Sem grandes perspectivas de crescimento nos Estados Unidos e com uma fatia de apenas 0,8% do mercado global de publicidade digital, seu principal negócio, novos rumores sugerem que o Twitter em breve terá serviços pagos em sua plataforma. Dois caminhos são considerados: oferecer “gorjetas” dentro da plataforma, para que os usuários mais prolíficos sejam pagos para oferecer conteúdo exclusivo (cedendo um percentual ao Twitter), e cobrar por recursos avançados, como “desfazer envio” e o acesso ao Tweetdeck, o surpreendente bom cliente web do próprio Twitter livre de anúncios e de interferências do algoritmo na timeline. Via Bloomberg (em inglês).
A sede da Experian negou nesta segunda (8), outra vez, que a Serasa seja a fonte do vazamento de dados de mais de 220 milhões de CPFs no Brasil. Em nota, a empresa disse que após “exaustivas investigações” não encontrou evidências do envolvimento da Serasa, sua subsidiária brasileira, e que alguns dados incluídos no banco de dados à venda, como fotos, detalhes de previdência social, registros de veículos e dados de login de mídia social, não são coletados nem mantidos pela Serasa. Via Uol Tilt.
Toda semana acumulo links curiosos, vídeos ou coisas legais, mas que achei não valiam uma notinha. Descaradamente inspirado pelos link packs da Tina, decidi reuni-los numa lista e publicá-la aqui.
— Um grupo de sul-coreanos consegue reproduzir, com a voz, sons do iPhone. E do Windows. E a música tema do Super Mario Bros.
— Por falar em Mario, outro grupo de amigos pegou os samples originais das músicas de Super Mario Bros e as regravaram — agora, sem as limitações do cartucho de Super Nintendo. Mas fica a dúvida: eram essas as músicas que a Nintendo queria usar, ou elas só foram feitas assim porque ficavam legais com as limitações do SNES?
— O projeto VideoLAN, lar do espetacular VLC, completou 20 anos no último dia 1º de fevereiro (em inglês).
— O Nike GO FlyEase é um tênis “hands-free” (em inglês), ou seja, não precisa usar as mãos para calçá-lo. Deve ser lançado no final do ano.
— A H. Moser, tradicional fabricante suíça de relógios, deu o troco na Apple: lançou a versão final do seu Swiss Alp Watch, um relógio “paradoxal, satírico e caprichoso” — é um relógio mecânico, super sofisticado, com o visual do Apple Watch. Uma boa piada, mas uma bem cara: custa ~US$ 30 mil (cerca de R$ 160 mil).
— Cab Rider: um simulador de trem com gráficos charmosos feito para PICO-8, um video game virtual (em inglês) que é fascinante por si só.
— Em breve, será possível medir os batimentos cardíacos e a respiração apenas usando a câmera dos celulares Pixel (em inglês), do Google. Os dados não têm validade clínica, mas o Google espera que ajudem no bem-estar das pessoas.
Em junho de 2020, o criador da The Great Suspender, uma extensão que gerencia abas no Chrome, vendeu seu projeto a uma empresa misteriosa. Desde então, o repositório se encheu de tópicos como este questionando se o novo dono estaria injetando código malicioso na extensão. Nesta sexta (5), o Google acabou com a brincadeira e excluiu a The Great Suspender da Chrome Web Store e a desabilitou para quem já a tinha instalada no Chrome. Via The Verge (em inglês).
Notícia do mês passado, mas vale o registro. A Anatel determinou, no Ato 77 de 5 de janeiro de 2021, uma série de novas regras para equipamentos de telecomunicações que precisam ser homologados pela agência para serem comercializados no Brasil. Entre elas, a proibição de senhas padrões (“admin”, quem nunca?) e “hardcoded” (embutidas no código-fonte), além de pedir obrigatoriamente, no primeiro uso, para que o usuário crie uma senha complexa (não vale 123456, por exemplo); proteção nativa contra ataques de força bruta; e garantia de atualização por no mínimo dois anos. As novas regras passam a valer 180 dias após a publicação do ato. Anatel via The Hack.
O Fui Vazado está inacessível desde a manhã desta sexta-feira (5). O site retorna um erro 1020 da CloudFlare, o que indica violação a alguma regra de firewall.
