A Oyo, startup indiana do setor de hotelaria, praticamente extinguiu sua operação latino-americana, que contemplava Brasil e México. Sobrará uma estrutura jurídica e de recursos humanos mínima, e o gerenciamento das duas operações do bloco passa a ser feito direto da Índia. A Oyo levantou US$ 3,2 bilhões em 17 rodadas de investimentos; boa parte desse dinheiro veio do SoftBank. A pandemia de COVID-19 é citada como principal causa, mas especula-se que o fracasso do IPO do WeWork tenha feito o SoftBank rever algumas práticas das suas startups investidas. Via Neofeed.

Toda semana acumulo links curiosos, vídeos ou coisas legais, mas que achei não valiam uma notinha. Descaradamente inspirado pelos link packs da Tina, decidi reuni-los numa lista e publicá-la aqui.


— A Epic anunciou o MetaHuman (em inglês), uma ferramenta do Unreal Engine para criar personagens humanos de alta fidelidade em minutos, algo que, segundo a empresa, no modelo tradicional “leva meses de pesquisa, equipamentos de escaneamento caros e um exército de artistas tecnológicos”.

Como o Internet Archive digitaliza livros de papel (em inglês) — página por página, com um software próprio e uma engenhoca que não destrói os originais. Já foram 2 milhões de volumes (em inglês).

— Do nada, a foto de uma flor hospedada na Wikimedia Commons passou a ser requisitada dezenas de milhões de vezes por dia. A maioria dos acessos vinha da Índia e coincidia com o banimento do TikTok no país. Um detalhado trabalho investigativo (em inglês) foi feito na fundação para descobrir qual app estava causando esse estrago. A história teve um final feliz.

— O Sesc está exibindo, gratuitamente e pela internet, documentários de grandes nomes da música brasileira neste Carnaval — Clementina de Jesus, Dorival Caymmi, Elton Medeiros e outros. Disponíveis até dia 24/2.

— O site Spurious Correlations (em inglês) ilustra com vários exemplos aquela velha máxima: correlação nem sempre implica causalidade.

— Já existe um emulador de Nintendo Switch, o yuzu. A última atualização, de janeiro, fez progressos admiráveis (em inglês).

— Um robô do bem no Twitter: ele coleta e divulga vagas de emprego em tecnologia da informação. É o @ViUmaVaga.

— O advogado que, sem querer, ativou um filtro de gatinho (em inglês) no Zoom durante uma audiência ?

Pinturas bonitas de brasilidades para aquecer o coração.

Temos que experimentar algo para comentar esse algo com propriedade, certo? Por isso, logo mais eu e a Jacqueline Lafloufa faremos a gravação do Guia Prático ao vivo, no Clubhouse, falando do Clubhouse (e de outro assunto também). Se você está lá, acompanhe por este link. Começa às 18h30.

Post livre #255

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

Está ouvindo? É o Clubhouse, a nova rede social de áudio

Não se fala em outra coisa. Na última semana, o Clubhouse, uma nova rede social norte-americana, não saiu dos trending topics e dos jornais, atraindo milhares de anônimos e famosos, todos com seus iPhones na mão e AirPods nos ouvidos. Sob o risco do hype baixar tão rápido quando subiu, o que tornaria este artigo um registro histórico mais do que um jornalístico, faço essa tentativa mesmo assim.

Primeiro, vamos ao básico. O Clubhouse é uma rede social baseada em áudio. Não há trocas de mensagens de texto nem vídeo, é tudo por áudio mesmo. É a vingança dos adoradores de áudio do WhatsApp, sempre criticados por todo mundo, incluindo muitos que agora batem cartão todo dia no Clubhouse.

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O HBO Max, serviço de streaming da Warner, chega ao Brasil em junho. Que dia? “Conto outro dia ?”, disse em tom de deboche o perfil oficial no Twitter. Entendo a lógica de fragmentar anúncios para manter o interesse do público, mas não estamos indo longe demais? E se as fabricantes de celulares embarcarem nessa e começar um “o novo iPhone custa mais de R$ 5 mil, mas menos de R$ 10 mil. O preço exato, conto outro dia ?”? A nossa paciência é limitada. Não será aqui no Manual, por exemplo, que você ficará sabendo a data exata da chegada do HBO Max. Via @HBO_Brasil/Twitter.

Com tantos dados pessoais correndo por aí, o Registrato do Banco Central fica ainda mais importante. Trata-se de um serviço que exibe, num único extrato, todas as suas contas, empréstimos, financiamentos, chaves Pix e transferências internacionais que você já fez. Este vídeo explica bem.

O cadastro no Registrato exige um PIN, que é gerado pelo app do seu banco (deve ter uma opção “Registrato” no menu dele). O único contra, até onde sei, é que o serviço não comunica alterações, ou seja, é preciso acessá-lo vez ou outra para ver se houve alterações.

Ah, e a página de cadastro do Registrato está com algumas instabilidades no momento, não carregando. Paciência. Dica do r/investimentos.

