga do LastPass custa US$ 3/mês (no plano anual). Via LastPass.
Mais de dois meses depois das últimas atualizações para seus principais apps no iOS, o Google voltou à ativa na plataforma da Apple. O primeiro foi o YouTube. No histórico de atualizações, a mais recente, 15.49.6 de 13 de fevereiro, se limita a dizer que “Corrigimos bugs, melhoramos o desempenho e tomamos muito café”. Pouco antes, o Google havia incluído o “rótulo nutricional” de privacidade do YouTube na App Store. Como era de se esperar, a lista é looonga…
Outros apps populares do Google, como o homônimo (de pesquisa), Gmail, Google Maps e Chrome, seguem sem atualização e sem os rótulos de privacidade. A última atualização do Chrome foi em 23 de novembro de 2020 e o app, na versão 87 no iOS, já está atrasado em relação às demais plataformas. Via 9to5Mac (em inglês).
Muitos sites recorrem a CDNs, grandes redes globais de distribuição de arquivos via internet, para carregar bibliotecas e códigos necessários para que sejam exibidos corretamente. Nessa, “avisa” essas redes e grandes empresas, como Google e Microsoft, dos locais onde você está navegando na web. A extensão LocalCDN detecta, intercepta e substitui essas requisições por cópias locais das bibliotecas (mais de 100) e CDNs (27) mais comuns. Na prática, ou seja, na janela do seu navegador, não muda nada, e a extensão dispensa qualquer configuração para surtir efeito. Para Firefox (recomendado) e Chrome (extraoficial e com menos recursos).
A Justiça de São Paulo proibiu a Sony de bloquear permanentemente um video game PlayStation 5. A juíza Carolina Sayegh reconheceu que o proprietário do console infringiu as regras estipuladas pela Sony, e disse que não haveria problema em banir a conta dele ou suspender o video game temporariamente, mas bloqueá-lo para sempre “coloca o consumidor em desvantagem exagerada”, afinal é um dano ao seu patrimônio, e isso contraria o Código de Defesa do Consumidor. Via Folha.
Escolhas do editor
Posts aleatórios
- “Pix das mensagens”, ou um plano para destronar o WhatsApp no Brasil 26/8/2025
- Ser meio sovina me ajudou a usar menos o celular em situações sociais 2/12/2025
- Uma dica? Não use o OpenClaw e ignore o Moltbook 4/2/2026
- Outra forma de encarar o fediverso/ActivityPub 2/5/2025
- Markdown no Bloco de notas do Windows 11 3/6/2025