Não parece ser coincidência o fato de o Fui Vazado constar em um despacho do dia 3 de fevereiro do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro do inquérito das fake news. No texto, ele é citado junto a outros endereços que “estariam comercializando, ilegalmente, dados pessoais de autoridades e dos Ministros desta CORTE” e que, por isso, deveriam ser bloqueados imediatamente — esses outros endereços também ficaram inacessíveis junto ao Fui Vazado, segundo o Estadão. O ministro Alexandre diz ainda que o Fui Vazado é o único cuja autoria é conhecida, e determinou que a Polícia Federal ouça Allan Fernando, o criador do site. Via STF, Estadão.
» Na entrevista que Allan Fernando me concedeu, ele afirmou categoricamente que não possui os bancos de dados detalhados do vazamento e que não vende nem tem intuito de lucrar com o Fui Vazado. Tentei novo contato com ele nesta sexta (5), sem sucesso.
21#2
Reportagem
Os comentaristas do Gizmodo
Opinião
“Meus dados estão lá no meio também,” diz criador do site Fui Vazado
Vamos conversar?
Post livre #254
Os comentaristas do Gizmodo
No dia 15 de dezembro de 2020, Caio Maia, diretor editorial da F451, um estúdio de conteúdo digital sediado em São Paulo (SP), publicou um breve post no Gizmodo Brasil informando os leitores de que o espaço para comentários da publicação havia sido fechado. Foi a última página de uma longa história, de mais de dez anos, de uma comunidade online exemplar transformada no espaço privado de um pequeno grupo de leitores ruidosos. “Essa época passou, não temos saudades dela,” escreveu Caio, referindo-se aos tempos áureos, quando bons debates brotavam embaixo de cada post publicado no Gizmodo.
“Meus dados estão lá no meio também,” diz criador do site Fui Vazado
Tal qual o proverbial rabo que balança o cachorro, passamos a última semana debatendo a segurança do site Fui Vazado, criado pelo programador Allan Fernando Armelin da Silva Moraes para informar se os dados de alguém — e quais deles — constam no mega vazamento revelado em janeiro pela PSafe e que, até o momento, ainda não se sabe de onde vazou.
Post livre #254
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.
ESTE SITE ESTÁ UM LIXO! Qualquer criança consegue invadir este excremento digital, causar lentidão e até estragos maiores. Favor levar a sério os assuntos de segurança da informação. Bolsonaro !, dá um jeito aí !
— Hackers que invadiram o site do Ministério da Saúde
A mensagem foi deixada na sexta-feira (29) no FormSUS, serviço do DataSUS para a criação de formulários. Dá para ter um gostinho do nível de qualidade do site na mensagem (legítima, do Ministério da Saúde) embaixo da do hacker, que pede aos usuários para que não usem aspas nos campos do formulário porque “em várias linguagens de programação [o caracter] é usado para delimitar uma cadeia de caracteres.” Em qualquer sistema minimamente bem feito, o próprio formulário trata de limpar as inserções desses caracteres problemáticos. Via Estadão.
Relembrando: no final de 2020, duas falhas nos sistemas do Ministério da Saúde expuseram dados de brasileiros — uma delas, de 243 milhões de pessoas.
O YouTube baniu os canais do site bolsonarista Terça Livre — havia dois, o principal, que estava impedido temporariamente de subir novos vídeos, e um reserva, criado para burlar o impedimento do principal. O YouTube alega que o canal, comandado por Allan dos Santos, violou regras sobre a integridade das eleições e por incitar violência contra indivíduos ou grupos. Via Folha.
Em outubro de 2020, o governo federal, entidades independentes e as operadoras lançaram a campanha #FiqueEsperto para “para alertar usuários sobre segurança e tentativas de golpes na internet.” A cada mês, a campanha aborda um tema específico para trabalhar junto à população.
O tema de fevereiro são as tentativas de fraudes com a utilização de links em mensagens. Recebi o comunicado esta manhã, contendo uma lista de dicas, entre elas verificar se o remetente é confiável e tomar cuidado com links.
A ironia? Uma das frentes da #FiqueEsperto consiste no disparo de mensagens de SMS, sem identificar o remetente, com links para seu site. O Henrique recebeu a deste mês e, embora certamente não seja, parece de propósito. Não cabe em palavras a ironia de alguém receber, de um remetente desconhecido e duvidoso, uma mensagem com link dizendo para tomar cuidado com links em mensagens enviadas por remetentes desconhecidos e duvidosos.
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