YouTube aponta violação de regras e encerra canal bolsonarista Terça Livre

O YouTube baniu os canais do site bolsonarista Terça Livre — havia dois, o principal, que estava impedido temporariamente de subir novos vídeos, e um reserva, criado para burlar o impedimento do principal. O YouTube alega que o canal, comandado por Allan dos Santos, violou regras sobre a integridade das eleições e por incitar violência contra indivíduos ou grupos. Via Folha.

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9 comentários

  1. Difícil quando as bigtech decidem o que podem ou não aparecer. Complicado fazer uma linha de corte. Mas também por outro lado existem vídeos propondo agressões ou até negando fatos históricos (como o holocausto). Também ha casos de cientistas que nao concordam em um ponto (por exemplo: sobre determinada vacina levar a suposto efeito colateral) e são taxados de fake news sem serem, somente estão levando o caso a discussão (ciência se faz assim). Não sei se podem acabar induzindo uma única forma de pensar. Talvez o poder que elas tenham em mãos é o que sempre sonharam regimes autoritários.

    1. Concordo com seus receios, só faço um contraponto à questão do fazer ciência. Não se faz ciência no YouTube, né? Divulgação científica, sim, mas para isso precisa ter um estudo antes, com todo o rigor metodológico que se espera. Pegar uns casos anedóticos e postar um vídeo apocalíptico com base neles no YouTube não é fazer ciência.

  2. Quando o cala-boca é com o “adversário”, todo mundo gosta.
    Já quando é com os simpatizantes, aí é perseguição.

      1. Eu não sei, nunca vi o conteúdo deles e, se é assim mesmo, fico feliz de não ter visto (um lixo a menos consumido!) e concordo que tenha sido cortado.
        Mas não falo especificamente deles. O meu ponto é que nós (as pessoas em geral – não me excluo) somos muito ruins no quesito imparcialidade. Se a opinião vem contra a crença da pessoa, ela acho ótimo que seja removida. Aí quando percebermos que perdemos a possibilidade de contestar a “informação oficial” (e essa lâmina corta para os dois lados), será tarde demais. De novo: não estou defendendo incitação à violência e nem a divulgação de notícias de fato falsas.

    1. você quer ter livre expressão, também deve assumir as CONSEQUÊNCIAS de sua liberdade.

      se você não quer assumir consequências que procure um lugar que não tenha consequências da sua liberdade. pois estamos no mundo real, e devemos enfrentar e assumir as consequências da nossa liberdade.

      por isso está nos termos.
      Minha casa = minhas regras
      Sua casa = suas regras.

      se não gostou saia da youtube, pois é uma empresa privada.

      a perseguição é feita pelo estado, qnd é nos termos de empresa privada não é perseguição, mas sim punição por causa de desrespeito das regras de yt.

      a disseminação de mentiras não está coberta pelo direito à livre expressão/ liberdade de impressa. As instituições e a democracia precisam de meios para se defender de quem tentam destruir suas bases/estruturas.

      1. Não é bem assim, “se não gostou, saia”.
        Nós não estamos falando do clube do livro do seu bairro, e sim de uma plataforma que tem alcance global. Quando ela passa a decidir o que é “certo” postar, temos um problema. Vale pra Facebook também.
        Não é questão de Terça Livre, direita/esquerda ou qualquer outra narrativa que só tem a finalidade de dividir as pessoas.
        Concordo que há que se assumir a reponsabilidade pelo que é dito, mas pra isso é necessário, primeiro, que se possa dizer.
        E não tenha a ilusão de que essas grandes companhias são agnósticas em relação a quem está no poder.

  3. Demorado, mas bem feito. Agora falta a equipe do YouTube Brasil acordar e analisar os milhares de canais bolsonaristas que propagam as besteiras do astrólogo Olavo de Carvalho.

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