A PSafe encontrou outro banco de dados enorme de brasileiros sendo comercializado na “dark web”. Desta vez, são pouco mais de 100 milhões de cadastros de celulares, das operadoras Claro e Vivo, com dados detalhados incluindo nome, telefone, endereço e o histórico de relacionamento com a operadora. Para comprovar a veracidade, o cibercriminoso enviou dados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e da apresentadora Fátima Bernardes. A PSafe enviará um relatório detalhado da descoberta à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Via Neofeed.

A HMD Global lançou, nesta quarta (10), o Nokia 110 no Brasil. O aparelho básico da marca é fabricado localmente e tem o preço sugerido de R$ 169. E sendo uma releitura do célebre Nokia 3310, claro que vem com o jogo da cobrinha. Mas atenção: o Nokia 110 com o sistema Nokia Series 30+, e não o KaiOS, como alguns sites publicaram. Na prática, isso significa que o celular não é compatível com apps populares, como o WhatsApp. Outros pontos negativos é que o Nokia 110 só funciona em redes 2G e chega ao Brasil apenas na cor preta. Via HMD Global.

O Google removeu o app Barcode Scanner da Play Store. Com mais de 10 milhões de downloads, ele servia para ler QR codes. Aparentemente, o app foi vendido em 2020 a uma empresa chamada LavaBird, que achou que seria uma boa ideia incluir no app, em novembro, um código que passava a abrir anúncios no celular do usuário. Via Malwarebytes (em inglês), Android Police (em inglês).

» O Google não excluiu o aplicativo dos celulares de quem já o baixou. Se você tem o Barcode Scanner instalado, é uma boa ideia removê-lo.

» É bem provável que o app da câmera nativo do seu aparelho consiga ler QR codes. Verifique. Se sim, é um app a menos para ocupar espaço e gerar esse tipo de brecha no seu celular.

Em Beverly Hills, um policial ligou em volume alto a música Santeria, hit do Sublime dos anos 1990, enquanto era filmado por um ativista. Suspeita-se que o policial estava tentando alavancar o sistema de detecção de direitos autorais de plataformas como YouTube e Instagram para que o vídeo fosse derrubado. Nem William Gibson conseguiria prever esse tipo de distopia. Via Vice (em inglês).

O calendário imprimível do Manual do Usuário

Apesar de falarmos muito de bits e do mundo digital aqui, sou afeito aos átomos, ao mundo analógico. Daí veio a ideia deste calendário imprimível de 2021: sem firulas e com bastante espaço para anotações, para colar na geladeira, no mural de avisos ou em qualquer lugar que fique à vista.

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A Samsung anunciou a linha Galaxy S21 no Brasil nesta terça (9). Os três celulares vêm sem o carregador de parede na caixa, mas quem comprar qualquer um deles na pré-venda (entre 10/2 e 7/3) e se cadastrar no site Samsung Para Você entre 5/3 e 4/4, terá 30 dias para solicitar o acessório sem custo adicional. (Fones de ouvido também sumiram e, esses, só comprando à parte mesmo.) Outro mimo da pré-venda é uma Galaxy SmartTag grátis e um voucher para comprar mais produtos Samsung. Preços e valores dos vouchers.

  • Galaxy S21 (128 GB): R$ 5.999 (voucher de R$ 1 mil);
  • Galaxy S21+ (128 GB): R$ 6.999 (voucher de R$ 1,5 mil);
  • Galaxy S21+ (256 GB): R$ 7.399 (voucher de R$ 1,5 mil);
  • Galaxy S21 Ultra (256 GB): R$ 9.499 (voucher de R$ 2 mil); e
  • Galaxy S21 Ultra (512 GB): R$ 10.499 (voucher de R$ 2 mil).

Aparentemente, o dólar pesou e em vez de cair o preço, como aconteceu nos Estados Unidos, o modelo mais barato encareceu em relação ao Galaxy S20 (R$ 500).

A Galaxy SmartTag também poderá ser comprada separadamente, por R$ 199. A Samsung também anunciou os fones de ouvido sem fios Galaxy Buds Pro por R$ 1.399.

Todos os produtos começam a ser vendidos em 5 de março; quem comprar na pré-venda, porém, poderá retirá-los antes, no dia 1º de março, para evitar aglomerações nas lojas. Via Samsung, Uol Tilt.

Sem grandes perspectivas de crescimento nos Estados Unidos e com uma fatia de apenas 0,8% do mercado global de publicidade digital, seu principal negócio, novos rumores sugerem que o Twitter em breve terá serviços pagos em sua plataforma. Dois caminhos são considerados: oferecer “gorjetas” dentro da plataforma, para que os usuários mais prolíficos sejam pagos para oferecer conteúdo exclusivo (cedendo um percentual ao Twitter), e cobrar por recursos avançados, como “desfazer envio” e o acesso ao Tweetdeck, o surpreendente bom cliente web do próprio Twitter livre de anúncios e de interferências do algoritmo na timeline. Via Bloomberg (em inglês).